Resenha de Livros: Cidade dos Etéreos – Ransom Riggs.

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Intrínseca – 2016 – Literatura americana – 384 páginas – Nota 5.

Bom dia, leitores.

 Trago hoje a resenha do segundo livro da Trilogia da Srta. Peregrine, a primeira já está aqui no blog Resenha de Livros: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares– Ransom Riggs.. E diferente do primeiro que foi publicado pela editora Leya, este e o terceiro são publicações da Intrínseca, que comprou os direitos, inclusive lançando o primeiro volume posteriormente. Adianto que preferi este ao primeiro e o motivo principal é porque já estava familiarizada com a história e também porque este segundo volume é cheio de ação, surpresa e aventura, sendo totalmente voltado à fantasia, diferente do primeiro que trazia bastante do mundo real.

Livro pesado, grosso e de letras médias, a leitura não é tão rápida, porém por ser envolvente, me fez ler bastante diariamente. É um daqueles livros que temos vontade de agarrar e apertar e só não o fiz porque o livro não pertence a mim e foi um empréstimo muito ouw ❤ e que agora me forçará a comprar o terceiro volume. Já estou pesquisando preços, inclusive. Avisem-me em caso de promoção.

O livro traz além da história, uma entrevista com o escritor Ransom, que eu gostei bastante, nos permitindo conhecer um pouco melhor sobre como surgiu à história e as fotografias presentes no livro. E ao final, o primeiro capítulo do terceiro livro, que eu preferi não ler.

Neste segundo livro que inicia exatamente do ponto em que o primeiro terminou, temos a chance de conhecer melhor cada um dos personagens e apesar de Jacob ser o meu predileto, até porque leva grande vantagem ao ser o narrador – livro em primeira pessoa – da história, eu tive uma quedinha por Ema e Enoch, pois seu sarcasmo me conquistou. Millard, que se torna quase um professor para nós, pois explica as teorias das histórias, a mitologia e dá sentido as situações e Bronwyn com seu jeito doce também se destacam. Cada um com seu poder sobrenatural e individual é igualmente importante à história e como eu sempre repito, uma história contada do ponto de vista de crianças ou jovens simplesmente me fascinam. Observei que este segundo volume contem menos fotos, mas todas bem encaixadas e apropriadas, sendo “a cereja do bolo” do livro. A escrita detalhista na medida certa, nem pouca e nem demais tornam a história fantástica e faz com que o leitor “compre” a ideia. Eles começam a aventura no mar, passando pela terra, por animais falantes, que é uma das minhas partes preferidas, o cão falante Addison é cativante, indo para estradas desertas, ciganos, por um grupo circense incrível, caminhando, cavalgando, em trens, nadando, enfim, eles tentam chegar à cidade de Londres com um objetivo fixo e a aventura parece nunca ter fim. Há reviravoltas na história, especialmente uma, que eu aplaudi de pé e quando se chega ao final do livro, você só consegue pensar que precisa ler o terceiro. Coisas incríveis acontecem e esse poder que as crianças peculiares têm é como mágica e como se tudo no mundo fosse possível, então no fundo a gente sabe que vai dar tudo certo ou pelo menos assim espera. Para finalizar, vale ressaltar que a história tem relação em determinadas fendas temporais com a Segunda Guerra Mundial, que é um dos momentos históricos que mais gosto de pesquisar. Recomendo e recomendo muito. É raro para mim a continuação ou os volumes seguintes superarem o primeiro volume como nesse caso aconteceu. Leiam 😉

Divulgação do livro: https://www.youtube.com/watch?v=3lOBYXyWPPE.

Sinopse oficial: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a Srta. Peregrine. Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a Srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada Srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares. Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

Beijos e até Sexta-feira.

Resenha de Livros: O fim de todos nós – Megan Crewe.

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Intrínseca – 2013 – Ficção americana – 272 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Nunca tinha ouvido falar deste livro ou da autora, porém há um tempo atrás a editora Intrínseca estava promovendo seus livros com até 80% de desconto e este exemplar era um que estava com o preço lá embaixo (10,00 com o frete incluso) e resolvi comprar. Demorou para que eu começasse a ler, mas por se tratar de um livro fino, imaginei que valeria a pena começar, pois seria uma leitura rápida. Gostei bastante da capa, amarelo mostarda com a sombra de duas pessoas caminhando para “o futuro” de mãos dadas, um sinal otimista, apesar do título sombrio.

A letra média, a divisão de capítulo e a margem razoável, fez com que a leitura fosse contínua, leve e rápida. Narrado em primeira pessoa, através da protagonista jovem, me identifiquei “de cara” com ela. A escrita consegue envolver o leitor e o ritmo acelerado na medida certa dos acontecimentos, facilitou. Observei alguns erros de digitação como palavras dobradas, mas nada que tenha comprometido o texto. Propositalmente, durante a história existem algumas pausas no meio da linha, deixando em branco aquela parte e continuando duas linhas abaixo, o que só percebi ser intencional na terceira vez, eu acredito que o objetivo fosse dar mais impacto ao relato, porém não me agradou, pois tenho T.O.C. hahaha.

O livro é escrito como uma espécie de diário da Kae como se fossem cartas endereçadas a Leo, um amigo dela que mudou de cidade. Ela conta o dia a dia, sua rotina, seus pensamentos e sentimentos. Tudo o que está acontecendo com ela, às pessoas que conhece, a ilha onde mora devido à nova doença que surgiu. Tive grande surpresa no decorrer do livro, pois a história teve rumos inesperados. Os personagens secundários como Drew (irmão), Tessa (namorada de Leo), Gav (novo amigo), Meredith (prima mais nova), seu pai e sua mãe são personagens cativantes, mas mal aprofundados e explorados no livro. Preciso dar esta dica à vocês, para que não se apeguem aos personagens, o livro tem um quê de G.O.T. Eu, inocente, quando finalizei a leitura tive que ir pesquisar, pois o final foi bem WHAT? e descobri que ele faz parte de uma trilogia, “The Fallen World” e o segundo volume de nome original “The lives we lost” ainda não foi publicado no Brasil, o que significa que eu continuo aguardando por respostas. É um ótimo livro, porém odeio quando isso acontece.

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Sinopse oficial: Tudo tem início com uma coceira insistente. Então vêm a febre e comichão na garganta. Dias depois, você está contando seus segredos mais constrangedores por aí e conversando intimamente com qualquer desconhecido. Mais um pouco e começam as alucinações paranoicas. Então você morre. A ilha onde mora Kaelyn, uma garota de 16 anos, foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças — ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Os infectados agem sem pudor, falam o que vem à mente e não hesitam em contaminar outras pessoas. A quarentena imposta pelo governo dificulta as pesquisas que trariam a cura, suprimentos e remédios não chegam em quantidade suficiente e quem ainda não foi infectado precisa lutar por água, energia e alimento. Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação. Afinal, o que será dela e de todos se não houver?

Beijos e até logo.

Novembro/2016: Filmes assistidos – Parte 3.

Bom dia, pessoal.

Final de semana chegando, mês acabando e hoje quero compartilhar os últimos filmes vistos nesse mês de Novembro. Preparem os corações:

Orações para Bobby (Prayers for Bobby) – Drama/ Biografia – 2009.

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Não tão recente, mas ao assistir considerei que fosse mais antigo do que de fato é, mas após ler em algum blog sobre a abordagem do filme, fiquei muito curiosa para assistir. Baseado em uma história real e também no livro homônimo de Leroy F. Aarons, eu quis assisti-lo sem ver nenhuma resenha e aconselho que façam o mesmo. Foi indicado a alguns prêmios importantes de cinema e teve atuações impecáveis. Trata sobre homofobia, direitos humanos, religião e fanatismo. Peguem seus rolos de papéis, porque irão precisar. É aquele tipo de filme que conhece tocar nossa alma e dar aquele nó na garganta. Cheguei a ter que pausar o filme para me recuperar. Forte, trágico e aquele sentimento de “não é justo” que nos maltrata quando presenciamos. A Mary foi a personagem mais peculiar, passando do ódio ao amor extremos. Bobby, sem palavras com toda sua graciosidade e beleza que transborda do peito. O filme é essencial pois aborda assuntos necessários de serem discutidos como o fanatismo religioso e o mal que causa aqueles que não se encaixam no que determinam ser o “certo” de dentro para fora das igrejas. Viva o amor. Todas as formas de preconceito precisam acabar! Com uma hora e meia de filme, o enredo ofusca qualquer técnica, fotografia e efeito especial que poderíamos imaginar e que no filme é simplório.

Sinopse: Mary (Sigourney Weaver) é uma cristã devota que segue à risca as doutrinas da Igreja Presbiteriana. Quando seu filho Bobby (Ryan Kelley) revela ser homossexual, ela passa a submetê-lo a terapias e ritos religiosos com o intuito de “curá-lo”. No entanto, Bobby não suporta a pressão e se atira de uma ponte, encerrando sua vida, cometendo suicídio aos dezoito anos de idade. Depois desse fato, Mary descobre um diário de Bobby e passa a entender de fato o que se passava na mente dele. Também buscando respostas na religião, Mary passa a interpretar de outra forma os textos bíblicos, passando a acreditar que a homossexualidade não é condenável, tornando-se uma ativista dos direitos dos homossexuais. Direção de Russell Mulcahy.

As faces de Helen (Helen) – Drama – 2009.

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Produzido no mesmo ano que o filme acima, de mesmo gênero, porém abordando outros aspectos bem diferentes como a mente humana e as doenças mentais, assim como seus sintomas, tratamentos, causas, efeitos e como isso domina e afeta totalmente a pessoa e tudo a sua volta, inclusive a família. Ashley está excelente no papel. Devo dizer que tive sentimentos contraditórios durante o filme sobre a personagem principal e isso mostra o quanto é pesado, denso e profundo é o transtorno bipolar e depressão suicida. Com duas horas de filme, pode soar um pouco cansativo, até porque segue uma linha devagar. Tratamentos que não ajudam porque não estão sendo analisados de uma forma correta, tratamentos rigorosos e ortodoxos que assustam, a nuance entre a depressão até a tentativa de suicídio também são claramente mostradas. Mas o que mais me despertou a atenção foi a dificuldade que a sociedade tem em lidar com a doença, eu, você, todos nós somos leigos e o mais provável é que quem tem um distúrbio mente para si mesmo e para os outros por medo e por aceitação. O filme mostra as reações da família, boas e ruins e serve para refletimos sobre a psicologia. 

Sinopse: Helen Leonard (Ashley Judd) é uma mulher bem-sucedida que tem um casamento feliz com David (Goran Visnjic) e um relacionamento harmonioso com sua filha (Alexia Fast). Porém, existe algo que ela tem um segredo: sua bipolaridade, que surge como um surto devastador, transformando sua maneira de enxergar a vida. Agora, sua família tem a missão de fazê-la perceber que a vida continua bela. Encontra uma aliada, que sofre da mesma doença, Mathilda (Lauren Lee Smith) e se torna a personagem que a resgata das sombras.

Bons filmes, boas reflexões e bom fim de semana, galera 😉

Resenha de Livros: A guardiã de histórias – Victoria Schwab.

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Bertrand Brasil – 2016 – Ficção americana – 320 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Trago a resenha deste livro hoje, que eu li graças a mais um empréstimo da minha mana Jé ❤ e que eu esperava muito pouco dele devido ao fato de nunca ter ouvido falar ou lido sobre a autora, tampouco sobre o livro. A capa é bonita e aveludada, os espaçamentos são pequenos, com letras médias, escrito em primeira pessoa pela versão da protagonista, uma jovem de dezesseis anos, misturando o presente com poucos trechos do passado. Escrita coloquial e rápida, mas nem tanto.

Começo avisando que eu demorei um pouco para começar a entender o livro/ a história. Assim como os termos utilizados, como Estreitos, Exterior, História, Guardião, Bibliotecário, Arquivo, Equipe, chave, porta, mortos, fechadura, anel e como todos esses elementos funcionavam e interagiam entre si. Cheguei a pensar em desistir da leitura, mas ainda bem que não o fiz. As aventuras, fantasias e acontecimentos começaram a me despertar a curiosidade de continuar. Ele não perde o fôlego e existem muitas surpresas e mistérios pelo caminho. Possuí vários elementos que transformam o livro em bom, como, um drama familiar, uma perda irreparável, um pouco de romance, suspense e um final que não sabia o que esperar, mentiras, aventura e sentimentos como lealdade e bondade além de uma forma de fantasia inovadora. Os personagens secundários são ótimos, com um toque de humor. Escrevo logo que não gostei de Owen e mantive meu pé atrás com ele chegando a ficar irritada nos momentos em que ele estava com Mac e amei o Wesley o tempo inteiro, sendo meu personagem queridinho. A história torna-se envolvente e intrigante até o final do livro.

Mac precisa honrar seu trabalho, que foi passado pelo avô já falecido, descobrir sobre fatos estranhos em seu novo lar, que se trata de um hotel mal assombrado, investigar quem está contra os Guardiões e cometendo traição, além de não se deixar envolver por nenhum rapaz, até porque qualquer ínfimo toque para ela é insuportável e ela morreria de dor física. Ainda tem o fato de que o relacionamento dela com qualquer pessoa precisa ser superficial e sem profundidade, pois não podendo contar para ninguém que é uma guardiã, ela vive omitindo e mentindo para todos, inclusive os seus pais que ainda se recuperam da perda de Ben – irmão dela. Só após o final da leitura descobri que o livro compõe uma série, ele é o primeiro “The Archived #1” do total de três. O final foi previsível e eu gostei, porém ainda não sei se terei interesse em ler o próximo. Mac pareceu por vezes um pouco ingênua e atrapalhada. Ainda sim, eu recomendo.

Sinopse oficial: Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e o vasto domínio em que eles descansam é o Arquivo. Mackenzie Bishop é uma implacável Guardiã, cuja tarefa é impedir Histórias – geralmente violentas – de acordar e fugir do Arquivo. Naqueles domínios, os mortos jamais devem ser perturbados, mas alguém parece estar, deliberadamente, alterando Histórias e apagando seus trechos essenciais. A menos que Mac consiga juntar as peças restantes, o próprio Arquivo sofrerá as consequências.

Beijos e até logo.

Resenha de Livros: Sr. Daniels – Brittainy Cherry.

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Record – 2016 – Ficção americana – 321 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Começo esta semana com a resenha deste livro, muito divulgado e bem comentado, escrita anterior ao livro que me fez adorar a autora, já resenhado aqui no blog Resenha de Livro: O ar que ele respira – Brittainy Cherry. e contando com a sorte da minha irmã ter comprado este agora e me emprestado. Admito que eu preferi a primeira leitura (que teve nota cinco e eu amei) do que esta, mas ela é boa. Acho que o que me atrapalhou foi como sempre a alta expectativa.

Em primeira pessoa, intercalando entre os dois protagonistas, Ash e Daniel, da história, com letras grandes e espaçamentos médios, a leitura é rápida. Escrita formal e dinâmica, com bastante diálogo, de fácil compreensão. Um romance, com bastante drama e tragédias pessoais envolvendo o casal, mesmo soando mórbido, me agrada bastante essa carga emocional pesada e triste. Dois jovens lidando com o luto se esbarram na vida e esse sentimento de perda e vazio os aproxima. Eles vêem a esperança e o ombro amigo um no outro e se ajudam. O clichê fica por conta de serem personagens padrões desses romances, sendo belos, lindos e sarados, o que eu não sou nem um pouco fã. Os trechos de Shakespeare colocados no livro, a interação de Gabby através das cartas deixadas, a música que embala os momentos, sendo Daniel vocalista de uma banda e os novos irmãos de Ash, Haylen e Ryan que arrasam como personagens secundários ❤ auxiliam a história demais. Sinto compaixão por Henry e por Jace, apesar de talvez nem merecerem. Me incomoda o final, o fato de não ter explicado o que acontece com uma personagem feminina importante. E Ashlyn chegou a me irritar algumas poucas vezes por só enxergar o próprio umbigo. Calma que eu explico, quando o mundo das pessoas à sua volta estava para ser destruído, ela só pensava em ficar com Daniel a qualquer custo. Mas houve surpresa e rendição na etapa final do livro, então está perdoada haha. Recomendo para os fãs de New Adult.

Sinopse oficial: Um amor proibido no melhor estilo de Romeu e Julieta, depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre.

Beijos e até logo.

Resenha de Livros: A menina feita de espinhos – Fabiane Ribeiro.

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Universo dos livros – 2015- Literatura brasileira – 352 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Este livro eu comprei por indicações e bons comentários em canais literários, por ser nacional e estar com desconto na livraria. Ele estava me esperando para ser lido há uns meses e somente agora o li. Formato pequeno de altura e largura, com letras médias, a leitura é muito rápida. Não possui “orelhas”, o que para mim sempre pouco importa. A capa me despertou o interesse, por mostrar uma jovem bonita e melancólica SEM espinhos, o que me fez imaginar que ela seria curada ou tratada de sua anomalia no decorrer da história. O começo é empolgante e muito cativante. Você cria um vínculo com a protagonista. Porém não elucidou todas as minhas dúvidas, como por exemplo, o fato de ninguém poder tocá-la nunca e essa questão quando ela era um bebê, porque, afinal, precisava ser alimentada, ninada, trocada e lavada e estou com essa dúvida até agora, pois não foi explicado.

Escrito em primeira pessoa, as palavras são de fácil entendimento. Até a metade do livro eu gostei demais e minha nota seria cinco, porém a história perdeu o fôlego, o foco e o frescor. Deixou de ter muitas novidades e se tornou repetitivo, pois a menina repetia dez vezes as mesmas coisas. Torna-se um pouco cansativo. Não deixa de ser interessante, mas perde o lado de ficção e fantasia e se torna um livro de autoajuda, onde a protagonista deixa de viver sua história para nos passar lições/aprendizados/ensinamentos/conselhos. A história é boa, bela e trágica. Mostra todas as nuances da vida de Kat de forma sutil. Passeia pelos acontecimentos durante toda a vida da jovem querendo nos mostrar muitas coisas e isso é bom. A base do livro é o amor e os personagens secundários são relevantes. Mesmo com o fato de que eu esperasse outra coisa e tenha declinado suavemente, não posso deixar de recomendar porque o lema do livro é “Este livro é para aqueles que sabem conviver com espinhos, aceitam o diferente e amam sem medos ou preconceitos”. Lema para a  vida inteira e ainda passado de forma poética. O final do livro foi um pouco surpreendente.

Sinopse oficial: Eu nasci assim. Com espinhos venenosos sobre toda a minha pele. Repelindo, assustando e repugnando as pessoas. Eu aprendi, após receber tantos olhares de repugnância, que há beleza em tudo. Há beleza na tristeza e na dor, até mesmo na raiva. E há beleza na vida, em suas despedidas e desencontros. Este livro é para aqueles que sabem conviver com espinhos, aceitam o diferente e amam sem medos e preconceitos. Para quem sabe que vai sentir dor em vários momentos da vida, mas não desiste. Quem gosta de giz de cera, bichos de pelúcia e rosas vermelhas. Para os que sabem chorar. De verdade. Não apenas derramar lágrimas. E vêem beleza em tudo. Absolutamente tudo. Mas se você não é assim, este livro ainda é para você, porque celebra as diferenças.

Beijos e até logo.

Novembro/2016: Filmes assistidos – Parte 2.

Bom dia, pessoal.

Cá estou eu novamente para apresentar-lhes a continuação dos filmes que assisti este mês. Muito bons, um pouco antigos, mas que eu desejava bastante ver.

A menina que roubava livros – 2013 – The book thief – Drama.

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O filme foi baseado no maravilhoso e conhecidíssimo livro de Markus Zusak, um dos melhores que já li na vida, de mesmo título, ficcional, sendo a adaptação bem fiel. Embora eu imaginasse, por conta própria, a Liesel mais infantil do que retratada no filme, tanto de aparência quanto psicologicamente, adorei a forma contada e me emocionei com a história, mesmo já a conhecendo muito bem. Consegue transmitir a inocência das crianças, mesmo que quem narre à história seja a Morte. Embora seja um filme duro, com todas as atrocidades cometidas pelos nazistas, que é um tema que adoro pesquisar, tem uma descontração e leveza a partir dos roubos dos livros, das brincadeiras das crianças e da amizade entre Liesel e Ben. Rudy talvez seja meu personagem favorito, além de cativante, tem uma doçura e lealdade comoventes. Claro que eu prefiro o livro, mas recomendo o filme porque é muito bom.

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

Juventudes Roubadas – 2015 – Testament of youth – Drama/ Histórico.

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O filme baseado em fatos, portanto sendo não ficção, também sendo uma adaptação para o cinema de um livro, faz Alicia brilhar com sua personagem (mais uma vez a atriz se destaca), nos emocionando e envolvendo até o final. Vera é uma jovem à frente de seu tempo, moderna e determinada, que adora ler, escreve muitíssimo bem e sonha estudar na universidade junto com o irmão Edward. Victor, amigo de ambos é apaixonado por ela, porém guarda para si os sentimentos. Já Roland que também ama, é correspondido e eles vivem esse amor da maneira que lhes é possível, quase sempre à distância, pois ele parte para a linha de combate, assim como o irmão e Victor, o que a faz desistir de estudar, após conseguir a vaga tão esperada e partir para ser enfermeira da guerra para ajudar o salvamento de vidas. A história, não se enganem, é bem triste e forte. O livro é uma autobiografia de Vera Brittain. Mostra-nos a dor, o sofrimento, o luto, a desesperança e o ressurgimento da alma. Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas recomendo o filme a todos porque é belo e vale a pena.

Sinopse: Vera Brittain (Alicia Vikander) relembra sua dura juventude durante a Primeira Guerra Mundial, quando, aos 17 anos, vivenciou a perda e o luto de seus amigos em seu ofício voluntário de enfermeira.

Boa Quarta-feira a todos, até a próxima. Beijos.

Novembro/2016: Filmes assistidos – Parte 1.

Bom dia, pessoal.

Estou aqui para contar a primeira “leva” de filmes que assisti nesse mês de Novembro e que valem a pena ser informado a vocês. São filmes bem conhecidos que eu tinha vontade de assistir já faz tempo, porém não tinha encontrado oportunidade.

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Em nome da Lei – 2015 – Ação/ Drama/ Suspense.

Filme nacional, gênero policial que gosto bastante, sobretudo os nacionais (que eu aprecio e incentivo todos a verem sempre) com elenco de Mateus Solano, Chico Diaz e Paolla Oliveira. Mantendo o suspense até o fim, com boas atuações, ainda que o enredo e as ações no filme sejam simplórios, os personagens coadjuvantes também despertam interesse, como o capanga Hermano (Emílio Dantas) e Juliana Lohmann (filha de Gomez) e ainda conta com situações que nos levam a analisar nosso sistema mais uma vez, por isso recomendo.

Sinopse: Vitor (Mateus Solano) é um jovem juiz federal recém-chegado na cidade de Fronteira (Brasil com Paraguai), disposto a desmontar um esquema de contrabando e tráfico de drogas na região onde a corrupção impera e todos parecem envolvidos. Para prender Gomez (Chico Diaz) – “o dono do lugar”, ele vai contar com a ajuda da procuradora Alice (Paolla Oliveira), por quem se apaixona, e da equipe do policial federal Elton (Eduardo Galvão).

Terremoto: A falha de San Andreas – 2015 – Ação.

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Traz Ray (Dwayne Johnson) – mais conhecido como The Rock – é um piloto de resgates que pretende levar a filha Blake (Alexandra Daddario) para a faculdade em outra cidade, mas é impedido por um terremoto, no qual tem que ajudar. O namorado rico, Daniel (IoanGruffudd – de Quarteto Fantástico), de sua ex-mulher, Emma (Carla Gugino) resolve então levar a enteada. A história familiar de Ray apresenta um drama de cara, pois é óbvio que ele ainda gosta da ex e rola um drama pela morte da outra filha deles. Logo que começa, o filme já mostra ser como todo filme de ação,bem irreal e fantasioso, com final previsível, mas se você não busca muita realidade, os efeitos especiais e a adrenalina agradam bastante.

Sinopse: Depois que a famosa Falha de San Andreas finalmente cede, provocando um terremoto de magnitude 9 na Califórnia, um piloto de helicóptero de busca e resgate e sua ex-esposa fazem juntos o caminho de Los Angeles para São Francisco tentando salvar sua única filha. Mas a jornada traiçoeira rumo ao norte é apenas o começo e quando eles acham que o pior pode ter acabado, está apenas começando.

A verdade nua e crua (The UglyTruth) – 2009 – Comédia romântica.

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É um filme dirigido por Robert Luketic e protagonizado por Katherine Heigl e Gerard Butler.

Divertidíssimo, uma comédia romântica com clichês costumeiros e sinto informar, machista, mas bem prazeroso de assistir (contanto que você não analise o filme). Adoro os atores, próprios desse gênero e a história apesar de sexista me agradou.

Sinopse: Abby Richter é produtora de um programa matutino, que tem problemas emocionais e cuja busca pelo Sr. Perfeito a deixou irremediavelmente solteira. Ela está prestes a ser “acordada” de forma brusca quando seus chefes a colocam frente a frente com Mike Chadway, uma intransigente personalidade da TV que promete despejar a verdade nua e crua sobre o que faz os homens e as mulheres balançarem.

Assisti a outros dois filmes que trarei no próximo post.

Beijos, boa semana e bom feriado 🙂

Resenha de Livros: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares– Ransom Riggs.

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Leya– 2015- Literatura americana–336 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Boa tarde, lindos.

Tudo bem? Tudo ótimo por aqui, pois vocês não tem ideia do quanto eu estava doida para ler este livro. Consegui por empréstimo da minha linda amiga, Thaís ❤ e comecei a leitura no mesmo dia. Quero em breve poder assistir o filme também para fazer a comparação clássica entre ambos, embora tenha lido que houve muitas alterações na adaptação, sendo quase outra história, o que não posso opinar ainda se é verdade, mas não gosto muito quando foge da história original, parece-me confuso. De qualquer forma, o livro é sempre o meu preferido.

O livro é de uma delicadeza, formato pequeno, letras e margens pequenas, dá uma vontadezinha de cuidar do exemplar. Trilogia é algo estimulante, pois acaba, mas não acaba de verdade. E já estou com o segundo volume por empréstimo também para começar a leitura. Adoro livros que uma criança/ jovem narra a história, ainda mais quando é em primeira pessoa, pois acredito que o olhar é completamente singular. Torna-se mais belo, suave, inocente e divertido. Algo monstruoso é mostrado como algo interessante e simples. Já fiz até resenha sobre isso: Melhores personagens infantis/ juvenis de livros para adultos.. Eu gostei da história, porque mesmo irreal como toda fantasia, a história é coerente e faz sentido. E o Jacob é muito ❤ , não somente ele, eu achei todas as crianças cativantes (peculiares, rá). Fica a dúvida de como sobreviver neste meio místico. O envelhecimento é o ponto chave da história. E a sacada de quem estava por trás de tudo foi incrível, pois não suspeitei em nenhum momento ao mesmo tempo, sendo tão óbvio.

Embora minha expectativa estivesse nas alturas e acho que esperava um pouco mais, eu adorei ler e estou curiosa para continuar lendo. Recomendo!

Sinopse oficial: O livro que deu origem ao filme de Tim Burton, já disponível nos cinemas do país e que já teve mais de 2,5 milhões de visualizações do trailer, é eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, é um romance que mistura ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas. Milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Traduzido para mais de 40 idiomas. “Mesmo sem as fotos, esta seria uma história emocionante, mas as imagens dão um irresistível toque de mistério. A narração em primeira pessoa é autêntica, engraçada e comovente” RICK RIORDAN, autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos. 

Beijos e até a próxima.

Resenha de Livros: Trabalhe quatro horas por semana – Timothy Ferriss.

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Planeta do Brasil – 2008 – Auto- ajuda – 317 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Pode parecer estranho esta resenha, pois não costumo ler e menos ainda indicar livros desse gênero, porém vou contar como aconteceu. Em minha segunda viagem de férias (com direito a chaveiro do local onde estava – Balneário Camboriú – na foto), quando eu tinha tirado uma folga dos livros pela primeira vez no ano, meu primo, sabendo o quanto sou apaixonada por livros, me ofereceu este exemplar e explicou que apesar da capa e título clichê, o livro mudou a vida dele. Opa, só essa frase de impacto já me faria querer lê-lo. Não gosto de livros de auto – ajuda, não por preconceito e sim porque não acredito neles. Dez passos, dez lições para isso ou para aquilo me parecem balela e conversa furada. A vida não funciona assim com toda essa facilidade. Mas o autor é ótimo no ramo e me despertou o interesse porque creio que todos nós temos o problema de trabalhar demais e “viver” de menos. E o pior, trabalhar com o único interesse em ganhar dinheiro ao invés de fazer algo prazeroso. Por isso a separação trabalho X lazer na vida da gente. A grande dúvida que paira em minha cabeça há um bom tempo é qual rumo seguir na vida. Estabilidade, comodidade X Felicidade, aventura. Sendo bem sincera, eu sonho com o dia em que conseguirei 1) ganhar dinheiro lendo livros e fazendo resenhas; 2) viajar sempre; Mas antes, tenho alguns projetos e planos a cumprir. Agora vamos ao livro: Didático, de fácil compreensão e leitura ágil, o autor explica como ele próprio mudou sua vida vivendo o hoje ao invés de trabalhar exaustivamente uma vida inteira para viver bem só após a aposentadoria, o que é tido como normal desde sempre. O livro abriu minha mente e me fez repensar muito na forma que encaro meu dia-a-dia, meus problemas e minhas vontades. O autor ensina e dá dicas de como é possível mudar e se aventurar a realizar o impossível, quando na verdade, é bem possível. Ainda estou trabalhando as ideias colocadas no livro, mas a vontade de mudar chegou na hora certa, nas minhas férias do trabalho, quando eu passei um mês vivendo exatamente da forma que queria e muitíssimo bem. Quanto é necessário para ser feliz, para fazer o que se tem vontade, para aproveitar o presente momento? O livro traz também algumas tabelas onde o leitor deve começar sua jornada de mudança de vida. Apesar de não me parecer tão simples mudar de vida como o autor sugere, o aviso na capa faz todo o sentido “Atenção! Não leia este livro a não ser que queira largar seu emprego”, porque assim que você o ler terá vontade de jogar tudo para o alto e sair viajando. Pra mim, que fiz duas viagens no último mês e nessas férias eu vivi da forma que gostaria de viver sempre, é um estímulo, quase um tranco para me sentir perplexa em como passamos a vida dentro de um escritório esperando viver realmente um dia, no futuro, quem sabe. Recomendo.

Sinopse oficial: Esqueça o velho conceito de trabalho. Não espere chegar à aposentadoria para começar a aproveitar a vida. Se o seu sonho é escapar da rotina, experimentar grandes viagens pelo mundo, ter uma renda mensal de cinco dígitos ou apenas viver mais e trabalhar menos, Trabalhe 4 horas por semana é o livro de que você precisa. Este guia para um novo estilo de vida ensina: Como Timothy Ferriss passou de 40 mil dólares por ano e 80 horas de trabalho por semana para 40 mil dólares POR MÊS e 4 horas por semana, Como treinar seu chefe para que ele valorize desempenho em vez de presença, Como trocar uma longa carreira por pequenos períodos de trabalho e miniaposentadorias frequentes, Mais de 50 dicas práticas e estudos de caso de leitores (inclusive família) que dobraram sua renda, superaram obstáculos em comum e reinventaram si
mesmos usando as dicas do livro original como ponto de partida, Modelos do mundo real que você pode copiar para eliminar seus e-mails, negociar com chefes e clientes, ou conseguir um chef particular por menos de 8 dólares por refeição, Como alguns princípios do estilo de vida podem ser substituídos e adequados para imprevisíveis tempos de crise, Os mais novos truques e ferramentas, bem como atalhos de alta tecnologia, para viver com um diplomata ou milionário sem ser nenhum dos dois.

Beijos e até a próxima.