Resenha: O corpo fala – Pierre Weil e Roland Tompakow.

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Editora Vozes – 2015 – Comunicação – 277 páginas – Nota 3♥♥♥.

Tive interesse de ler este livro porque o vi com um colega de trabalho e como sempre, o pedi emprestado. Embora não gosta de pedir nada para ninguém, sempre faço minha cara de anjo para pedir livros a quem conheço e me conhece o suficiente para saber que cuido melhor dos livros que carrego e leio do que qualquer outra coisa. Aprendi, inclusive, uma tática de ao colocá-lo na mochila, o proteger com um saquinho plástico, ajuda bastante. Já tinha lido um exemplar do mesmo tema em 2012, presente de minha mãe, chamado a Linguagem das emoções, do autor Paul Ekman, no qual o foco é o mesmo. E pela primeira vez na vida (que eu me lembre) tive o desafio de ler dois livros ao mesmo tempo, pois quando recebi o empréstimo estava no meio de outra leitura e tentei intercalar para poder devolver o livro mais rápido, outra mania minha, não gosto de demorar a devolver livros. E como um era ficção e o outro não, funcionou super bem, foi ótimo, o que antes não achava possível, porque eu acreditava que me perderia entre os dois exemplares. Quero compartilhar com vocês algo que percebi esta semana, pela sua importância para mim, que constatei após trabalhar e ir para faculdade, cheguei em casa com sono e cansada (como sempre), mas comecei a escrever no meu caderninho as anotações das leituras e minhas ideias e planos pro blog e assim percebi que realmente amo fazer isso. Sempre tive vontade de fazer algo por prazer e amor, como os artistas dizem quando são perguntados, respondendo “Eu amo o que eu faço” e eu tristemente não sabia o que era isso, pois trabalho e estudo desde a juventude porque na verdade, preciso fazê-los. E o blog e minhas leituras deram um sentido novo à minha vida, algo que sempre sonhei, a ideia. Felicidade, aprendizado e curiosidade estão me motivando a continuar. Agora chega de falar de mim, vamos ao livro:

O subtema do livro é a linguagem silenciosa da comunicação não verbal, o que já nos diz muito coisa sobre a leitura, é um livro não ficção, escrito por Pierre e as ilustrações, que são muitas, feitas por Roland. Eles têm outras parcerias em livros, além deste. O texto é explicativo. Uma das minhas partes favoritas do livro, o que não costumo colocar aqui, é:

  • “A união voluntária por entusiástico apreço mútuo, tanto o apreço interpessoal como o de objetivos em comum. Belo, mas raro. Porque, em vez de generalização, exige discernimento. E amor”.
  • O poder do EU. Territorial. Poder com discernimento. “O homem é o único animal tão agressivo que mata deliberadamente os da sua própria espécie. Nem a ciência explica essa exceção”. (Página 226)

Refleti bastante sobre essas questões: Quando alguém que a gente gosta e convive coincidentemente pensa da mesma forma que nós e tem os mesmos objetivos de vida sempre encheu o meu coração de felicidade. O fato de todos sermos individualistas e não gostarmos que invadam nosso espaço. E claro, os homens que são seres raciocinais, mas matam-se por razões tolas enquanto nenhum outro animal irracional faria isso.

Você é mais águia, leão ou boi?

O equilíbrio dos três é o ideal. A águia é nossa cabeça, a lógica. O leão é nosso coração, as emoções. E o boi é nosso corpo, os instintos. Faça uma análise de si mesmo. Eu acredito ser leão, águia e boi, nessa ordem. O livro destrincha bem sobre cada coisa que fazemos serem representados por qual dos três animais. Então para uma boa análise, é necessário ler o livro.

Expressões corporais, sinais, dicas de reconhecimento são dadas o tempo todo. Observação do mundo e de nós mesmos. O livro fez em me analisar muito mais do que aqueles a minha volta. Em determinadas partes dele, o achei meio louco, para ser bem sincera, meio confuso, Sentia que estava deixando passar algo, perdendo a linha do raciocínio, não conseguindo descobrir tudo o que estava sendo escrito. Uma sensação triste para mim, odeio quando isso acontece. Acredito que quem estude um pouco mais sobre psicologia terá um prazer muito maior ao lê-lo. Trouxe-me recordações, Em como os sinais sempre fizeram sentido. Ele dá inúmeros exemplos para facilitar nossa compreensão. Algumas explicações foram bem óbvias, eu sempre soube, outras, complexas que minha ignorância não captou.

Mesmo não sendo meu tipo de leitura preferida, gostei dele. Mas não deixei que me afetasse o tempo todo. O li em dois dias, por ser um livro fininho e de letras grandes. É um livro ágil que qualquer pessoa poderá gostar de ler.

Finalizo este post desejando a todas as mamães, principalmente à minha, um ótimo dia. Minha mãe, aquela que sempre apoiou e continua incentivando minhas loucuras. Um grande beijo.

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9 comentários sobre “Resenha: O corpo fala – Pierre Weil e Roland Tompakow.

  1. Oies Adriana, uau me identifiquei com várias coisas no seu post, a primeira é que também coloco os livros em sacos plásticos para protegê-los dentro da bolsa, mochila, inclusive quando eu empresto (o que é muito raro, rs). Outro ponto é que concordo muito com o que você diz sobre o blog, tbm trabalho e estudo e o blog consegue me motivar e me inspirar, então sim é muito amor! Sobre o livro, eu li em 2010 ou 2011 enquanto fazia Processos Gerenciais e amei, achei muito interessante e fiquei observando algumas coisas, por exemplo, pegar meus objetos pessoais e tentar ocupar mais lugar na mesa que divido com outra pessoa para ver a reação dela, rs. 😉 Bjos da Cah ❤

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