Seriados: Minissérie nacional “Liberdade, Liberdade”.

Bom dia, lindas e lindos.

Começo este post pedindo desculpas pelo atraso nessa publicação. Sei que a minissérie terminou semana passada e estou completamente atrasada, porém por bons motivos, viajei no final de semana e não tive como parar para poder escrever antes.

Vocês já devem ter percebido que não escrevo quase sobre o cenário nacional televisivo, porém acompanhei a maior parte dos capítulos dessa série, principalmente nas últimas semanas e vale a pena o post. Vou explicar os motivos:

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As histórias que tanto me causam empatia e sentimentos de garra e luta, os temas abordados na minissérie são aqueles que lutamos para mudar e vencer diariamente ainda nos dias de hoje. Sinto um misto de força e tristeza, ao perceber que sim, é possível melhorar o mundo, visto que tantas coisas mudaram desde aquela época, mas tristeza, porque não somos inocentes o suficiente para acreditar que ainda nos dias atuais isso não continue acontecendo. Mesmo que de forma menos cruel, menos direta e mais velada, às vezes é tão subversiva quanto. Os crimes se inverteram, mas a lei continua sem ser cumprida e as pessoas continuam com seus preconceitos enraizados e a luta continua, sempre. O amor, a justiça e o preconceito acredito terem sido os temas principais.

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Os atores impecáveis para cada papel, cada qual com seu carisma e muito talento trouxeram riqueza para a trama, achei todos ótimos em seus personagens e sou suspeitosíssima para falar de Andréa Horta, porque adoro a atriz.

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A trilha sonora perfeita para as cenas, adequadas ao momento apropriado, me causavam a tristeza, a alegria, a revolta e a ansiedade necessárias. Por vários momentos nas cenas de ação quando a trilha era introduzida eu percebia que estava segurando a respiração. Ótimas escolhas.

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A história que foi contada de forma rápida, profunda e forte, deixando-me abalada algumas vezes e ansiosa pelos próximos capítulos. Ouvi que havia um grave erro na condução da direção, pois não parecia uma obra de época, mas gostei da forma que a historia foi contada, sem tantos trejeitos e palavreados diferentes, ainda que os costumes totalmente conservadores puderam ser observados. As roupas, os locais e o entroncamento dos personagens durante a passagem dos acontecimentos também me agradaram. Fiquei bem triste quando acabou (como sempre fico com os finais de coisas que gosto muito). Só para constar, Liberdade, liberdade também foi um musical escrito por Millôr Fernandes e Flávio Rangel, em 1965, e que estreou no palco no mesmo ano. É um marco da história teatral do Brasil por ter sido o texto de maior sucesso do chamado teatro de protesto, conjunto de peças, na maior parte, musicais, que criticavam a repressão imposta pelo golpe militar de 1964, o que acho bem oportuno avaliarmos os momentos políticos dessas duas épocas e de hoje, com o conservadorismo querendo voltar à sociedade por meio da força e ilegalidade.

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Sinopse: Liberdade, Liberdade é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 11 de abril e 04 de agosto de 2016. Escrita por Mário Teixeira, com colaboração de Sérgio Marques e Tarcísio Lara Puiati, baseado em argumento de Márcia Prates, livremente inspirada no livro Joaquina, Filha do Tiradentes, de Maria José de Queiroz, conta com direção de André Câmara, João Paulo Jabur, Pedro Brenelli, Bruno Safadi e Vinícius Coimbra, também diretor artístico. Foi a 6ª “novela das onze”exibida pela emissora. Contou com Andreia Horta, Bruno Ferrari, Dalton Vigh, Lília Cabral, Zezé Polessa, Ricardo Pereira, Caio Blat, Yanna Lavigne,Maitê Proença, Rômulo Estrela, Sheron Menezzes, Vitor Thiré, Joana Solnado, Juliana Carneiro da Cunha, Marco Ricca, Nathalia Dill e Mateus Solano nos papéis principais. Na cidade de Vila Rica, conta a história da filha de Tiradentes (Thiago Lacerda), Joaquina (Andreia Horta) que após ver a morte de seu pai na forca, conhece Raposo (Dalton Vigh) um mineiro simples. Os dois viajam para Portugal. Lá ela é adotada por ele, que junto com sua nova família formado por André (Caio Blat) e Bertoleza (Sheron Menezzes), voltam para Vila Rica. Já com nome diferente, Joaquina agora Rosa fica espantada com tanta pobreza em Vila Rica. Ela conhece o intendente Rubião (Mateus Solano), um homem ambicioso e determinado pelo poder. Ele faz de tudo para ter o seu amor. Rosa conhece Virgínia (Lília Cabral) amiga de seu pai, dona de um cabaré. Elas se tornam muito amigas e Virgínia revela que é uma revolucionária, dando coragem e força à Joaquina para lutar por um país livre.

Não deixando de ser também uma dica de livros porque como citei, foi inspirado em uma obra, que tentei até comprar recentemente, porém é está difícil de encontrar (se alguém souber, me avise). 

Beijos e até Segunda-feira.

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