Resenha: Gigantes – Pedro Henrique Neschling.

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Paralela – 2015 – Literatura brasileira – Nota 3♥♥♥.

Gostei do livro, fiquei até em dúvida de uma nota quatro, mas achei que a três seria mais apropriada. O finalizei hoje, lendo-o em dois dias. O livro tem 229 páginas e é bem fácil de ser lido. Poucas descrições, o que eu gosto, diálogos misturados à narrativa da história. Em terceira pessoa, o que afasta-nos um pouco dos personagens, mas que torna mais fácil analisar imparcialmente cada um deles. O personagem que mais me cativou foi Zidane, talvez por ser o oposto de tudo aquilo que eu sou, certinha e chatinha, haha. O livro pra mim foi muito bom, porque trata de algo que se passa comigo nos dias de hoje, a idade e as incertezas.

Narra à história de cinco amigos de escola, mostrando eles na época e nos dias atuais, dez anos depois. Fernando, Duda, Camila, Zidane e Felipe. A amizade que os unia no colégio, os sonhos, as vontades e vocações e o decorrer do tempo. A vida de cada um e as mudanças que ocorrem, de forma esperada e muitas vezes imprevisível. Cinco adultos de classe média, do Rio de Janeiro, suas descobertas, viagens, estudos, trabalhos, amizades novas e romances. Suas escolhas certas e erradas. A sensação de nostalgia que o livro traz que pra mim, tem um significado especial, pois justamente me lembro da minha adolescência e agora quando me vejo com meus quase trinta. O protagonista ainda sim, em minha opinião é o Fernando. Sem necessariamente ordem cronológica palpável. Histórias leves e pesadas, reais e irreais (para mim particularmente), hilárias, fortes, tristes. De tudo um pouco. Adorei a ideia de inserir a música, bandas, letras e canto na história. Só a menção a banda australiana Silverchair, com ênfase no Daniel Johns já ganhou inúmeros pontos comigo, pois foi uma das paixões dos meus dezesseis anos (confesso). Fernando, que sonhava ser diretor e produtor, seu sonho era ganhar o mundo com seus filmes e projetos. Camila não tinha uma vocação apenas, só sabia que queria ser livre, experimentar de tudo, gostar de tudo. Duda gostava de moda e design, gostava de criar. Zidane, surfista, skatista e vocalista de banda. Felipe, produtor de comerciais, mas aberto a todas as oportunidades que surgissem, queria aproveitar a vida. A sensação de amadurecimento, crescimento, dúvidas e conflitos quando nos tornamos adultos me fez refletir sobre minha própria vida e decisões. O livro mostra como nem sempre é possível controlar o destino e como isso pode ser bom ou ruim. Alguns se casam, têm filhos, descasam ou não, descobrem nova orientação sexual ou assumem o que sempre foram. Estudam, desistem, recomeçam, se animam, desanimam e a vida se mostra uma montanha russa de verdade. Um desencantamento sábio, como disse Pedro.

Escolha seu favorito! 😉

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