Wagner Moura: mistura de carisma, talento e inteligência.

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O poder que os atores têm de encantar.

Sou assim, quando gosto, gosto muito e possivelmente para sempre. Quando um ator ou atriz brasileira (o) ou estrangeiro ganha minha atenção, tenho a tendência de ir pesquisar sobre ele e acompanhar seus próximos projetos e ver seus antigos trabalhos realizados.

Teria inúmeros nomes para abordar e colocar em uma lista imaginária, mas hoje, em particular quero falar sobre o ator e músico Wagner Moura.

A primeira atuação que vi do ator foi em Sexo frágil, uma série na televisão aberta, focando no humor para tratar de histórias de comportamento de gêneros, interpretando personagens masculinos e feminismos, com um bom elenco, embora ele já estivesse trabalhando no teatro há tempos, algo que nunca tive o prazer de ver. Em a Lua Me Disse, não me prendi a trama, mas em Paraíso Tropical, no papel de Olavinho em parceria com Camila Pitanga como Bebel, confirmei de que o seu talento e carisma na interpretação do personagem, me faria torcer pela vitória dele, sendo o mocinho ou vilão, na verdade sendo qualquer coisa. Eu devo admitir que nunca gosto muito dos mocinhos mesmo. Peço desculpas rsrs.

Wagner Maniçoba de Moura, 39 anos, Bahiano, em um discurso ao ganhar um prêmio em sua cidade, homenageou seu pai e ali me comoveu de forma profunda.

O primeiro filme que vi do ator, Deus é brasileiro, reafirmou minha admiração, seguindo para Carandiru, O homem do ano, Ó Pai, Ó, mas foi em Tropa de Elite que vi algo que me surpreendeu, sou totalmente contra seu modo de operar no filme e ainda sim, torci por ele, consegui sentir sua angústia e sua dor, enfim, seu lado da história. O Tropa de Elite 2, me fez manter a mesma posição. Daí comecei a ver os filmes que ele era parte do elenco pelo “simples” motivo dele estar ali. O Homem do futuro, A busca, Serra Pelada, A praia do Futuro, Trash – A esperança vem do lixo me fizeram constatar o quando ele se transforma pelo papel, a sua interpretação grandiosa nos faz acreditar que ele seja realmente aquela pessoa, se transforma no personagem de forma física e psicológica e o admiro por isso. E em A Praia do Futuro, o achei tão absurdamente incrível que fica difícil descrever. Em seu mais recente projeto, Narcos, série da Netflix, ele ganhou notoriedade mundial, sendo indicado ao prêmio de melhor ator em série dramática no Globo de Ouro, não ganhou o prêmio, mas ganhou o mundo. Adorei sua entrevista no The Tonight Show com Jimmy Fallon falando da preparação para interpretar Escobar. Fico triste em saber que a segunda temporada, ele dará adeus à série, mas já era óbvio desde o início, não existe outra forma de contar a história. Li em uma entrevista que o produtor e roteirista da série disse que o público norte-americano ficou fascinado pela série e rebateu a declaração do filho de Pablo Escobar de que a série glamourizou os crimes do pai, sendo que o fato das pessoas amarem o traficante colombiano é devido ao carisma e apelo de Wagner Moura, sua atuação é culpada no bom sentido por Escobar ser um bom vilão, parecido com a história do próprio em sua jornada real. Isso, eu e os brasileiros já sabíamos desde sempre. Impossível não amar e torcer por ele. A repercussão que ele dá a qualquer projeto que participe é evidente e o sucesso é inegável. Tento não transparecer muito meu lado tiete, não sei se consegui, acho-o formidável e com uma alma linda demais. Sem deixar escapar o Tributo à Legião Urbana, uma banda que amo desde sempre, no qual ele foi responsável pelo vocal ao lado de Villa-Lobos e Bonfá, ao vivo, transmitido para todo o Brasil, cantando todas as músicas principais que já conhecia de cor e foi maravilhoso mais uma vez perceber sua entrega e dedicação.

Volto em breve para falar de uma atriz brasileira que admiro muito também 😉

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Resenha de Livro: O diário de Anne Frank – Anne Frank

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#Nota04♥♥♥♥

Boa noite pessoal, como é possível ver (na realidade, não ver hehe), essa semana mais li do que escrevi, bem, na verdade, só estou escrevendo agora. Conforme combinado, hoje é quinta-feira e tenho uma resenha prometida a fazer. Sempre tive vontade de ler esse livro por diversos motivos, sempre ouvi falar bem, é mundialmente conhecido e relata algo que gosto muito de ler sobre, a época do Holocausto. Já li outros livros sobre o tema e o acho comovente e profundo. Impactante e reflexivo. Ainda nos dias de hoje, me vejo questionando se a nossa sociedade já teria se livrado de ditadores como este. Se houvesse um Hitler, se a população brasileira o apoiaria e com grande tristeza, escrevo que acho que sim. Existem muitos “cidadãos do bem” que agem como o ditador, achando-se superior e totalmente convencidos de que seus direitos devem sobressair sobre os demais e ainda que as minorias do país devam se manter caladas e no patamar abaixo do seu. É vergonhoso e cruel, mas nossa sociedade ainda apedreja e lincha pessoas, deseja à morte de outras tantas e quer justiça a todo custo, uma justiça parcial, que só atenda seus interesses. Um desejo de vingança e um ódio permanente que me causam pavor. Pessoas preconceituosas a meu ver se equiparam ao pensamento de Hitler e se tivessem o poder que ele detinha, seguiriam seu manual meticulosamente.

O Diário de Anne Frank, no qual ela conta um pouco do seu passado “normal” de escola, amizades e brincadeiras e focando em seu período de vida desde 1942 até Agosto de 1944 (no qual o livro foi escrito), no Anexo secreto, um fundo de escritório no qual ela, seu pai, mãe e irmã com mais quatro pessoas se escondiam apenas por serem judeus, na Holanda que lutava contra a Alemanha na época de Hitler e o nazismo. Conta detalhadamente sobre as comidas, o dia a dia, seus estudos, leituras, tarefas, discussões e medos que enfrentava lá. Por ser uma menina tão nova, ela se mostra sagaz e muito inteligente. Usa uma linguagem totalmente apropriada como se fosse alguém bem mais velha e talvez o fosse psicologicamente após tudo o que passou. O que cativa é que a gente percebe sua própria mudança ao longo do livro. Suas aflições e descobertas que vão sendo narradas conforme acontecem. Pelo que sei da história do livro, ele foi revisto várias vezes ao longo dos anos e resumido, pois o diário oficial era imenso. Sei também que seu pai, quem tornou a publicação do livro possível, após sobreviver à época, removeu algumas partes que tratavam de seus sentimentos quanto à família e ao seu amigo/ amor. Ela desenvolve um sentimento por Peter, filho dos Van Dann, que vive escondido no mesmo lugar e narra sutilmente o descobrimento do amor. Ela mostra-se muito sincera e crua no que diz respeito ao seu relacionamento com a família, o que só seria possível se tratando de um diário, pois o relato é tão fiel que assusta. Ela não se dá bem com a família, talvez próprio da sua idade, mas a questão é que ela é tão inspiradora que nos vemos comprando a briga dela e a vontade que temos é protegê-la. Relata todos eles sendo capturados e levados aos campos de concentração em diferentes lugares. É uma menina esperta e madura que aos quinze anos tem gênio forte, senso de humor e opiniões no qual expõe tudo no diário, se tornando sua fiel e confidente amiga, que ela chama de Kitty. Você fica com vontade de que o livro nunca acabe e quer fazer parte da vida dela. A dica que deixo aqui para vocês é que deixem para ler o final do livro em um lugar tranquilo, pois a emoção é grande e eu quase passei vergonha.

Até breve 😉

 

Minha história com a leitura e os livros que li.

Lembro-me até hoje do primeiro livro que ganhei na vida, chamava-se “Se ligue em você”, de Luiz Antônio Gasparetto, um presente de meu pai, um livro de poucas páginas e muitas ilustrações que fez toda a diferença, possivelmente, na minha vida. Unindo a leitura e um pouco de religião, essas paixões me seguiriam até os dias de hoje. Os dois primeiros livros juvenis que li foram Bem-vindos ao rio e O Pequeno príncipe e os tenho até hoje. Já em 2001, minha tia, irmã de minha mãe, me emprestaria um livro sobre o Cazuza, escrito pela mãe dele e eu ganhei mais um livro sobre entrevistas concedidas pelo Renato Russo durante sua carreira. Engraçado, amo Legião Urbana até os dias de hoje e conheci as músicas também através principalmente do meu pai, incluindo seu Cd em italiano, uma língua que também amo.

Em 2002, me inscrevi na biblioteca pública próxima ao meu bairro e lá tudo tomou força. Tenho vontade de voltar lá nos dias atuais, pois frequentava toda semana. Comecei lendo livros da Zibia Gasparetto, sobre o espiritismo, biografias, astrologia, romance, literatura, sexualidade e assuntos tabus quando adolescente.

Por tudo isso, acredito que a leitura é questão de hábito e se inicia desde pequeno. Aquilo que aprendemos na infância, provavelmente, carregaremos conosco por toda a vida. Li sobre administração durante o curso e de comunicação durante o outro curso. Talvez o prazer pela leitura tenha me levado a cursar Jornalismo, o prazer em escrever, mesmo que não seja tão boa nisso até hoje e já ensaiei e comecei alguns livros próprios, mas sempre parei e em 2003 tive a ideia genial hahaha de fazer uma planilha, sim, PLANILHA, outra paixão minha (não se assustem, adoro cálculo também, alias adoro muitas coisas diferentes) com todos os livros que lia, porque pensava que pela quantidade crescente, com o tempo, eu teria dificuldades no futuro de lembrar o que li ou não e sobre o que o livro tratava. E nela, que preencho severamente até hoje e para sempre, espero, tem todos os dados relevantes e a partir de 2013 com um pequeno resumo da história de cada livrinho que venho lendo na vida.

Agora que comecei o blog, claro, não tenho tempo hábil de resenhar tudo o que já li, ou mesmo antes de 2015 ou ainda todos os que li de 2015 para trás, até porque sigo lendo e resenhando livros de agora.

Então, deixo aqui em aberto, que já li um bocado (211 livros até o momento) e caso alguém tenha interesse em uma resenha é só me pedir, se eu já tiver lido, o farei, caso não tenho lido, tentarei ler e fazer.  Até mais 🙂

 

 

 

Resenha: Bella Andre – Em Meus Pensamentos (e um resumo dos outros sete livros sobre os irmãos Sullivan´s).

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Saga dos irmãos Sullivan´s #BellaAndre

 

#Média Nota 3 #EmMeusPensamentos #BellaAndre

Bella Andre descreve a família Sullivan, com os oito filhos de Mary Sullivan através de oito volumes. O primeiro volume que li foi em 2013 e nesses três anos, vinha dando sequencia a leitura na ordem em que os livros foram publicados. Conheci os livros através da minha irmã, Andrea, e os últimos dois volumes da série, eu fiz questão de comprar, para conhecer melhor todos os integrantes dessa história. Aproveito para dizer que a mudança no layout das capas a partir do quarto livro me agradou bastante. Mary Sullivan perdeu o marido Jack há muitos anos e criou e sustentou os oito filhos sozinha. Só isso já é algo incrível, mas os seis homens e duas mulheres (gêmeas) é que são à base de toda a história. Os oito livros são romances eróticos, o que não faz meu estilo, mas o que me cativou foi o fato de haver mais história do que simplesmente sexo. (o livro é mais romance do que safadeza rsrs). A descrição dos momentos sensuais são mais suaves do que alguns exemplares de outras autoras que li (e não gostei). Tenho a impressão de que o oitavo livro foi o que eu mais gostei, não saberia dizer se por que o finalizei hoje ou se porque a história é melhor e mais bonita. Acho na verdade de gostei bastante de, que foge do estereótipo do mocinho ou sedutor da maioria dos romances.

Resumo: Livro 1 – Um olhar de amor.

Nota 3 – História do irmão Chase Sullivan, fotógrafo e (sempre galinha) e Chloe que se vê atormentada pelo seu ex, Dean e os dois aos poucos se conhecem e não conseguem resistir a paixão. Um bocado clichê.

Resumo: Livro 2 – Por um momento apenas.

Nota 3 – História do irmão Marcus Sullivan, o mais velho e responsável da família, que achou a mãe a criar os irmãos, dono de uma importante vinícola que é sua vida e recentemente traído e de Nicole, cantora de sucesso (Lori, irmã de Marcus, trabalha como dançarina e coreógrafa dela) e eles se apaixonam, apesar de todos os contras, o que é fator determinante em todos os volumes, como se fossem amores improváveis e impossíveis, com protagonistas opostos um ao outro e por isso vemos resistência no início de todas as histórias.

Resumo: Livro 3 – Não posso me apaixonar.

Nota 3 – História de Gabe Sullivan, bombeiro, com dilemas interiores por uma perda em sua profissão no qual ele se sente responsável e de Megan, mãe viúva e contadora, mãe de Summer, uma menina incrível, que após ser salva por Gabe em um incêndio em sua casa que seria fatal, se aproximam, mas não querem se apaixonar pelos riscos de perda, mas não resistem.

Resumo: Livro 4 – Só tenho olhos para você.

Nota 3 – História de Sophie Sullivan, a gêmea boa, bibliotecária e que sempre foi apaixonada por Jake McCann, amigo da família de longa data e no casamento de Chase e Chloe, ela decide tentar seduzi-lo, já que ele aparentemente nunca a notou e ela não consegue esquecê-lo, o que ela não sabe é que ele sempre a admirou, mas em respeito a ela e a família que sempre o tratou como um filho, ele sempre fugiu de qualquer tentativa e nesse jogo que ela faz, ele não consegue mais se enganar e eles se apaixonam.

Resumo: Livro 5 – Se você fosse minha.

Nota 3 – História de Zach Sullivan, mecânico e dono de agências de carro que conhece a treinadora de cães Heather que o ajuda, a contragosto porque o acha esnobe e atrevido, com seu novo cão, que foi emprestado por Summer, quando Gabe e Megan saem em viagem e os dois através de seus cães começam a conviver e mesmo evitando, se apaixonam.

Resumo: Livro 6 – Quero ser seu.

Nota 3 – História do irmão Ryan, jogador de beisebol famoso e Victoria, sua amiga de infância, artista de argila, que se reencontram após o divórcio dela e fingem um namoro para que ela possa finalmente se livrar do ex e ele aceita devido ao seu carinho por ela, mas como sempre se amaram de verdade, ficam juntos mesmo.

Resumo: Livro 7 – Perto de você.

Nota 2 – História de Smith Sulivan, astro de cinema, atuando e dirigindo um filme no momento que se apaixona pela agente e irmã de sua companheira de trabalho e faz de tudo para conquistá-la, mesmo ela sendo avessa a relacionamentos com atores, pois acha todo o glamour em cima dessa profissão algo fútil, mas ele é persistente e não vai desistir até conseguir. Acho que o fato de ter sido o que menos gostei foi que não há muita história além da pura tentativa de conquista, tornando-o meio inexpressivo.

Resumo: Livro 8 – Em meus pensamentos.

Nota 4 – Acho que não precisaria explicar o por quê do resumo desse volume ser maior, mas o faço mesmo assim, pois foi o que eu mais gostei e o último da saga dos irmãos Sullivan´s. História de Lori, a gêmea Mazinha dos irmãos Sullivan´s, oitavo e último livro sobre os irmãos. Bailarina e apaixonada pela dança, descobre que seu namorado de dois anos a traí com uma das bailarinas que ela própria contratou para o balé de Chicago. Sentindo-se humilhada, parte dali para perto da sua família, mas envergonhada, decide parar em uma cidadezinha próxima e após ver um anúncio de emprego em um mercadinho, decide dar um rumo novo a sua vida e ir trabalhar em uma fazenda, conhecendo Grayson Tyler, fazendeiro rude e grosseiro de pouquíssimas palavras que tenta de todas as formas que ela desista e vá embora, pois é um clássico antissocial, mas ela se apega aos bichos e o gato Mo (Docinho) e não tem coragem de partir e deixar o lugar. Ele vai aos poucos se abrindo para ela, conta que ficou viúvo há três anos e ainda culpa-se pela morte da esposa em um acidente de carro embriagada, pois vinha bebendo sempre porque ela era infeliz no casamento assim como ele. Eles se envolvem, mas ele deixa-a partir para voltar a dançar e não tem certeza se a verá novamente. O desfecho da história é bonito e interage entre todos os irmãos, incluindo os pais. O Epílogo mostra o ponto de vista da mãe, Mary, descrevendo a história dos oito filhos e esposas/maridos, filhos e animais da família e deixando um suspense sobre um possível romance futuro de Mary. Apresenta também seu sobrinho, Rafe Sullivan, um detetive, protagonista do próximo livro da autora (que eu li e não gostei muito).

Resenha do Livro O milagre – Nicholas Sparks

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Este foi o sétimo livro do autor que li e sempre gostei muito dos romances, apesar de normalmente ter sentido uma raivinha das protagonistas em grande parte deles. Assisti a alguns filmes também e sempre foram histórias bonitas de amor. Os li em 2012 e 2013 e não sei precisar se foi a minha mudança neste período de tempo, mas em 2016, lendo O Milagre, não gostei. Fui pesquisar as opiniões alheias e descobri que não era somente eu que não havia curtido, então acho que existe uma parcela da questão que seja em cima do autor também. Acredito que daqui um tempo queira ler outro romance dele para verificar se é a obra ou o meu gosto que mudou. O que contribuiu para que eu levasse nove dias para lê-lo foi além de ser em terceira pessoa, o que não é meu estilo preferido, pois acredito que nos afasta da história, o começo do livro é muito lento, não prende a atenção e fica razoavelmente bom a partir da página 120 e ainda sim até o fim deixa a desejar. A história em si, o enredo, poderia ser bom, mas se torna tolo e o desfecho, achei previsível e frívolo demais. Sparks utiliza-se de uma descrição das coisas tão detalhadamente que chega a cansar e a vontade de pular as linhas esteve comigo em vários momentos, mas me segurei e fui firme haha.

Acredito que não seja o mais correto estar criticando o livro, pois me foi emprestado por uma amiga querida, mas não seria ético não fazê-lo. Espero que ela não se importe e continue a me emprestar novas histórias. Obrigada 😉

Meu resumo:

Jeremy Marsh, jornalista investigativo vive em Nova York, sozinho e é divorciado há tempo suficiente para ter se acostumado a isso. Escreve para uma revista e faz freelance para aumentar seus ganhos. Recebe uma carta de Doris sobre efeitos sobrenaturais em um cemitério em uma cidadezinha chamada Bonne Creek e parte para lá em buscar de desvendar esse mistério. Totalmente cético, chega à cidade com o único objetivo de resolver rapidamente a questão. Porém com o passar do tempo, começa a conhecer o lugar, as pessoas, as histórias, a biblioteca da cidade e Lexie, uma mulher de aparência forte, independente e inteligente que o ajuda nas pesquisas. Porém as feridas de ambos fazem com que tenham medo de avançar no relacionamento. Ela, que já foi abandonada por alguém que não queria viver na cidadezinha e ele que foi abandonado pela esposa por questões delicadas (não darei spoilers), tentam manter o meio termo entre amizade e amor. Através da pesquisa para desvendar o mistério do cemitério, eles se aproximam aos poucos e de forma verdadeira.

Volto em breve 🙂

Resenha Como Conversar com um fascista – Marcia Tiburi

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Além de romances, temas literários que me atraem são crônicas brasileiras, grandes acontecimentos da História do Brasil e do mundo, cultura, animais, espiritualidade, psicologia – psicopatia, biografia, livro reportagem (fiz um neste estilo como Trabalho de Conclusão de Curso na faculdade de Jornalismo, um dia, se eu tiver coragem, falo mais sobre ele), além de ficção.

Portanto toda semana, vou tentar resenhar sobre um livro dessas categorias. E sobre Cultura História Leitura farei todas as quintas-feiras possíveis.

Começo com este livro, pois o li há pouco tempo e me chamou muita atenção. E minha história com ele foi por acaso. Fui com minha listinha de compras a uma livraria em uma das minhas noites livres e como sempre, nunca consigo me satisfazer somente com a lista e acabo comprando algum que tenha me cativado. Foi este o caso, o livro estava em uma das prateleiras, mas a cor rosa pink foi o que me fez pegá-lo, o que parece fútil, mas ao ver o tema, logo me identifiquei. Minha visão política é de esquerda e adoro conversar sobre o assunto com quem se abra para isso, claro e achei que seria um bom material de estudo. Não associei de primeira o nome à pessoa e o comprei. Só depois de uns dias, me “toquei” que a conhecia. Acompanho o programa da GNT, Saia Justa há uns anos, dependendo do elenco participativo do ano e o período que ela fez, eu assistia e já apreciava seu pensamento e diálogo. Assisto o programa ainda nos dias atuais e adoro a Maria Ribeiro, suas reflexões se assemelham as minhas, o que me levou a comprar recentemente seu livro Trinta e oito e meio , que talvez eu venha a resenhar qualquer hora, porque gostei.

Estou compartilhando Como Conversar com um fascista porque foi um livro que me abriu a mente de várias formas, o li em três ou quatro dias, não me lembro exatamente, mas ainda que não o estivesse lendo no momento, eu me “pegava” pensando nele durante o dia e ainda quando terminei o livro, continuei refletindo sobre os temas e pontos de vista abordados.

Foi um livro que o marca-texto esteve presente em muitos momentos, pois eu sabia que um dia eu gostaria de reler tudo aquilo. Fez sentido sobre muito do que penso referente a humanidade e me fez “viajar” analisando e criando novas analogias. Poderia escrever muito sobre os temas do livro, mas acho que não cabe aqui, neste momento. Só deixo registrado que me deu base para fortalecer o que eu já pensava. O indico, sem medo, sim, pois todos aqueles que se permitem pensar o novo ou o mesmo ou o velho, ganharão aprendizado. Concordando ou não (eu particularmente, concordo), acho que foi muito bem escrito e entrelaçado todos os temas apresentados. O livro sendo pequeno auxilia também o pensamento em raciocínio constante. Para mim, como pessoa, foi “super” válido. Achei incrível, ainda, a apresentação de Rubens Casara e o prefácio de Jean Wyllys (que graças a este livro e sua participação, me levou a comprar e ler Tempo Bom, Tempo Ruim, também recentemente).

Resumo do livro:

Relato sobre a posição de esquerda da escritora e como a direita se mantem, se movimenta e cala aqueles que pensam o contrário. Muito bom os temas apresentados como aborto, drogas, educação, assédio, cultura indígena, indústria cultural, mídias, novas tecnologias, homossexualidade, machismo e racismo.

“Conversar com quem não pensa como eu, eis o desafio do diálogo”, pág 144.

Próximos livros a resenhar:

CULTURA HISTÓRIA LEITURA

O diário de Anne Frank Anne Frank

O Harém de Kadafi Annick Cojean

O menino do pijama listrado John Boyne

A Casa das sete mulheres Letícia Wierzchowski

Holocausto Brasileiro Daniela Arbex

O ministro Che Guevara Tirso W. Saenz

Não há dia fácil Mark Owen

(Ainda criarei os tópicos dentro da categoria Livros como: ANIMAIS LEITURA, ESPIRITUALIDADE LEITURA, PSICOLOGIA LEITURA e BIOGRAFIA LEITURA).

Até a próxima resenha 😉

Resenha Jojo Moyes -Um mais um e A garota que você deixou pra trás

#Nota05♥♥♥♥♥

Hoje vou falar um pouco mais sobre essa escritora conhecida por muitos e nem preciso me estender dizendo o quanto ela é talentosa e incrível, todo mundo já sabe, então irei escrever sobre as obras dela. Depois que li Como eu era antes de você, achei que nenhum livro dela superaria aquele e devo dizer que seja uma tarefa complicada, pois até o momento li quatro obras e amei todas (Fiz resenha de A última Carta de amor no blog) e ela é surpreendente, assim como tenho certeza que será em Depois de você que chega as livrarias em 18 de Fevereiro e estou louca para comprar. Só posso constatar que a Editora Intríseca deve publicar todos os romances dela para sempre.

Meu resumo: Um mais um

Este livro surpreende porque diferente dos dois últimos ele se passa na atualidade e depois de Como eu era antes de você, sempre começo a leitura me preparando para o pior. Pois bem, a autora consegue nos manter em agonia até o final sempre, dando vontade de devorar a história até que ela acabe. Histórias imprevisíveis me fascinam. Jess é mãe solteira, seu ex-marido Marty, que é um imprestável, é ausente e vive dizendo estar desempregado e morando com a mãe, Jess se vê passando por necessidades financeiras para criar Nicky, filho de Marty com a primeira mulher, um adolescente emo, que sofre bullying frequentemente do vizinho e é muito calado, e foi morar com ela quando tinha dois anos e Tanzie, prodígio em Matemática, uma menina falante de menos de dez anos e o cachorro da família Norman, que é fofíssimo. Ela trabalha fazendo limpeza de dia com sua amiga Natalie e a noite servindo mesas em um bar. Quando Tanzie recebe uma bolsa parcial de estudos, a mãe tem a notícia através de um professor de que haverá uma Olimpíada na Escócia e ela embarga com a família para lá. Porém o carro velho quebra na estrada e quem a socorre é Ed Nicholls, um cara arrogante, dono de uma das casas que ela faz faxina, mas que atualmente passa por processo judicial após se envolver com uma antiga paquera e deixar escapar que a empresa dele que desenvolve software e tem ações estará em alta e ela deveria investir, pois na verdade ele quer se livrar dela por ser muito grudenta. O irmão da mulher ganha bilhões investindo e ele é investigado por uso de informações privilegiadas. Seu pai está com câncer e morrendo, sua família o cobra demais e ele decide levar a família de Tess até o destino, pois sente-se entediado. Na viagem de cinco dias, passam por diversas aventuras e descobrem-se com novos sentimentos. Jess comete um erro no início que coloca em questão até onde as pessoas podem pelos filhos.Muitos enredos, desde o quase sequestro de Tanzie, atropelamento de Nornam e blog de Nicky, você se imagina dentro da história e fazendo parte da viagem.

Meu Resumo: A garota que você deixou pra trás.

O livro retrata duas épocas distintas, entrelaçadas por um motivo, assim como em A última Carta de Amor e me arrisco em dizer que foi dos quatro livros dela, o que eu mais gostei. Conta a história de Sophie Lefévre, que mora na França e tem sua vida transformada por causa da guerra. Seu marido, Édouard, pintor e intenso artista é enviado a guerra e Sophie junto com a irmã, irmão e sobrinhos se vêem em dificuldade, passando frio e fome em sua terra natal, Elas têm um bar “Le Coq Rouge” e são obrigadas a servir aos alemães refeições todas as noites. Her Kommandant, fica apaixonado pelo quadro de Sophie, “A garota que você deixou pra trás”, pintado pelo marido, mesmo sendo casado e aceita uma troca, comprometendo-se pela volta do marido dela. Mas as coisas não saem como o previsto e o destino de Sophie se torna obscuro e temeroso. Vindo para os anos atuais, 2006, Liv Halston, viúva, seu marido arquiteto faleceu há quatro anos, dormindo, lhe deu de presente de casamento o quadro de Sophie. Ela se vê cheia de dívidas, seu único bem é o apartamento lindo, luxuoso e espelhado que seu marido David lhe deixou e tem que brigar na justiça para provar que o quadro foi comprado e não roubado. Acontece que quem descobriu o quadro em sua casa foi Paul McCafferty, que se conheceram em um bar gay após ela estar bêbada e ser assaltada e eles se envolvem. Ele é dono de uma empresa que justamente presta serviço a descendentes que tiveram algum bem levado à força nas guerras. Em lados totalmente apostos é possível manter algum afeto e respeito? No decorrer, percebemos as semelhanças entre as duas protagonistas e como a coragem de ambas são determinantes pro rumo da história,  Durante a história ainda aparecem figuras como Liliane Bethume que foi prisioneira e deixa sua filha para trás com Heléne (irmã de Sophie). Temos Mo, companheira de casa de Liv e descobrimos o futuro de Her Kommandant.
O livro traz uma reflexão sobre o que é o certo e o que é o errado, o que é do bem e do mal, o que é moral e sobre pré julgamentos que fazemos sem conhecer a fundo a história das pessoas. 

Aqui, fica minha dica, pois hoje o livro está em promoção nas lojas Americanas 🙂

Livro A garota que você deixou pra trás – Americanas.com

O hábito da leitura e escrita – Aprenda a desenvolver!

 

Escrever e ler são práticas, no qual acostumamos nossos cérebros à desenvolvê-los.

Percebo que quando mais leio, mais quero ler, quanto mais escrevo, mais sinto necessidade em escrever. E escrever já não me assusta. Não me importa mais se as pessoas irão concordar. Meu egocentrismo só quer deixar por escrito aquilo que sinto, vejo e penso.

É como uma rotina, na qual você se habitua e te dá prazer. No meu caso, louco, é um descanso, é aquilo que sinto vontade de fazer nas horas vagas e de lazer, quando não estou trabalhando ou estudando.

Mas existe uma cobrança interna de si mesmo. Ano passado li em média um livro por semana, um pouco mais ou menos no decorrer do tempo. Só consegui isto porque me determinava a ler nos momentos certos. Criei uma rotina. Quando pego o livro, já sei quantos minutos levo pra ler cada página, depende do tamanho e tipo do texto, assim já consigo prever meus próximos dias, quinze páginas indo trabalhar, no ônibus, mais quinze páginas no horário de almoço, mais quinze páginas na volta pra casa e mais vinte páginas em casa, por exemplo. Assim, mesmo quando estou em período letivo da faculdade, a rotina segue a mesma. E não é nada difícil. Hoje em dia não saberia mais andar seu um livro na mochila. Quando minha última leva de livros comprados está chegando ao fim, já me bate o desespero para comprar mais. Por isso tenho certeza que é ler é um hábito que adquirimos e alimentamos. Muitas pessoas me questionam como eu consigo ler tanto, eu fico me perguntando é como alguém consegue não ler.

Também sou de época, por exemplo, em Outubro li dez livros e no início do ano passado li dois no mês. Ás vezes procuro outras coisas, mais se não estiver lendo no transporte público, com certeza estarei ouvindo música, que também me faz um bem danado.

Por isso a dica é simples, estipule metas, as quais você conseguirá cumprir e horários para a leitura. Faça isso diariamente, hoje com a tecnologia toda que dispomos ainda é bem mais fácil, mas eu como boa velhinha de alma que sou, prefiro e gosto de ler livro impresso, sabe, cheirar as páginas, admirar e tocar a capa, contra capa e tenho toda a mania (espero que não seja só eu) de quando pego um livro, sigo um padrão até começar a ler de fato a história. Não espero que achem que sou doida, até sou um pouco, mas o importante nisso tudo é fazer aquilo que nos faz bem. Sinto que muita gente se culpa por não ler ou não gostar de ler e é pra essas pessoas que escrevo, comece aos poucos, traçando seus objetivos, com calma e sem alarme, daqui um tempo você verá o quanto foi e é fácil. Pra mim é automático ler, assim como comer e dormir, espero que um dia seja pra você também 😉

Cidade de ladrões -David Benioff

Cidade de ladrões

#Nota4♥♥♥♥

Comprei a edição de bolso, por ter o preço mais acessível e o que me interessou na história foi a retratação dela no período da Segunda Guerra Mundial, esses fatos históricos, principalmente sobre a época do Nazismo me levam a comprar sempre. Já li vários e estou sempre em busca de novos. Pois eu não esperava tanto desse livro e ele é maravilhoso, não muito conhecido e por isso resolvi escrever sobre ele, pois merece ser reconhecido e LIDO. Acabo de descobrir somente agora (04/02) que além de escritor, David é produtor e diretor, recentemente produzindo a famosa série Game of Thrones, além de ser casado com a linda Amanda Peet, conhecida atriz. Deveria suspeitar da sua qualidade e excelência mesmo, estou mais fã ainda. 

Meu Resumo:

Lev é um rapaz de 17 anos que vê sua mãe e irmã saírem da cidade, pois estão em guerra (2° Guerra Mundial) contra os alemães. Após ele e seus amigos furtarem um morto em busca de comida, ele é pego pela polícia e preso. Conhece Kolya, um soldado jovem e divertido que foi desertado pois não aguenta ficar sozinho e sem sair com mulheres. Para não serem mortos, são obrigados a entregar ao coronel uma dúzia de ovos para o casamento da filha dele após alguns dias. Eles partem na aventura à caça aos ovos. São perseguidos por canibais, conhecem meninas que se tornaram prostitutas dos alemães, conhecem combatentes de seu país (Rússia) e se apaixona por uma das soldados. Após serem pegos (os três) armam um jogo de xadrez entre Lev e o sargento mais cruel e horrível do lugar, Abendroth e apostam uma duzia de ovos se ganharem. A história se desenrola de maneira incrível e o final é arrebatador.

Em ‘Cidade de ladrões’, um jovem escritor, convidado para escrever um ensaio autobiográfico, decide trocar o relato de sua própria vida, ‘intensamente maçante’, pela história do avô, que combateu os alemães durante o cerco a Leningrado, na Segunda Guerra Mundial. Relutante, o avô aceita contar, pela primeira vez, o que ocorreu naqueles dias: uma odisséia de dois jovens determinados a sobreviver a todo custo, em meio ao frio, à fome, à loucura dos oficiais russos e ao perigo iminente do Exército alemão. Lev Beniov, protagonista deste romance que tem como pano de fundo eventos marcantes da História contemporânea, é um jovem tímido e solitário. Preso pelos russos por não respeitar o toque de recolher, acaba dividindo a cela com Kolya, um rapaz carismático, acusado de abandonar a frente de batalha. Para que não sejam executados, os dois recebem de um coronel uma missão aparentemente impossível: encontrar, na cidade gelada e sem alimentos, uma dúzia de ovos para que a filha do oficial tenha um bolo de casamento decente.

Fonte: Saraiva

Hilary Duff: Trilogia Elixir

True

#Nota4♥♥♥♥

Já conhecia a Hilary Duff como cantora e sempre a achei fofa e talentosa. Mas como escritora, descobri através da minha outra irmã (minhas manas sempre me trazendo boas leituras). Li o primeiro livro baseando a minha expectativa no que minha irmã havia dito, que o livro era bom. E eu já mencionei aqui que não sou adepta de histórias fantasiosas, com mundos paralelos, mas eu amei a trilogia, tanto que o terceiro livro, fui eu quem comprou. Super recomendo. Aprovadíssima como escritora, também.

Meu resumo sobre: 

Elixir – 1º livro/ Devoted (Devoção) – 2º livro/ True: A verdade – 3º livro.

História de Clea e Sage, que são almas gêmeas e em todas as vidas passadas não conseguiam ficar juntos sem que uma tragédia acontecesse. Sage é imortal, tem ligação com o desaparecimento do pai de Clea e  a história mostra desde a descoberta que ela faz da existência dele até aventuras além do real.
Continuação da Trilogia Elixir, em Devoted, Clea passa o livro todo em busca de Sage, com a ajuda de algumas pessoas, reais ou não. Muitas descobertas e ação.
Terceiro e último livro da Trilogia Elixir, True: A verdade, no qual Sage se tornou humano, através de acontecimentos no decorrer da história e Clea com ajuda de de seus amigos, Ben e Rayna tentam descobrir a cura para a possessão por qual Sage tem passado. Mas o destino é imprevisível. E o final, também.

Clea é uma jovem rica e, com apenas dezessete anos, já é uma famosa fotojornalista. Quando o pai desaparece, ela começa a perceber em suas fotos imagens de um homem que nunca viu antes, pelo qual sente uma conexão forte e instantânea. Qual a verdade secular oculta por trás dessa intensa ligação?

Fonte: Saraiva (só do primeiro volume, pois os outros detalham muito a história).

Aqui, abaixo, segue o link para quem quiser conferir os resumos finais:

Descrição do Livro True: A Verdade