Resenha: O rouxinol – Kristin Hannah.

Edit. Arqueiro – 2015 – Ficção americana – 425 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Bom dia,

Muito feliz de poder falar sobre esse livro que amei. O comprei porque adorei a capa, o título e já conhecia a escritora. Já li um livro dela, em 2015, nota 3, chamado Jardim de Inverno, sendo um presente que dei para minha mãe. (Ah, adoro presentear com livros, pois usufruo do presente também, hahaha) e gostei. A capa é linda e delicada. Algo como conseguir ver beleza no obscuro. Em meio à tempestade, nublado e triste, enxergar além, as formas secundárias, o desfocado. Sempre há um pássaro livre e alheio à feiura. Ver além do vidro, do embaçado. O nítido de verdade é a essência (Filosofei sobre a capa). Se pudesse definir o livro em três palavras, seriam: CORAGEM, SOBREVIVÊNCIA e LIBERDADE. O livro tem tudo aquilo que aprecio em uma leitura: Tema de fundo da história: Nazismo. Adoro livros sobre o assunto e outros similares, sobre guerras e fatos históricos. Seguindo a linha de A menina que roubava livros e A garota que você deixou para trás. Além de histórico, amo livros de época, talvez pela curiosidade que surge quanto ao desconhecido, ficando por cargo de imaginar apenas. Outro ponto positivo são as emoções retratadas no livro e que afetam quem o lê. Fome, frio, solidão, abandono, morte, fuga, luta, tristeza, força, amor, dor, raiva, desesperança, raiva, conformismo, resiliência, amizade, ideais, injustiça, crueldade, escolhas, ética, moral, vida, dúvidas, reflexões. E não existe como fugir de se envolver na pesada e intensa história. Se manter absorta com tanta dor. Os absurdos cometidos em nome da guerra, homens matando uns aos outros em nome de algo irrealmente bom. Injustificável. Já as duas irmãs, não me permiti julgá-las, pois entendi seus motivos. Chego a conclusão de que histórias tristes me fascinam. Será um traço de minha personalidade? Me comovem e fazem refletir. O livro é narrado como duas partes. Nos dias atuais (não tão atual assim, 1995) em primeira pessoa por uma das irmãs, narrando como se fossem lembranças. E a segunda parte acontece entre 1939 a 1945 em terceira pessoa contando a história de Isabelle e Vianne, irmãs. A história se passa na França, em Paris e Carriveau durante o período da segunda guerra mundial e de Hitler tentando dominar o mundo. Há semelhanças nítidas com o primeiro livro que li da autora, que contava a história de uma mãe já bem envelhecida e sua aparente falta de amor pelas duas filhas nos dias atuais e que começava a contar a elas tudo o que enfrentou entre 1939 e 1945 na Polônia. Só que O Rouxinol é bem melhor, no meu conceito, porque me prendeu desde o começo. Segue o mesmo padrão, como tema terrível, o nazismo. O assunto central na verdade pra mim seria “as mulheres e a guerra”. Após a leitura, acredito que eu seria a Vianne, que ganha força no decorrer da história, mas que eu gostaria de ser Isabelle. A história é contada por uma das irmãs, mas só no final se descobre qual (eu acertei desde o início). O livro tem tantos acontecimentos que fica impossível fazer um resumo dele. Ainda porque atrapalharia se eu citasse fatos, acabando com o suspense que mantém o leitor pelas páginas. Outro ponto forte porque não cansa ou entendia o leitor um segundo sequer. Isabelle, fez tantos feitos inacreditáveis, salvando vidas assim como Vianne, cada uma à sua maneira, com suas prioridades particulares. E foram salvas por suas dolorosas escolhas. Tiveram o corpo violado e machucado, mas a alma se manteve intacta. Grandes corações e as páginas finais foram emocionantes. O livro é detalhista, na medida exata, os personagens secundários são cativantes e peculiares, cada um acrescentando valor à leitura. Encontrei alguns erros na escrita, mas nada que comprometesse o texto. Minha alma feminista percebe como as mulheres nunca foram reconhecidas por seus nobres atos. Sempre precisaram lutar, a maioria sem armas e sem a glória destinada apenas aos homens. Nunca colheram os frutos por sua coragem e amor. Espero pela próxima publicação desta autora que se tornou uma das minhas queridinhas!

Beijos e até Sábado.

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4 comentários sobre “Resenha: O rouxinol – Kristin Hannah.

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