Novembro/2016: Filmes assistidos – Parte 3.

Bom dia, pessoal.

Final de semana chegando, mês acabando e hoje quero compartilhar os últimos filmes vistos nesse mês de Novembro. Preparem os corações:

Orações para Bobby (Prayers for Bobby) – Drama/ Biografia – 2009.

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Não tão recente, mas ao assistir considerei que fosse mais antigo do que de fato é, mas após ler em algum blog sobre a abordagem do filme, fiquei muito curiosa para assistir. Baseado em uma história real e também no livro homônimo de Leroy F. Aarons, eu quis assisti-lo sem ver nenhuma resenha e aconselho que façam o mesmo. Foi indicado a alguns prêmios importantes de cinema e teve atuações impecáveis. Trata sobre homofobia, direitos humanos, religião e fanatismo. Peguem seus rolos de papéis, porque irão precisar. É aquele tipo de filme que conhece tocar nossa alma e dar aquele nó na garganta. Cheguei a ter que pausar o filme para me recuperar. Forte, trágico e aquele sentimento de “não é justo” que nos maltrata quando presenciamos. A Mary foi a personagem mais peculiar, passando do ódio ao amor extremos. Bobby, sem palavras com toda sua graciosidade e beleza que transborda do peito. O filme é essencial pois aborda assuntos necessários de serem discutidos como o fanatismo religioso e o mal que causa aqueles que não se encaixam no que determinam ser o “certo” de dentro para fora das igrejas. Viva o amor. Todas as formas de preconceito precisam acabar! Com uma hora e meia de filme, o enredo ofusca qualquer técnica, fotografia e efeito especial que poderíamos imaginar e que no filme é simplório.

Sinopse: Mary (Sigourney Weaver) é uma cristã devota que segue à risca as doutrinas da Igreja Presbiteriana. Quando seu filho Bobby (Ryan Kelley) revela ser homossexual, ela passa a submetê-lo a terapias e ritos religiosos com o intuito de “curá-lo”. No entanto, Bobby não suporta a pressão e se atira de uma ponte, encerrando sua vida, cometendo suicídio aos dezoito anos de idade. Depois desse fato, Mary descobre um diário de Bobby e passa a entender de fato o que se passava na mente dele. Também buscando respostas na religião, Mary passa a interpretar de outra forma os textos bíblicos, passando a acreditar que a homossexualidade não é condenável, tornando-se uma ativista dos direitos dos homossexuais. Direção de Russell Mulcahy.

As faces de Helen (Helen) – Drama – 2009.

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Produzido no mesmo ano que o filme acima, de mesmo gênero, porém abordando outros aspectos bem diferentes como a mente humana e as doenças mentais, assim como seus sintomas, tratamentos, causas, efeitos e como isso domina e afeta totalmente a pessoa e tudo a sua volta, inclusive a família. Ashley está excelente no papel. Devo dizer que tive sentimentos contraditórios durante o filme sobre a personagem principal e isso mostra o quanto é pesado, denso e profundo é o transtorno bipolar e depressão suicida. Com duas horas de filme, pode soar um pouco cansativo, até porque segue uma linha devagar. Tratamentos que não ajudam porque não estão sendo analisados de uma forma correta, tratamentos rigorosos e ortodoxos que assustam, a nuance entre a depressão até a tentativa de suicídio também são claramente mostradas. Mas o que mais me despertou a atenção foi a dificuldade que a sociedade tem em lidar com a doença, eu, você, todos nós somos leigos e o mais provável é que quem tem um distúrbio mente para si mesmo e para os outros por medo e por aceitação. O filme mostra as reações da família, boas e ruins e serve para refletimos sobre a psicologia. 

Sinopse: Helen Leonard (Ashley Judd) é uma mulher bem-sucedida que tem um casamento feliz com David (Goran Visnjic) e um relacionamento harmonioso com sua filha (Alexia Fast). Porém, existe algo que ela tem um segredo: sua bipolaridade, que surge como um surto devastador, transformando sua maneira de enxergar a vida. Agora, sua família tem a missão de fazê-la perceber que a vida continua bela. Encontra uma aliada, que sofre da mesma doença, Mathilda (Lauren Lee Smith) e se torna a personagem que a resgata das sombras.

Bons filmes, boas reflexões e bom fim de semana, galera 😉

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2 comentários sobre “Novembro/2016: Filmes assistidos – Parte 3.

  1. Lorena Polli

    Acabei assistindo um resumo desse filme do Bobby no Facebook. Alguém tinha compartilhado. Pegou (possivelmente) as cenas mais fortes do filme e jogou no vídeo. Sem assistir ele todo, cheguei a conclusão de que todos deveriam assisti-lo. Neste momento, ao meu lado, tem um jovem que não se aceita. Um jovem que com 19 anos toma remédio controlado, vive doente e é um mentiroso compulsivo. Não o culpo. Quantos jovens como ele hoje não vivem uma mentira e se auto flagelam por falta de aceitação, amor e afeto de quem eles mais precisariam?

    Curtido por 1 pessoa

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