Seriados: Quarta Temporada de Orange is the new black.

4

Boa tarde!

Terminei a quarta temporada na última sexta-feira e somente agora consegui postar minhas impressões. Poderia tentar não dar muitos spoilers, mas sei que fracassaria grandiosamente. Portanto, fica o aviso: SPOILERS à vista. Posso adiantar que foi a temporada mais forte, mais triste e a melhor de todas. Um sentimento agridoce me domina até agora. Difícil saber que terei que estar até Junho do ano que vem para descobrir como continua. O final foi impactante, como sempre, mas foi bem além. Muitos episódios me reproduziram uma tristeza, emoção e risos. Mas as lágrimas aconteceram em duas ocasiões apenas. Ainda sim, poderia listar umas treze cenas que irão emocionar qualquer um. Acreditando que quem esteja lendo, já tenha acompanhado até a terceira temporada (pfv), posso dizer como esta começa. Com uma confusão. Há, de repente, um acúmulo enorme de pessoas, sendo novas detentas que chegaram transferidas, dobrando o número. Caputo parece desistir e começar a jogar conforme a empresa responsável por Litchfield deseja. Os novos funcionários, treinados da forma mais fria e desumana possível instauram um clima de tensão e medo geral. Depois do momento maravilhoso com que a terceira temporada encerra, todas as meninas no lago se divertindo e se entrosando, ao voltarem à prisão são surpreendidas por mudanças radicais. Piper continua chata até metade da temporada, quando algo acontece. Por volta do capítulo 8 já me senti triste porque saiba que estava acabando e agora só ano que vem. São tantas reviravoltas que a gente se confunde. Digo isso no sentido de odiar um personagem em um capítulo e três capítulos depois sentir compaixão, pena, amor pelo mesmo personagem e sentir remorso por tê-lo odiado. A série deixa a gente envolvida de tal forma que você torce, vibra, ri sozinha e chora junto com as meninas. Você sente que as conhece. Você as entende, releva, perdoa e se coloca no lugar. Puxa, uau! A série manteve ótimos ganchos, ótimas histórias, que mantêm a gente insaciada, sempre querendo mais. Ela voltou a ter 55/56 minutos por episódio. O tema mais forte presente seja a discriminação com que elas são tratadas. Pelo sistema, pelos guardas, pelos novos donos do lugar e também entre elas mesmas. As latinas ganham poder e destaque. As arianas discípulas de Hitler me deram ânsias de vômitos constantes. Mas teve muitos atos de afeto, carinho e amor também, além claro, de toda sensualidade já conhecida. A prisão de uma famosa da culinária, adorada pelo mundo trouxe a parte cômica da temporada.

5

Agora minha opinião mais profunda é que demorei um certo tempo para entender o que realmente tinha acontecido. E que era real. E que não teria volta. E que eu teria que me conformar. Entendi a mensagem, o ensinamento. Ainda assim, uma ínfima esperança à La Prison Break de que as pessoas ressurgiam do mundo dos mortos com uma desculpa bem esfarrada por parte da direção, eu aceitarei sem críticas e com veneração. Entendi a lição e ela já pode voltar. Meu amor por Poussey e Soso ultrapassou os limites convencionais e eu gostaria de participar de um triângulo amoroso com elas ou protegê-las das maldades do mundo. Daya me irritou um tanto deixando-se levar pelas outras meninas da gangue de Ruiz e não escutando Glória. O final foi de arrgalar os olhos e gritar “Daya, não faz merda, você tem uma menininha pra criar”. Mas tenho meus palpites fortes para quinta temporada. E neles não tem mais espaço para Bennett que ultrapassou os limites da covardia, mas que eu ainda insisto em gostar :(.     

6

Personagens queridinhos da temporada <3: ❤ Poussey e Soso <3, Dayanara, Lolly, Nicky e Alex.

Personagem dúbio: Judy King.

Personagem odiado: Linda da MMC (saudades da Fig! Nunca pensei), Caputo (banana), guarda Piscatella, guarda Humphrey e talvez os diretores por me deixarem tão triste.

Até 2017!