Julho/2016 – Filmes assistidos – Parte 2.

Olá, lindos. Hoje o post é sobre a segunda parte de filmes vistos nesse mês de Julho. Procurei trazer um de cada gênero, diversificando para agradar a todos sem perder qualidade.

Como eu era antes de você – 2016 – Romance.

4

Finalmente assisti a este filme que queria muito ver porque como todos sabem amo Jojo Moyes e seus romances são sensacionais. Confesso que não chorei ao assisti-lo e eu estava crente que choraria horrores, mas em parte porque eu já conhecia bem a história e sabia o final. Ainda que eu não tenha achado os atores principais tão cativantes quanto no livro, embora eu adore a atriz Emily Clark (ela é demais em GOT), o filme é romance puro e sensível. Fofo, dramático e o principal: questionador. Até que ponto somos livres para fazer nossas próprias escolhas? Até que ponto a religião deve pautar nossa vida? É covardia ou valentia atos drásticos? E tudo isso faz o filme valer a pena. O filme foi bem adaptado e manteve a síntese do livro, fidedigno. Porém apesar de sua duração ser até alta, quase duas horas de filme, não houve tempo para aprofundar questões e mostrar detalhes importantes que o livro traz. Não aprofundou a relação deles e mostrou uma Louise meio bobinha demais, no livro não a achei assim. Ainda sim é um filme bem produzido e eu recomendo, se é que existe alguém que ainda não tenha visto, porque está fazendo bastante sucesso.

Sinopse: Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

 

Operações especiais – 2015 – Ação/ Policial.

3

Queria assistir esse filme porque achei um bom enredo e porque sou defensora do cinema nacional e sempre que posso estou prestigiando os nossos filmes. Gostei bastante da história e acredito haver três fatores importantes narrados no filme que valem a pena à indicação. Primeiro, abordar o fato de que os policiais mal têm preparo interno e muito menos de campo e já são postos na rua para arriscar suas vidas e de todos os demais envolvidos. Segundo ponto chave, o preconceito existente na integração de mulheres à quadros de trabalhos masculinizados e tomados por homens, no qual a protagonista sofre uma pressão psicológica dos próprios colegas de trabalho (o que me deu muitaaa raiva) além da pressão já óbvia das ruas e precisa se firmar e até endurecer para continuar no trabalho e adquirir um respeito que já deveria ser seu por direito, afinal ela passou no concurso e foi chamada. Se não houve um preparo correto, a culpa não é dela, isso tudo sem perder sua feminilidade natural. E o terceiro ponto, não menos importante trata da relação policia x bandido x sociedade e como ser um policial correto, justo e honesto é difícil pra caramba quando existe todo um sistema corrompido e uma população descontente e desconfiada. Além do fato do filme ter como personagens atores que eu adorooo. Achei que a Cléo, Thiago, Caruso e Fabrício estão maravilhosos.

Sinopse: Rio de Janeiro, 2010. Formada em turismo e trabalhando como atendente em um hotel, Francis (Cléo Pires) se anima com a possibilidade de entrar para a polícia civil. Ela presta o concurso e, após ser aprovada, passa a frequentar o curso de habilitação para policial. Trata-se do mesmo período em que ocorreu a invasão no Complexo do Alemão, com traficantes de vários morros cariocas fugindo para cidades periféricas. É o que acontece em São Judas do Livramento, cidade no interior do estado do Rio de Janeiro, que passa a lidar com uma onda de crimes sem precedentes. Para combatê-los é enviada a unidade liderada pelo incorruptível delegado Paulo Froes (Marcos Caruso), que conta com a presença da ainda iniciante Francis. No batalhão ela precisa lidar com a desconfiança dos demais policiais, especialmente Roni (Thiago Martins), e também com as dificuldades da profissão, dos perigos inerentes ao ofício até a corrupção existente ao seu redor.

 

Foi apenas um sonho – 2009 – Drama.

2

Não vou negar que o filme me interessou por causa dos protagonistas, parceria repetida entre Leonardo e Kate e como eu não conhecia a sinopse quando comecei a assistir, esperava apenas mais um romance dramático. Porém o filme vai muito além. Explora nossos sentimentos mais profundos. É um filme de reflexão a quem assiste, se tornando um pouco perturbador pelos questionamentos abordados. O que é felicidade? O que é preciso para isso? Até onde estamos dispostos a sermos nós mesmos? O que é normal e o que é loucura? Como é possível nos conformarmos com uma vida que deva seguir os mesmos padrões de todas as demais pessoas para deixá-los satisfeitos quando isso não nos agrada? Por que fazer o que se tem vontade é um ato de loucura e fazer algo apenas para agradar as pessoas é considerado normal? Quem é o verdadeiro louco da história? O que é tristeza e o que é depressão? Como saber se levássemos uma vida sonhada por nós mesmos seriamos mais felizes do que somos no presente comum? Como é possível observar eu poderia passar o dia refletindo sobre isso e me confundindo cada vez mais. E isso o filme traz de forma bem clara e se torna difícil julgar quem tem errado mais na história ou quem seja a vítima ou a pessoa culpada pelo sofrimento. Um casamento comum e triste que serve de espelho para cada pessoa. O filme aborda também conceitos tais como seguirmos a mesma vida que tanto recriminamos de nossos pais, buscarmos a felicidade em coisas vazias como uma casa nova sendo que isso é nítido que não irá mudar nada, a solidão e o silêncio. Como fingimos, disfarçamos e engolimos nossos sentimentos até que ele nos consuma por inteiro. Como isso nos distancia das pessoas até que nos tornemos completos estranhos. O que é real e o que parece ser. Como a grama do vizinho sempre parece mais verde que a nossa e por aí vai. Quase ia me esquecendo que este filme é baseado no livro “Revolutionary Road” (mesmo nome do filme na versão original, em inglês), escrito por Richard Yates e que fez enorme sucesso quando lançado em 1962, nos Estados Unidos, que já fiquei interessada em comprar.

Sinopse: Anos 50. Frank (Leonardo DiCaprio) e April (Kate Winslet) formam um casal feliz. Eles sempre se consideraram especiais e prontos para levar uma vida seguindo ideais. Ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road eles ficam orgulhosos por declarar independência da inércia suburbana que os rodeava. Porém logo eles percebem que estão se tornando justamente aquilo que não queriam ser. Frank está em um trabalho insignificante e tem medo de tudo, enquanto que April é uma dona de casa infeliz. Decidida a mudar a situação, April propõe que comecem tudo de novo, deixando de lado o conforto da atual casa e recomeçando em Paris. Só que, para executar este plano, eles chegam aos seus extremos.

Beijos e até breve 🙂

Anúncios