Resenha: Quem me roubou de mim? – Fábio de Melo.

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Planeta do Brasil – 2013 – Psicologia – 216 páginas – Nota 3♥♥♥.

Este livro foge um pouco dos meus tipos de leitura, mas gosto de diversificar. Comprei o exemplar graças a uma promoção da livraria on-line e porque gosto do jeito simples e irreverente do padre, o admirando também como ser humano. Também porque o assunto me chamou a atenção. Capa preta e simples. O sequestro da subjetividade que no primeiro momento entendi tratar-se de relacionamentos pessoais que são destrutivos, minando nossas capacidades e nos fazem perder nossa essência. E eu estava certa. Livro pequeno, de letras médias, o texto é dissertativo, explicativo e em primeira pessoa. O olhar do autor para a vida. Padre, professor, escritor, compositor e cantor. Estudou filosofia, Teologia e Ensino.

Começa o livro falando da atualidade, a tecnologia e a superficial vida que levamos. Vivendo mecanicamente, onde o tempo é o maior inimigo. No automático, sem reflexão, sem estudo e sem de fato, viver. A plenitude e árduo trabalho de ser quem somos. De lutarmos pelo que sonhamos e queremos. De não nos perdemos de nós mesmos. Recomendo ler o livro com o coração aberto, pois também se trata de um livro religioso, não podendo ser diferente pela formação do autor, falando de Deus e seus ensinamentos. Um livro a ser analisado, cheio de teorias. Cita constantemente o exemplo do sequestro do corpo para elucidar os papéis desempenhados e as posições de vítimas e algozes. “Nascemos indivíduos. A condição de pessoa é uma meta a ser vivida, um objetivo a ser alcançado”. Pág. 28. “O ser humano se constrói aos poucos. Tudo já está nele, mas é preciso conquistar-se. Corre-se o risco de morrer sem ter chegado ao que essencialmente se é” Pág. 133. Apesar de livres, estamos aprisionados, não somos totalmente o que somos. Como os dias atuais tornam as pessoas fúteis, supérfluas, sempre apressadas, querendo resultados rápidos e sem esforço. Não somos treinados para o último lugar, não aprendemos a lidar com o fracasso. Só sabemos sonhar com o pódio de tudo.

O li ticando vários pontos. Trata-se de um texto complexo. Teorias, metáforas, gostando bastante porque aborda psicologia, teologia e até poesia. Cita nomes e exemplos. Faz analogias. Me

reservei o direito de não julgar o que foi escrito, mesmo discordando de duas partes. Fala dos relacionamentos pessoais e profissionais. Fala de amor e Deus, mas não cabe dizer que seja um livro religioso, embora tenhamos o olhar de um padre para as questões. Discurso muito bem atrelado, me surpreendeu com tamanho conhecimento e audácia. “O ser humano é um apanhado de possibilidades e limites” Pág. 37. Relações de amor, fé, domínio, medo, posse e a linha tênue entre eles. Vícios, acomodações, covardia, vulnerabilidade, mitos, ideal, segurança são analisados. Nos mostra paradigmas nas relações humanas e como a identificamos através das ações. Ensina que o eu e o tú formam uma terceira pessoa, o nós. Cita o que é o amor, as formas de amor, o respeito, diz que a interação entre as pessoas é o caminho para o crescimento. Desejo X prazer. Superação X Perfeição – que é algo inexistente, inventado. Também cita a Disney como fator propulsor da irrealidade e das consequências que traz para a vida adulta. Estereótipos ilusórios, máscaras e personagens que as pessoas se revestem. A importância da autenticidade para não sofrer a negação do ser. Aceitar o desafio de ver o que a multidão não enxerga e olhar devagar para cada coisa. Gente dominada e sem vontade própria. “Preconceitos, visões apressadas, conceitos distorcidos, desumanizações em nome de Deus. Cativeiros em nome do amor” Pág. 208. Um livro a ser explorado e refletido.

Bom dia, volto na Quinta-feira com nova resenha!

Resenha: Vamos juntas? – Babi Souza.

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Galera – 2016 – Feminismo – 144 páginas – Nota 4.

Terminei esta leitura em 19/05, mas acho oportuno escrever esta resenha hoje, depois dos últimos fatos ocorridos neste país, em que mais do que nunca é preciso que lutemos.

Pequeno, cabendo na palma da mão. Capa graciosa e o interior mais ainda. Um livro inspirador para todos que possuem um mínimo de empatia ao próximo. Comprei porque é um assunto que valorizo e priorizo muito, todos sabem. Empoderamento feminino e feminismo. Ouvi ótimos comentários sobre a obra desde o Dia internacional da mulher em oito de março. Colorido, desenhos, escrita, box, diagramação, enfim, o projeto gráfico chama atenção pela beleza e dinamismo.

Explica como surgiu o projeto Vamos Juntas?. Como nasceu e o que representa hoje. Babi, a autora, após mais um dia em que sentiu medo ao se deslocar sozinha a noite, na volta do trabalho para sua casa, entre um transporte coletivo e outro, percebeu que assim como ela, muitas outras mulheres também sentiam medo e o estampavam nos rostos, quase correndo, assustadas e desconfiadas com tudo ao redor. Toda mulher sabe o que é isso. O medo de andar sozinha a fez pensar que seria possível o agrupamento pelo caminho com outras mulheres que compartilhavam a insegurança. Foi grata a surpresa de ver um prefácio assinado pela Márcia Tiburi, de quem gosto bastante. Explica os termos em questão, como sororidade, que o Word ainda nem reconhece como palavra, ainda. O olhar carinhoso para a mulher ao lado. Minha vontade era sair ticando as páginas tamanho meu entusiasmo com aquelas palavras.

“Por um mundo mais seguro, justo e livre, vamos juntas?” Pág. 124.

“Se um dia a gente esquece uma dor? Nunca. Mas sempre chega o momento em que ela deixa de ser mágoa e vira força, coragem, uma mulher mais forte” Pág. 33.

Sororidade = união e aliança entre mulheres, baseadas na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum” Pág. 41. Cita exemplos de como praticar na página 62. Empoderamento Feminino.

“Como a sociedade retrata momentos de fraqueza ou sensibilidade sendo ruim e associadas as mulheres”. Pág. 85. Cuidar e amar não é servir. Ser bondosa não é ser submissa. Na página 88 nos mostra atitudes empoderadas.

Dizer não a qualquer tipo de abuso e preconceito. Cita a ONG Mulheres e o Pacto global que criou os princípios de empoderamento das mulheres. Merecimento e direitos justos. O machismo institucionalizado que se perpetua é usado como desculpa para a violência contra a mulher. Não é normal ser assediada. Ser ofendida, passar por constrangimento, sentir medo, ser culpabilizada, aceitar o machismo, sexismo e a misoginia, embora tentem nos convencer do contrário.

Feminismo é o sistema dos que preconizam a ampliação legal dos direitos civis e políticos da mulher ou a igualdade dos direitos dela aos do homem” Pág. 102. Como essa palavra segue sendo desvirtuada em nosso país. Como as histórias da Disney e a família formam meninas em mulheres desempoderadas. Como o mundo coloca mulheres como rivais para que não exista união. Porque juntas, podemos mais e nossa voz ganha força. Depoimentos, linhas do tempo e exemplos de mulheres que lutaram por nós na história mundial. Babi, minha admiração genuína por você.

Quem quiser conhecer melhor minha opinião é só acessar minhas redes sociais, porque a luta contra o machismo e o preconceito nesse país é uma luta eterna. Infelizmente, sei que irei morrer sem poder presenciar o mundo que eu gostaria, mas acredito profundamente que um dia, mesmo que daqui muitas décadas, o mundo seja um lugar livre e justo para todos.

Beijos e até amanhã.

Resenha: A mulher que não prestava – Tati Bernardi.

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Panda Books – 2006 – Crônica brasileira – 148 páginas – Nota 3♥♥♥.

Comprei este livro porque já li textos e frases da autora que na verdade nem sei se o são de fato, mas estavam em nome dela e tinha curiosidade de conhecer algum de seus trabalhos. Seu jeito hilário e irreverente me chamou a atenção. Esse exemplar me despertou interesse, escrito em 2006, não sendo recente, mas estava na promoção e comprei. De início acreditei que o livro, devido ao título, se tratava de uma obra sátira de como a mulher é vista e julgada pela sociedade, acreditei se tratar de um livro de gênero. Porém não é.

É um livro particular, privado sobre sua vida, suas histórias, seus romances, não entrando no mérito de teorias e pensamentos profundos.  Textos pessoais, seu cotidiano de vida, são engraçados, fáceis e curtos de ler em formato pequeno. Alguns pontos me fizeram rir, outros eu discordei, mas não me ative a isto, sendo o ponto de vista e pensamentos dela, embora eu não concorde. O lado dela de ser sincera demais sempre e os fardos que isso traz à vida, me fizeram sorrir pelo simples fato da semelhança que tenho em mim. Quando somos transparentes, autênticas, de postura forte, dizendo o que pensa quase sempre, paga-se um preço, o de não atrair a todos, não agradar a muitos. Mas não conseguir fazer e ser diferente, mesmo que quisesse e tentasse é uma verdade dura. Não pensar para falar. Rótulos e tendência à chatice fazem parte do pacote. E ela também se considera chata. Quando temos a necessidade de nos mostramos como somos, porque do contrário isso pesaria em nossas consciências e coração, não há muito que se fazer. Retrata a vida sem floreios, com defeitos e imperfeições. Tédio, contradições, complicações, comportamentos e encaixes que às vezes são quase obrigatórios. Reflito muito sobre questões de educação X falsidade, sinceridade X maldade e o ponto mais questionável é que o limite do fim de um é o início da prática do outro. Gostei do fato de ser uma editora nova, pois nunca tinha comprado nada deles e adoro isso. O livro mostra principalmente que toda mulher tem um pouco de loucura e que isso é normal.

Contado em formas de crônicas, separado por capítulos, temas que ela conta como terceira pessoa, embora saibamos que é ela que narra a história e é dela os acontecimentos. Trata-se de textos já publicados em seu blog e nas suas colunas nas revistas VIP e TPM anteriormente. No livro ela utiliza os bordões “tipo assim, irado” e então me recordei da personagem Tati, da atriz Heloísa Perisse, que até assisti o filme e me lembrei de que é criação da autora.  

Segue alguns trechos que achei interessante no livro: “Aprendi que ser a gente mesmo tem seu peso, principalmente quando sentimos a necessidade de realmente ser”. Pág. 29. “Onde está a diversão? Levantar da cama para quê? Overdose de ir empurrando com a barriga” Pág. 79. Vida chata. “Você disfarça, a vida toda, disfarça. Pra não parecer louco, fraco demais e alvo de críticas. Você passa a vida cego para poder viver. Porque enxergar tudo de verdade dói demais e enlouquece e louco acaba sozinho” Pág. 90. “Saudades de tudo porque a ideia é reclamar. Nunca satisfeitos, felizes. Queremos só o que não temos e quanto temos, não queremos” Pág. 96.

Volto amanhã com outra resenha 🙂

Séries: Prison Break – 5º temporada.

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Lembro-me de quando assisti o último capítulo da quarta temporada e logo após vi o filme, senti uma tristeza porque adorava a série, os personagens e a história. Além do fato lamentável da morte de quem eu mais gostava no fim.

Mas assim que li no início do ano que a serie poderia voltar, tentei não criar expectativas para não me frustrar futuramente. Porém, após a Fox anunciar a quinta temporada em suas mídias, eu tive a certeza e a partir disso, estou sempre atenta às novidades. Há sete anos a série terminou e parece ter deixado muitos fãs saudosos. Por isso, o retorno.

As filmagens já estão sendo feitas, os atores já estão postando em suas redes sociais momentos das gravações e deve estrear entre o fim de 2016 e o início de 2017.

O enredo será o drama de Sara (Sarah Wayne Callies) seguindo com sua vida e criando o filho com seu novo marido (Mark Feuerstein), quando surge uma pista que sugere que Michael Scofield (Wentworth Miller) possa estar vivo. Sara se junta assim a Lincon Burrows (Dominic Purcell), irmão de Michael, para tentar encontrá-lo. Claro que depois de tantas pessoas que na série foram declaradas mortas e depois reapareceram (como a mãe e o pai deles e a própria Sara), isso não me surpreende, o fato dele estar vivo, até porque fiquei arrasada com a morte. Como não houve corpo e cena da morte clara a nós, sei que algo será inventado e bem explicado durante a trama.

Wentworth e Dominic seguem com seus trabalhos em paralelo, a primeira temporada da série “Legends of Tomorrow”, após terem trabalhado na série “The Flash” e Wentworth ir aos cinemas em 2017 com Resident Evil 6. A 5º temporada terá 12 episódios fechados e começará a partir dos eventos do filme “The Final Break”. Retornam também a 5º temporada os importantes personagens Theodore ‘T-Bag’ Bagwell (Robert Knepper), Benjamin Miles ‘C-Note’ Franklin (Rockmond Dunbar) e Fernando Sucre (Amaury Nolasco).

Paul, criador da série em entrevista durante um evento da FOX foi questionado. Todo mundo que assistiu a série pensou que Michael morreu. Mas Paul Scheuring veio com a ideia de um grande ‘twist’ que explica que ele não morreu e contará o que ele ficou fazendo todo esse tempo.”

Meu post, no início do ano sobre a série:

 Seriados que deixaram saudades: Prison Break – 2005 a 2009

Ansiosa pela estreia no Brasil! Trailer oficial da 5º temporada:

https://www.youtube.com/watch?v=x9T-9fZn_oA

Instagram Dominic com foto da série:

https://www.instagram.com/p/BFyBtCDHAU7/?taken-by=dominicpurcell

Instagram da Sarah com foto ao lado de Wentworth:

https://www.instagram.com/p/BFfGv7rmreg/?taken-by=sarahwaynecallies

Instagram do Wentworth com diversas fotos novas da série e que deixam a entender que ele estará no Marrocos:

https://www.instagram.com/p/BFeHQtqKkdb/?taken-by=wentworthmilleractorwriter

Instagram do Amaury com vídeo ao lado do Robert:

https://www.instagram.com/p/BERMeaGCatS/?taken-by=amaurynolasco

Que venha rapidamente 2017!

Resenha: Eleanor & Park – Rainbow Rowell

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Editora Novo Século – 2014 – Ficção norte americana – 327 páginas – Nota 4.

Comprei este livro porque vi muitos comentários positivos, enaltecendo a obra. Passei na frente de outros exemplares porque a capa é leve, quase um aconchego, não muito grande e parecendo ser uma leitura rápida. Assim que li a contra capa, deu-me um frio na barriga, porque há comentários sobre ser triste o fim. Um romance juvenil a princípio. A autora o descreve como geek e confesso, mesmo sabendo que soa ridículo, eu não sabia o significado e fui pesquisar na santa internet. Pode ser definido como cultura nerd, fãs de tecnologia, estilo Star Wars. Eita, não é o meu tipo de leitura, pensei, mas adoro experimentar. Gostei do design interior do livro, letras grandes que não assustam o leitor. Traz muitas referências externas e acontecimentos do mundo. Bandas, filmes, desenhos. A história se passa em 1986, um ano especial (meu nascimento).  

Dois adolescentes contam a história separados por capítulos cada um, mostrando a versão de cada um, em terceira pessoa. Eleanor e Park. Em 1986, dois jovens peculiares de dezesseis anos se conhecem no ônibus escolar, sentando lado a lado. Há um estranhamento e até certa antipatia inicial, por se verem diferentes como de fato são. Porém gostos similares e um certo reconhecimento no outro o aproximam de forma lenta e progressiva. A forma como se envolvem é doce e delicada, sem clichês, esteriotipos ou “melosa”. Sarcasmos, humor negro e cultura pop estão presentes o tempo inteiro. Duas pessoas comuns que sofrem preconceitos pela aparência física e a amizade entre eles se torna amor, com sutileza e intensidade ao mesmo tempo. Fala sobre o primeiro amor e sua força e dependência. Dramas familiares e abuso psicológico rodeiam a história deles. Há uma dor em Eleanor que pode ser facilmente sentida. Corajosos, enfrentam as adversidades para ficarem juntos. Diálogos fáceis e escrita incrível prendem os nossos olhos. O li em três dias.

O livro tem continuação confirmada, algo que eu só soube esses dias. O fim que parece, mas não deixa explícito, deixa livre o pensamento de cada leitor para supor aquilo que parece óbvio. Me senti com dezesseis anos novamente, embora há trinta anos atrás, as pessoas soassem muito mais ingênuas do que quando eu tinha essa idade. Bullying na escola, violência no lar, Eleanor tem em Park seu refúgio e felicidade. Para finalizar, me abstenho de comentar esse tipo de sentimento e suas conseqüência.    

Resenha: Amor Amargo – Jennifer Brown.

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Editora Gutenberg – 2015 – Ficção norte americana – 253 páginas – Nota 4.

Olá, leitores lindos!

Comprei este livro porque blogs literários que gosto elogiaram bastante. Se não quiserem saber exatamente o tema abordado, por gentileza, não continuem lendo.

Na teoria, trata-se de um romance juvenil, na prática é um livro sobre violência doméstica. Escrito em primeira pessoa, é fácil de compreender a protagonista. Grata surpresa, trata como pano de fundo, o feminismo e o enredo é sobre abuso físico e psicológico. Na minha visão, o contra do livro é por parecer um livro juvenil para o público adolescente. Fiquei ressabiada, mas os assuntos apresentados me chamaram à atenção. Um tabu, como todos sabem e é essencial falar-se sobre. Palavra chave: Relacionamento abusivo. Um dos poucos livros que me arrependi de ler resenhas antes e explico o porquê. Porque se não soube do que se trata, a primeira vista eu acharia que é sobre o primeiro amor. E teria grandes surpresas, mas o fato é que desde o início da história eu já sabia o que esperar e o que viria. Perdeu no suspense, mas acredito que se eu não soubesse o tema, provavelmente nem leria o exemplar.

Nas primeiras páginas, você conhece Alex, a protagonista é uma menina comum que está no colégio, tem dois melhores amigos inseparáveis desde sempre, duas irmãs com quem não tem um ótimo relacionamento, um pai ausente e uma mãe falecida que esconde mistérios. Alex conhece Cole, que é seu novo aluno no reforço da escola e se mudou há pouco para o bairro. De cara, Cole é um rapaz incrível, atencioso, educado, gentil, bonito, esportista e inteligente. Enfim, um ótimo sujeito na visão de qualquer mocinha. Mas rapidamente percebe o engano. O famoso ditado sobre as aparências. Alex se apaixona pelo novo aluno da escola e se sente envolvida pelo seu jeito fofo. Mas me irrita por colocá-lo como prioridade tão fácil e abandonar os amigos e hábitos por isso. Mas eu já fui jovem e sei como é, não foge à realidade. Ele se mostra muito protetor, até demais, sufocando desde o começo. Ciumento, controlador de forma sutil já no início do namoro. Os diálogos infantilizados me soam ultrapassados, mas a leitura é fácil e ágil. Não estraga o enredo, ainda que não me cative. Encontrei pouquíssimos erros de português. Cole vai anulando Alex aos poucos. De todas as formas. Para quem lê a história é tão nítido que me questiono se eu enxergaria tudo isso, assim fácil se fosse na vida real, com pessoas reais. O tratamento de Cole com a mãe demonstra todo seu machismo. Já o pai dele é um espelho de si mesmo. Incomodou-me eles serem jovens na história porque embora seja apenas um exemplo, significando que traços da personalidade de desenvolvam, parece que a história só acontece pela imaturidade de ambos, o que sabemos que não é e acredito que a autora não quis representar isso, assim espero que as pessoas entendam. O abuso aceitado pela vítima nada tem conexão com o fato dela ser jovem. Muitos fatores determinam os comportamentos humanos. A dependência emocional nada tem a ver com a idade de Alex. Insegurança, medo, vergonha, empatia e compaixão são sentimentos humanos.

O livro traz diversos acontecimentos que a psicologia explica e durante a leitura apreciei o que a autora apresentou. Fala de repetições de padrões, traumas passados, família desestruturada e como isso afeta. Expõe padrões de comportamentos que até um leigo consegue detectar facilmente, como eu.

“Perdê-lo agora significaria que todos os sacrifícios tinham sido em vão.” Página 177.

Mulheres que sozinhas tentam “salvar um relacionamento” porque é o que a sociedade espera e impõe a elas. O fracasso sempre é atribuído ao sexo feminino. Sombrio, secreto, dominador, manipulador e doente seriam palavras para descrever Cole. E Alex sempre precisando inventar desculpas para si mesma para justificar os atos dele. Eu poderia associar a palavra ingenuidade a ela, mas não o faço porque acho que vai muito além disso. A vítima se culpando é um clássico. Ser isolada aos poucos de todo o mundo, ser dominada a tal ponto de perder sua identidade. Ter vergonha como se fosse a responsável pelo comportamento alheio. Ao final do livro, descubro que a autora é formada em Psicologia e fez trabalhos de curso sobre o tema, o conhecendo muito bem, o que eu já devia esperar. Por isso o livro trouxe tanta riqueza no texto. Há perguntas sobre o assunto nas últimas páginas respondidas por um especialista.

Para finalizar, relacionamento abusivo é algo que acontece muito e pior, de forma velada, assim como o estupro, abuso sexual e o machismo, que a sociedade esconde. Minha opinião é que todo homem agressivo deva ser tratado porque medidas judiciais apenas, aqui no país, não bastam para evitar tragédias, não funcionam se o agressor não perceber o problema grave que tem. E pesquisarei mais sobre o assunto, pois estou bastante interessada. Acredito que toda mulher saiba ou pelo menos conheça algum relacionamento abusivo durante a vida e é necessário conversar amplamente sobre o assunto na esperança de que algum dia as coisas melhorem. Quem já escapou de um relacionamento assim, com abuso físico e/ou emocional, sabe bem detectar as situações e comportamentos do gênero. E sabe o quanto uma pessoa pode ser influenciada e levada a acreditar que todo o mundo está errado e apenas o manipulador está correto. Alex passou por isso e eu um dia já passei também.

Bjos e até o próximo post.

Resenha: O rouxinol – Kristin Hannah.

Edit. Arqueiro – 2015 – Ficção americana – 425 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Bom dia,

Muito feliz de poder falar sobre esse livro que amei. O comprei porque adorei a capa, o título e já conhecia a escritora. Já li um livro dela, em 2015, nota 3, chamado Jardim de Inverno, sendo um presente que dei para minha mãe. (Ah, adoro presentear com livros, pois usufruo do presente também, hahaha) e gostei. A capa é linda e delicada. Algo como conseguir ver beleza no obscuro. Em meio à tempestade, nublado e triste, enxergar além, as formas secundárias, o desfocado. Sempre há um pássaro livre e alheio à feiura. Ver além do vidro, do embaçado. O nítido de verdade é a essência (Filosofei sobre a capa). Se pudesse definir o livro em três palavras, seriam: CORAGEM, SOBREVIVÊNCIA e LIBERDADE. O livro tem tudo aquilo que aprecio em uma leitura: Tema de fundo da história: Nazismo. Adoro livros sobre o assunto e outros similares, sobre guerras e fatos históricos. Seguindo a linha de A menina que roubava livros e A garota que você deixou para trás. Além de histórico, amo livros de época, talvez pela curiosidade que surge quanto ao desconhecido, ficando por cargo de imaginar apenas. Outro ponto positivo são as emoções retratadas no livro e que afetam quem o lê. Fome, frio, solidão, abandono, morte, fuga, luta, tristeza, força, amor, dor, raiva, desesperança, raiva, conformismo, resiliência, amizade, ideais, injustiça, crueldade, escolhas, ética, moral, vida, dúvidas, reflexões. E não existe como fugir de se envolver na pesada e intensa história. Se manter absorta com tanta dor. Os absurdos cometidos em nome da guerra, homens matando uns aos outros em nome de algo irrealmente bom. Injustificável. Já as duas irmãs, não me permiti julgá-las, pois entendi seus motivos. Chego a conclusão de que histórias tristes me fascinam. Será um traço de minha personalidade? Me comovem e fazem refletir. O livro é narrado como duas partes. Nos dias atuais (não tão atual assim, 1995) em primeira pessoa por uma das irmãs, narrando como se fossem lembranças. E a segunda parte acontece entre 1939 a 1945 em terceira pessoa contando a história de Isabelle e Vianne, irmãs. A história se passa na França, em Paris e Carriveau durante o período da segunda guerra mundial e de Hitler tentando dominar o mundo. Há semelhanças nítidas com o primeiro livro que li da autora, que contava a história de uma mãe já bem envelhecida e sua aparente falta de amor pelas duas filhas nos dias atuais e que começava a contar a elas tudo o que enfrentou entre 1939 e 1945 na Polônia. Só que O Rouxinol é bem melhor, no meu conceito, porque me prendeu desde o começo. Segue o mesmo padrão, como tema terrível, o nazismo. O assunto central na verdade pra mim seria “as mulheres e a guerra”. Após a leitura, acredito que eu seria a Vianne, que ganha força no decorrer da história, mas que eu gostaria de ser Isabelle. A história é contada por uma das irmãs, mas só no final se descobre qual (eu acertei desde o início). O livro tem tantos acontecimentos que fica impossível fazer um resumo dele. Ainda porque atrapalharia se eu citasse fatos, acabando com o suspense que mantém o leitor pelas páginas. Outro ponto forte porque não cansa ou entendia o leitor um segundo sequer. Isabelle, fez tantos feitos inacreditáveis, salvando vidas assim como Vianne, cada uma à sua maneira, com suas prioridades particulares. E foram salvas por suas dolorosas escolhas. Tiveram o corpo violado e machucado, mas a alma se manteve intacta. Grandes corações e as páginas finais foram emocionantes. O livro é detalhista, na medida exata, os personagens secundários são cativantes e peculiares, cada um acrescentando valor à leitura. Encontrei alguns erros na escrita, mas nada que comprometesse o texto. Minha alma feminista percebe como as mulheres nunca foram reconhecidas por seus nobres atos. Sempre precisaram lutar, a maioria sem armas e sem a glória destinada apenas aos homens. Nunca colheram os frutos por sua coragem e amor. Espero pela próxima publicação desta autora que se tornou uma das minhas queridinhas!

Beijos e até Sábado.

Filmes: TOP 10 Românticos da Vida.

Olá, Bom dia,

Embora eu não pareça delicada, tão pouco meiga, pois mantenho esse meu lado escondido de quase todos haha, adoro um filme romântico. Em breve, farei um post sobre os filmes que estou assistindo neste mês de Maio, que inclui outros gêneros, mas hoje tive a ideia de apresentar a vocês os 10 filmes românticos preferidos desde minha adolescência, o que faz um bocado de tempo, na expectativa de saber se são só meus prediletos ou se faz parte da lista de outros leitores.

Os filmes foram bem fáceis de escolher, a parte mais difícil para mim foi enumerá-los, pois amo todos e assistirei sempre que cruzarem meu caminho (que brega). Já aviso que este post é longo! Espero que gostem!!!

10) Fica Comigo

Fica comigo

Tradução de Touch Me com os atores Amanda Peet e Michael Vartan, que gosto bastante. Um drama romântico de 1997 que traz a história de Bridgette, aspirante à atriz e professora de ioga que se apaixona pelo mulherengo Adam que administra a academia de seu pai. O enredo ganha drama quando após ela descobrir que um ex-namorado está morrendo, vítima da Aids, decide fazer o exame de sangue e constata ser soro positiva. Muito fragilizada emocionamente, decide cuidar de sua saúde e conhecer sobre a doença, afastando Adam de sua vida. Porém após toda sua amargura, ela descobre como conviver bem com a doença e Adam após descobrir, vai atrás dela.

9) Nunca fui beijada.

Nunca fui beijada

Tradução de Never Been Kissed, com Drew Barrymore e Michael Vartan (novamente). Uma comédia romântica de 1999 com participação de David Arquette e Jessica Alba. Aos 25 anos, Josie (Drew) é redatora de um renomado jornal. Ela inventa uma reportagem que pode ser sua grande chance para tornar-se repórter: disfarça-se como aluna de sua própria escola de segundo grau e tenta descobrir alguma grande história sobre a vida dos adolescentes. A reportagem acaba tornando-se uma espécie de chance de reviver sua própria adolescência. O que ninguém sabe é que ela nunca viveu um romance. Mas em sua volta à escola, tudo pode mudar, quando ela conhece Sam (Michael).

8) Cidade dos anjos.

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Tradução de City of Angels, com Meg Ryan e Nicolas Cage. Um romance de 1998 que como trilha sonora tem Iris do Goo Goo Dolls, uma das músicas mais lindas do mundo. O filme conta a história do anjo Seth (Nicolas), encarregado de tomar conta de Los Angeles e que se apaixona pela mortal Maggie (Meg), uma cirurgiã que ficou arrasada quando perdeu um paciente durante uma operação. O amor faz com que ele pense em desistir da eternidade para ficar com ela. Spoiler: De partir o coração.

7) Ghost – do outro lado da vida.

Ghost

Em inglês apenas Ghost, com Demi Moore e Patrick Swayze, um romance de 1990, com participação hilária de Whoopi Goldberg, sendo indicado a vários prêmios, conta a história de Sam Wheat (Patrick Swayze), um bancário, e Molly Jensen (Demi Moore), uma ceramista de talento, são um casal amoroso que se mudam para um apartamento de Nova York. No trabalho, Sam descobre uma grande discrepância em um par de contas bancárias (muito dinheiro), e confia em seu bom amigo e colega, Carl Bruner (Tony Goldwyn). Carl se oferece para investigar o assunto, mas Sam decide investigar ele mesmo. Mais tarde naquela noite, Sam e Molly são atacados por bandido armado Willie Lopez (Rick Aviles) e Sam é morto por um tiro durante uma luta com Willie. O fantasma de Sam surge de seu cadáver, que fica ao lado da Molly perturbado, ele aos poucos percebe que ele é um fantasma, cuja presença não pode ser vista ou ouvida. O filme mostra um amor verdadeiro que vai além desta vida.

6) Como perder um homem em 10 dias.

Como perder um homem em 10 dias

Em inglês, How to lose a guy in 10 days, romance de 2003, com Kate Hudson e Matthew McConaughey. Uma comédia romântica, sinopse Ben Barry é um publicitário que aposta com duas colegas de trabalho que consegue fazer uma mulher apaixonar-se por si em apenas 10 dias. A sua vítima é Andie Anderson mas, o que Ben desconhece, é que Andie anda a escrever um artigo na primeira pessoa sobre Como Perder um Homem em 10 Dias, para a revista feminina “Compusure”, onde trabalha como jornalista. Os encontros resultantes destas apostas revelam-se delirantes e divertidos episódios, mas os dois acabam por se apaixonar a sério.

5) Diário de uma paixão.

Diário de uma paixão

Tradução de The Notebook, um drama romântico de 2004, baseado no livro de Nicholas Sparks, que também já li o livro, com a interpretação de Ryan Gosling e Rachel McAdams, com um dos melhores beijos que já vi no cinema, inclusive se tornaram um casal na vida real na época, mas hoje estão com outros parceiros. Em um asilo, vivem um homem (James Garner) e uma mulher (Gena Rowlands). Ele vive lá por opção, ela, por consequência de uma demência senil que prejudicou sua memória. Todos os dias, o homem lê para a senhora um capítulo de uma linda história de amor, que foi escrita num velho diário. A história consiste no romance de Noah Calhoun (Ryan Gosling) e Allie Hamilton (Rachel McAdams), que se conheceram e apaixonaram-se num parque de diversões, na Carolina do Sul, nos anos 40. Foi o verão mais intenso de suas vidas. Porém, por imposição da família de Allie, o casal, loucamente apaixonado, teve de separar-se quando as férias acabaram. Eles não aceitavam que ela, uma jovem rica de 17 anos se envolvesse com um pobre operário. Como em quase todos os livros dele, sinto uma raiva da mocinha por suas escolhas, assim como em Querido John rsrs.

4) 10 coisas que eu odeio em você.

10 coisas que eu odeio em você

Tradução de 10 things I hate about you, uma comédia romântica de 1999, estrelado pelo lindo e falecido Heath Ledger e Julia Stiles, conta a história juvenil de Em seu primeiro dia na nova escola, Cameron (Joseph Gordon-Levitt) se apaixona por Bianca (Larisa Oleynik). Mas ela só poderá sair com rapazes até que Kat (Julia Stiles), sua irmã mais velha, arrume um namorado. O problema é que ela é insuportável. Cameron, então, negocia com o único garoto que talvez consiga sair com Kat – o misterioso bad-boy Patrick (Heath Ledger).

3) No balanço do amor.

No balanço do amor

Tradução de Save the last dance, um drama musical romântico de 2000, protagonizado por Julia Stiles (novamente) e Sean Patrick Thomas, conta a história de Sara Johnson (Julia) que sonha entrar na Juilliard, academia de dança, que após a morte da mãe, se muda para a casa do pai em um bairro de periferia de maioria afro-americana, onde conhece o rap e hip-hop, onde conhece na escola pública, Derek Reynolds (Sean), que é um ótimo aluno que sonha cursar medicina. Sara fica amiga da irmã dele e após um tempo passa a ter aulas de dança com ele. Os dois se apaixonam e precisam enfrentar o preconceito das pessoas que não aceitam uma pessoa negra namorar uma pessoa branca.

2) Tudo por amor.

Tudo por amor

Tradução de Dying Young, trata-se de um drama romântico, produzido em 1991, estrelado por Julia Roberts e Campbell Scott que tem uma trilha sonora de fazer chorar qualquer pessoa, conta a história de Victor Geddes (Campbell Scott) que é um jovem pertencente a uma família rica, que está fazendo um tratamento de quimioterapia para a leucemia. Contrata uma nova enfermeira, inexperiente, apenas por seus atributos físicos, mas ele acaba se apaixonando por ela, Hillary O’Neil (Julia Roberts), que está a cuidar dele, mas este amor pode acabar em consequências trágicas para ambos. Lindo e doloroso esse filme.

1) Dirty Dancing – Ritmo quente.

Dirty dancing

Em inglês, apenas Dirty Dancing, um romance musical de 1987, protagonizado por Patrick Swayze (de novo, maravilhoso) e Jennifer Grey, o enredo do filme trata de Frances Houseman, conhecida como Baby, que está passando férias com a família num resort nos Catskills, na Colônia de Férias Kellermans. Um dia, ajudando Bob a carregar melancias, ela descobre onde os funcionários do hotel se divertem e dançam. Lá conhece Johnny Castle, o instrutor de dança, o dançarino do hotel, e acaba se apaixonando por ele. Quando Penny, a parceira de dança de Johnny, fica grávida ao se envolver com um dos garçons, Robbie que se envolve com a irmã de Baby, Lisa, ela pede a Baby que dance em seu lugar. Mas o pai de Baby, Jake, não aprova, pois considera Johnny um irresponsável por, supostamente, ter engravidado Penny e roubado carteiras, o que não é verdade, e também pedido que fizesse um aborto.

Deixem seus comentários, se concordam ou discordam de minhas preferências. Como nasci em 1986, pode ser quem muitos nem conheçam os filmes citados hehe. Bjos e até o próximo post que será a Resenha do livro “O Rouxinol”.

Resenha: O corpo fala – Pierre Weil e Roland Tompakow.

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Editora Vozes – 2015 – Comunicação – 277 páginas – Nota 3♥♥♥.

Tive interesse de ler este livro porque o vi com um colega de trabalho e como sempre, o pedi emprestado. Embora não gosta de pedir nada para ninguém, sempre faço minha cara de anjo para pedir livros a quem conheço e me conhece o suficiente para saber que cuido melhor dos livros que carrego e leio do que qualquer outra coisa. Aprendi, inclusive, uma tática de ao colocá-lo na mochila, o proteger com um saquinho plástico, ajuda bastante. Já tinha lido um exemplar do mesmo tema em 2012, presente de minha mãe, chamado a Linguagem das emoções, do autor Paul Ekman, no qual o foco é o mesmo. E pela primeira vez na vida (que eu me lembre) tive o desafio de ler dois livros ao mesmo tempo, pois quando recebi o empréstimo estava no meio de outra leitura e tentei intercalar para poder devolver o livro mais rápido, outra mania minha, não gosto de demorar a devolver livros. E como um era ficção e o outro não, funcionou super bem, foi ótimo, o que antes não achava possível, porque eu acreditava que me perderia entre os dois exemplares. Quero compartilhar com vocês algo que percebi esta semana, pela sua importância para mim, que constatei após trabalhar e ir para faculdade, cheguei em casa com sono e cansada (como sempre), mas comecei a escrever no meu caderninho as anotações das leituras e minhas ideias e planos pro blog e assim percebi que realmente amo fazer isso. Sempre tive vontade de fazer algo por prazer e amor, como os artistas dizem quando são perguntados, respondendo “Eu amo o que eu faço” e eu tristemente não sabia o que era isso, pois trabalho e estudo desde a juventude porque na verdade, preciso fazê-los. E o blog e minhas leituras deram um sentido novo à minha vida, algo que sempre sonhei, a ideia. Felicidade, aprendizado e curiosidade estão me motivando a continuar. Agora chega de falar de mim, vamos ao livro:

O subtema do livro é a linguagem silenciosa da comunicação não verbal, o que já nos diz muito coisa sobre a leitura, é um livro não ficção, escrito por Pierre e as ilustrações, que são muitas, feitas por Roland. Eles têm outras parcerias em livros, além deste. O texto é explicativo. Uma das minhas partes favoritas do livro, o que não costumo colocar aqui, é:

  • “A união voluntária por entusiástico apreço mútuo, tanto o apreço interpessoal como o de objetivos em comum. Belo, mas raro. Porque, em vez de generalização, exige discernimento. E amor”.
  • O poder do EU. Territorial. Poder com discernimento. “O homem é o único animal tão agressivo que mata deliberadamente os da sua própria espécie. Nem a ciência explica essa exceção”. (Página 226)

Refleti bastante sobre essas questões: Quando alguém que a gente gosta e convive coincidentemente pensa da mesma forma que nós e tem os mesmos objetivos de vida sempre encheu o meu coração de felicidade. O fato de todos sermos individualistas e não gostarmos que invadam nosso espaço. E claro, os homens que são seres raciocinais, mas matam-se por razões tolas enquanto nenhum outro animal irracional faria isso.

Você é mais águia, leão ou boi?

O equilíbrio dos três é o ideal. A águia é nossa cabeça, a lógica. O leão é nosso coração, as emoções. E o boi é nosso corpo, os instintos. Faça uma análise de si mesmo. Eu acredito ser leão, águia e boi, nessa ordem. O livro destrincha bem sobre cada coisa que fazemos serem representados por qual dos três animais. Então para uma boa análise, é necessário ler o livro.

Expressões corporais, sinais, dicas de reconhecimento são dadas o tempo todo. Observação do mundo e de nós mesmos. O livro fez em me analisar muito mais do que aqueles a minha volta. Em determinadas partes dele, o achei meio louco, para ser bem sincera, meio confuso, Sentia que estava deixando passar algo, perdendo a linha do raciocínio, não conseguindo descobrir tudo o que estava sendo escrito. Uma sensação triste para mim, odeio quando isso acontece. Acredito que quem estude um pouco mais sobre psicologia terá um prazer muito maior ao lê-lo. Trouxe-me recordações, Em como os sinais sempre fizeram sentido. Ele dá inúmeros exemplos para facilitar nossa compreensão. Algumas explicações foram bem óbvias, eu sempre soube, outras, complexas que minha ignorância não captou.

Mesmo não sendo meu tipo de leitura preferida, gostei dele. Mas não deixei que me afetasse o tempo todo. O li em dois dias, por ser um livro fininho e de letras grandes. É um livro ágil que qualquer pessoa poderá gostar de ler.

Finalizo este post desejando a todas as mamães, principalmente à minha, um ótimo dia. Minha mãe, aquela que sempre apoiou e continua incentivando minhas loucuras. Um grande beijo.

Uma Paixão Chamada Livros: “Trouxisses”

Hoje, Sexta-feira, para descontrair vou apresentar dois fatos sobre quem é apaixonado por livros que são inevitáveis:

  1. Vou terminar de ler todos os livros que já tenho, para só depois comprar novos!10-05
  2. Site com livros na promoção, que felicidade, que dia lindo, vou aproveitar e comprar agooora!
    10-05.2
    Preço do frete deixa o livro mais caro que se estivesse com o preço “normal”.

    E assim segue, repetidamente durante toda sua vida haha

 

Bjos e um ótimo dia 🙂