Seriados: 1° Temporada de Orange is the new black.

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Boa tarde, leitores E apaixonados por séries…

Ainda quando estava na época final de aula (duas semanas atrás), uma amiga me indicou uma série dizendo “pelo que eu te conheço, você vai gostar”! (E ela me conhece bem). Disse tratar de assuntos femininos e feministas. Pronto, era só o que precisava. Logo, assim que minhas noites ficaram mais tranquilas, estando em casa, comecei a assistir Orange is the new Black, ainda que sabendo que já existem 52 capítulos produzidos e disponibilizados (o que dá certa preguiça, só de pensar) e levando em consideração que cada episódio conta com 55 minutos, sem intervalo, me deixei experimentar, sem pressão, sem compromisso, sem grandes expectativas.

E o que posso dizer é que se eu pudesse ficar o dia todo “maratonando” a série e (poxa) a cadeira não fosse um bocado desconfortável, eu já teria finalizado, com certeza, porque qualidade, tem. Mistura de humor, ironia, drama, amor, preconceitos, feminismo, machismo (claro), violência, sociabilidade, oportunidade (a falta dela, óbvio), entre tantos outros elementos que me fascinam (como sabem), para uma feminista de esquerda (acrescento por capricho, espírita) é uma série que ensina, faz refletir, aborda temas clássicos e outros bem pouco imaginados, que enche os olhos, aperta o peito, mas também alarga o riso, achei a primeira temporada sensacional e quase impossível ao final de cada capítulo, resistir a assistir o próximo. Imprevisível os rumos dos acontecimentos, a história prende o espectador, os enredos são entrelaçados (nada comparado a Prison Break, porque segue outra linha de pensamento), os personagens são cativantes e singulares, confesso que tenho tido dificuldade para decorar os nomes, algumas sendo especiais pra mim. Cito algumas que se destacaram para mim como queridinhos na 1° temp: Piper, Alex, Dayanara, Watson, Sophia, Tricia e Bennett. Como odiado foi Sam Healy.

Não sei se eu sou minoria, mas como a história é contada de certa forma a partir da visão da Piper, consegui uma identificação e compreensão de sua personagem, atitudes, princípios e erros. A série mescla o presente e o passado das personagens. Mostra a vida fora da prisão em forma de memórias e o momento atual. Isso nos ajuda a entender e conhecê-las muito melhor. Mostra a rotina da prisão, as regras entre as internas e o sistema prisional. Além das brigas internas de pouca ou grande relevância, mostra o lado obscuro da suposta justiça. Desvios de dinheiro, bens e conduta, claro. Preconceitos de cor, raça e gênero também são visualizadas. A sexualidade é fator fundamental na série e explora diversas questões. O conceito do certo e errado dentro da prisão também ganha uma perspectiva única e diferenciada.

Preciso dizer, para finalizar, que a série é baseada no livro de mesmo nome da autora Piper Kerman, que na verdade é a retratada protagonista da série. Ainda analiso se comprarei o livro ou não. Orange Is the New Black é uma série americana de comédia dramática criada por Jenji Kohan e estreou na Netflix no dia 11 de Julho de 2013. A série, produzida pela Tilted Productions em associação com Lionsgate Television, que aborda a experiência na prisão. A segunda temporada foi lançada em 6 de junho de 2014 e começarei a assistir esta semana. A série se desenvolve ao redor da história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que mora em Nova York e é sentenciada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em favor para sua ex-namorada, Alex Vause (Laura Prepon – de That´s 70´Show), que é peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de New York, ficando noiva de Larry Bloom (Jason Biggs de American Pie). Quando presa, Piper reencontra Alex (que menciona Piper em seu julgamento, causando sua prisão): elas reanalisam seu relacionamento e lidam com suas companheiras de prisão.

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Resenha: Precisamos falar sobre o Kevin – Lionel Shriver.

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Intrínseca – 2007 – Romance americano – 463 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Foda! Difícil encontrar palavras para definir essa leitura. A princípio, achei-o pouco lento ou entediante, confesso. Comprei porque tinha lido excelentes críticas de tudo quando foi lugar e quando soube que havia virado filme (disponível no Youtube para quem tiver interesse, assim como eu tenho de vê-lo logo), pensei “nossa, deve valer a pena”. O quis por um bom tempo, antes de poder comprar, pois o preço de cinqüenta reais não me permitia concretizar, não consigo gastar com um livro apenas, esse valor, acho um pouco fútil, sei lá. Esperei uma promoção, que demorou bastante a acontecer e consegui. Não tinha muitas dúvidas antes de passá-lo na frente de outros exemplares a espera de meus olhos. O livro é grande e volumoso. Em letras pequenas, margens mínimas, cada página vai precisar de sua total atenção. Levei dez dias para terminar a leitura, graças a sinusite, rinite e gripe em mistura que me pegou de jeito esses dias. Não fiz como o habitual, de escrever conforme ia lendo, ficando a ressalva de que, por isso, posso deixar passar algumas coisas que achei sensacionais. O livro é inspirado em uma história real. A partir dessa história a maravilhosa autora criou o enredo em forma de cartas escritas pela mãe ao marido. Apesar de Kevin ser o protagonista do acontecimento que faz jus ao livro, pra mim, a protagonista é ela, EVA, a mãe. Ela que narra, recorda, conta, reconta, aborda, analisa e aparece de fato. É a ela que realmente conhecemos. O texto é ambíguo, profundo, em certos momentos precisei parar em minhas reflexões, porque a ilusão e a escrita te mergulham. Um ponto que me manteve curiosa o tempo inteiro foi o que havia acontecido com seu marido, pai do Kevin, pois as cartas não têm respostas. Tinha meu palpite e acertei, mas ainda sim, me surpreendeu pois foi além da minha imaginação. A dúvida do porquê Kevin fez o que fez é crucial e assombra. Assim como o clássico pensamento de que os pais poderiam ter feito diferença se fossem diferentes ou não (acho que não). Com um pai totalmente complacente e inseguro que aceita tudo do filho e uma mãe austera, um pouco fria e conflituosa, a análise pode ser longa e árdua. Acredito ser essa uma das propostas do livro. Os sentimentos divergentes, conflituosos, aterrorizantes e incomuns trazem lucidez e um novo olhar ao leitor. O livro não te traz as respostas prontas, como mimados que somos, temos mania de querer. Ele te traz analogias e questionamentos. Você se surpreende com os pensamentos contidos no livro e dentro de você mesmo. É de uma tristeza chocante, um terror extasiante, difícil descrever. Simplesmente AMEI!  

Sinopse: Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio do subúrbio de Nova York –, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei? A narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?

Até logo!

Jenny Han – 3° livro da série da incrível Lara Jean.

Boa tarde,

Eu acabei deixando passar, mas resolvi consertar meu erro e escrever. Soube recentemente, pois ainda não era oficial, que Jenny Han estaria escrevendo a continuação da história da menina Lara Jean e acho que não seja segredo, sou fã assumida dessa autora, acho sua narrativa espetacular e que me trouxe, inclusive, a vontade de fazer também escrita criativa, pois acho fantástica a forma como ela escreve. Quando li Para todos os garotos que já amei, não esperava muito, até porque não era tão conhecido e me apaixonei pelo exemplar, tornando-se uns dos meus livros favoritos da vida. Favoritei no Skoob e fiquei ansiosa como há tempos não acontecia com a espera pelo lançamento de PS: Ainda amo você, que comprei assim que iniciou a pré-venda e ele furou a fila majestosamente na frente de todos os meus outros livros à ler. Amei de novo e ainda mais, tratando-se de uma das minhas primeiras resenhas aqui no blog: Resenha: P.S.: Ainda amo você – Jenny Han.. A possibilidade do terceiro livro não era certa e tentei não criar entusiasmo desnecessário. Mas a autora confirmou e eu já me sinto ansiosa novamente. A trilogia será fantástica, postem apostar!

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Post da autora em seu twitter oficial

https://twitter.com/jennyhan?ref_src=twsrc%5Etfw

O título nos Estados Unidos está confirmado como Always and Forever Lara Jean (Para sempre Lara Jean) e está previsto para ser lançado lá no início de 2017.

A editora Intrínseca, que lançou os dois anteriores, postou (para completar a felicidade geral) a sinopse sobre o próximo livro (e a data do lançamento aqui no Brasil):

Os leitores apaixonados por Lara Jean podem comemorar: o terceiro livro da série Para todos os garotos que já amei será publicado no ano que vem. O anúncio de Always and Forever, Lara Jean, ainda sem título em português, foi feito pela autora Jenny Han recentemente nas redes sociais. Na continuação, Lara Jean está aproveitando ao máximo o último ano do ensino médio. O namoro com Peter está indo bem, seu pai finalmente vai se casar com a vizinha, Sra. Rothschild, e Margot estará de volta nas férias, a tempo de participar da cerimônia. Mas muitas mudanças estão prestes a acontecer. Apesar de Lara Jean estar se divertindo ajudando a organizar a festa do pai, ela não pode ignorar as grandes decisões que estão pela frente. Mais precisamente, escolher em qual faculdade vai estudar e descobrir como lidar com o impacto que essa resolução poderá ter em seu relacionamento com Peter. Lara Jean acompanhou de perto as consequências das decisões de Margot, e agora será sua vez de deixar para trás a família — e, possivelmente, o garoto que ama. Quando o coração e a cabeça dizem coisas diferentes, qual deles devemos ouvir? O livro será lançado no Brasil pela Intrínseca simultaneamente com os Estados Unidos e está previsto para abril de 2017. Ansiosos?

http://www.intrinseca.com.br/blog/2016/05/terceiro-livro-da-serie-para-todos-os-garotos-que-ja-amei/

Chega logo, Abril!

Junho/2016: Livros comprados – para ler – Parte 2.

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Bom dia, leitores!

Continuando minha lista de livros comprados nas últimas semanas que serão minhas próximas leituras, segue abaixo o restante. Preciso deixar um desabafo que acredito não ser somente meu, que me falta tempo e dinheiro para todos os livros, séries e filmes que são de meu desejo. Meus próximos post´s serão sobre os últimos filmes que assisti, os filmes adaptados de livros, que adoro comparar, assim como o livro que estou terminando de ler Precisamos falar sobre o Kevin (maravilhoso!) e sobre a série da Netflix que venho “maratonando” Orange isthe new black. Resumindo, a agenda é apertada haha.

10)Doce Perdão – Lori Nelson Spielman.

Comprei este porque o último livro que li dessa autora achei nota 5, logo, assim que vi este lançamento, não resisti. Sinopse: Hannah Farr é uma personalidade de New Orleans. Apresentadora de TV, seu programa diário é adorado por milhares de fãs, e há dois anos ela namora o prefeito da cidade , Michael Payne. Mas sua vida, que parece tão certa, está prestes a ser abalada por duas pequenas pedras… As Pedras do Perdão viraram mania no país inteiro. O conceito é simples: envie duas pedras para alguém que você ofendeu ou maltratou. Se a pessoa lhe devolver uma delas, significa que você foi perdoado. Inofensivas no início, as Pedras do Perdão vão forçar Hannah a mergulhar de volta ao passado – o mesmo que ela cuidadosamente enterrou e todas as certezas de sua vida virão abaixo. Agora ela vai precisar ser forte para consertar os erros que cometeu ou arriscar perder qualquer vislumbre de uma vida autêntica para sempre.

11)O primeiro último beijo – Ali Harris.

Depois de tantos comentários positivos, simplesmente tive que comprar. Sinopse: Um livro sobre a luta para manter o amor da sua vida, mesmo quando o futuro é incerto. O primeiro último beijo conta a história de amor de Ryan e Molly, de como eles se encontraram e se perderam diversas vezes ao longo do caminho. Na primeira vez em que eles se beijaram, Molly soube que ficariam juntos para sempre. Seis anos e muitos beijos depois, ela está casada com o homem que ama. Mas hoje Molly percebe quantos beijos desperdiçou, porque o futuro lhes reserva algo que nenhum dos dois poderia prever… Esta história comovente, bem-humorada e profundamente tocante mostra que o amor pode ser enlouquecedor e frustrante, mas também sublime. Na mesma tradição de P.S. Eu te amo e Um dia, O primeiro último beijo vai fazer você suspirar e derramar lágrimas com a mesma intensidade.

12)Cidade dos ossos – Cassandra Clare.

Uma série de seis livros intitulado Instrumentos mortais, este é o primeiro volume. Já tinha ouvido bons comentários e depois de encontrar uma leitora com ele nas mãos no transporte público, enquanto eu voltava pra casa do trabalho e ela falar sobre ele com tanto entusiasmo, foi o que me levou a comprar. Sinopse: Um mundo oculto está prestes a ser revelado… Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato, muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer… Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.

13)Bom dia, Sr. Mandela – Zelda La Grange.

O que dizer sobre Nelson Mandela? Meu respeito e admiração sempre me fizeram ter vontade de conhecer melhor sua história e assim que descobri este lançamento, tive que adquirir. Sinopse: A secretária particular de Nelson Mandela faz um relato sobre a vida íntima do grande líder da África do Sul, relatando como era viver no apartheid e como o convívio com Mandela a fez abandonar todos os tipos de preconceito. Na descrição do dia a dia dos últimos 20 anos da vida de Mandela, um perfil humano e carismático do líder da luta contra o apartheid.

14)Vá, coloque um vigia – Harper Lee.

Eu desejei comprar assim que soube do lançamento, porque O sol é para todos é uma obra primorosa. Sinopse: Segundo romance de Harper Lee, que bateu recorde de número de exemplares vendidos em um só dia superando O símbolo perdido, de Dan Brown.Jean Louise Finch, mais conhecida como Scout, a heroína inesquecível de O sol é para todos, está de volta à sua pequena cidade natal, Maycomb, no Alabama, para visitar o pai, Atticus. Vinte anos se passaram. Estamos em meados dos anos 1950, no começo dos debates sobre segregação, e os Estados Unidos estão divididos em torno de questões raciais. Confrontada com a comunidade que a criou, mas da qual estava afastada desde sua mudança para Nova York, Jean Louise passa a ver sua família e amigos sob nova perspectiva e se espanta com inconsistências referentes à ética e a pensamentos nos âmbitos político, social e familiar.“Vá, coloque um vigia” é o segundo romance de Harper Lee, mas foi escrito antes do mítico O sol é para todos, que recebeu o Prêmio Pulitzer em 1961. Este livro inédito marca o retorno, após 65 anos de silêncio, de uma das maiores escritoras americanas do século XX.

15)A garota no trem–Paula Hawkins.

Também adaptado para o cinema, muitos elogios me fizeram comprá-lo. Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

16)A rainha vermelha – Victoria Aveyard.

Livro muito popular, uma amiga me pediu para comprar para que ela também pudesse ler. Ainda me restam dúvidas se são dois volumes ou se trata de uma trilogia, porque não sei se Coroa Cruel faça parte da sequencia. Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

17)As crônicas de gelo e fogo – George R. R. Martin.

Comprei o box em promoção com os cinco livros. Basicamente porque assisti alguns episódios de Game Of Thrones, série da HBO, baseada nos livros e achei muito bom e surreal. Foi no final de Abril e ainda não comecei a ler pelo óbvio, são umas 1.700 páginas de leitura e sei que levarei semanas para terminar, enquanto muitos outros livros me aguardam, coisa louca, não? Sinopse: A maior saga de fantasia dos últimos tempos e que já conquistou milhões de fãs ao redor do mundo chega agora às livrarias em uma caixa de luxo e com os cinco livros já escritos – ‘A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis, A Tormenta de Espadas, O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões’ – em versão pocket. Quando EddardStark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha – uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de protegê-lo da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal – a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia. Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Volto em breve! Beijos.

 

 

Junho/2016: Livros comprados – para ler – Parte 1.

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Boa tarde, leitores!

Nesses últimos dois meses, extrapolei na compra de livros que queria muito e que serão minhas próximas leituras, porém é tanta coisa boa, que fica difícil a ordem sequencial. Quem sabe, vocês não me ajudam. Comprei-os graças a descontos, promoções e fretes grátis, oferecidos pela Saraiva, Extra, Americanas e Casas Bahia pela internet. É prático, mais barato e sempre chegam conforme o previsto.

  • Como se apaixonar – Cecelia Ahern.

O que me fez comprar este livro foi o fato dela ser uma autora conhecida pelos bons romances, como PSEu te amo, o qual apenas assisti o filme, mas que é conhecido por todos e me trouxe a curiosidade de conhecer sua escrita. Ela também é a autora de Simplesmente acontece, livro adaptado para o cinema, que assisti recentemente. Sinopse: Momentos são preciosos; às vezes eles se demoram e, em outras ocasiões, são passageiros, mas, ainda assim, muito pode ser feito durante eles; você pode mudar de ideia, pode salvar uma vida e pode até se apaixonar. Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor. Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo. Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?

  • Orgulho e preconceito – Jane Austen.

Acho que não seja preciso escrever o porquê desejo lê-lo. E é rude de minha parte, confessar que ainda não tenha lido. Desejo reparar isso em breve. Comprei em edição de bolso por uma bagatela e ele também foi adaptado para o cinema há tempos, que espero assistir em breve. Sinopse: Pode ser considerado como especial porque transcende o preconceito causado pelas falsas primeiras impressões e adentra no psicológico, mostrando como o auto-conhecimento pode interferir nos julgamentos errôneos feitos a outras pessoas. A autora revela certas posturas de seus personagens em situações cotidianas que, muitas vezes, causam momentos cômicos aos leitores, dando um caráter mais leve e satírico ao livro. As emoções e sentimentos devem ser decifrados por quem decidir mergulhar na obra de Jane Austen, visto que se apresentam encobertos nas entrelinhas do texto. A escritora inglesa apresenta seu poder de expressar a discriminação de maneira sutil e perspicaz em ORGULHO E PRECONCEITO; capaz de transmitir mensagens complexas valendo-se de seu estilo a um tempo simples e espirituoso.

  • O malabarista – Alessandro K. Pithon.

Este livro comprei porque o título e capa me interessaram. Pouco conhecido, trata-se do grupo Talentos da literatura Brasileira e são vendidos quase gratuitamente. Sinopse: O velho Heitor presenciou muitos fatos incríveis ao longo dos seus 82 anos de vida. Mas a chuva que caiu naquela noite sem nuvens foi uma grata surpresa, pois permitiu-lhe conhecer o jovem Matheus, com quem inicia uma grande amizade. Os dois encontram-se nas noites seguintes, e Heitor passa a compartilhar com o amigo sua impressionante história. Heitor nasceu e cresceu na mansão onde sua mãe, Maria, trabalhava como cozinheira. Sua vida se limitava aos fundos da casa, onde ficavam os quartos dos empregados Deti, o jardineiro, e de Valdelice, a arrumadeira. Seus patrões eram o casaI Alberto e Tereza, que tinham três filhos: Paulo, Maurício e Caroline. Acontecimentos imprevisíveis, secretos e até mesmo espirituais permeiam o lugar, no qual um garoto malabarista aparece para Heitor frequentemente. O decorrer da vida de Heitor é de intensa busca, viagens e deslocamentos, numa trajetória repleta de situações surpreendentes, fatos marcantes e reveladores, que o conduzem a significativas descobertas sobre o sentido da vida.

  • A lista de Schindler – Thomas Keneally.

Outro clássico da literatura, excelentes críticas e sobre um assunto que gosto mundo, o Holocausto. Não sei como ainda não o li durante a vida e também comprei em edição de bolso por um preço irrisório. Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto o regime nazista enviava milhares de prisioneiros aos fornos de Auschwitz, o industrial alemão Oskar Schindler abrigava centenas de judeus em sua fábrica, de onde ele finalmente os transferia em segurança para a Tchecoslováquia. Um lugar na lista de Schindler significava a única chance de sobrevivência para um prisioneiro judeu. Oskar Schindler, o herói do Holocausto, é retratado de modo inédito e comovente pelo romancista Thomas Keneally, que passou dois anos entrevistando sobreviventes beneficiados por Schindler em sete países: Austrália, Israel, Alemanha Ocidental, Áustria, Estados Unidos, Argentina e Brasil. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, o autor realizou uma espantosa recriação de um episódio histórico, narrado com toda a ênfase de uma ficção.

  • Toda luz que não podemos ver – Anthony Doerr.

Lançamento recente e ótimas críticas e, claro, uma promoção me levou a compra-lo. Sinopse: Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

  • A menina submersa – Caitlín R. Darkside.

Este livro além de ótimos comentários, só pela capa, formato e cor me tenderiam a comprá-lo. Ele é preto na capa e rosa nas páginas por fora, parecendo uma agenda refinada, me fazendo ter um cuidado especial ao pegá-lo. Sinopse: Uma “obra-prima do terror e da fantasia dark” da nova geração
A Menina Submersa: Memórias é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do “real” sobre o “verdadeiro” e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. O trabalho cuidadoso de Caitlín R. Kiernan é nos guiar pela mente de sua personagem India Morgan Phelps, ou Imp, uma menina que tem nos livros os grandes companheiros na luta contra seu histórico genético esquizofrênico e paranoico. Filha e neta de mulheres que buscaram o suicídio como única alternativa, Imp começa a escrever um livro de memórias para tentar reconstruir seus pensamentos e lutar contra o que seria “a maldição da família Phelps”, além de buscar suas lembranças sobre a inusitada Eva Canning, sua relação com a namorada e consigo mesma, que evoca em muitos momentos a atmosfera de filmes como Azul é a Cor mais Quente (Palma de Ouro em Cannes, 2013) e Almas Gêmeas (1994), de Peter Jackson. Não se assuste: é um livro dentro de um livro, e a incoerência uma isca para uma viagem mais profunda, onde a autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial – na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa –, e sabem que o medo real nos habita. Caitlín dialoga ainda com o universo insólito de artistas como P.G. Wodehouse, David Lynch e Tim Burton, e o enigmático personagem Sandman, de Neil Gaiman, com quem aliás, trabalhou, escrevendo The Dreaming, spin-off derivado da obra-prima de Gaiman. A Menina Submersa evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf. Com uma narração intrigante, não linear e uma prosa magnífica, Caitlín vai moldando a sua obsessiva personagem. Imp é uma narradora não confiável e que testa o leitor durante toda a viagem, interrompe a si mesma, insere contos que escreveu, pedaços de poesia, descrições de quadros e referências a artistas reais e imaginários durante a narrativa. Ao fazer isso, a autora consegue criar algo inteiramente novo dentro do mundo do horror, da fantasia e do thriller psicológico. A epígrafe do livro, retirada de uma música da banda Radiohead – “There There” –, diz muito sobre o que nos espera: “Sempre há um canto de sereia que te seduz para o naufrágio”. A Menina Submersa é como esse canto, que nos hipnotiza até que tenhamos virado a última página, e fica conosco para sempre ao lado de nossas melhores lembranças.

  • A teoria de tudo – Jane Hawking.

Assim que o filme foi lançado, desejei assistir e ler o livro. A primeira parte já fiz e achei a adaptação para o cinema incrível. O ator foi primoroso (ganhando o Oscar de melhor ator em 2015). Sinopse: A história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos – entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida.

  • Um poema para Bárbara – Mônica Sifuentes.

Livro nacional, retratando um pouco da nossa história, assunto que me desperta bastante interesse. Sinopse: Eram meados de 1776 em São João Del Rei, Minas Gerais, quando o novo ouvidor da comarca chegou à cidade vindo de Portugal. As solteiras compareceram ao sarau preparado para recepcioná-lo, e estavam todas muito entusiasmadas com o bom partido para casar, mas não Bárbara Eliodora, justamente a moça pela qual o jovem magistrado José Inácio de Alvarenga Peixoto encantou-se. Ela estava mais interessada em escrever seus poemas e em pensar sobre suas ideias um tanto avançadas para a época. Aos poucos, porém, o convívio fez brotar uma intensa paixão, e o casal descobriu ter muito mais em comum do que imaginava. Ambos poetas (ela, a primeira mulher do país), iniciaram juntos uma vida pautada em amor e sonhos de um país livre e justo, que culminou com a Inconfidência Mineira. Deixaram um legado de sangue e lutas, mas também de ideais, versos e heroísmo, que marca até hoje a história do Brasil.

  • Minha vida fora de série 1º temporada – Paula Pimenta.

Primeiro livro de uma série de quatro volumes, como ouvi ser bem engraçado, decidi comprar. Sinopse: Mudar de cidade sempre é difícil, mas fazer isso na adolescência é algo que deveria ser proibido. Como começar de novo em um lugar onde todos já se conhecem, onde os grupos já estão formados, onde ninguém sabe quem você é? A princípio, Priscila não gosta da ideia, mas aos poucos percebe que pode usar isso a seu favor, tendo a chance de ser alguém diferente. Mas será que o papel escolhido é aquele que ela realmente quer representar? Aos poucos, Priscila percebe que o que importa não é o lugar e sim as pessoas que vivem nele. E que, além da nova cidade, há algo mais importante a se conhecer: ela mesma. Quem gosta da série “Fazendo meu filme” não pode perder o livro de estreia dessa nova série de Paula Pimenta. Situado no mesmo universo ficcional, temos a oportunidade de acompanhar alguns dos nossos já adorados personagens, três anos antes da história de ‘Fazendo meu filme” começar. Não perca a 1ª temporada da vida fora de série de Priscila.

Este post continua 🙂

Junho/2016: Livros desejados – para comprar.

Olá, lindos!

Todo devorador de livros sabe como funciona o esquema compra/leitura. Compramos dois livros, já pensando em outros cinco que ainda queremos comprar. E que para cada livro comprado e riscado da lista, entram outros três. É um jogo sem fim.

Portanto, aqui estou para falar sobre os próximos livros que desejo comprar. Como sabem, espero uma promoção mínima e/ou frete gratuito para realizar o desejo. É muito livro para pouco recurso financeiro. Portanto, se alguém souber de algo do tipo, por favor, me informe nos comentários. A ordem não segue fator cronológico/ prioridade, está por ordem de adição na lista somente:

A promessa da Rosa – Minha vontade de lê-lo vem de ótimas críticas vistas na internet, em blogs ou vídeos literários. Nacional. Boa reputação no Skoob. Sinopse: Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não se casar cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena, Arthur Harold é bonito, rico e obstinado. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e, sim, pela única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e sua enorme teimosia: o seu coração.

O iluminado – O motivo de desejá-lo é por nunca ter lido nada desse autor que dizem ser maravilhoso. É um tiro no escuro na verdade, embora eu já tenha ouvido falar bem desta obra, não sei se é a melhor dele, há um tempo estava com um preço promocional incrível, que eu estupidamente deixei passar. Agora é aguardar, pois não tenho coragem de comprar no preço que está. Sinopse: O romance, magistralmente levado ao cinema por Stanley Kubrick, continua apaixonando (e aterrorizando) novas gerações de leitores. A luta assustadora entre dois mundos. Um menino e o desejo assassino de poderosas forças malignas. Uma família refém do mal. Nesta guerra sem testemunhas, vencerá o mais forte. Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.

A parede branca do meu quarto – Livro nacional, muito bem avaliado. Sinopse: Após ter um vídeo postado no Youtube sobre o surto psicótico que teve durante uma prova, Mariana Vilar virou uma celebridade da internet. Infelizmente, isso não trouxe nenhuma vantagem para a vida dela: foi expulsa do colégio antigo, perdeu o contato com o melhor amigo e, agora, ainda tem que aguentar as pessoas perguntando a todo tempo se a conhecem de algum lugar. Chega a hora de cursar o terceiro ano do Ensino Médio, não vai ser fácil. Novo colégio, rodeado de pessoas diferentes. Os desafios surgem e as inquietudes aumentam. Mariana começa a perceber que as experiências e desejos que guiavam o seu comportamento antes, de repente não fazem mais sentido. Entender as mudanças que vão desde belos momentos afetivos até estranhas festas da elite brasiliense será uma questão de sobrevivência. E quanto à parede branca do título? Ah, meu caro leitor, só posso garantir que ela nunca mais será a mesma.

A menina com a lagartixa – Nunca li nada desse autor, apenas assisti o filme O Leitor, no qual achei bem emblemático e me despertou interesse ler alguma obra no papel dele. Sinopse: Um quadro no qual uma menina contempla uma lagartixa é objeto de fascinação de um garoto de 9 anos. No terceiro ano de faculdade, ele herda o quadro, que esconde um segredo terrível vinculado ao passado nazista do pai. Determinado a investigar a história da obra que o fascinava desde a infância, o rapaz logo se vê embriagado pela mesma obsessão que destruiu o relacionamento dos pais e levou sua família à ruína.

Gelo Negro – Minha vontade de lê-lo vem de ótimas críticas vistas na internet, em blogs ou vídeos literários. Sinopse: Britt Pfeiffer passou meses se preparando para uma trilha na Cordilheira Teton, um lugar cercado por natureza e cheio de mistérios. Antes mesmo de chegar à cabana nas montanhas, ela e a melhor amiga, Korbie, enfrentam uma nevasca avassaladora e são obrigadas a abandonar o carro e procurar ajuda. As duas acabam sendo acolhidas por dois homens atraentes e imaginam que estão em segurança. Os homens, porém, são criminosos foragidos e as fazem reféns. Para sobreviver, Britt precisará enfrentar o frio e a neve para guiar os sequestradores na descida das montanhas. Durante a arriscada jornada em meio à natureza selvagem, um dos homens se mostra mais romântico do que perigoso, e Britt acaba se deixando envolver. Será que ela pode confiar nele? Sua vida dependerá dessa resposta.

O mundo de Sofia – Meu maior sonho de compra no momento. Críticas excelentes desde minha juventude, aguardando para poder ler. Sinopse: Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões-postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo. Os postais são enviados do Líbano, por um major desconhecido, para uma certa Hilde Moller Knag, garota a quem Sofia também não conhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste romance fascinante, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países e já vendeu mais de 1 milhão de exemplares só no Brasil. De capítulo em capítulo, de “lição” em “lição”, o leitor é convidado a percorrer toda a história da filosofia ocidental, ao mesmo tempo que se vê envolvido por um thriller que toma um rumo surpreendente.

Para poder viver – Minha vontade de lê-lo vem de ótimas críticas vistas na internet, em blogs ou vídeos literários. Sinopse: Yeonmi Park não sonhava com a liberdade quando fugiu da Coreia do Norte. Ela nem sequer conhecia o significado dessa palavra. Tudo o que sabia era que fugir era a única maneira de sobreviver. Se ela e sua família ficassem na terra natal, todos morreriam – de fome, adoentados ou mesmo executados. Park cresceu achando normal que seus vizinhos desaparecessem de repente. Acostumou-se a ingerir plantas selvagens na falta de comida. Acreditava que o líder de seu país era capaz de ler seus pensamentos. Uma história repleta de coragem, dignidade e até humor. Para poder viver é um testamento da perseverança do espírito humano. Até que ponto estamos dispostos a sofrer em nome da liberdade? Poucas vezes a resposta foi dada de modo tão eloquente.

Depois a louca sou eu – Sinopse: Em Depois a louca sou eu, Tati Bernardi escreve sobre a ansiedade com um estilo escrachado, ágil, inteligente e confessional. Tati consegue falar de um tema complicado, provocar gargalhadas e ainda manter o pacto de seriedade com o leitor. A capacidade de rir de si mesma confere a tudo isso distância, graça e humanidade.

Joaquina, filha do Tiradentes – Admito que meu interesse por esse livro tenha vindo de uma minissérie atual de um canal aberto de televisão, que justamente conta a história baseada nesse livro. Como sempre gosto de comparar o vídeo e o papel das histórias contadas, estou buscando esse livro escrito em 1987 e sendo relançado em 2008.

A indomável Sofia – Minha vontade de lê-lo vem de ótimas críticas vistas na internet, em blogs ou vídeos literários. Sinopse: Sofia Stanton-Lacy é alegre, impulsiva e de uma franqueza desconcertante, características que não combinam com o que se espera de uma mulher em sua posição na sociedade londrina do início do século XIX. Educada durante as viagens de seu pai, órfã de mãe, ela chega à casa de sua tia em Berkeley Square para derrubar as convenções e surpreender a todos com seus modos independentes e sua língua afiada. E Sophy parece ter chegado no momento certo: seus primos estão com muitos problemas. O tirânico Charles está noivo de uma jovem tão maçante quanto ele, já Cecilia está apaixonada por um poeta, e Hubert tem sérios problemas financeiros. A prima recém-chegada decide então ajudar a todos com sua determinação e impetuosidade, e acaba enfrentando agiotas, roubando os cavalos de seu primo e atirando de raspão em um honrado cavalheiro. Embora sejam sempre mirabolantes e arriscados, seus planos sempre dão certo e tudo parece estar sob seu controle. O que ela não espera, porém, é que seu primo Charles, que aparentemente não vê a hora de arrumar um marido para ela, de repente passa a enxergá-la com outros olhos.

As gêmeas do gelo – Minha vontade de lê-lo vem de ótimas críticas vistas na internet, em blogs ou vídeos literários. Sinopse: ‘Um thriller psicológico aterrorizante perfeito para os fãs de A Garota no Trem. Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?’

Cidade dos etéreos – Minha vontade de lê-lo vem de ótimas críticas vistas na internet, em blogs ou vídeos literários. Sinopse: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares. Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares. Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

O amor nos tempos de like – Minha vontade de lê-lo vem de ótimas críticas vistas na internet, em blogs ou vídeos literários. Sinopse: Quatro grandes booktubers se unem em uma coletânea que reinventa contos românticos na era digital. Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em O Amor nos tempos de #likes, quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam Orgulho e Preconceito (Pam Gonçalves), Dom Casmurro (Bel Rodrigues) e Romeu e Julieta (Pedrugo).

1984 – Minha vontade de lê-lo vem de ótimas críticas vistas na internet, em blogs ou vídeos literários. Sinopse: Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”.
Seus principais ingredientes – um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais – atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita translúcida de George Orwell, os personagens fortes, traçados a carvão por um vigoroso desenhista de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos.
Muitos leram 1984 como uma crítica devastadora aos belicosos totalitarismos nazifascistas da Europa, de cujos terríveis crimes o mundo ainda tentava se recuperar quando o livro veio a lume. Nos Estados Unidos, foi visto como uma fantasia de horror quase cômico voltada contra o comunismo da hoje extinta União Soviética, então sob o comando de Stálin e seu Partido único e inquestionável. No entanto, superando todas as conjunturas históricas – e até mesmo a data futurista do título -, a obra magistral de George Orwell ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre os excessos delirantes, mas perfeitamente possíveis, de qualquer forma de poder incontestado, seja onde for.

Uma mulher livre – Minha vontade de lê-lo vem de ótimas críticas vistas na internet, em blogs ou vídeos literários. Sinopse: Dos deslumbrantes salões de baile de Manhattan para os horrores da Primeira Guerra Mundial… Danielle Steel nos leva para um mundo fascinante de uma jovem de espírito indomável nascida numa vida de luxo e glamour, Annabelle Worthington carrega o sobrenome, e a nobreza, de uma das famílias mais influentes de Nova York. Até que, num dia cinzento de abril, o Titanic afunda, levando junto o seu mundo. Seus pais e seu irmão mais velho estavam na viagem inaugural do majestoso navio, e apenas sua mãe sobreviveu. Para tentar confortar seu coração, Annabelle se voluntaria para trabalhar em um hospital, ajudando a cuidar dos enfermos, onde descobre sua verdadeira vocação. E, quando um homem nobre a pede em casamento, ela acredita que, enfim, voltará a ter dias felizes. Porém, novamente, o destino lhe prega uma peça, colocando-a no centro de um escândalo. Com uma narrativa de tirar o fôlego e repleta de detalhes históricos, Danielle Steel nos apresenta uma de suas personagens mais fascinantes e singulares, e sua história inspiradora de dignidade, coragem e amor pela vida.

História do Brasil – Para conhecer um pouco mais a história do nosso país. Sinopse: Cobrindo um período de mais de quinhentos anos, desde as raízes da colonização portuguesa até nossos dias, Boris Fausto narra aqui os fatos mais importantes da história brasileira. Ao analisar minuciosamente as grandes linhas de força que indicam o sentido de nossa formação, o autor detém-se no estudo de instituições fundamentais, como o sistema colonial, o sistema escravista e os regimes autoritários do século XX, dando ênfase às práticas sociopolíticas, sem deixar de enfrentar questões polêmicas, como as razões do abandono da escravidão dos índios pelos portugueses e a opção pelos africanos; a manutenção da unidade territorial brasileira em contraposição à fragmentação das colônias espanholas; ou ainda a difícil transição do regime autoritário para o democrático, nas últimas décadas. Dessa forma, este livro oferece ao leitor orientação segura no estudo de nossa história, mantendo, ao mesmo tempo, uma postura aberta às suas diferentes interpretações.

Filho do Hamas – Livro somente em arquivo digital, devido ao pouco sucesso de vendas, logo saiu de circulação. Minha vontade de lê-lo é para entender melhor o oriente médio e o islamismo. Sinopse: Filho do Hamas é o relato impressionante do caminho inesperado que Mosab resolve seguir ao questionar o sentido de um conflito que só traz sofrimento para os inocentes, sejam eles palestinos ou israelenses. No livro, ele revela como se tornou espião do Shin Bet, narra passagens da vida dupla que levou durante 10 anos e fala das escolhas arriscadas que fez para conter a violência de uma das organizações terroristas mais perigosas do mundo. Esta é também uma história de transformação pessoal, uma jornada de redescoberta espiritual que começa com a participação de Mosab num grupo de estudos bíblicos e culmina na sua conversão ao cristianismo e na crença de que “amar seus inimigos” é o único caminho para a paz no Oriente Médio.

A menina feita de espinhos – Sinopse: Eu nasci assim. Com espinhos venenosos sobre toda a minha pele. Repelindo, assustando e repugnando as pessoas. Eu aprendi, após receber tantos olhares de repugnância, que há beleza em tudo. Há beleza na tristeza e na dor, até mesmo na raiva. E há beleza na vida, em suas despedidas e desencontros. Este livro é para aqueles que sabem conviver com espinhos, aceitam o diferente e amam sem medos e preconceitos. Para quem sabe que vai sentir dor em vários momentos da vida, mas não desiste. Quem gosta de giz de cera, bichos de pelúcia e rosas vermelhas. Para os que sabem chorar. De verdade. Não apenas derramar lágrimas. E veem beleza em tudo. Absolutamente tudo. Mas se você não é assim, este livro ainda é para você, porque celebra as diferenças.

O sorriso da hiena – Literatura policial, nacional e bem avaliado. No momento, em falta dele no papel. Sinopse: Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas. Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar um ato de crueldade quando, por trás dele, há a intenção de fazer o bem?

Tentarei sempre atualizar essa lista para vocês no blog, até como uma forma de estímulo para mim.

Até o próximo post!

 

Resenha: Memórias de uma guerra suja – Cláudio Guerra.

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Topbooks – 2012 – Ditadura Militar – 291 páginas – Nota 3♥.

Este livro foi escrito através das memórias de Cláudio Guerra, policial integrante da ditadura militar, após longas entrevistas concedidas a Marcelo Netto, jornalista, ex-estudante de Medicina, dono de uma consultoria de informações e comunicações e Rogério Medeiros, jornalista, fotógrafo, já foi dono de agência e autor de outros livros. Comprei este livro por indicação para conhecer melhor esse período tenebroso do Brasil, um assunto que vem me interessando bastante, visto o momento político do país.

Preciso alertar que o leitor precisa de certo “estômago” para ler este exemplar. E ainda que tenha boa memória, pois inúmeros nomes são citados, mais do que seja possível contar. Mostra a tortura  e seu papel na construção de uma sociedade governada através do medo e repressão. Se eu pudesse definir em uma palavra este livro seria crueldade. Nos faz analisar o quanto é perigoso o uso de tortura em presos, pois dependendo do método adotado, é possível enxergar claramente que se confessa até o inexistente ou uma mentira. É relatado de forma fria e crua. Causando-me um incômodo durante toda a leitura. A narrativa enoja, pelo menos a mim. Ele, Cláudio Guerra, ainda hoje acredita que era “o lado bom” da história. Que a religião, hoje ele é pastor, o absolveu de todos os crimes. As citações dão a impressão de que é certo, eles eram os mocinhos e a esquerda, os bandidos, “a esquerda armada”.

Sem arrependimentos ele narra todo o período. Li desconfiando da condução da narrativa. Existe manipulação das palavras, a força da manipulação da população, passar para frente como verdade apenas boatos inventados por agentes infiltrados. Forno de usina para queimar pessoas. Muita gente envolvida. Major Freddie Perdigão, agente importante nesse livro é o mesmo citado no último livro que li do Marcelo Rubens Paiva, que coordenou a morte de Rubens Paiva.

O comunismo sendo visto como o demônio. Cita o livro “Desaparecidos políticos” diversas vezes e fiz anotação mental para ler futuramente. Mostra como eles tinham poder soberano sobre todo o país, chegando a criar leis apenas para proteger a rede criminosa de ditadores e tirar da cadeia seus aliados, como a lei 5941/73 que vigora até hoje. Cita acidentes criminosos, reuniões para julgar e sentenciar a morte de adversários, opositores, queima de arquivo de aliados e castigo de parceiros que cometeram erros.

A forma como as pessoas que eram contra o regime militar são retratadas assusta o leitor. Os chamam de subversivos e terroristas e assim para combater o terrorismo foram usadas todas as ilegalidades possíveis. A pergunta que fica é importante até nos dias atuais: Quando você pratica o mesmo que alguém que você condena praticou ou que você acredita que praticou, o que você se torna?

Perdigão chegou a fazer uma monografia sobre como funcionava a ditadura, presente no final do livro e da forma como é escrita, nos parece até razoável. Parece normal e legítimo. Até Netto e Medeiros são bem tranquilos no decorrer do texto, talvez por isso, Guerra tenha concordado em dar as exaustivas entrevistas à eles, porque parecem não discordar do ocorrido. Porém, talvez seja apenas a função do jornalismo em exercício, que pede imparcialidade e é essa opção que prefiro acreditar, que seja pela ética. Premeditadamente escolheram não trazer julgamentos ao livro, pois a história não é deles e não lhe pertencem.

Cita atores, diretores, empresários conhecidos, donos de hotéis, cassinos, jogo do bicho, escolas de samba, radialistas, apresentadores, diretores de televisão, juízes, ficando fácil entender a manipulação midiática, além da forte censura na época, é claro. E a impunidade de tudo. A prostituição, grampos ilegais, roubos, drogas, jogos, tráfico de armas também faziam parte da história.

Ainda é possível perceber o perigo entre a religião e política conservadora. A frase usada nos dias de hoje “bandido bom é bandido morto” vem dessa época. Não vou entrar no mérito do quanto discordo dessa frase e o por quê.

Não passou despercebido o fato de a maioria de nomes que ele explícita já esteja morto ou não tenha mais relevância, mas os que ainda exercem papéis importantes no país e poder, ele “espertamente” ocultou. E devo salientar que são muitos. Estou até temerosa.

Em primeira pessoa quase sempre, eventualmente em terceira, ele narra o que seu grupo imenso acreditava, eles eram contra a redemocracia, porque acreditam que o povo não estava preparado para assumir o poder. Negligenciando o fato de também pertencerem ao grupo “o povo”. Mas eles podiam e isso só mostra arrogância. Queriam explodir todo canto do país, atentar contra vida de muitos para culpar a esquerda. Planejavam, cometiam crimes e manipulavam a cena do crime com a cobertura de muitas autoridades para que a mídia, também conivente, fizesse com que a esquerda enfraquecesse. Eles eram os verdadeiros terroristas. Situações abomináveis de empresários encomendarem atentados contra si mesmo para manipular o cenário político foram retratadas.  

Machismo, claro, também estava presente. Guerra subestimava todas as mulheres: “…assumira o comando depois da morte do marido. Não aceitei porque não discuto assuntos importantes com mulheres, sempre acaba vazando alguma coisa”.

O livro finaliza citando a ajuda dos ditadores à Collor em desfavor de Lula.

Para completar, acrescento que o livro é uma prova de que a luta política não era ideológica. Era por poder, dinheiro e ganância. Puro comércio, onde tudo era permitido. Sabotagem, propina (muitos enriqueceram recebendo pagamento de empresários que eram beneficiados pelo regime militar), ganho ilegal de dinheiro para cometer crimes de sequestro, tortura e homicídio nada tem a ver com a busca por um país melhor.

Reflitam!

Resenha: Ainda estou aqui – Marcelo Rubens Paiva.

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Objetiva – 2015 – Literatura brasileira – 296 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Nunca tinha lido nada dele, mas há um tempo, rolava uma curiosidade. Escritor, dramaturgo e jornalista, ouvi ótimas críticas quanto aos seus livros e decidi pelo mais recente. A ideia inicial é se tratar de uma biografia, uma descrição de sua vida, em forma simples. Porém o livro vai muito além. Uma surpresa incrível. Dois pontos cruciais do livro são sobre o desaparecimento de seu pai, Rubens Paiva, em 1971 pelos militares durante a Ditadura militar. O livro narra de forma simples e sem excessos ou qualquer sensacionalismo a época de 1960 a 1980, intercalando as histórias da infância e adolescência de Marcelo, como um livro de memórias ou um diário, mas trazendo todas as informações que ao longo de quarenta anos foram sendo descobertas. O segundo ponto é sobre a doença da mãe, o Alzheimer, que a atinge na maturidade, sendo narrado de forma informal, cotidiana e fácil, mas trazendo informações importantes aos leigos que pouco conhecem sobre a doença e passam a descobrir sintomas e estágios (eu). A narrativa é fluída, contínua e rápida. Lê-se fácil. A ditadura é um assunto que me interessa e atualmente estou focando para conhecer além do raso. Mas contrariando o esperado, a heroína deste livro e desta família, quem sabe, dessa vida, é Eunice Paiva, a mãe de Marcelo que traz uma força, coragem e resignação durante toda a sua história de vida. É fácil entender a dor e a angústia desta família e usar de referência para nosso presente que tem se tornado mais conservador e obscuro, causando receio ao que nos espera no futuro. Um livro de história, de conhecimento, de memórias, de amor e ensinamentos. Vontade de conhecer e abraçar essa família, inclusive Rubens Paiva.

Descobri somente após terminar a leitura que o livro seria quase como uma continuação de Feliz Ano Velho, escrito em 1982 pelo mesmo autor, que focava na vida dele, na sua recuperação de um acidente que o deixou tetraplégico, falando apenas por cima dos episódios relacionados à ditadura. O que me despertou a vontade de comprar, pois gostei bastante da forma de escrever do autor e me agradaria conhecer mais sobre a família Paiva.

Sinopse: Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, a luta de uma família pela verdade. Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar — e tentar entender — o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971. (Objetiva).

 

Resenha: A história de nós dois – Dani Atkins.

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Editora Arqueiro – 2016 – Romance inglês – 352 páginas – Nota 3♥♥♥.

Assim que vi na internet esse lançamento da Dani Atkins, a autora, eu quis comprar. Sem nem precisar saber a história, porque o livro dela Uma curva no tempo eu amei e dei nota 5. Costuma surpreender no decorrer das histórias. Também aborda um acidente, assim como o outro. Mas o enredo parecia diferente. Em letras pequenas, as páginas demoram um pouco a ser lidas, mas a gramática é fácil e eu o li em quatro dias. A capa não me prendeu, achei-a bem comum, mas ainda sim, bonita. O livro é escrito em primeira pessoa, através da protagonista, Emma, que comemora com suas duas melhores amigas, Caroline e Amy a despedida de solteira, ás vésperas de seu casamento com Richard, que conhece desde sempre.

Emma, que teve sua infância e adolescência ao lado dos pais, amigas e de Richard, trabalhava em uma livraria, vai para Londres iniciar sua carreira promissora e quando tudo parece aflorar, ela decide voltar a sua cidade natal pois sua mãe querida está com Alzheimer e seu pai não conhece trabalhar e cuidar da esposa sozinho, além de não aceitar enfermeiras, estranhos ou lugares novos para a esposa morar, como asilos e casas de repouso. Emma então decide retomar em seu antigo emprego na livraria ao lado de ____, a dona e sua amiga, retomar o relacionamento com Richard e contato diário com as amigas. O livro começa pelo fim, como se Emma estivesse se recordando de sua história até chegar aquele momento atual, as vésperas de um acontecimento importante. Porém tudo muda quando ao voltarem de carro da festa de despedida as três amigas sofrem um acidente de carro terrível, deixando sequelas na vida de todos. Ali, Emma conhece Jack que a resgata do carro e ela se sente grata, sabendo que ele salvou sua vida. Jack um homem misterioso e envolvente se mantém por perto nas próximas semanas. A tragédia que se instalou na vida das amigas faz Emma descobrir fatos passados importantes e a história tem uma reviravolta surpreendente. Emma se vê em dúvida entre dois amores, dois homens com suas qualidades e peculiaridades e esse é o ponto chave do livro que se estende até o final, quando descobrimos com quem ela de fato , fica.

A doença da mãe, o zelo do pai, a amizade pura de Caroline são pontos fortes e que gostei no livro. Agora sobre o triângulo amoroso, devo confessar que algo me desagradou. A forma como Jack é retratado o torna perfeito e euzinha sou totalmente contra personagens assim, sem falhas, porque, o óbvio, eles não existem. Assim, para Richard, que cometeu erros, inclusive um gravíssimo, fica impossível “a competição”. Admito sim, que fiquei com pena do coitado, pois era óbvio seu sentimento por Emma, mas jamais o bastante para Jack, o bom moço incrível e blábláblá. Até o fim da história tinha meu palpite de quem seria o escolhido e digo que o acertei, deixando de lado a questão se gostei ou não. Vocês saberão quando terminarem a leitura. Aproveito para dizer que Emma também errou em vários pontos, podendo discuti-lo caso alguém tenha interesse e portanto acho que a forma com que ela tratou Richard foi um pouco forçada e me pareceu que na verdade é isso que ela queria para se livrar dele. Espero não ter dito mais do que o necessário, mas eu precisava fazê-lo, para que minha resenha fizesse sentido com a pontuação que deu. Fica claro que preferi o livro anterior dela, porém talvez a culpa tenha sido minha que criei forte expectativa para esse romance.

Até a próxima.

Tudo e todas as coisas – Nicola Yoon.

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Novo Conceito – 2016 – Ficção norte americana – 300 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Em uma das minhas pesquisas pela internet, descobri este livro e resolvi comprar porque tinha ótimas avaliações. A capa é linda, branca e azul, chamando bastante nossa atenção. Gosto dessa editora porque na contracapa, ela sempre dispõe em quadradinhos os gêneros do livro, facilitando na escola e na hora da compra, pois você já sabe o que esperar. Veio com o marcador próprio do livro, transparente e fofo. A escrita é da Nicola e os desenhos são do David, marido e esposa fizeram o livro em conjunto. Escrito em primeira pessoa. Rápidas páginas. Desenhos, ilustrações, mensagens trocadas, além do texto e dos diálogos.

A história é de amor, um romance juvenil, mas soa como algo novo. Madeline, a protagonista, nunca saiu de casa após os quatro meses de idade. Tudo é novo e traz grandes descobertas. Os desenhos tornam o livro peculiar e singular. Madeline é um nome belo. Madeline tem uma doença chamada IDCG, Imunodeficiência Combinada Grave, retratada como uma alergia forte e implacável a tudo. Ar, cheiro, comidas e contato físico. Isso a fez ser isolada em casa, apenas tendo contato com a mãe e a enfermeira Carla, nunca podendo sair de casa. Seu pai e irmão morreram em um acidente de carro e ela na época ficou apenas ferida. A descoberta da doença veio logo em seguida. Com seus dezoito anos, tem a pureza de uma criança. Adora ler (mais que eu rsrs), jogar, assistir televisão, estudar e ficar na internet pesquisando tudo aquilo que ela não pode conhecer pessoalmente. Sua mãe, Pauline é médica e monitora todo o tempo a saúde da família quando não está trabalhando.

Só que a chegada de Olly, seu vizinho novo, desperta Maddy para novos sentimentos e vontades. Lembra o livro Eleanor & Park, pela sutileza do primeiro amor, a ingenuidade de dois jovens que se apaixonam aos poucos. Bonito de se ver e ler. Famílias desestruturadas, eles se apóiam um no outro e querem explorar o mundo. Tons de humor, ironia e carisma tornam os dois tão queridos. Olly é um menino cativante. Você torcerá pelos dois desde o início. Os dois fatores mais marcantes do livro mudam a história. A fuga e a doença. Não irei desmembrar o que acontece obviamente. Criam sentimentos contraditórios no leitor, que fica envolvido e indeciso. Carla, minha coadjuvante preferida, se assemelha a fada madrinha, sem o lado clichê da coisa. Meus sentimentos pela mãe foram uma mistura de raiva, pena e carinho. Raiva, tristeza e compaixão. E talvez um pouco mais de raiva. O li em quatro dias, letras médias e de fácil leitura. Não encontrei nenhum erro aparente. Uma boníssima leitura.

Até mais.