TAG: Tag literária: #Diferentona

Bom dia, lindos.

Vi essa tag dias atrás em um dos blogs que sigo e gostei bastante, por isso resolvi participar também. Acho que gosto de pensar que sou um pouco diferentona, mas não seja de fato. Vamos começar:

Só eu que li? – Um livro que a maioria das pessoas desconhece, mas você leu.

Pouco ou nada ouvi falar sobre a trilogia Elixir da Hilary Duff, mas eu li os três livros em 2015 e amei.

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Só eu que não gostei? – Um livro aclamado, menos por você.

A garota do calendário – Janeiro. Explico o porquê. Não tem história, não acrescenta em nada e trata-se apenas de momentos sexuais contados em um livro.

Só eu que vi apenas o filme? – Um livro que você quer muito ler, mas só assistiu ao filme.

Não sei como ela consegue. Assisti este filme porque adoro a atriz Sarah Jessica Parker  nem sabia que o romance era adaptação de um livro, que pretendo ler em um futuro próximo. O livro é de mesmo título da autora Allison Pearson.

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Só eu que não li nada dele(a)? – Um autor famoso de quem você nunca leu um livro.

Stephen King. Sou doida para conhecer o trabalho dele, sempre pesquisando preços, porém acho o preço sempre muito acima do que costumo gastar. Quero muito ler O Iluminado.

Só eu que gostei do malvado? – Um livro com um vilão (ou não-herói) pelo qual você torceu mais do que pelo mocinho.

Serena – Apesar do personagem principal “Pembertom” ser o vilão, um homem cruel, preconceituoso, assassino, negligente e frio, eu esperei por uma redenção dele durante todo o livro.

Só eu que acho que panela velha é que faz comida boa? – Um livro já desgastado, mas que você ama.

Esse “desgastado” eu interpreto como um livro já manjado, porque se for de desgaste físico, não tenho nenhum. O cuidado que tenho com meus livros é maior do que com qualquer outra coisa. Um livro antigo, mas que todo mundo comenta e todo mundo gosta, inclusive eu, por ser um dos primeiros livros que ganhei na vida é O Pequeno Príncipe.

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 Só eu que leio nacionais? – Um autor nacional que você adora.

Augusto Cury. Gosto dos temas que ele trabalha, mesmo eu já tendo dificuldade de interpretar os textos escritos.

Só eu que amo clássicos? – Um livro clássico que você gostou.

Orgulho e preconceito – Jane Austen. Uma ressalva apenas por ter sido escrito em terceira pessoa, mas bem fácil o entendimento.

Só eu que li antes de virar filme? – Um livro que foi/vai ser adaptado para o cinema e você leu antes.

Como eu era antes de você que eu li em Outubro de 2013, meu primeiro livro da autora, mas não o preferido.

Só eu que odiei o (a) principal? – Personagem principal que você odiou.

A primeira chance – Abbi Glines. Harlow, a protagonista. Não sei ao certo se minha antipatia deve-se ao fato de este ser o sexto e último livro da autora que li e eu realmente achar que ela começou bem a série de livros, mas se perdeu e os últimos livros eram mais do mesmo. O famoso encher lingüiça. Tanto que nem resenhei este livro no blog porque achei Harlow completamente fraca e chata.

Bom, leitores, é isso. Gostaram? Façam também! Beijos.

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Resenha de Livros: Apenas um dia – Gayle Forman.

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Novo Conceito – 2014 – Ficção norte americana – 382 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Tive vontade de ler este livro porque minha irmã (Jé) fez ótima propaganda e como ela estava com o livro disponível, não custava pegar emprestado e começar a leitura. Gosto da autora, embora achasse que “Gayle” fosse masculino. Li os outros dois livros conhecidos dela da série Se eu ficar e me agradou. Formato médio, letras grandes, volumoso, porém bem leve o peso das páginas. A leitura foi bem rápida, envolvente e me prendeu boa parte do livro, devido ao mistério contido nele. Trata-se de um romance dramático, mas as aventuras de Allyson foram o ápice da história. Não sosseguei enquanto não tive as respostas que ela também buscava. O final foi vem vago, deixando subentendido como seria os próximos acontecimentos. Nada que tenha me abalado porque acho que em alguns livros esses desfechos cabem. O livro me despertou a vontade de viajar e conhecer novos lugares, além de conhecer melhor a mim mesma. Acredito que a lição do livro não foi o amor que ela sentia pelo Willen e sim a descoberta de si mesma. Ela se reinventou, se arriscou e descobriu o que realmente queria ser e fazer da vida. O livro foi escrito em primeira pessoa pelo olhar da protagonista e tem muitos acasos e surpresas ao longo das páginas. Identifiquei-me um pouco com ela, por sua responsabilidade e jeito metódico. Ela conseguiu me cativar, apesar de não concordar com a forma que ela passa a tratar os pais, que embora autoritários e grudentos, lhe proporcionaram uma vida maravilhosa, onde ela nunca precisou se esforçar, a não ser, estudar. Willen, apesar de cativante, é o típico garoto conquistador que sempre me incomoda nos livros. Como se ele estivesse fazendo um favor em dar uma chance à mocinha. Isso é bem irritante. Os personagens secundários são engraçados, acrescentando dinâmica à história, porém foram narrados de forma superficial, portanto não consegui sentir aquela empatia por ninguém, a não ser por Dee, que eu queria como amigo para mim kkk. O grande impulsionador do livro foram as viagens feitas por ela e a forma com que o drama, o romance, a aventura e o mistério convergem bem entre os capítulos. Recomendo!

Sinopse oficial: A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida. Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro… Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

Beijinhos e até Sexta!

Seriados: Minissérie: Justiça – Drama (Completo).

Bom dia, lindos!

Semana começando e hoje vou falar sobre minhas impressões após o término da minissérie Justiça da Rede Globo de Televisão que eu acompanhei quase integralmente. Foram cinco episódios de cada história e na primeira semana eu já havia feito um post sobre as minhas primeiras impressões Seriados: Minissérie: Justiça – Drama (Primeira semana).. Hoje quero falar mais sobre o desfecho de cada uma.

Segunda-feira: Elisa e Vicente – Após a desistência de Elisa em matar Vicente quando ele sai da cadeia e a aproximação de ambos dentro da faculdade e depois fora dela, chegando a uma estranha amizade, até que se envolvem fisicamente, tendo uma noite de sexo casual, eles se vêem perdidos em seus sentimentos e Vicente acaba morrendo em um acidente de trânsito ao lado de Elisa que congela na indecisão de pedir socorro, ainda que fosse inútil. Pelo que acompanhei, o sentimento que Vicente nutria por Elisa era culpa e remorso, uma vontade de se redimir e agradar a qualquer custo. Já Elisa sentia um ódio tão profundo que virou obsessão e foi confundido com paixão e desejo. Concluí de duas formas o que o autor quis mostrar. A primeira é que a vingança não resolve, mas ameniza a dor. Tanto que Elisa conseguiu seguir adiante depois da morte do rapaz. E que o destino foi eficiente, sem que ela precisasse fazer nada. As frases “aqui se faz, aqui se paga” e “a gente colhe o que planta” caberia aqui. Quase como se dizendo que não precisamos fazer nada que a vida se encarrega de tudo. Porém, acima disso, ficou pra mim a questão de que “olho por olho e o mundo ficará cego”, devido ao fato de que se pararmos para pensar todo mundo tem motivos para se vingar de alguém e que isso geraria uma bola de neve, um looping eterno, pois se alguém te prejudicar, você se vingar e não se importar em quem respingue a maldade (e ela sempre respinga em quem não tem culpa), essa pessoa também quererá se vingar de você, como o caso da Regina. Regina perdeu o marido e o pai de sua filha e pode achar-se no direito de vingar-se de Elisa. Porque não existe só um lado. Assim, toda vingança seria válida. A dor de uma pessoa não pode valer mais que a dor de outra. E daí fica a questão se este é o mundo que queremos.

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Terça-feira:  Fátima e Douglas – Após a prisão injusta de Fátima por culpa de Douglas que plantou drogas no quintal da vizinha e denunciou pelo fato dela ter matado seu cachorro para proteger o filho que estava sendo atacado, Fátima decide refazer a sua vida, cozinhando e vendendo seus alimentos na rua, reencontrando os dois filhos e trazendo-os para morar com ela, a filha que estava trabalhando como garota de programa para a ex-mulher de Douglas e o filho era menor morador de rua, consegue concretizar seus planos, encontrar um homem que a ama e a pede em casamento e ainda fazer de seu quintal um restaurante com música ao vivo. Essa história me mostrou que todos nós somos passíveis de erros e que o perdão é o maior triunfo da vida. Quem é bom, colhe boas coisas, mesmo após muita desgraça (sim, isso mesmo, porque Fátima teve uma vida muito triste e sofrida) e que uma segunda chance faz bem a ambos. Pois foi pelo fato dela ter perdoado Douglas que ele pode salvá-la de guardas corruptos e assassinos. Douglas foi um vilão engraçado, coitado e arrependido que eu também não consegui odiar. Mas eu não fiquei sete anos presa por causa dele. Fátima, pra mim, foi a personagem mais iluminada do seriado. Que merece o melhor desse mundo.

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Quinta-feira: Rose e Débora – Após Rose ser presa por tráfico de drogas injustamente e ser vítima de preconceito racial, ela sai da cadeia e recomeça sua vida, trabalhando no quiosque de praia de Celso, se envolvendo com ele e engravidando e morando com Débora, sua amiga desde a infância que nunca antes havia feito nada para ajudar a amiga desde sua prisão. Débora adora crianças, é professora e pretende adotar junto com Marcelo, seu namorido. Porém ela precisa antes resolver o caso mais cruel e trágico possível na vida de uma mulher, ela foi vítima de estupro e o estuprador está solto e continua fazendo novas vítimas. A polícia não o prende, como acontece mesmo na vida real, e ela decide fazer justiça. Porém, na hora da raiva ao ser insultada pelo criminoso, ela o mata com uma barra de ferro e precisa fugir. A sensação que tive é que para o autor a vingança não deveria ser feita, pois Débora arruína seu emprego, seu casamento e seus laços com a mãe e amigos como conseqüência de seu ato. O que me incomodou bastante foi que Rose, a protagonista, não teve destaque algum no seriado depois de sair em liberdade. Ficou como coadjuvante da história de Débora e não entendi o motivo da mistura de histórias. 

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Sexta-feira: Maurício e Antenor: Maurício foi preso após praticar a eutanásia em sua esposa a pedido dela depois que ela fica tetraplégica devido a um acidente de carro, quando ela atravessava na faixa de pedestres e um carro em alta velocidade e fazendo ultrapassagem proibida e no qual o motorista, Antenor, se recusou a prestar socorro, fugindo. Após os sete anos preso, Maurício planeja sua vingança contra Antenor, que além de ter roubado o sócio, pai de Vicente, enriquecer ilegalmente, não ser preso pelo atropelamento, atualmente é candidato a prefeito da cidade e fazendo todas as falcatruas possíveis como suborno, lavagem de dinheiro, caixa dois e como se não fosse suficiente, usa a esposa e o filho de “laranjas”, trai e agredi fisicamente a mulher, que cansada das humilhações começa um caso amoroso com Maurício, que consegue convencê-la a denunciar o marido e assim o faz. Antenor é preso após uma briga com a esposa, que escorrega e cai da varanda do hotel onde estava escondida, mas a polícia acredita que ele a tenha matado. Mauricio ainda sofre uma tentativa de homicídio, porém sobrevive e parte para outra cidade após sua vingança concluída. Gostei porque a justiça foi feita, ainda que Vânia tenha pagado o preço por isso. Vânia foi uma personagem que eu consegui odiar e sentir compaixão ao mesmo tempo. Ela tinha ciência de tudo e era conivente, esbanjando o dinheiro ilícito consigo mesma, mas era totalmente infeliz e seu conforto era a bebida. Celso foi um grande parceiro de Mauricio e adorei o desfecho dele, dando uma carona para Débora na estrada, os dois vingados, mas perdidos em seus rumos e futuro.  

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É isso. E vocês, o que acharam? Deixem suas impressões também. Beijos e até Quarta-feira 🙂

Setembro/2016: Livros comprados do mês.

Bom dia, amores.

Este mês precisei economizar uma grana, portanto evitei comprar livros, mesmo os mais desejados. Mas essa semana, por descontrole, eu confesso, tive que comprar três novos que queria demais. Chegaram em casa ontem. Um, inclusive, não estava na minha lista, mas explico o porquê:

Milagre nos Andes (Ponto de leitura) – Nando Parrado/ Vince Rause.

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O livro oficial Milagre nos Andes é mais caro e também maior, mas apenas no volume. Porém, através do Ponto de Leitura é possível ter acesso a livros com preços mais acessíveis e em formatos de bolso. Comprei este porque desde muito nova (e isso faz muito tempo) um dos filmes que assisti e mais me impressionaram foi Vivos e este mês acabei revendo o filme e pesquisando sobre o assunto, quando descobri que Nando, um dos sobreviventes havia escrito um livro narrando os acontecimentos, não tive dúvidas de que teria que comprá-lo. Por isso ele não estava na minha lista de desejados.

Sinopse: Outubro de 1972. O avião Fairchild F-227 da Forças Aéreas Uruguaia, que levava um time uruguaio de rugby acompanhado de familiares e amigos para um amistoso no Chile, cai em algum lugar nas profundezas dos Andes. Dos 45 cinco passageiros a bordo, 29 sobreviveram à queda e apenas 16 são resgatados com vida naquele que ficou conhecido com um dos mais célebres desastres aéreos da História. Em ‘Milagre nos Andes’, o uruguaio Nando Parrado – principal responsável pelo resgate de seus amigos nas montanhas após 72 dias de agonia – é o primeiro dos sobreviventes a contar, com extraordinária franqueza e sensibilidade, a sua própria versão do acidente. O resultado supera o simples relato de uma aventura real; é um olhar revelador sobre a vida à beira da morte.

Vou deixar o link do filme disponível no Youtube para quem quiser comparar e assistir, mas já aviso que a imagem deixa muito a desejar: https://www.youtube.com/watch?v=2_lQJTnoNns.

Quarto – Emma Donoghue.

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Eu já tinha comentado desse livro no blog (colocar link) e a excelente crítica que recebeu de diversos veículos e pessoas me levou a comprá-lo. O preço dele estava com desconto, claro.

Sinopse: Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, lêem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

A menina feita de espinhos – Fabiane Ribeiro.

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Comprei porque estava com um preço bem acessível (R$ 13,00), porque há um bom tempo já tinha lido boas críticas sobre ele, porque é nacional e a história me interessou. Um drama bem triste haha.

Sinopse: Eu nasci assim. Com espinhos venenosos sobre toda a minha pele. Repelindo, assustando e repugnando as pessoas. Eu aprendi, após receber tantos olhares de repugnância, que há beleza em tudo. Há beleza na tristeza e na dor, até mesmo na raiva. E há beleza na vida, em suas despedidas e desencontros. Este livro é para aqueles que sabem conviver com espinhos, aceitam o diferente e amam sem medos e preconceitos. Para quem sabe que vai sentir dor em vários momentos da vida, mas não desiste. Quem gosta de giz de cera, bichos de pelúcia e rosas vermelhas. Para os que sabem chorar. De verdade. Não apenas derramar lágrimas. E vêem beleza em tudo. Absolutamente¬ tudo. Mas se você não é assim, este livro ainda é para você, porque celebra as diferenças.

Um ótimo fim de semana para todos. Beijos e até Segunda-feira.

Resenha de Livros: A garota que eu quero – Markus Zusak.

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Intrínseca – 2013 – Romance australiano – 175 páginas – Nota 3♥♥♥.

Bom dia, leitores!

Hoje trago mais uma resenha para vocês. Admiro o trabalho do autor desde que li A menina que roubava livros, que se tornou um dos meus preferidos da vida e fiquei curiosa quando vi este entre os pertences da minha irmã. Embora ela não tenha gostado muito da leitura, quis arriscar e ler assim mesmo, porque contando com poucas páginas e letras médias, sabia que a leitura seria rápida. Curioso que a data da publicação fora do país foi 2001 e somente em 2013 foi lançado por aqui. O que me faz pensar que todo autor leva um período para ficar em sua melhor escrita e através da prática vai se superando até o conteúdo ficar formidável. Consegui ler rapidinho porque a narrativa é suave, gostosa e envolvente. Não tem muito mistério. Você simpatiza com o protagonista logo de cara e fica aquele sentimento de querer cuidar e de protegê-lo, sabe? Cameron me conquistou pela sua doçura. O enredo é bem simples e não precisa de reflexão. O que eu não gostei é que provavelmente por ser um livro muito curto, os personagens secundários não tem profundidade e não consegui conhecê-los o suficiente para gostar ou desgostar. Em determinados momentos, o livro me lembrou outro livro, “Eleanor & Park” e seu estilo geek, porém o livro de Markus é muito mais sobre a relação dos três irmãos do que o primeiro amor por Octavia. Acredito que o livro seja importante para o público adolescente, cheio de incertezas e medos, mostrando que todas as pessoas têm o seu valor e todos somos iguais. Diferentemente da minha irmã, gostei do livro e acho que valeu a pena a leitura.

Sinopse oficial: O Rube nunca amou nenhuma delas. Nunca se importou com elas. Nem é preciso dizer que Rube e eu não somos muito parecidos em matéria de mulher. Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.

Beijos e até Sexta-feira.

Uma homenagem a: Domingos Montagner

Bom dia, leitores.

Tudo bom com vocês? Mais uma semana começando e hoje precisei fazer um post diferenciado, pois não pude me manter indiferente a tragédia que ocorreu Quinta-feira passada. Gostava muito do ator desde Jóia Rara, especificamente, e o carisma e o talento desse grande homem era impressionante. Fiquei triste com a notícia e reflexiva quanto à minha própria vida.

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Personagem Santo em Velho Chico

Domingos Montagner Filho (São Paulo, 26 de fevereiro de 1962 — 15 de setembro de 2016) foi um professor, ator, teatrólogo, palhaço e empresário brasileiro. Iniciou sua carreira como professor de educação física, até que por curiosidade começou a fazer aulas de trapézio, iniciando sua trajetória em teatros e circos, através do curso de interpretação de Myriam Muniz. Em 1997, ele formou o grupo La Mínima, ao lado de Fernando Sampaio, e ganhou o Prêmio Shell de Melhor Ator. Em 2003, fundou o Circo Zanni, do qual foi diretor artístico. Amava se apresentar como palhaço e rabiscou alguns poemas. Começou sua carreira na TV, três anos depois, mas ganhou notoriedade nacional, dentre outros, ao interpretar o Capitão Herculano, na telenovela “Cordel Encantado” (2011), Mundo em “Joia Rara” (2013), e Miguel, em “Sete Vidas” (2015). No cinema, fez participação no longa Gonzaga: De Pai pra Filho (2012), de Breno Silveira. Em 2016, interpretou Santo, protagonista da telenovela Velho Chico, transmitida pela Rede Globo, seu último trabalho. Em um intervalo entre as gravações, morreu ao afogar-se enquanto se banhava no rio São Francisco, cenário principal da novela.

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Personagem Herculano em Cordel Encantado
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Personagem Miguel em Sete Vidas
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Personagem Mundo em Jóia Rara

 

Nasceu no bairro paulistano do Tatuapé numa família de descendentes de italianos. Sua carreira artística começou no circo, na companhia de seu teatro La Mínima, em 1980. Em 1990, ingressou no teatro como palhaço. Na televisão fez poucas participações, como o seriado Força Tarefa e A Cura. Também participou do seriado Divã, em que fez Carlos, o amante da protagonista Mercedes, vivida pela atriz Lília Cabral. Em 2012, viveu o presidente Paulo Ventura na minissérie O Brado Retumbante. No mesmo ano, interpretou em Salve Jorge o guia turístico Zyah, que se apaixona por Bianca, personagem de Cléo Pires. Em 2013, viveu o ativista Mundo em Joia Rara.Em 2014, foi escalado para ser o protagonista de Sete Vidas, no papel de Miguel, um homem que descobre ter sete filhos, após ser doador de esperma. Sua última atuação foi em 2016, na telenovela Velho Chico, interpretando o personagem Santo.

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Personagem Paulo Ventura em O Brado Retumbante
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Personagem Zyah em Salve Jorge

Ainda no Cinema protagonizou os seguintes filmes:

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De onde eu te vejo – 2016 – Personagem Fábio
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Vidas partidas – 2016 – Personagem Raul
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Um namorado para minha mulher – 2016 – Personagem Corvo

Este último filme teve sua estréia agora em Setembro e pode ser vistos nos cinemas do Brasil. 

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Meu desabafo no Facebook

Peço desculpas pelo clima desta Segunda-feira, mas que nos sirva de motivação e inspiração para a felicidade HOJE. 

Até Quarta-feira 😉

Resenha de Livros: Orange is the new black – Piper Kerman.

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Intrínseca – 2014 – Biografia – 302 páginas – Nota 4.

Bom dia, leitores.

Como vocês já devem saber, eu que fiquei viciada no seriado, assistindo todas as temporadas igual uma doida, atualmente estou na espera da nova temporada que será somente ano que vem. Queria muito poder ler o livro para comparar e matar as saudades da história. Consegui o livro através de empréstimo e a capa já dá vontade de chorar, embora não tenha nem a Poussey e Daya na capa que são minhas preferidas ❤ , mostra as outras personagens.

Livro de letras médias, não muito volumoso, parecendo bem rápido e fácil a leitura. Escrita pouco formal, desenvolta, simples, a autora conseguiu narrar em primeira pessoa sua história de forma envolvente, que me prendia ao livro todos os momentos. Como eu já conhecia os fatos, poucas surpresas aconteceram, porém nomes, alguns lugares e situações foram adaptadas para as telas sem fidelidade. Alguns acontecimentos importantes que eu desconhecia foram surpreendentes. A impressão que tive foi de que o seriado foi baseado na obra literária da autora, porém a partir da segunda temporada, correu livremente através da imaginação do diretor e roteirista. Não há semelhanças. Alguns personagens que na telinha são chatos e quadrados, os quais Piper se refere de maneira pessimista, no livro são pessoas incríveis. Pelo que entendi, o seriado foi inspirado no livro, porque vários eventos reais contados nas páginas foram adaptados para as telas, mas mudando vários pontos. Alguns personagens ficaram fáceis de identificar, outros eu não consegui. Algumas situações também, como a história do lago, é possível perceber que houve um embasamento, mas nas telas foi retratado de outra forma. Preciso dizer também que Alex não faz parte de Danbury (a prisão que Piper cumpre sua pena) e que Piper e Larry não se separam e permanecem juntos até hoje. Gostei bastante do livro, mas não criei a empatia como quando assisti os episódios. Sendo assim, prefiro a adaptação do que a realidade haha.

“The animals, the animals, Trap trap trap till the cage is full…” para finalizar, porque é impossível falar dessa história sem lembrar dessa canção forte e maravilhosa, que gruda no cérebro da gente kkk.

Sinopse oficial: Quando era jovem, tudo o que Piper Kerman queria era viver novas experiências, conhecer pessoas diferentes e descobrir o que fazer com o diploma recém-adquirido da prestigiosa Smith College. Anos depois, com um bom emprego e prestes a se casar, ela recebe uma visita inesperada: a polícia. Piper estava sendo intimada para responder por envolvimento com o tráfico internacional de drogas. A acusação era verdadeira: recém-formada, Piper teve um caso com uma traficante glamorosa que a convenceu a levar uma maleta de dinheiro para a Europa. Sua aventura pelo submundo do crime voltou à tona no dia em que a polícia bateu à porta dela. Depois de uma dolorosa odisseia pelo sistema judiciário americano, Piper é condenada a quinze meses de detenção numa penitenciária feminina no meio do nada — longe dos amigos, da família e de tudo o que ela conhecia. Em ‘Orange Is the New Black’, Piper apresenta casos curiosos, perturbadores, comoventes e divertidos do dia a dia no presídio. Cercada de criminosas, logo percebe que aquelas mulheres são muito mais complexas do que ela imaginava. Ao mesmo tempo em que aprende a conviver com regras arbitrárias e um rigoroso código de conduta, Piper revela as alegrias e angústias das presidiárias e analisa a crueldade com que o sistema carcerário as desumaniza e faz com que sejam invisíveis ao mundo exterior.

As resenhas das temporadas do seriado para quem quiser conferir:

Seriados: 1° Temporada de Orange is the new black.

Seriados: Segunda Temporada de Orange is the new black.

Seriados: Terceira Temporada de Orange is the new black

Seriados: Quarta Temporada de Orange is the new black.

Fiquem bem, bom fim de semana e até Segunda-feira.

Ranking: Emily Giffin.

Bom dia, leitores.

Hoje resolvi fazer um ranking de uma autora que admiro muito e sempre estou à procura de seus livros para ler que é a Emily Giffin. Conheci através de uma das minhas irmãs, com o livro Uma prova de amor e adorei. A leitura foi em 2014 e sua escrita me conquistou. Abaixo seguem os livros por colocação:

1° Questões do coração – Edição 2011 – Lido em 03/2015.

História de Tessa, dona de casa e casada com um cirurgião, no qual o casamento passa por conflitos. E de Valerie, mãe solteira de um garoto q sofre queimaduras e é paciente do cirurgião, que tem um caso de amor e fica na dúvida entre a esposa e a amante. O ponto central não é o homem e sim essas duas mulheres fortes e determinadas. Cada uma com sua personalidade conquista o leitor. No meu caso, a Valerie me conquistou completamente. ❤ História envolvente e a narrativa me prendeu a todo momento.

Sinopse oficial: Emily Giffin aborda o tema da infidelidade em seu romance contado em capítulos alternados pela esposa injustiçada e a outra mulher. Tessa Russo está comemorando seu aniversário de casamento, com seu belo marido, Nick, um cirurgião plástico pediátrico, quando seu pager toca. No hospital, ele conhece seu novo paciente, Charlie de 6 anos, que foi gravemente queimado enquanto brincava na casa do amigo. A mãe de Charlie, Valerie, uma advogada bem-sucedida, que criou Charlie sozinha, se sente culpada. Como Charlie passa por diversos enxertos e cirurgias para reparar os danos causados em seu rosto e mãos, Nick se aproxima de Valerie. Tessa, uma dona de casa que tem dúvidas sobre deixar sua profissão, reconhece o crescente distanciamento entre ela e Nick, mas não está certo sobre a quem atribuí-lo ou o que fazer sobre isso. O talento de Giffin reside em tornar seus personagens possíveis e referenciais, e os leitores irão se encantar por ambos.

2° Primeiro e único – Edição 2015 – Lido em 10/2015.

Um livro leve, envolvente e encantador. Shea também me conquistou e torci demais por ela 🙂 Shea tem 33 anos e namora Miller, mais amigos do que amantes. Mora sozinha, tem pais separados, uma madrasta e meia-irmã que apenas tolera e uma mãe amargurada. Trabalha com o treinador Clive Carr, é apaixonada por futebol americano desde criança. Sua melhor amiga é Lucy, filha do treinador. Impulsionada por ele, troca de emprego para um jornal e adora escrever sobre seu time, Walker. Se envolve, depois de terminar com Miller, com Ryan, melhor jogador do seu esporte favorito no país, mas ele que a princípio era perfeito, se mostra possessivo. Clive Carr, que perdeu a esposa amada há uns meses, é seu ídolo e exemplo. Reviravoltas na história despertam nossa curiosidade para continuar lendo e torcendo pelos personagens.

(A aclamada autora criou uma história extraordinária sobre amor e lealdade e sobre uma heroína não convencional que luta para conciliá-los.)

3° Uma prova de amor – Edição 2013 – Lido em 01/2014.

História de Claudia e Ben que são a princípio o casal perfeito, porém com o tempo Ben muda de opinião e decide que quer ter filhos, o que Claudia nunca quis e eles se chocam com essa divergência. Claudia também relata a vida amorosa das duas irmãs, melhor amiga e seus pais.

4° Presentes da vida – Edição 2011 – Lido em 02/2016.

Quanto comprei este eu não sabia se tratar de uma continuação do livro O noivo da minha melhor amiga, que virou filme com Kate Hudson. Foi um livro que me irritou bastante e sinceramente, não gostei muito e não leria novamente, mesmo a metade final do livro ficando interessante. Conta a história de Darcy, uma mulher linda e fútil que após trair o noivo Dex, com quem está há sete anos, com um dos padrinhos de seu casamento, Marcus, sendo amigo dele e ver que não ama o noivo, descobre que o seu noivo também mantinha um caso com sua melhor amiga, Rachel. Ela decide partir para Londres para recomeçar uma vida e essa viagem transforma tudo com o tempo.

No site da Saraiva temos um vídeo com a autora e deixo o link aqui para quem quiser acessar: 

Conheça melhor Emily Giffin

E vocês, conhecem a autora? Gostam do trabalho dela?

Beijos e até Sexta-feira.

TAG: Livros e adaptações.

Bom dia, amores.

Estou aqui com uma TAG que gostei bastante e resolvi responder. Não sei se isso só acontece comigo, mas tenho fissura por comparar livros com os filmes e seriados baseados ou inspirados neles. Prefiro ler antes a obra para depois assistir nas telas, poucas vezes acontece o inverso, rara às vezes em que eu prefiro a adaptação ao livro, mas já aconteceu. Vamos lá:

Qual sua adaptação preferida?

Diário de uma paixão. Essa é uma exceção em que o filme me agradou mais do que o livro. Talvez porque os atores o fizeram de maneira excelente e por gostar do trabalho deles (Rachel e Ryan), o filme sempre que posso assisto. Já o livro, achei bem morno. O que também contribui para isso é que já li vários dos livros do Nicholas Sparks, sempre o meu predileto “A última música”, no qual o filme eu também gostei bastante.

Diário de uma paixão

Qual adaptação você mais detesta?

Não existe nenhuma especifica, pois é comum a preferência pelos livros mesmo. Portanto, sempre que assisto o filme já procuro não esperar muito ou criar muita expectativa.

Qual adaptação você está ansioso para ver?

A garota no trem. Porque li recentemente e o filme estréia agora no final do ano, portanto estou ansiosa.

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Qual a última adaptação que você assistiu? 

No quesito Seriado foi “Liberdade, Liberdade”, inspirado em um livro e filme foi “Como eu era antes de você” baseado no livro da Jojo Moyes, minha queridinha.

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Qual filme você achou bem adaptado?

Ao dizer bem adaptado, opto por escolher filmes que acredito que se mantiveram fiéis ao livro. Os personagens se assemelham bastante e a interpretação dos atores pareceu muito com as características narradas nos livros: O lado bom da vida e A culpa é das estrelas.

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Qual personagem você não achou bem adaptado? 

Precisamos falar sobre o Kevin. Quero esclarecer que, sim, gostei do filme, porém o livro por ser extraordinário e denso, não deixa possível que o filme corresponda à altura. Os sentimentos e reflexões que conseguimos extrair com o livro não acontece com o filme.

Qual adaptação irá estrear em breve e você está ansioso para ler o livro?

O Orfanato da Srta.Peregrine para Crianças Peculiares. Estou muito curiosa para assistir o filme.

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Qual livro você quer adaptação?

Para todos os garotos que já amei. Pelo simples fato que este é meu livro predileto de 2015 para cá. Jenny Han escreveu magistralmente e acredito que suas histórias nas telas atrairiam público.

Quais os três filmes que você assistiu e ainda não leu o livro?

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A Teoria de tudo, Marley e eu e Anna Karerina. Apesar de já ter comprado o livro A Teoria de tudo, só o lerei na viagem de férias, mês que vem. Marley e eu porque dizem que o livro é incrível e Anna Karerina também.

Quais os livros que você leu e quer muito assistir o filme?

Orgulho e preconceito, A menina que roubava livros, um dos melhores livros que li na vida, Serena, que apesar do livro ser mediano, o filme traz os dois atores que gosto demais, Jennifer e Bradley e A Lista de Schindler. Tentei encontrá-los para assistir esse ano, mas até agora não os localizei disponíveis.

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Por hoje é só. Não costumo indicar ninguém para responder minhas tag´s, mas fiquem à vontade para comentar e reproduzir onde quiserem. Beijos e até Quarta-feira.

Resenha de Livros: A menina submersa: memórias – Caitlín R. Kiernan.

Darkside books – 2014 – Literatura americana – 320 páginas – Nota 2♥♥.

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Olá, lindos! Tudo ótimo por aqui.

Confesso que este foi um livro que comprei pela capa. Julguei incrível e comprei. Na edição para colecionadores, diferente do original estava na promoção e só o formato, a capa dura preta em relevo e as folhas pinks já seriam suficientes para tê-lo na estante. Parece um diário, uma agenda, uma bíblia pouco ortodoxa e peguei muita gente olhando confusa enquanto eu o lia. Ele é bem trabalhado, no começo e no final, muito bem diagramado e enfeitado. Acabamento impecável. Foi traduzido fielmente, “The Drowning Girl: a memoir” e sua venda foi proibida em alguns países, o que me despertou interesse de pesquisa, porém não consegui encontrar o motivo (se alguém souber, por favor me informe hehe).  Letras pequenas, formato pequeno do volume, a leitura foi bem densa e devagar. Gostaria muito de dizer que adorei ou gostei do livro, mas a verdade é que levei sete dias para ler e o achei muito confuso e sem sentido. Não me prendeu em momento algum e chegou a me dar sono algumas vezes. Não consegui entender o recado ou mensagem do livro, tampouco a importância dele. Não leria de novo e não recomendo também.

Apesar de ter ouvido várias críticas positivas, não consegui achar beleza na confusão narrada. Perdi-me muitas vezes e em outras não entendi o que estava lendo. A verdade é que a combinação de uma jovem com problemas mentais hereditários que escreve sobre escrever um livro de fantasmas e sereias foi demais para mim, misturando passado e presente, realidade e ficção e não deixando claro o determinado momento de cada um me deixou sem entender boa parte do livro. Ainda que escrito em primeira pessoa, alguns momentos houve um narrador oculto. E houve também repetições porque a personagem Imp voltava a descrever fatos que já havia escrito antes e refazia algumas lembranças, pois ela própria não sabia o que era mentira e o que era verdade de tudo aquilo que se lembrava. Confuso, não? Senti-me meio burra lendo essa obra e talvez o problema seja eu. A única parte eloqüente da história é o relacionamento dela com Abalyn, uma transexual que ela acolhe em sua casa quando descobre que a desconhecida não tem onde morar e iniciam uma amizade e um romance. Essa é a parte coerente do livro, onde eu entendia os fatos. A leitura terminou e eu continuei com uma sensação vazia e de tempo perdido. Lindo, porém chato. Talvez eu deva começar a não julgar o livro pela capa, finalmente.

Sinopse oficial: Obsessões e assombrações à flor da pele. Uma “obra-prima do terror e da fantasia dark” da nova geração, A Menina Submersa: Memórias é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do “real” sobre o “verdadeiro” e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma “obra-prima do terror” da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. O trabalho cuidadoso de Caitlín R. Kiernan é nos guiar pela mente de sua personagem India Morgan Phelps, ou Imp, uma menina que tem nos livros os grandes companheiros na luta contra seu histórico genético esquizofrênico e paranóico. Filha e neta de mulheres que buscaram o suicídio como única alternativa, Imp começa a escrever um livro de memórias para tentar reconstruir seus pensamentos e lutar contra o que seria “a maldição da família Phelps”, além de buscar suas lembranças sobre a inusitada Eva Canning, sua relação com a namorada e consigo mesma. Não se assuste: é um livro dentro de um livro, e a incoerência uma isca para uma viagem mais profunda, onde a autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial – na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa –, e sabem que o medo real nos habita. Caitlín dialoga ainda com o universo insólito de artistas como P.G. Wodehouse, David Lynch e Tim Burton, e o enigmático personagem Sandman, de Neil Gaiman, com quem aliás, trabalhou, escrevendo The Dreaming, spin-off derivado da obra-prima de Gaiman. A Menina Submersa evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf. Com uma narração intrigante, não linear e uma prosa magnífica, Caitlín vai moldando a sua obsessiva personagem. Imp é uma narradora não confiável e que testa o leitor durante toda a viagem, interrompe a si mesma, insere contos que escreveu, pedaços de poesia, descrições de quadros e referências a artistas reais e imaginários durante a narrativa. Ao fazer isso, a autora consegue criar algo inteiramente novo dentro do mundo do horror, da fantasia e do thriller psicológico. A epígrafe do livro, retirada de uma música da banda Radiohead – “There There” –, diz muito sobre o que nos espera: “Sempre há um canto de sereia que te seduz para o naufrágio”. A Menina Submersa é como esse canto, que nos hipnotiza até que tenhamos virado a última página, e fica conosco para sempre ao lado de nossas melhores lembranças.

Concordam ou não comigo? Sintam-se à vontade para comentar.

Beijos e até Segunda-feira.