Seriados: Terceira Temporada de Orange is the new black

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Bom dia,

Tenho que desabafar que há três semanas, depois que conheci a série, tenho deixado várias coisas de lado porque não consigo parar de assistir, incluindo minha leitura que está toda atrasada, além do meu sono atrasado hehe (a culpa é sua, Thais).

Seguindo o pressuposto de que quem esteja lendo este post sobre a terceira temporada já tenha visto as anteriores, preciso escrever sobre fatos importantes, que não podendo ser diferente, contêm spoilers. A terceira temporada mantem os sessenta minutos por episódio. O episódio 01 é um dos meus preferidos, retratando a comemoração de dia das mães dentro do presídio, tendo forte conotação emotiva. Larry desaparece da série, pois não faria muito sentido ele continuar. Alex retorna com força total ao lado de Piper. Riley é suavizado e mostra um lado melhor do que até então tinha sido mostrado. Um fato crucial é a prisão ser privatizada devido ao seu grande problema de déficit orçamentário, graças aos desvios de dinheiro realizados pela Fig, que pede demissão por pressão (finalmente!) e Caputo assume o lugar. Porém com a interferência de uma empresa privada no comando da cadeia, ele se torna marionete ali dentro da corporação. Várias detentas passam a trabalhar não mais para o próprio funcionamento da prisão (cozinha, lavanderia, limpeza, elétrica) e sim para uma empresa que explora sua mão de obra para lucrar. O episódio 02 também é um dos meus preferidos. Bennett pede Daya em casamento e tem romance sim! Mas logo em seguida (pra fuder o meu coração), ele some (na verdade ele foge, pois é, difícil superar), ficando no ar a dúvida do porquê ele ter feito isso. Se foi por acreditar que seria melhor para a criança a adoção por parte da mãe do Mendez, se foi por medo do padrasto da Daya e não querer que o bebê convivesse com eles, ouvi que poderia ser por ele achar que o filho não fosse dele, mas pra mim não faz sentido, pois passaram-se semanas até ela engravidar dentro da prisão ou pelo motivo mais real e sincero, por medo da responsabilidade, por não se achar capaz de criar o filho sozinho até que Daya cumpra toda sua pena. É bem temporal, ele fez o que muitos homens fazem, abandonam as mulheres grávidas. E nós mulheres, tolas que somos, não conseguimos acreditar, pois sempre esperamos os felizes para sempre e que vai dar tudo certo. Quando na verdade, não é assim. Não existe príncipe, salvador ou herói na vida. Existem homens medrosos e covardes e isso é triste, desconsolador, mas real. O Capítulo 10 foi um dos mais marcantes, com direito a brigas fortes, traição amorosa, violência, injustiças, estupro dentro da prisão e contrariando tudo isso também teve generosidade. Emocionante.

Aborda bastante as questões envolvendo os funcionários da prisão, em como as mudanças alteram suas vidas. Achei que esta temporada foi bem linear, desde o primeiro episódio, voltou à sagacidade e dinamismo que faltou no início da segunda e me prendeu bastante cada episódio. A introdução de novos personagens fixos entre as detentas e os funcionários de Litchfield trouxeram ótimos enredos. E o último capítulo traz uma hora e meia de emoção novamente. Capítulo lindo, de uma pureza e união que é foda descrever sem entregar a história.

Personagens queridinhos da temporada ❤: Gloria Mendoza, Dayanara Diaz (sempre), Stella Carlin (gata! kkk), Tiffany Doggett (isso mesmo, vejam só que loucura, eu odiava a personagem, mas nessa temporada a sua fragilidade emocional me conquistou) e Caputo. ❤ 

Personagem entediante: Piper (não sei explicar, mas adorava ela só na primeira temporada).

Personagem odiado ⊗: Jack Pearson e toda a organização da MMC.⊗

Como já estou terminando a quarta temporada (não sei se é “ufa!” ou “pelo amor de Deus, não!”), logo trago mais um post sobre. Bjos.