Resenha: O gigante enterrado – Kazuo Ishiguro.

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Companhia das letras – 2015 – Ficção inglesa – 396 páginas – Nota3♥♥♥.

Olá, boa tarde,

Comprei este livro pelas indicações positivas na internet. E após um longo período sem me decepcionar com essas minhas pesquisas, na semana que passou, aconteceu. Amei o design do livro, a capa, os detalhes em relevo e glitter e o principal, todas as folhas serem azuis no contorno, dando a impressão que ele fosse totalmente colorido. Me julguem, pois sei que não devemos tirar conclusões de um livro pela capa, mas me encantou.

Altamente ficcional, se é que isto existe, gênero da fantasia, incluindo fadas, dragões, monstros e névoa. A história é narrada em terceira pessoa, por um narrador oculto da trama. São divididos os capítulos entre as duas duplas principais, sendo quatro protagonistas no livro. Axl e Rose que são casados, Wistan (meu preferido) e Edwin. Até aí não desgostei, mas o grande mistério do livro que é o motivo que causa esquecimento nas pessoas o deixa sendo uma leitura confusa. Sem explicações, contada em partes aleatórias da história e ainda dos quatro personagens e coadjuvantes deixa muitas perguntas sem respostas porque os personagens esquecem as falas. Parece meio louco, não? Algo “sem pé e sem cabeça”. Como se as conversas fossem cortadas antes da hora certa. Não me prendeu. Gostei da leitura, mas não me fez despertar o desejo de não parar. Levei sete dias para lê-lo e não querendo ser injusta com o livro, o que contribuiu foi eu estar em semana de provas na faculdade, priorizando os estudos. Os lugares e tempos são quase todos imaginários e sem nomes.

Axl e Beatriz, idosos e casados desde que se lembram saem da aldeia onde vivem há bastante tempo para ir em busca do filho em algum lugar desconhecido. Wistan, cavaleiro destemido vaga pelas aldeias lutando bravamente com sua espada quando preciso apenas tentando cumprir uma missão designada pelo seu rei. Edwin, um menino de doze anos que é expulso de sua aldeia após ser picada por algo sobre-humano parte sem destino ao lado de seu protetor Wistan que acaba de conhecer.

E a história dessas quatro pessoas se cruzam. Um mundo de rivalidade entre saxões e bretões, onde ninguém é confiável e todos perdem a memória cotidianamente. O que eles têm em comum é: um bom coração, generosidade, justiça e coragem. Conversas e pensamentos são interrompidos a todo momento me deixavam frustrada. A história é bem interessante e traz reflexões sobre perdão e tempo, também por ser atípica, mas o desenvolvimento se arrasta e não me comoveu, nem despertou grandes sensações.

E assim como a história começa e decorre por todas as páginas, eu aguardei que no final eu obtivesse respostas, mas apesar de ter algumas, o livro termina da mesma forma que se desenvolveu. Fiquei “tipo ??????” . Talvez eu que não tenha tido a inteligência e perspicácia necessárias para essa leitura, pois muitas pessoas e críticos internacionais amaram, mas eu sinceramente esperava mais.

Até breve, amigos leitores.

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