Resenha de Livros: A garota no trem – Paula Hawkins.

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Editora Record – 2016 – Ficção inglesa – 377 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, Lindos!

Livro sucesso de vendas, comprei porque tenho me interessado por suspense/ terror/ drama nos últimos tempos, embora este livro estivesse na estante tomando canseira. Explico que a demora em começar a leitura é devido ao fato de duas das minhas irmãs (tenho três, para quem interessar) terem começado e não gostado dele. Isso me brochou um pouco, confesso. Mas o título (literal de “The girl on the train”) e a capa aludindo exatamente isso são bons, as indicações na contra capa também, além do livro ter sido adaptado para o cinema, me deixaram curiosa. Letras grandes, grossura média, texto de fácil compreensão, escrita formal e leitura fácil, a narrativa não muito detalhista que é meu estilo preferido são pontos positivos. Novamente acontece de termos três protagonistas femininas narrando à história, porém aqui, as três versões são em primeira pessoa, separadas por capítulos. Sob seus pontos de vista, Rachel (a garota do trem), Megan (a desaparecida) e Anna (a nova esposa) desenrolam os acontecimentos entre  o começo de 2012 e Agosto de 2013 na cidade de Londres, com trens e estações como pano de fundo. Vemos claramente quem é a personagem principal e ela me cativou de modo que “tomei suas dores” e tive raiva dos outros, mesmo. Li em três dias porque apesar do começo um pouco parado, por volta da página cem, não conseguia me desprender da história. Angústias, medo, fracasso, suspense, amor, obsessão, loucura, injustiça formam o enredo da história. Rachel é uma personagem confusa e cheia de problemas que tenta desvendar um mistério. Algumas surpresas eu desvendei antes, outras eu não imaginava, mas tudo que aconteceu teve coerência e só não dei nota cinco porque esperava algo mais satisfatório no final de Rachel. Mas a história foi boa e convincente. Alguns personagens secundários como Tom , Scott, Dr. Kamal, Gaskill, Riley, Mac, Andy e Cathy trazem  todo o mistério ao texto, ora cativando, ora assustando. Em livros assim, eu não consigo confiar 100% em ninguém, assumo. Bebidas, drogas, traições, apagões de memória, violência e mentiras fazem parte da emoção dos personagens. Por se tratar desse gênero, não posso comentar além do necessário, pra não tirar a graça das descobertas de cada pessoa. Recomendo o livro e quero muito assistir o filme agora, que está previsto para estrear nos cinemas dia 24 de Novembro aqui no país. Ainda mais quando descobri atores como Laura Prepon, Lisa Kudrow, Luke Evans, Justin Theroux, Édgar Ramirez que eu já conheço de outros trabalhos, a vontade só aumentou.

Trailer aqui para quem quiser conferir:

https://www.youtube.com/watch?v=kmQ1WcX425E.

Sinopse oficial: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

Beijão a até Sexta-feira 🙂

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Seriados: Minissérie: Justiça – Drama (Primeira semana).

Bom dia, lindos!

Hoje estou aqui para falar de outro seriado nacional que gostei bastante. A minissérie começou dia 22/08/2016 no canal aberto de televisão Rede Globo, às 22:15, contando com quatros capítulos semanais do total de vinte, no qual cada dia será apresentada uma das quatro histórias retratadas, não havendo exibição de quarta-feira. Quatro prisões em uma mesma noite. Sete anos atrás das grades. Um único sentimento: justiça. Mostrando como forma de lembranças os acontecimentos que levaram a prisão de cada um e passado os sete anos, nos dias atuais, as atitudes deles em busca de justiça, vingança ou redenção. Não é uma história sobre tribunais nem sobre legislação. É sobre pessoas. Personagens que, justa ou injustamente, foram condenados e precisam pagar legalmente pelos seus atos. As histórias são:

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Segunda-feira: Apresenta Vicente (Jesuíta Barbosa) e Elisa (Debora Bloch). Ele é um playboy inconsequente que mata a noiva, Isabela (Marina Ruy Barbosa), única filha de Elisa em um surto de ciúme. Passados sete anos, ele está livre para recomeçar sua vida e Elisa promete vingança, contrariando Heitor (Cássio Gabus Mendes) que tenta fazê-la desistir, sem sucesso, pois no caso dela, ela acredita que nunca será possível realmente recomeçar.

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Terça-feira: Apresenta Fátima (Adriana Esteves) que mata o cachorro dos vizinhos Douglas e Kellen (Enrique Diaz e Leandra Leal) para defender os filhos após inúmeras invasões em seu quintal, enquanto o marido Waldir (Ângelo Antônio) está na UTI do hospital após ser esfaqueado em uma briga no bar do bairro e é vitima de uma armação do dono do animal que é policial, colocando drogas escondidas em seu terreno, fazendo-a ser presa, enquanto os filhos, ainda crianças, ficam sozinhos. Quando ela sai da cadeia, vai até sua casa, que está completamente abandonada e destruída e seu maior objetivo é encontrar e recuperar os dois filhos.

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Quinta-feira: Apresenta Rose (Jéssica Ellen) que durante a comemoração de dezoito anos e também de seu ingresso na faculdade, após a meia-noite é abordada por policiais que só revistam as pessoas negras presentes e liberam as brancas. Débora (Luisa Arraes), melhor amiga e filha da patroa Lucy (Fernanda Viana) de sua mãe Zelita (Teca Pereira) assustada, foge do local assim como todo mundo que tinha pedido que Rose comprasse as drogas para consumirem. Rose é presa por tráfico devido à quantidade de ecstasy encontrada e passa sete anos presa. Quando sai, sua mãe já faleceu e ela recorre a Débora que a recebe de braços abertos e coração culpado na casa onde mora com o marido Marcelo (Igor Angelkorte), contra a vontade dele. Rose descobre que Débora foi estuprada há um tempo e promete ajudar a amiga a se vingar do homem.

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Sexta-feira: Marjorie Estiano e Cauã Reymond juntos chega a ser covardia porque adoro demais os dois. Apresenta Mauricio (Cauã), contador da empresa de Euclydes, homem correto, bem casado com Beatriz, seu grande amor que após a esposa ser atropelada pelo irresponsável Antenor em sua tentativa de fuga do país foge sem prestar socorro, deixando Beatriz tetraplégica e não desejando mais viver (uma excelente bailarina, que vive da dança), pratica a eutanásia nela a seu pedido e é preso por isso, saindo após sete anos e jurando vingança a Antenor que agora é político influente.

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O local onde as histórias acontecem, Recife, é um diferencial muito bem colocado. A fotografia e sutileza das cenas contrastando com a força e brutalidade necessária funciona bem. O enredo, os diálogos fortes e envolventes nos conectam as histórias, mérito da autora Manuela Dias, porque são reais, são comuns, são do cotidiano, poderia ser conosco e há identificação. Os personagens bem apresentados e, óbvio, atores carismáticos e conhecidos, adorados pelo público e por mim, ajudam bastante na contribuição para o sucesso. Ainda com todas essas qualidades, o que se destaca é o tema, a abordagem, porque nos faz refletir e analisar, contradizer e remexer com os sentimentos humanos. O que é o certo e o errado? O que é a verdade? Se cada pessoa tem a sua verdade, ela existe? É concreta? A justiça fica sendo algo intangível, algo móvel, não entendível. Passível de erros e concepções variáveis. Onde termina a justiça e começa a vingança? Como determinar isso? O que fica claro é que a justiça é de cada um, algo próprio e particular, de acordo com suas crenças, religião, fé, entendimento e experiência de vida, contradizendo o que deveria ser, que são as leis do homem, nosso código penal. A pergunta “Se a lei não serve para fazer justiça, para que serve?”. Mas o importante é analisar o que as pessoas esperam e buscam no código penal, que vai além do cumprimento da lei e da pena. Do que a vingança representa para cada pessoa. Do que é justo. E tudo isso é muito pessoal e contraditório no geral, por isso não funciona para todos. Porque é individual. Precisa ser analisado de perto, se colocar no lugar de cada pessoa para entender se seus atos são certos ou errados? A minissérie traz muito mais dúvidas do que respostas. E eu adoro isso. O impacto da realidade aproxima o público. Certas fortes, de nudez e sexo também despertam o interesse do público. As cenas intimistas são mérito do diretor José Luiz Villamarim. As imagens desfocadas ao fundo trazem suavidade. As quatro histórias intercaladas e conectadas, participando ora sucintamente, ora fortemente uma das outras me agradaram bastante. Algumas cenas são mostradas de ângulos diferentes, dependendo de quem é o protagonista da história no dia. Mostrando que tudo pode mudar, o quanto somos responsáveis pelas conseqüências na vida de outras pessoas dependendo das nossas atitudes. As histórias cruzadas como pano de fundo enaltece os diferentes pontos de vista de todas as histórias. As fatalidades, os acasos, as reações são pontos que nos fazem pirar. Fiz analogias, comparações, palpites desde o início. O que ficou de surpreendente para mim na primeira semana é que o fato que desencadeou todos os outros fatos e a prisão dos quatro personagens, assim como todas as tragédias foi o roubo feito por Antenor. É possível analisar que ele foi quem desencadeou todas as tristezas de todos os personagens, que peso enorme em suas costas, hein? Explicando rapidamente: Ele rouba Euclydes, seu sócio, que abre falência, conturbando o filho e o relacionamento com Isabela e tudo o mais, assim como isso que causa a greve na empresa de ônibus que Waldir trabalha, impossibilitando de pegar as crianças na escola e sem receber salário, o revolta, o que o faz beber no bar e tudo o mais de novo, só não consegui conectá-lo com a história de Rose, além dos fatos delas estarem na cena do atropelamento na fatídica noite. Ainda arrisco dizer que o personagem de Antônio Calloni que está em alta velocidade e atropela Beatriz pode ser o Antenor em fuga (e de fato é, pelo capítulo de Sexta-feira e esse texto já estava escrito), portanto, ele foi responsável pela tragédia de Beatriz e Maurício. Porém, isso também seria injusto, a partir da questão que cada personagem fez suas escolhas e tomou decisões, cabendo a eles também as conseqüências. Indo além, injusto também porque existe o destino e crenças que dizem que tudo que acontece era para ser. Isso também é questionável de cada espectador. Podemos dizer que se Waldir tivesse deixado o motorista em alta velocidade passar pelo ônibus rapidamente, ao invés de segurá-lo, mesmo estando na sua razão, o carro não teria atropelado Beatriz? Seria justo?

O capítulo mais sensível ao meu coração foi o de Fátima, onde a tristeza de sua vida ultrapassa todos os limites possíveis. Importante também dizer que Vladimir Brichta no papel de Celso está atrelado à história de Vicente, Rose e Maurício (só não à da própria esposa kkk) e é fundamental em algumas consequencias das histórias alheias. Quase um co-responsável, sem ser de fato, pelas tragédias.

Não posso deixar de comentar sobre a música tema da minissérie chamada “Hallelujah” de Rufus Wainwright é extramente triste para mim, ajudando a dar o clima tenso e doloroso necessário as cenas finais de cada capítulo.

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E essa semana tem mais, ainda bem!

Até quarta-feira com resenha de livro. Beijos.

Resenha de Livros: Até você ser minha – Samantha Hayes .

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Intrínseca – 2015 – Romance inglês – 336 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Bom dia, leitores lindos.

Existe algo melhor do que resenhar livro nota 5? Difícil, né? Não sei se era o momento certo de ler este tipo de livro, pois pelo que li se tratava de um suspense, thriller, meio terror e eu passei por uma semana difícil, mas eu comecei a ler e não quis parar. Ouvi excelentes críticas dessa obra e sucesso de vendas. Lançado lá fora em 2013, com o título original “Until you are mine” – traduzido fielmente, me interessou. Não pelo título, pois o achei um pouco ingrato com a obra. Respeito a soberania da autora de colocar o título que quiser, porém não faz jus ao livro. Esse título remeteu-me a um romance qualquer, um homem poderoso e blábláblá que faz de tudo até a mulher ser dele. Mas o desenho da capa é um excelente contraste, com uma casa bela e não dois corpos se pegando, então arrisquei e a sinopse já me dava uma ideia do que esperar. Ele não é grosso, porém o formato do livro é grande e as letras e margens tornam a leitura um pouco lenta. A história é contada a partir da visão das três protagonistas, separados por capítulos em primeira pessoa, a esposa/ mãe Claudia e a babá Zoe e por uma terceira mulher, a policial investigadora Lorraine, em terceira pessoa, o que me agradou por ser algo diferente do habitual essa variação de narração com locutor oculto com dissertação. Os sentimentos e pensamentos dessas três mulheres é o que dá vida ao livro. Parece perturbador conhecemos o íntimo de uma mente doentia e possível assassina e através disso, entendermos que são todas mulheres comuns e não monstros ou algo estereotipado. Fiquei surpresa. Fiquei interessada na vida das três, até de Lorraine com seu relacionamento conturbado com Adam, parceiro de trabalho, que apesar de seu marido, parece tão distante. As aflições das três, suas motivações, suas experiências vão sendo trazidas ao público aos poucos e essa agonia para entender melhor o que as move é o que me deixou mais interessada na leitura. As conexões das histórias, as formas como elas se vêem interligadas em determinados momentos, as coincidências dão um suspense que me manteve em alerta para não perder nada. Gosto de adivinhar os próximos acontecimentos, mas amo mesmo é ser surpreendida. E isto livro tem muito disso, quando você acha que está entendendo a história, BANG, você tem uma revelação e quando você começa a ligar os pontos e acha que está fazendo sentindo, BANG, mais alguma coisa inesperada acontece e BANG há nova reviravolta. E finalmente você percebeu que não tinha entendido é nada até então, o momento. Você errou e bastante. E eu percebi que seria uma péssima detetive, porque foram várias surpresas que eu nem consegui imaginar e que faz sim todo o sentido e adorei de verdade. Outra revelação é que eu passei toda a história pensando que uma delas fosse a personagem principal e errei também. Mas podem ficar tranquilos, porque o fim é inovador, coerente e satisfaz o leitor.

Sinopse oficial: A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez – James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa –, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas. Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá. Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família. As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime.
Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer.

Beijos e até Segunda-feira. Bom fim de semana!

TAG: TAG Melhores e Piores do 1º Semestre de 2016.

Bom diaaa!

Nesta TAG, temos que responder as 15 perguntas de acordo com a leitura do primeiro semestre deste ano. Irei considerar até o dia 30 de Junho, o que li depois disso, não entra. Vamos a elas?

1 – O melhor livro que você leu até agora, em 2016:

Pergunta difícil, porque li sete livros notas cinco (pra mim) nesse período avaliado e fica difícil escolher. Depois de você foi o escolhido porque estava bastante ansiosa para lê-lo e comprei ainda na pré-venda e porque se trata da minha autora predileta.

2 – A melhor continuação que você leu até agora, em 2016:

Foi o melhor livro de 2016 pra mim, mas deixei para este tópico porque também foi a melhor continuação. P.S.: Ainda amo você da Jenny Han. O terceiro livro estreará em 2017 e não vejo à hora.

3 – Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito:

As gêmeas do gelo de S. K. Tremayne, entre outros como o Navio das Noivas da Jojo Moyes.

4 – O livro mais aguardado do segundo semestre:

Não tenho um em especial para este ano, só 2017.

5 -O livro que mais te decepcionou esse ano:

A primeira chance de Abbi Glines, que eu tinha lido boas coisas anteriormente, mas que acredito estar muito repetitiva e sem graça.

6 – O livro que mais te surpreendeu esse ano:

Proibido de Suzuma Tabitha foi nota cinco e me surpreendeu demais por ser de uma escritora que não conhecia e editora que leio pouco, com pouca divulgação e fiquei maravilhada.

7 – Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente):

Lori Nelson Spielman por A lista de Brett que agora compro outros títulos como Doce Perdão, que já está na estante, mas ainda não li.

8 – A sua quedinha por personagem fictício mais recente:

O Uma curva no tempo de Dani Atkins traz Jimmy, que é um perfeito amigo e cavalheiro da protagonista e que faria de tudo por ela. Ele é quase perfeito.

9 – Seu personagem favorito mais recente:

O Rouxinol de Krstin Hannah, a personagem intitulada Rouxinol, Isabelle, que virou minha heroína, minha inspiração. Seu senso de justiça e coragem é incrível.

10 -Um livro que te fez chorar nesse semestre:

Como alguns livros me fizeram chorar em algum momento da história e eu teria que listar vários, vou colocar um aqui que me deixou bem triste, mesmo quando me deixava feliz que foi Eleanor & Park de Rainbow Rowell.

11 – Um livro que te deixou feliz nesse semestre:

Pequenas grandes mentiras de Liane Moriarty foi um livro muito bom que gostei bastante e o desfecho foi surpreendendo e ótimo e adorei as três personagens principais.

12 – Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2016:

A garota dinamarquesa, Como eu era antes de você e Precisamos falar sobre o Kevin.

13 – Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo):

Precisamos falar sobre o Kevin de Lionel Shriver foi uma resenha bem completa e crítica que fiz, analisando diversos pontos bacanas.

14 – O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano:

A menina submersa de Caitlín R. Darkside parecendo um diário Pink e O gigante enterrado todo brilhante e azul são dignos de contemplação.

15 – Quais livros você precisa ou quer ler muito até o final do ano:

Difícil listar porque são vários, tenho 18 livros comprados que preciso ler e mais três por empréstimos ainda este ano.

É isso, espero que tenham gostado e até Sexta-feira, com resenha boa 🙂 !

Resenha de Livros: 1984 –George Orwell.

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Companhia das Letras – Edição 2009 – Romance inglês – 414 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Olá, olá, olá!

Muita animação para falar desse livro. Quem me conhece, sabe o quanto eu queria poder ler, porém estava há meses esperando um desconto em qualquer canto possível, pois seu preço normal (cheio) é R$ 49,90 e eu não tinha encontrado por menos de R$ 39,90 e como todos sabem, não tenho coragem de pagar isso em apenas um livro por mais que eu deseje lê-lo. Só que por uma benção dos céus, estava eu visitando uma amiga, e claro, assim que vi uma caixa de livros do irmão dela, comecei a fuçar nos títulos, mesmo sem autorização (sorry, eu sei que isso é feio) e encontrei ESTE livro. Na mesma hora, o implorei emprestado (e já fiquei de olho nos próximos que desejo pedir também hahaha). Não preciso nem dizer que o passei na frente de todos os outros, inclusive os que chegaram semana passada sem dor alguma na consciência.

Comecei a leitura logo e apesar do formato médio do livro e letras médias, com margens médias também, não consegui ir muito rápido na leitura, porque eu queria realmente absorver o texto, entendê-lo. Escrito em primeira pessoa, do jeito que eu gosto, através do ponto de vista do protagonista, o livro é detalhista, mas não tanto a ponto de me dar sono. O assunto por si só é extremamente interessante pra mim, porém a escrita romanceada facilita a leveza da leitura.

O autor, Orwell é um pseudônimo, reconhecido mundialmente, tendo escrito outros clássicos como a Revolução dos bichos (que ainda não li) e dedicando-se a escrita após ter tido outras profissões. A publicação foi feita em 1949, pouco antes da morte do autor em 1950. Uma história inteligente, visto que narrava o futuro e o livro mais incisivo na área da política. O livro conta com três posfácios que analisam o texto de Orwell, o último realizado em 2003. O tema central é uma utopia negativa, baseada na desesperança do homem quanto ao presente e ao futuro. A perda da individualidade pela coletividade e a natureza humana modificada pelo homem.

As partes principais do livro são primeiro O Partido, segundo a personagem Julia e terceiro A rendição. Já prevemos o final antecipadamente e ainda assim, causa certo furor.

Winston, 39 anos, separado a dez anos de uma esposa sem ínfimo entrosamento, Katherine e tendo seus pais desaparecidos, levados pelo Partido, deixando o protagonista solitário. Mora em Londres, retratada como parte da Oceania, uma das três potências mundiais, ao lado de Eurásia e Lestácia, vive em um apartamento sozinho a não ser pela vigília constante imposta pela teletela, instalada para supervisionar todas as pessoas. Ele trabalha para o Partido, recriando, inventando e destruindo a história do país manipulando o passado para que o Grande Irmão mantenha o sucesso e a submissão de todos. Ele não concorda com a forma que vivem. Ele começa um diário no qual se rebela escrevendo seus pensamentos e sentimentos.

O Partido é liderado pelo G.I. e controla a vida de toda a população. Não existe vontade, liberdade e autonomia. Controle absoluto do Estado. É uma crítica ao Socialismo, Capitalismo e Comunismo. Ficando a dúvida de qual é pior. Crítica a qualquer ditadura e totalitarismo. Não pode questionar, falar o que pensa, seus pensamentos, sonhos, expressões faciais são estudadas todo o tempo. O sexo (necessidade fisiológica do ser humano é considerado crime, passam fome (rações mínimas de comida ruim, lembrando o nazismo), ganha mediocremente, mal conseguindo se vestir com seus salários do governo, as pessoas são presas, torturadas e mortas ou desaparecidas (fascismo) por qualquer dúvida que exista quanto à sua total obediência e sua vida é apagada dos registros, nunca tendo existido oficialmente, não se é livre para ir e vir, os servidores do Partido não devem circular na área dos proletários e qualquer lugar da cidade diferente do caminho habitual é questionado. Todos os direitos básicos são negados, não existem heróis e existe total lavagem cerebral que isto é bom. O poder cria a realidade e a verdade. Verdade móvel, de cada um. Até onde vai sua humanidade, coragem, justiça, verdade e fé?

Total manipulação do povo, que desde a infância serve ao Partido, aceitando, elogiando e enaltecendo o modo que são tratados. Que regozijam quando há enforcamentos em praça pública (um retrocesso á época da escravidão). Pavor e medo são sentimentos constantes. A mídia serve ao Estado. Não entrarei no mérito de comparações com os dias atuais políticos do país, pois não desejo a parcialidade, embora caiba muito bem aqui. Todos se chamavam de “camaradas”.

A nova linguagem usada, Novafala, e seu propósito é primorosa para ilustrar o quanto um país abusador deseja que seu povo seja o mais ignorante possível e o porquê (restringir o acesso ao ensino médio e superior é isso)e o quanto essa letargia é bem vinda aos olhos de todos, pois sofrem menos não tendo dimensão da realidade cruel e injusta que vivem. Não irei detalhar os acontecimentos na história de Winston, tanto as memórias dele que se referem ao passado, quanto ao presente em 1983. A intercalação de ambas funciona bem. Ainda que confusa no início do livro, a história é narrada de forma envolvente, que me prendeu o tempo inteiro.

Alguns personagens importantes como Goldstein, citado como inimigo maior do Partido, mas nunca visto; Julia, amante de Winston, que lhe devolve a felicidade e vontade de viver, dá ânimo à história. Narra toda a história do envolvimento deles às escondidas e que o autor sabia que conquistaria o leitor. Ela é esperta, não muito perspicaz e dúbia, contrariada com o Partido, mas servindo – o exemplarmente; O´Brien, que inspirava Winston, sendo seu herói e seu algoz, o personagem mais cínico e fascinante da história; Sr. Charrigton, senhor que ajuda Winston; Syme, companheiro de trabalho e Parsons, família vizinha do protagonista totalmente fiel ao Partido.  Vale a pena a leitura e a reflexão.

Minha resenha ficou extensa, mas achei importante ressaltar tudo acima.

Sinopse oficial: Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que ‘só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade – só o poder pelo poder, poder puro.

Beijos e até Quarta-feira.

Agosto/2016: Livros comprados da semana (Parte 3).

Olá, leitores!!!

É, pois é, prometo ser a última vez este mês que faço esse tipo de post. Ultrapassei alguns limites, mas em minha defesa, a editora Intrínseca estava em promoção na Saraiva e realmente valia à pena. Paguei R$ 9,90 em cada um dos exemplares abaixo, que não estavam na minha lista de desejados, mas parecem bons. Aproveito para dizer que atualizei o meu Skoob esta semana e está bem completinho com tudo, lidos, lendo, quero ler e desejados, resenhas e meta de leitura (pra quem quiser conferir, segue o link: https://www.skoob.com.br/usuario/3041335-dri).

O constante correr das horas – Justin Go.

Sinopse: Um tour de force histórico, O constante correr das horas é um romance sobre paixão, buscas, heranças e coragem ao longo do século XX. Em 1924, o rico montanhista inglês Ashley Walsingham morre ao tentar escalar o monte Everest, deixando um testamento que destina sua fortuna a um antigo amor, Imogen Soames-Andersson — com quem não encontrava havia sete anos. Os advogados de Ashley procuram em vão por Imogen, e os bens permanecem sem dono. Oitenta anos depois, novas informações levam os advogados do escritório a Tristan Campbell, um jovem americano que pode ser o atual herdeiro dos bens de Ashley. Se Tristan for capaz de provar que é descendente de Imogen, conseguirá recuperar a herança. Mas faltando apenas algumas semanas para o prazo expirar, Tristan deve se apressar para levantar as provas de que precisa. Dos arquivos de Londres, passando pelas batalhas de Somme, aos fiordes da Islândia, Tristan tenta juntar as peças da história por trás da riqueza abandonada: um caso de amor arrebatador que durou até Ashley ser chamado para combater junto à Frente Ocidental; soldados desesperados cuja única esperança é sobreviver; uma expedição ao topo de uma das maiores montanhas do mundo. Seguindo a trilha de pistas que se estende por toda a Europa, Tristan se vê consumido pela história de Ashley e Imogen, mas, à medida que se aproxima da verdade, percebe que o fim de sua busca pode ser mais do que uma fortuna.
Comovente e apaixonante, O constante correr das horas é uma narrativa grandiosa, que alterna com fluidez passado e presente para falar de um amor que transcende o tempo e despreza classes sociais.

Circo invisível – Jennifer Egan.

Sinopse: Primeiro romance da premiada autora Jennifer Egan, O Circo invisível se passa em 1978, tomando as tensões e os dramas políticos dos anos 1960 como cenário da história de Phoebe O’Connor, uma adolescente de 18 anos obcecada pela memória da irmã, Faith, hippie, bela e idealista que morreu em 1970, na Itália. Com a intenção de descobrir a verdade sobre a vida e a morte de Faith, Phoebe sai de São Francisco e atravessa o Atlântico para refazer o caminho da irmã pela Europa. A busca gera revelações complexas e inquietantes sobre família, amor e uma geração inteira de jovens perdida. Uma estreia literária surpreendente e elaborada, prenúncio da habilidade extraordinária de Egan em criar suspenses bem-amarrados, marcados por personagens profundos e nuances de emoção – talento que lhe rendeu em 2011 o Prêmio Pulitzer de Ficção pelo livro A visita cruel do tempo. 

Fantasma – Roger Hobbs.

Sinopse: Quando um assalto a um cassino em Atlantic City dá errado, Marcus Hayes, um importante chefe do crime internacional, não tem outra escolha a não ser convocar Jack. Especialista em consertar cenas de crime, o homem que ocasionalmente é chamado de Jack pode ser considerado um fantasma. Sua identidade é um completo mistério, e até mesmo sua verdadeiro aparência é desconhecida. Um criminoso que só faz o que quer e com quem é quase impossível entrar em contato. Em algumas horas, esse experiente solucionador de problemas será levado num jato particular de Seattle a Nova Jersey para resolver uma imensa confusão: encontrar um dos assaltantes do cassino que está desaparecido e recuperar a quantia de um milhão de dólares que sumiu com ele. Jack tem apenas 48 horas para desativar um artefato explosivo inserido nas cédulas antes que ele destrua todo o dinheiro. Como se isso não bastasse, o FBI ainda está monitorando de perto todos os seus passos. Com um enredo imprevisível e uma trama envolvente, Roger Hobbs nos brinda com um romance que o coloca à altura dos mais conceituados autores de suspense.

O fim de todos nós – Megan Crewe.

Sinopse: Kaelyn acaba de ver o melhor amigo partir. Ela tem dezesseis anos e voltou agora para a ilha onde nasceu, depois de um período morando no continente; ele está fazendo o caminho inverso, para estudar fora. O que sentem um pelo outro não está muito claro, ela o deixou ir embora sem nem mesmo dizer adeus, e a última coisa que passa por sua cabeça é nunca mais vê-lo. Mas, pouco tempo depois, isso está bem perto de acontecer. A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças – ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Os infectados agem sem pudor, falam o que vem à mente e não hesitam em contaminar outras pessoas. A quarentena imposta pelo governo dificulta as pesquisas em busca da cura, suprimentos e remédios não chegam em quantidade suficiente e quem ainda não foi infectado precisa lutar por água, energia e alimento. Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação. Caso contrário, o que será dela e de todos? Afiado e atordoante, O fim de todos nós é a história da força de vontade e da bravura de uma garota comum forçada a reavaliar seus medos e escolher entre a própria humanidade e a sobrevivência.

Por esse mês, foram oito livros comprados em preços especiais. Mês que vem tem mais. Até 🙂

 

Resenha de Livros: Mil Pedaços de você – Claudia Gray.

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Agir Now – 2015 – Ficção infantojuvenil americana – 288 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, Lindos.

Este livro eu comprei porque vi ótimos comentários sobre a autora e sobre o livro que faz parte de uma trilogia, no qual o segundo já se encontra traduzido e disponível no Brasil e o terceiro livro da saga conhecida como “Firebird series” está previsto para ser lançado em Novembro nos EUA, mas como eu não gosto de comprar uma série completa ou um Box sem conhecer direito a história, prefiro arriscar sempre e pagar um pouco a mais em cada livro separado do que comprar três livros, ler o primeiro, não gostar e perder dinheiro dos outros dois, no caso. Comprei porque achei a capa fantástica e mesmo não devendo julgar o livro por isso, quando me apaixono pelo livro por fora fica mais difícil resistir a ele. Uma curiosidade é que Claudia Gray é um pseudônimo que a autora Amy Vicent usa na escrita e outra curiosidade é que o título do livro foi traduzido ao “pé da letra” que é “A thousand pieces of you” escrito em 2014. O livro foi catalogado como ficção infantojuvenil americana, o que não segue meus gêneros costumeiros de leitura, mas tentei não deixar que isso influenciasse minha análise do livro, mesmo sabendo que sou considerada velha para esse gênero. Todo livro de ficção científica e fantasias eu tento me livrar de maiores questionamentos, porque bem, acho claro que se trata de coisas irreais e não sempre justificáveis. Ainda sim, tento encontrar verdade na história porque para a leitura ser interessante devemos acreditar e nos envolver com os acontecimentos. O livro é escrito em primeira pessoa, pela protagonista Marguerite, com letras médias e espaçamento médio também, trazendo rapidez para virar as páginas. A escrita não formal e a descrição não muito detalhista fazem a leitura ficar leve e agradável. A mistura de texto dissertativo com diálogos bem intercalados também ajuda. As surpresas por causa das dimensões, o drama por causa da dor da perda, o amor por causa de uma amizade forte e bonita, o suspense por causa da dúvida de quem é realmente Paul fazem o livro ser dinâmico e com os componentes certos fica difícil errar. Encontrei pequenos erros de escrita, nada que contamine o texto. Os flashbacks que intercalam os momentos presentes também me agradaram bastante. Consegui me envolver com o enredo tal como a Marguerite em suas dúvidas e receios e sobre os questionamentos referentes a Paul e Theo. E o livro conseguiu me surpreender em uma questão, enquanto em outra eu já supunha a surpresa bem antes de revelada. Gostei da história fantasiada, a forma que foi contada, as reviravoltas e o final. Apesar de jovial, recomendo.

Sinopse: Marguerite Caine cresceu cercada por teorias científicas revolucionárias graças aos pais, dois físicos brilhantes. Mas nada chega aos pés da mais recente invenção de sua mãe — um aparelho chamado Firebird, que permite que as pessoas alcancem dimensões paralelas. Quando o pai de Marguerite é assassinado, todas as evidências apontam para a mesma pessoa: Paul, o brilhante e enigmático pupilo dos professores. Antes de ser preso, ele escapa para outra realidade, fechando o ciclo do que parece ser o crime perfeito. Paul, no entanto, não considerou um fator fundamental: Marguerite. A filha do renomado cientista Henry Caine não sabe se é capaz de matar, mas, para vingar a morte de seu pai, está disposta a descobrir. Com a ajuda de outro estudante de física, a garota persegue o suspeito por várias dimensões. Em cada novo mundo, Marguerite encontra outra versão de Paul e, a cada novo encontro, suas certezas sobre a culpa dele diminuem. Será que as mesmas dúvidas entre eles estão destinadas a surgirem, de novo e de novo, em todas as vidas dos dois? Em meio a tantas existências drasticamente diferentes — uma grã-duquesa na Rússia czarista, uma órfã baladeira numa Londres futurista, uma refugiada em uma estação no meio do oceano —, Marguerite se questiona: entre todas as infinitas possibilidades do universo, o amor pode ser aquilo que perdura?

Apesar de ter gostado bastante, não pretendo comprar a continuação, se alguém já leu, avise nos comentários se é bom e se gostou. Beijos, seus lindos!

Agosto/2016: Livros comprados da semana (Parte 2).

Bom dia, pessoal.

Bom, este mês estava tentando segurar as compras, porém a Saraiva tem feito ótimas promoções diárias dos livros que há muito tempo quero poder comprar. Esta semana, assim como a passada, acabei conseguindo dois exemplares que eu queria bastante (já até tinha comentado aqui no blog – Agosto/2016: Livros desejados.) e estou bem satisfeito, pois agora só falta chegarem em casa pelo correio. Curiosos? Vamos lá:

Até você ser minha – Samantha Hayes.

Livro com ótimas críticas e uma história que parece incrível, estava por R$ 9,90 (75% de desconto) e como eu sou muito atenta, aproveito para deixar uma dica para vocês que não sabem, é possível deixar seu e-mail no site pedindo para ser avisada quando um produto baixar o preço, assim fica mais fácil conseguir os livros que queremos por um ótimo preço. Portanto, recebi o e-mail e assim que constatei o preço, comprei. E para mostrar minha imparcialidade, aviso que não sou paga pela Saraiva (ainda! hahaha) para publicar isso.

Sinopse: A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez – James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa –, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas. Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá. Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família. As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime. Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer.

5

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert – Joël Dicker.

Este livro é maravilhoso pelo que ouvi falar e tem vários meses que espero por um preço convidativo porque o preço original dele é salgado e assim que vi que estava com 40% de desconto, a mão tremeu e eu comprei também. Estou louca para ler.

Sinopse: Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Com apenas vinte e oito anos, publicou um livro que se tornou um best-seller e o alçou ao status de celebridade, com direito a um apartamento chique em Manhattan, um carrão, uma namorada estrela de TV e presenças constantes nos tapetes vermelhos, além de um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores: a síndrome da página em branco. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editor e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha sequer. Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus recorre a seu amigo e ex-professor Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados dos Estados Unidos, que vive numa bela casa à beira-mar na pequenina cidade de Aurora, em New Hampshire. Às voltas com sua dificuldade em escrever, Marcus é surpreendido pela descoberta do corpo de uma jovem de quinze anos, Nola Kellergan — que desaparecera sem deixar rastros em 1975 —, enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.  Com a mídia inteira contra Harry, Marcus se lança numa investigação particular, seguindo uma trilha de pistas através dos livros de seu mentor, dos bosques, das praias e das áreas isoladas de New Hampshire em busca da história secreta dos cidadãos de Aurora e do homem que mais admira. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada. Para salvar Harry, sua carreira literária e a própria pele, Marcus precisa responder a três perguntas, todas misteriosamente conectadas: quem matou Nola Kellergan? O que aconteceu no verão de 1975? E como escrever um romance verdadeiramente bem-sucedido?

6

Já adianto que comprei outros livros em promoção imperdível e estou para fazer em breve um resumo para vocês. Agora prometo me controlar e não comprar mais nada até o fim do mês. Beijos e até Quarta-feira.

Seriados: Minissérie nacional “Liberdade, Liberdade”.

Bom dia, lindas e lindos.

Começo este post pedindo desculpas pelo atraso nessa publicação. Sei que a minissérie terminou semana passada e estou completamente atrasada, porém por bons motivos, viajei no final de semana e não tive como parar para poder escrever antes.

Vocês já devem ter percebido que não escrevo quase sobre o cenário nacional televisivo, porém acompanhei a maior parte dos capítulos dessa série, principalmente nas últimas semanas e vale a pena o post. Vou explicar os motivos:

6

As histórias que tanto me causam empatia e sentimentos de garra e luta, os temas abordados na minissérie são aqueles que lutamos para mudar e vencer diariamente ainda nos dias de hoje. Sinto um misto de força e tristeza, ao perceber que sim, é possível melhorar o mundo, visto que tantas coisas mudaram desde aquela época, mas tristeza, porque não somos inocentes o suficiente para acreditar que ainda nos dias atuais isso não continue acontecendo. Mesmo que de forma menos cruel, menos direta e mais velada, às vezes é tão subversiva quanto. Os crimes se inverteram, mas a lei continua sem ser cumprida e as pessoas continuam com seus preconceitos enraizados e a luta continua, sempre. O amor, a justiça e o preconceito acredito terem sido os temas principais.

4

Os atores impecáveis para cada papel, cada qual com seu carisma e muito talento trouxeram riqueza para a trama, achei todos ótimos em seus personagens e sou suspeitosíssima para falar de Andréa Horta, porque adoro a atriz.

8

A trilha sonora perfeita para as cenas, adequadas ao momento apropriado, me causavam a tristeza, a alegria, a revolta e a ansiedade necessárias. Por vários momentos nas cenas de ação quando a trilha era introduzida eu percebia que estava segurando a respiração. Ótimas escolhas.

7

A história que foi contada de forma rápida, profunda e forte, deixando-me abalada algumas vezes e ansiosa pelos próximos capítulos. Ouvi que havia um grave erro na condução da direção, pois não parecia uma obra de época, mas gostei da forma que a historia foi contada, sem tantos trejeitos e palavreados diferentes, ainda que os costumes totalmente conservadores puderam ser observados. As roupas, os locais e o entroncamento dos personagens durante a passagem dos acontecimentos também me agradaram. Fiquei bem triste quando acabou (como sempre fico com os finais de coisas que gosto muito). Só para constar, Liberdade, liberdade também foi um musical escrito por Millôr Fernandes e Flávio Rangel, em 1965, e que estreou no palco no mesmo ano. É um marco da história teatral do Brasil por ter sido o texto de maior sucesso do chamado teatro de protesto, conjunto de peças, na maior parte, musicais, que criticavam a repressão imposta pelo golpe militar de 1964, o que acho bem oportuno avaliarmos os momentos políticos dessas duas épocas e de hoje, com o conservadorismo querendo voltar à sociedade por meio da força e ilegalidade.

5

Sinopse: Liberdade, Liberdade é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 11 de abril e 04 de agosto de 2016. Escrita por Mário Teixeira, com colaboração de Sérgio Marques e Tarcísio Lara Puiati, baseado em argumento de Márcia Prates, livremente inspirada no livro Joaquina, Filha do Tiradentes, de Maria José de Queiroz, conta com direção de André Câmara, João Paulo Jabur, Pedro Brenelli, Bruno Safadi e Vinícius Coimbra, também diretor artístico. Foi a 6ª “novela das onze”exibida pela emissora. Contou com Andreia Horta, Bruno Ferrari, Dalton Vigh, Lília Cabral, Zezé Polessa, Ricardo Pereira, Caio Blat, Yanna Lavigne,Maitê Proença, Rômulo Estrela, Sheron Menezzes, Vitor Thiré, Joana Solnado, Juliana Carneiro da Cunha, Marco Ricca, Nathalia Dill e Mateus Solano nos papéis principais. Na cidade de Vila Rica, conta a história da filha de Tiradentes (Thiago Lacerda), Joaquina (Andreia Horta) que após ver a morte de seu pai na forca, conhece Raposo (Dalton Vigh) um mineiro simples. Os dois viajam para Portugal. Lá ela é adotada por ele, que junto com sua nova família formado por André (Caio Blat) e Bertoleza (Sheron Menezzes), voltam para Vila Rica. Já com nome diferente, Joaquina agora Rosa fica espantada com tanta pobreza em Vila Rica. Ela conhece o intendente Rubião (Mateus Solano), um homem ambicioso e determinado pelo poder. Ele faz de tudo para ter o seu amor. Rosa conhece Virgínia (Lília Cabral) amiga de seu pai, dona de um cabaré. Elas se tornam muito amigas e Virgínia revela que é uma revolucionária, dando coragem e força à Joaquina para lutar por um país livre.

Não deixando de ser também uma dica de livros porque como citei, foi inspirado em uma obra, que tentei até comprar recentemente, porém é está difícil de encontrar (se alguém souber, me avise). 

Beijos e até Segunda-feira.

Resenha de Livros: Como se apaixonar – Cecelia Ahern.

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Novo Conceito – 2015 – Ficção irlandesa – 347 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Bom dia, amores.

Comprei este livro porque tinha muita vontade de conhecer alguma obra desta autora que tem grandes romances no currículo. Mas eu queria que fosse uma história inédita, algo novo para me surpreender, porque PsEu te amo e Simplesmente acontece eu já conheço bem os filmes. Então, aleatoriamente escolhi esse volume e levei um tempinho para começar a leitura desde que comprei. Não tinha grandes expectativas para ser sincera e isso é demais, porque aí é que surpresas boas acontecem. A escrita dela é leve e muito deliciosa. Você não sente o passar de páginas e acaba lendo bem rapidinho. Em primeira pessoa, através da protagonista, confesso que o que mais me atraiu na história talvez seja os dois personagens principais serem “bem ferrados” na vida (perdão por isso, mas é verdade). A vida deles é comum como a nossa e isso nos aproxima da história. O fato da autora usar analogias com vários elementos que conhecemos ajuda. As referências são muito fofas (gente, fala do Bisonho ❤ hahaha). A forma como a protagonista utiliza-se de livros de auto-ajuda é inovadora e nos diz muito. As letras médias e margens médias também caem muito bem. Adorei muito e consegui entender porque a autora é tão popular e faz sucesso. A protagonista é a alma mais generosa que eu vi nos últimos tempos (livros) e é impossível não desejar que ela conquiste aquele homem, a felicidade, a vida, o mundo e o universo hehe. O desenrolar dos fatos é bastante previsível, com exceção de um detalhe da história que nos faz encaixar os fatos, entender melhor os personagens. O final eu já tinha quase certeza e mesmo sabendo, quando terminei a leitura gostei bastante.

Sinopse: “Momentos são preciosos; às vezes eles se demoram e, em outras ocasiões, são passageiros, mas, ainda assim, muito pode ser feito durante eles; você pode mudar de ideia, pode salvar uma vida e pode até se apaixonar.” Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor. Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo. Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?

Um ótimo dia para vocês!