TAG: Obsessão Por Livros.

Bom dia, lindos.

Estou aqui pela primeira vez para participar respondendo a tag que recebi da Camila (https://abookaholicgirl.wordpress.com/), essa semana e mesmo não tendo costume de postar esses eventos, gostei bastante das perguntas pela facilidade e as respostas estão “na ponta da língua”, então vamos lá:

Você tem obsessão por comprar livros?

Sim, muito. Quase tanto quanto ler. Por isso tenho que me policiar para não perder o controle dos gastos.

Quando, onde e quantas vezes você compra livros? Vai sozinho ou acompanhado?

No decorrer do mês, sempre estou pesquisando os livros que quero ter (de uma lista já pronta) e assim que vejo que o preço baixou ou está em promoção, eu compro. Pela internet sempre e por variados sites, os mais comuns sendo Saraiva, Americanas e Extra. Como é pela internet, sempre estou sozinha. Mas amo entrar em livrarias sozinha ou acompanhada para sentir o ambiente hahaha.

Qual o aspecto que te atrai em um livro? Tem algum gênero que você sempre procura?

Livros que emocionam, que contem uma boa história, que prenda o leitor e que surpreenda. Prefiro os livros escritos em primeira pessoa pela visão do protagonista ou variando entre os protagonistas. Romance é o que mais leio e gosto. New adult, biografia, baseados em fatos reais, livros históricos, sobre grandes acontecimentos, drama, terror e crônicas.

Prefere livros novos, usados ou a mistura de ambos?

Livros novos por causa do cheiro e aspecto impecável deles kkkk.

Quanto você está disposto a gastar com livros por mês?

Varia bastante, não sigo uma regra ou padrão. Já houve mês que não comprei livro nenhum e já teve mês que comprei R$ 400,00 em livros.

Alguma vez você já se obrigou a parar de comprar livros?

Sim, o tempo todo. Pelo menos eu tento.

Quanto tempo você demora a ler os livros recém-comprados?

Uma média de dois meses, pois procuro seguir uma ordem cronológica de livros comprados do mais antigo ao mais recente, porém se é um livro que quero muito, muito e muito, ele “fura a fila” hehe. Quanto a média de dias que levo para ler cada livro duram uns quatro a sete dias, dependendo das características de cada um.

Você prefere comprar muitos livros curtos e caros ou grandes e baratos?

Não existe isso. Prefiro livros que as histórias me atraiam e principalmente que as pessoas que eu sigo nos blog´s, vídeos de canais literários, Skoob e pessoas que conheço indiquem com muito entusiasmo.

É isso, espero que tenham gostado. Bjos e até breve.

 

Resenha de Livros: A lista de Schindler – Thomas Keneally.

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BestBolso – 2016 – Holocausto/ Biografia – 531 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Livro escrito originalmente em 1982, após o autor se deparar com sobreviventes no Holocausto e se aprofundar no assunto, entrevistando muitas vítimas da época nazista que foram ajudados por Oskar Schindler. Sempre quis ler este livro, porque é um clássico da literatura, conhecido e aclamado pelo público. Sua adaptação memorável para o cinema por Steven Spielberg ganhou muitos Oscar´s pela produção de 1993, baseado no livro. Comprei pela edição de bolso (mais uma vez) e o tamanho pequeno quase engana em um primeiro momento achar que a leitura será rápida. Porém com 531 páginas e letras pequenas e pouco espaço para margem, as páginas são lentas. Não muito, graças à competência do autor em criar um romance em cima da biografia de Oscar, tendo como pano de fundo (e total influência) a época do Nazismo e do Holocausto. A narração é atraente e desenvolve bem os personagens. Escrito em terceira pessoa, poderia me desestimular, porém os diálogos misturados a narrativa não permitem que o livro se torne tedioso, embora na metade do livro eu tenha me desapegado um pouco do livro e até tenha lido outro durante essa leitura, mas acredito tratar-se do fato do livro ser denso e extenso mesmo e que seja normal. A narrativa é sobre a vida de Oskar durante o período de 1939 a 1944. O protagonista é um ser imperfeito e acho que isso que o torna tão interessante. Já li muitos livros sobre a história da Segunda Guerra Mundial, sobre o nazismo e Holocausto, mas nenhum nunca foi tão rico em detalhes como este. É realmente quase uma monografia em forma de romance. Muitos nomes e personagens, muitos acontecimentos trazendo ao livro o poder de ser quase um livro científico. Senti dificuldade em certas páginas, pois ele não segue uma ordem cronológica rigorosa, nos confundindo um pouco. Não digo que a leitura não tenha sido cansativa, mas vale muito a pena devido ao seu teor histórico e o detalhamento de toda a época trazendo conhecimento ao leitor. Não há censura, tão pouco sensacionalismo na narrativa o que é incrível. Triste, cruel e emocionante em muitos momentos, o livro é facilmente sentido.

“Schindler fundou a fábrica de utensílios de cozinha Emalia para enriquecer com a guerra. Nela empregou entre 1939 e 1944 muitas centenas de judeus. Era a sua força de trabalho, empregados especializados, mesmo que não o fossem, não deixavam de serem escravos. Pensou, durante algum tempo, que bastava aos seus judeus e aos outros manterem-se saudáveis para chegarem ao fim da guerra vivos. Percebeu que não, depois percebeu que iam morrer todos e usou o que ganhara com eles para salvar alguns. Mais de mil. Schindler escreveu os seus nomes numa lista e deu-lhes vida”

(FONTE: http://alistadeschindler.com/).

Típico fanfarrão, simpatizante do nazismo, rico, mas que pela sua extrema solidariedade para com o ser humano, é capaz de “perder” toda a sua fortuna, em prol de salvar mais de mil judeus dos campos de concentração. Não é nazista declarado e nem um militante pró judeus. Schindler usava a sua fortuna para comprar tudo que bem entendia: mulheres, bebida, bens, produtos no mercado negro, além de pessoas do alto escalão da Gestapo. Sendo retratado desta forma é fácil pensarmos em um ser egoísta, egocêntrico e mau. Porém, a realidade à sua volta, o torna uma pessoa generosa, corajosa e boa. Enfrentando o sistema de forma sutil e silenciosa.

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto o regime nazista enviava milhares de prisioneiros aos fornos de Auschwitz, o industrial alemão Oskar Schindler abrigava centenas de judeus em sua fábrica, de onde ele finalmente os transferia em segurança para a Tchecoslováquia. Um lugar na lista de Schindler significava a única chance de sobrevivência para um prisioneiro judeu. Oskar Schindler, o herói do Holocausto, é retratado de modo inédito e comovente pelo romancista Thomas Keneally, que passou dois anos entrevistando sobreviventes beneficiados por Schindler em sete países: Austrália, Israel, Alemanha Ocidental, Áustria, Estados Unidos, Argentina e Brasil. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, o autor realizou uma espantosa recriação de um episódio histórico, narrado com toda a ênfase de uma ficção.

Espero que gostem. Até!

Julho/2016 – Filmes assistidos – Parte 2.

Olá, lindos. Hoje o post é sobre a segunda parte de filmes vistos nesse mês de Julho. Procurei trazer um de cada gênero, diversificando para agradar a todos sem perder qualidade.

Como eu era antes de você – 2016 – Romance.

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Finalmente assisti a este filme que queria muito ver porque como todos sabem amo Jojo Moyes e seus romances são sensacionais. Confesso que não chorei ao assisti-lo e eu estava crente que choraria horrores, mas em parte porque eu já conhecia bem a história e sabia o final. Ainda que eu não tenha achado os atores principais tão cativantes quanto no livro, embora eu adore a atriz Emily Clark (ela é demais em GOT), o filme é romance puro e sensível. Fofo, dramático e o principal: questionador. Até que ponto somos livres para fazer nossas próprias escolhas? Até que ponto a religião deve pautar nossa vida? É covardia ou valentia atos drásticos? E tudo isso faz o filme valer a pena. O filme foi bem adaptado e manteve a síntese do livro, fidedigno. Porém apesar de sua duração ser até alta, quase duas horas de filme, não houve tempo para aprofundar questões e mostrar detalhes importantes que o livro traz. Não aprofundou a relação deles e mostrou uma Louise meio bobinha demais, no livro não a achei assim. Ainda sim é um filme bem produzido e eu recomendo, se é que existe alguém que ainda não tenha visto, porque está fazendo bastante sucesso.

Sinopse: Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

 

Operações especiais – 2015 – Ação/ Policial.

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Queria assistir esse filme porque achei um bom enredo e porque sou defensora do cinema nacional e sempre que posso estou prestigiando os nossos filmes. Gostei bastante da história e acredito haver três fatores importantes narrados no filme que valem a pena à indicação. Primeiro, abordar o fato de que os policiais mal têm preparo interno e muito menos de campo e já são postos na rua para arriscar suas vidas e de todos os demais envolvidos. Segundo ponto chave, o preconceito existente na integração de mulheres à quadros de trabalhos masculinizados e tomados por homens, no qual a protagonista sofre uma pressão psicológica dos próprios colegas de trabalho (o que me deu muitaaa raiva) além da pressão já óbvia das ruas e precisa se firmar e até endurecer para continuar no trabalho e adquirir um respeito que já deveria ser seu por direito, afinal ela passou no concurso e foi chamada. Se não houve um preparo correto, a culpa não é dela, isso tudo sem perder sua feminilidade natural. E o terceiro ponto, não menos importante trata da relação policia x bandido x sociedade e como ser um policial correto, justo e honesto é difícil pra caramba quando existe todo um sistema corrompido e uma população descontente e desconfiada. Além do fato do filme ter como personagens atores que eu adorooo. Achei que a Cléo, Thiago, Caruso e Fabrício estão maravilhosos.

Sinopse: Rio de Janeiro, 2010. Formada em turismo e trabalhando como atendente em um hotel, Francis (Cléo Pires) se anima com a possibilidade de entrar para a polícia civil. Ela presta o concurso e, após ser aprovada, passa a frequentar o curso de habilitação para policial. Trata-se do mesmo período em que ocorreu a invasão no Complexo do Alemão, com traficantes de vários morros cariocas fugindo para cidades periféricas. É o que acontece em São Judas do Livramento, cidade no interior do estado do Rio de Janeiro, que passa a lidar com uma onda de crimes sem precedentes. Para combatê-los é enviada a unidade liderada pelo incorruptível delegado Paulo Froes (Marcos Caruso), que conta com a presença da ainda iniciante Francis. No batalhão ela precisa lidar com a desconfiança dos demais policiais, especialmente Roni (Thiago Martins), e também com as dificuldades da profissão, dos perigos inerentes ao ofício até a corrupção existente ao seu redor.

 

Foi apenas um sonho – 2009 – Drama.

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Não vou negar que o filme me interessou por causa dos protagonistas, parceria repetida entre Leonardo e Kate e como eu não conhecia a sinopse quando comecei a assistir, esperava apenas mais um romance dramático. Porém o filme vai muito além. Explora nossos sentimentos mais profundos. É um filme de reflexão a quem assiste, se tornando um pouco perturbador pelos questionamentos abordados. O que é felicidade? O que é preciso para isso? Até onde estamos dispostos a sermos nós mesmos? O que é normal e o que é loucura? Como é possível nos conformarmos com uma vida que deva seguir os mesmos padrões de todas as demais pessoas para deixá-los satisfeitos quando isso não nos agrada? Por que fazer o que se tem vontade é um ato de loucura e fazer algo apenas para agradar as pessoas é considerado normal? Quem é o verdadeiro louco da história? O que é tristeza e o que é depressão? Como saber se levássemos uma vida sonhada por nós mesmos seriamos mais felizes do que somos no presente comum? Como é possível observar eu poderia passar o dia refletindo sobre isso e me confundindo cada vez mais. E isso o filme traz de forma bem clara e se torna difícil julgar quem tem errado mais na história ou quem seja a vítima ou a pessoa culpada pelo sofrimento. Um casamento comum e triste que serve de espelho para cada pessoa. O filme aborda também conceitos tais como seguirmos a mesma vida que tanto recriminamos de nossos pais, buscarmos a felicidade em coisas vazias como uma casa nova sendo que isso é nítido que não irá mudar nada, a solidão e o silêncio. Como fingimos, disfarçamos e engolimos nossos sentimentos até que ele nos consuma por inteiro. Como isso nos distancia das pessoas até que nos tornemos completos estranhos. O que é real e o que parece ser. Como a grama do vizinho sempre parece mais verde que a nossa e por aí vai. Quase ia me esquecendo que este filme é baseado no livro “Revolutionary Road” (mesmo nome do filme na versão original, em inglês), escrito por Richard Yates e que fez enorme sucesso quando lançado em 1962, nos Estados Unidos, que já fiquei interessada em comprar.

Sinopse: Anos 50. Frank (Leonardo DiCaprio) e April (Kate Winslet) formam um casal feliz. Eles sempre se consideraram especiais e prontos para levar uma vida seguindo ideais. Ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road eles ficam orgulhosos por declarar independência da inércia suburbana que os rodeava. Porém logo eles percebem que estão se tornando justamente aquilo que não queriam ser. Frank está em um trabalho insignificante e tem medo de tudo, enquanto que April é uma dona de casa infeliz. Decidida a mudar a situação, April propõe que comecem tudo de novo, deixando de lado o conforto da atual casa e recomeçando em Paris. Só que, para executar este plano, eles chegam aos seus extremos.

Beijos e até breve 🙂

Resenha de Livro: O ar que ele respira – Brittainy Cherry.

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Editora Record – 2016 – Romance americano– 308 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Começo esta resenha agradecendo minha irmã Jéssica Catosio por me apresentar esse livro lindo. Te amo um pouco mais agora ♥ haha.

Este livro foi escrito em 2015 pela autora sob o título original The air He breathes (tradução tendo sido fiel), descobri que minha irmã tinha comprado este exemplar que em um primeiro momento não me despertou muito interesse. Porém após começar a ouvir e ler boas críticas sobre ele na internet fiquei ansiosa para lê-lo. Tentei não ler nenhuma resenha antes para poder me surpreender. E assim aconteceu mais uma vez de o livro furar a extensa fila de livros comprados que estão criando pó no meu armário esperando minha leitura. Descubro assim que começo a ler que se trata do primeiro livro da série Elementos, onde pelo que eu entendi cada livro seria focado em um elemento, ao total de quatro, sendo ar, água, fogo e terra, como todos sabem. Uma autora nova, pelo menos eu nunca tinha ouvido ou visto algum livro seu, que escreve de maneira leve, didática e ágil. O livro é escrito em primeira pessoa, através do olhar dos protagonistas da história, Tristan e Elizabeth, tornando a leitura prazerosa e rápida, graças também as letras grandes e marcação de página espaçosa. O formato do livro é, talvez, um dos meus prediletos, onde os dois protagonistas contam através do seu ponto de vista a história separada apenas pelos muitos capítulos, o que traz dinamismo e mais realidade ao texto. Intercala muito bem entre os diálogos e os pensamentos de ambos, fazendo com que eu não quisesse parar de ler. Apesar de Tristan e Elizabeth serem o estereótipo clichê de romances em geral, a história particular deles e o romance foge bem à realidade e ao que estamos acostumados a ler, o que me agrada bastante, histórias novas e fora de padrões. O desenvolvimento natural com que eles se conhecem, se descobrem e se envolvem é excelente e traz alguns questionamentos morais ao leitor. Você consegue se conectar com os personagens, entender suas dores e mágoas e torcer para que fique tudo bem. Apesar de desde o início eu já imaginar o possível fim, como seria, ainda sim, isso não desmerece e desmotiva em nada o decorrer dos acontecimentos. Conta com personagens secundários positivos também, que agregam à história. Não quero dar mais informações do que as necessárias. Porém quero compartilhar que existiram três momentos do livro que eu levei aquele susto de surpresa que tanto me agrada nas leituras porque adoro o inesperado e houve um momento em que eu me emocionei para valer (momento entre Tristan e o pai dele). Apesar de saber, claro, que a história narrada foge à realidade devido a coincidências que seriam quase impossíveis de existir, gostei bastante da leitura, da história e da emoção que o livro me trouxe. O final não me surpreendeu, mas o meio do livro todinho, sim. Fica a recomendação.

Sinopse: Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.

Até muito breve, lindos. Boa sexta-feira.

Comemoração: 100 seguidores diretos do Blog! Aew!

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Bom dia, amados…nesse dia friozinho aqui em São Paulo! Uhuuul!

Todos que me conhecem sabem sobre a minha doença pela leitura, livros e resenhas. Sabem que quando tive a coragem de iniciar o blog, sim, digo coragem porque a ideia já estava em mim há tempos, porém faltava o impulso, foi totalmente desprovido de qualquer interesse além dos fatos de que o blog fosse lido, comentado e discutido sobre o mundo dos livros. Que o blog ajudasse as pessoas a verificarem e decidissem suas leituras, assim como outros blogs sempre me ajudaram. Que eu gostaria que aos poucos, ele fosse crescendo e que eu pudesse melhorar em minhas análises e escritas.

Acredito que seja um caminho longo, porém nada árduo, uma vez que faço por prazer, o crescimento do blog. Espero que um dia com o desenvolvimento natural dessa página, as pessoas se interessem, se espelhem, se sintam confortáveis e interajam cada vez mais. Que as editoras e autores descubram esse blog e se animem para colaborar com minhas leituras e resenhas (esperança sempre kkk). E acredito que o primeiro passo foi dado em 10 de Janeiro quando criei a página e o segundo passo foi até este momento, aprendendo a mexer com as ferramentas disponíveis do site, aprendendo até onde a resenha pode informar, os spoilers necessários e os não devidos, a dinâmica das postagens como dias e horários entre outras coisinhas e chegando ao número 100 de seguidores, que para mim, particularmente é uma grande vitória.

Agradeço a ajuda e incentivo de muita gente e principalmente de você que está lendo esse texto, pois sei que está fazendo exatamente o que tem feito nesses seis meses, acessar minha página, curtir os posts e comentar. Aqui é incrível como me sinto livre para expor minhas ideias, sentimentos e desejos. Espero que todos possam sentir o mesmo para expressar suas opiniões sobre os livros, seriados e filmes, principalmente se discordar do meu ponto de vista. Por hoje é isso.

Um enorme beijo a todos! Continuemos sempre! ❤ ♥

Melhores personagens infantis/ juvenis de livros para adultos.

Bom dia, leitores lindos!

Ontem estava pensando sobre algo e tive a ideia de nomear e escrever sobre os personagens principais de livros que eu já li que fossem crianças ou adolescentes e que me fascinaram. Segue abaixo a lista em ordem de preferência.

1- Lara Jean – Para todos os garotos que já amei/ PSAinda amo você.

Uma adolescente cujo carisma ultrapassa qualquer limite anterior que eu já tenha visto. Nos dois livros da autora, que considerei um dos melhores lidos da vida, as histórias ganham dinamismo, graça e atração graças a Lara Jean e sua personalidade. Poderia passar a vida inteira lendo sobre a vida da protagonista. Tem resenha do segundo livro no blog Resenha: P.S.: Ainda amo você – Jenny Han.. E o terceiro livro da série vem aí em 2017 e estou ansiosa pelo lançamento. Para quem ainda não conhece a série, ela acompanha uma jovem especial, Lara Jean, que guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu ara cada garoto que amou. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

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2- Bruno – O menino do pijama listrado.

O personagem Bruno é retratado com uma personalidade doce e inocente inerente as crianças e que me conquistou. A história (contexto) ajudou a me cativar, pois é um assunto que me fascina (nazismo), visto sob o olhar de um menino ingênuo e alheio às maldades do mundo pertencentes ao homem. Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando desvendar o mistério que ronda as atividades de seu pai. Amizade sendo o tema central sob o pano de fundo horrível que foram os campos de concentração. Ressalto que o livro foi adaptado para o cinema e o personagem também me despertou as melhores emoções. Resenha: O menino do pijama listrado – John Boyne.

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3- Anne Frank – O diário de Anne Frank.

Sua sagacidade e inteligência foram os fatores que me levaram a amá-la. Com uma narrativa envolvente, a leitura é prazerosa e você torce por Anne o tempo inteiro. A compreende e a adora. Ela tinha apenas 13 anos e, de repente, viu sua existência sofrer uma transformação radical. Subitamente Anne estava vivendo com sua família e outros judeus, companheiros da mesma sina, ocultos em Amsterdam, na Holanda, na época em que este país foi invadido pelos nazistas alemães. Anne narra a rotina desta pequena comunidade durante o período em que seus integrantes permaneceram refugiados no porão do gabinete em que seu pai trabalhara, para onde o grupo se dirige ao tomar conhecimento do destino que lhes estaria reservado se fossem capturados pelas forças da Alemanha.Resenha de Livro: O diário de Anne Frank – Anne Frank

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4- Pi – As aventuras de PI.

A imaginação e a força de vontade de Pi são o que me cativaram nesse menino. O livro narra a trajetória do jovem PiPatel, um garoto cuja vida é revirada quando seu pai, dono de um zoológico na Índia, decide embarcar em um navio rumo ao Canadá. Durante a viagem, um trágico naufrágio deixa o menino à deriva em um bote, na companhia insólita de um tigre-de-bengala, um orangotango, uma zebra e uma hiena. A luta de Pi pela sobrevivência ao lado de animais perigosos e sobre um imenso oceano é de uma força poucas vezes vista na literatura mundial. O livro também foi adaptado para o cinema, um bom filme, porém preferi o livro por ser muito mais amplo e complexo.

5- Jean Louise – O sol é para todos.

Jean Louise é uma menina travessa, ingênua e aventureira. O que contribui bastante para a personagem se tornar carismática é o livro ser narrado em primeira pessoa e a protagonista ser inteligente e madura na medida certa para uma criança. Scout (Jean Louise Fincher) testemunha a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social. A esperta e sensível Scout, narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca. Mas não é só nessa acusação e no julgamento de Robinson que os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa à narrativa, depara-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam. Ao longo do livro, os dois irmãos e seu pequeno amigo de férias, Dill, passam por tensas aventuras, grandes surpresas e importantes descobertas. Também possui versão no cinema (que preciso ver, mas ainda não consegui). Tem resenha no blog também: Pauta O sol é para todos – Harper Lee

Bônus (livros para crianças e adultos)- O Pequeno Príncipe.

Este foi um dos primeiros livros que li na vida, aos 9 anos. Tenho até hoje bem guardado e com essa volta do sucesso da obra, pretendo reler em breve. A história conta sobre um piloto que cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia.     

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Até logo mais. Beijinhos.

Resenha de Livro: A garota do calendário : Janeiro – Audrey Carlan.

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Verus Editora – 2016 -Romance americano – 143 páginas – Nota 3.

Li este livro por empréstimo e porque já tinha ouvido falar sobre ele, com um bom marketing, parecia uma história interessante. Basicamente, a história é um romance erótico, em primeira pessoa, através do olhar da protagonista. Poucas páginas, leitura rápida graças à diagramação da página e letras grandes. Um livro pra ler em uma tarde. Fácil compreensão e sem apego emocional, resumindo uma leitura simples. O enredo parece bem interessante na sinopse e só li bons comentários no Skoob sobre ele, com muitas notas cinco. Mas eu mesmo não entendi. Sinceramente, a história que tinha tudo para dar um bom drama e romance fica no raso, na superficialidade das cenas de sexo. Não é meu gênero preferido, longe disso, mas já li bons livros que exploravam a sexualidade e tinham um bom contexto. O problema deste livro é que o contexto não é trabalhado e se contenta em ser um livro sexual. A questão é que como o livro faz parte de uma série de doze, retratando os doze meses da protagonista em seu novo trabalho, não me deixou nada ansiosa para ler a continuação, no caso o segundo, pois além do resumo dele no final do primeiro livro, você já sabe o que esperar, que é simplesmente o envolvimento sexual da “mocinha” com o novo cliente e ao que parece serão doze ao total. Incomodou-me a transformação repentina dela quanto as questões morais. Vou explicar, é entendível que ela não tenha opções para juntar todo aquele dinheiro para salvar a vida do pai. É justificável que ela precise se submeter ao trabalho de acompanhante de luxo. Uma menina pobre, até ingênua, que só quer salvar o pai e ajudar a irmã mais nova, abandonada pela mãe. O clichê para que nos solidarizemos com a jovem é bem feito. Porém, ela aceita, gosta e cumpre além do papel destinado muito facilmente. Não há questionamentos, pensamentos, conflitos, nada. A sua tia que é a aliciadora a incentiva muito ao trabalho, o que torna meio pitoresco. Não acredito que seja tão entusiasmante a situação, até porque a tia odeia o pai da sobrinha, como é retratado no livro. O clichê de o cliente ser lindo, gostoso, rico, importante, generoso, gentil, blábláblá beirando a perfeição, como sempre, me incomodou. O fato da desculpa dele precisar de uma acompanhante é porque não tem tempo para relacionamentos seria muito aceitável, SE não fosse o fato de que assim que ele a conhece destina grande parte do seu tempo para conquistar e manter essa relação. Ou seja, a desculpa não faz sentido. Ele facilmente poderia ter uma namorada. Outro ponto que talvez seja o que mais me incomodou (nossa, estou cruel), quando ela parte para essa nova vida, deixando tudo pra trás, ela literalmente o faz, porque não liga para ter notícias da irmã, não mantem contato com ninguém (a não ser uma ligação rápida para a melhor amiga) durante todo o livro. Ela não se angustia pelo pai (nem lembra que seu amado pai, por quem supostamente ela está se sacrificando, esteja em coma) e só pensa em transar com seu cliente. O próprio envolvimento dos dois não é detalhado, uma amizade, como eles insistem em dizer, mas que não tem desenvolvimento, credibilidade ou profundidade alguma. Os locais escolhidos para a história envolvendo Las Vegas também ficam confusos (e me remete a outro livro bem parecido sobre a filha que tem que saldar dívidas de jogo do pai). Fica o questionamento do porque ele se apaixona por ela, quando parece que faltam muitos elementos na história. A impressão que o livro me deu é se tratar de um exemplar que é meramente comercial. A autora quer apenas lucrar com a alta propaganda feita para promover o livro. Mas parece ter existido uma preguiça da autora de escrever uma história de fato. A quantidade de páginas contribui para esse pensamento. Um livro não bem trabalhado, que parece não ter dado nenhum prazer em escrever à autora. Sei lá. Não quero parecer injusta, mas é só mais um livro qualquer. Não entendi o alvoroço todo em cima dele. Talvez eu que esteja velha para esse tipo de leitura. Parabéns apenas à editora que fez um bom trabalho na divulgação.

Sinopse: Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser. Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser… Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele. 

Vemos claramente que a sinopse promete suspense, drama e aventura. Mas fica somente na sinopse. Desculpem se peguei pesado. Não me odeiem. E até breve.

Julho/2016: Filmes Assistidos – Parte 1.

Bom dia,

Trago hoje os filmes que assisti nessas duas semanas de Julho. Aqueles mais interessantes e que valem o post.

Precisamos falar sobre o Kevin; Drama – Suspense.

Depois de ler o maravilhoso livro, tive vontade de assistir a adaptação para o cinema e comparar. Apesar de o filme ser muito bom, atores talentosos e transmitir a ideia central ao público, ficou muito aquém. Através do filme fica impossível identificar os sentimentos conflituosos entre mãe e filho e as diversas análises que tirei do livro. Além de muitos detalhes e histórias sendo deixadas de lado. Mas vale a pena assistir o filme quem não teve a oportunidade de ler a história.

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Sinopse: Desde o primeiro minuto de Precisamos Falar Sobre o Kevin o espectador sabe que algo dará errado. Muito errado. A impactante cena inicial mostra uma multidão em meio a um líquido vermelho, semelhante ao sangue. Uma imagem forte para começar a contar a vida de Eva (Tilda Swinton, em atuação digna de Oscar), através de um quebra-cabeça repleto de variações no tempo de forma que se possa conhecer seu presente e passado. Agora, ela é um pária na cidade, maltratada por quase todos que a encontram. No passado teve uma vida feliz, ao lado do marido Franklin (John C. Reilly). Algo muito grave aconteceu entre estas duas épocas. Seu nome é Kevin, o primeiro filho do casal. Ele é “apenas” uma criança má, desde o nascimento, especialmente com a mãe. Há uma implicância natural que faz com que Eva entre em desespero e sinta-se frustrada. O carinho natural de mãe aos poucos se transforma em temor, com o passar dos anos. Ao mesmo tempo há a sensação de responsabilidade e, de certa forma, culpa, por tê-lo criado. Este difícil relacionamento é pontuado por cenas magistrais, que retratam a esperança da mãe em ser aceita pelo filho e a constatação de que ele, na verdade, a odeia. Sob a direção soberba de Lynne Ramsay, que manipula as informações dadas ao espectador de forma que tudo se encaixe aos poucos, sem jamais perder a sensação de estranhamento diante do exibido, Precisamos Falar Sobre o Kevin é um filme duro e impactante. Os atos de Kevin, por mais que sejam imaginados, sempre surpreendem, pela materialização da maldade pura. Não há justificativa, há apenas o prazer sem compromisso com o futuro. Ou, como o próprio Kevin diz, “That’s no point. That’s the point”. Simples assim, o que torna tudo ainda mais assustador. Destaque também para a escolha precisa dos dois intérpretes de Kevin. Jasper Newell, quando criança, e Ezra Miller, já adolescente, têm atuações impressionantes, transmitindo com o olhar o cinismo do personagem. Um filme perturbador, não apenas pela história em si, mas pela inexistência de um motivo, seja ele qual for. Apenas a constatação de que a mente humana, que pode produzir tantas maravilhas, é também capaz das maiores atrocidades. Basta querer. Excelente filme. (colocar link).

Amor e outras drogas; Romance.

Com os protagonistas, fica fácil se apaixonar pela história e torcer por eles até o final. São dois atores que gosto bastante. Mesmo envolto em muitos clichês, é fofo e doce. Seu lançamento foi em 2011.

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Sinopse: Jamie Randall (Jake Gyllenhaal) é um garanhão incorrigível, do tipo que perde a conta do número de mulheres com quem já transou. Após ser demitido do cargo de vendedor em uma loja de eletrodomésticos por ter seduzido uma das funcionárias, ele passa a trabalhar num grande laboratório da indústria farmacêutica. Como representante comercial, sua função é abordar médicos e convencê-los a prescrever os produtos da empresa para os pacientes. Em uma dessas visitas, ele conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma jovem de 26 anos que sofre de mal de Parkinson. Inicialmente, Jamie fica atraído pela beleza física e por ter sido dispensado por ela, mas aos poucos descobre que existe algo mais forte. Maggie, por sua vez, também sente o mesmo, mas não quer levar o caso adiante por causa de sua doença.

O morro dos ventos uivantes; Drama.

Tenho vontade de ler essa obra clássica há muito tempo, porém como ouvi alguns comentários que o livro seria cansativo, arrisquei em assistir primeiro o filme para conhecer a história. Parte do mérito, acredito, seja da direção e dos atores que trouxeram paixão e intensidade aos personagens, mas quem merece os aplausos de certo é a autora. Fascinante e obscuro, a lição que o filme me trouxe foi a clássica questão de que o ódio faz muito mais mal a quem o sente do que a quem é dirigido ou tanto quanto. A vingança destrói a alma. Posso usar também a famosa frase do veneno: Alimentar o ódio a outra pessoa é como beber veneno e esperar que o outro morra. Muitos avaliam que a adaptação das telas tenha romantizado o Heathcliff, o que acredito ser verdade, pois no filme todas as injustiças que acontecem com ele nos fazem torná-lo o mocinho humilhado e suas vilanias pouco são mostradas e apesar de fortes, são menos do que de fato seriam no livro. Mostra como o amor, o apego, a obsessão e o ódio se separando por linhas tênues. Apesar de longo, a história me prendeu até o fim. Recomendo. Tom fez um trabalho incrível.

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Sinopse: é uma adaptação televisiva em duas partes do romance “Wuthering Heights” de Emily Brontë, produzida pela ITV em 2009. Os episódios foram adaptados para TV por Peter Bowker e dirigido por Coky Giedroyc. As estrelas do programa são Tom Hardy e Charlotte Riley nos papéis dos famosos amantes Heathcliff e Catherine Earnshaw ou ‘Cathy’. A série foi transmitida pela primeira vez em 18 de janeiro de 2009 nos Estados Unidos, como parte da programação Masterpiece Classic da PBS. Foi eventualmente ao ar no Reino Unido em dois episódios de 90 minutos exibidos em duas noites consecutivas, em 30 e 31 de Agosto de 2009. No Brasil, foi exibido pelo Canal Futura no Cine Conhecimento. 1848. Heathcliff (Tom Hardy) é atormentado pela perda de Cathy (Charlotte Riley), sua falecida amante e alma gêmea eterna. Heathcliff concebe um plano para espalhar seu ódio e vingança sobre aqueles que o rodeiam.

Vídeo completo disponível no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=kYhsLi3qLeE

Por ora, foram esses três. Volto em breve com mais dicas de filmes. Beijos, lindos!

Resenha de Livro: Orgulho e Preconceito – Jane Austen.

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Nova Fronteira – 2011 – Ficção inglesa – 375 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Comprei este livro por ser uma obra reconhecida mundialmente, muito bem criticada e que eu já deveria ter lido há muito tempo. Comprei em edição de bolso da Saraiva em parceria com a Editora Nova Fronteira, que se trata de uma coleção com a premissa de livro para todos. Em formato menor e mais simples, mas com o texto integral, sem diminuição da obra, em preços acessíveis, gosto bastante da iniciativa e devido ao tamanho é bem prático de carregar. Até porque conta com clássicos da literatura brasileira e mundial desde os primórdios da história. Letras pequenas, um pouco volumoso, escrito em terceira pessoa. Para ser bem sincera, os Miss, Mister, Mrs, MmM, etc, me deixaram um tanto confusa quanto à qual personagem estava sendo retratado ou descrito. A história até a página 100 não me prendia de forma alguma, o que tornou a leitura mais lenta do que eu gostaria. A partir da página 130 (mais ou menos) a história começa a ficar interessante e nada cansativa. Consegui ler em um dia o que não tinha conseguido em cinco. Achei um bom enredo, ainda que muito detalhista e um pouco confuso. Mas não chegou a ser uma obra fantástica pra mim, apesar de saber que a maioria das pessoas acha-o uma obra prima, a mim, pareceu um romance de época, apenas.  Quando finalizei o livro tentei encontrar o filme para assistir pela internet, mas até o momento não consegui. O maior aprendizado que o livro me trouxe foi conhecer as regras e preconceitos presentes naquela época, seus costumes e modo de falar e agir.

Sinopse: Considerada a primeira romancista moderna da literatura inglesa, Jane Austen começou seu segundo romance, ‘Orgulho e Preconceito’, antes dos 21 anos de idade. Assim como em outras obras de Austen, o livro é escrito de forma satírica. ‘Orgulho e Preconceito’, pode ser considerado como especial porque transcende o preconceito causado pelas falsas primeiras impressões e adentra no psicológico, mostrando como o auto-conhecimento pode interferir nos julgamentos errôneos feitos a outras pessoas. A autora revela certas posturas de seus personagens em situações cotidianas que, muitas vezes, causam momentos cômicos aos leitores, dando um caráter mais leve e satírico ao livro. As emoções e sentimentos devem ser decifrados por quem decidir mergulhar na obra de Jane Austen, uma vez que encobertos nas entrelinhas do texto. A escritora inglesa apresenta seu poder de expressar a discriminação de maneira sutil e perspicaz em ‘Orgulho e Preconceito’; ela é capaz de transmitir mensagens complexas valendo-se de seu estilo a um tempo simples e espirituoso. O principal assunto do livro é contemplado logo na frase inicial, quando a autora menciona que um homem solteiro e possuidor de grande fortuna deve ser o desejo de uma esposa. Com esta citação, Jane Austen faz três referências importantes: a autora declara que o foco da trama será os relacionamentos e os casamentos, dá um tom de humor á obra ao falar de maneira inteligente acerca de um tema comum, e prepara o leitor para uma caçada de um marido em busca da esposa ideal e de uma mulher perseguindo pretendentes. O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que a Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando o Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, a Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. Enquanto o Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, o Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, mostrando também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII.Considerado a obra prima de Jane Austen, ‘Orgulho e Preconceito’ ganhou diversas versões para o cinema e televisão, a mais recente em 2005, com interpretações de Keira Knightley e Matthew Macfadyen nos papéis principais.

Pra quem já leu, deixem suas impressões. Até mais 🙂

Seriados: Quarta Temporada de Orange is the new black.

4

Boa tarde!

Terminei a quarta temporada na última sexta-feira e somente agora consegui postar minhas impressões. Poderia tentar não dar muitos spoilers, mas sei que fracassaria grandiosamente. Portanto, fica o aviso: SPOILERS à vista. Posso adiantar que foi a temporada mais forte, mais triste e a melhor de todas. Um sentimento agridoce me domina até agora. Difícil saber que terei que estar até Junho do ano que vem para descobrir como continua. O final foi impactante, como sempre, mas foi bem além. Muitos episódios me reproduziram uma tristeza, emoção e risos. Mas as lágrimas aconteceram em duas ocasiões apenas. Ainda sim, poderia listar umas treze cenas que irão emocionar qualquer um. Acreditando que quem esteja lendo, já tenha acompanhado até a terceira temporada (pfv), posso dizer como esta começa. Com uma confusão. Há, de repente, um acúmulo enorme de pessoas, sendo novas detentas que chegaram transferidas, dobrando o número. Caputo parece desistir e começar a jogar conforme a empresa responsável por Litchfield deseja. Os novos funcionários, treinados da forma mais fria e desumana possível instauram um clima de tensão e medo geral. Depois do momento maravilhoso com que a terceira temporada encerra, todas as meninas no lago se divertindo e se entrosando, ao voltarem à prisão são surpreendidas por mudanças radicais. Piper continua chata até metade da temporada, quando algo acontece. Por volta do capítulo 8 já me senti triste porque saiba que estava acabando e agora só ano que vem. São tantas reviravoltas que a gente se confunde. Digo isso no sentido de odiar um personagem em um capítulo e três capítulos depois sentir compaixão, pena, amor pelo mesmo personagem e sentir remorso por tê-lo odiado. A série deixa a gente envolvida de tal forma que você torce, vibra, ri sozinha e chora junto com as meninas. Você sente que as conhece. Você as entende, releva, perdoa e se coloca no lugar. Puxa, uau! A série manteve ótimos ganchos, ótimas histórias, que mantêm a gente insaciada, sempre querendo mais. Ela voltou a ter 55/56 minutos por episódio. O tema mais forte presente seja a discriminação com que elas são tratadas. Pelo sistema, pelos guardas, pelos novos donos do lugar e também entre elas mesmas. As latinas ganham poder e destaque. As arianas discípulas de Hitler me deram ânsias de vômitos constantes. Mas teve muitos atos de afeto, carinho e amor também, além claro, de toda sensualidade já conhecida. A prisão de uma famosa da culinária, adorada pelo mundo trouxe a parte cômica da temporada.

5

Agora minha opinião mais profunda é que demorei um certo tempo para entender o que realmente tinha acontecido. E que era real. E que não teria volta. E que eu teria que me conformar. Entendi a mensagem, o ensinamento. Ainda assim, uma ínfima esperança à La Prison Break de que as pessoas ressurgiam do mundo dos mortos com uma desculpa bem esfarrada por parte da direção, eu aceitarei sem críticas e com veneração. Entendi a lição e ela já pode voltar. Meu amor por Poussey e Soso ultrapassou os limites convencionais e eu gostaria de participar de um triângulo amoroso com elas ou protegê-las das maldades do mundo. Daya me irritou um tanto deixando-se levar pelas outras meninas da gangue de Ruiz e não escutando Glória. O final foi de arrgalar os olhos e gritar “Daya, não faz merda, você tem uma menininha pra criar”. Mas tenho meus palpites fortes para quinta temporada. E neles não tem mais espaço para Bennett que ultrapassou os limites da covardia, mas que eu ainda insisto em gostar :(.     

6

Personagens queridinhos da temporada <3: ❤ Poussey e Soso <3, Dayanara, Lolly, Nicky e Alex.

Personagem dúbio: Judy King.

Personagem odiado: Linda da MMC (saudades da Fig! Nunca pensei), Caputo (banana), guarda Piscatella, guarda Humphrey e talvez os diretores por me deixarem tão triste.

Até 2017!