Resenha de Livros: Laranja mecânica – Anthony Burgess

20161225_120533

Aleph – 2004 – Ficção inglesa – 200 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Motivo da compra: Um dos clássicos da literatura, aclamado pela crítica, eu não precisaria nem explicar porque tive que comprá-lo. Este é um daqueles livros que esperemos que mude nossas vidas depois da leitura. Aproveitei que a 2° edição foi lançada com três reimpressões dessa vez para comprar e consegui no último lote, a 1° tendo sido lançada em 2004 pela Aleph, porém o livro foi publicado no Brasil pela primeira vez em 1970 pela editora.

Capa: Amei a capa em formato de cérebro na cor laranja e a fonte da letra do título bem diferente. Existe uma outra capa, a anterior com o desenho de uma garrafa na cor branca, mas irei puxar o saco do meu exemplar e dizer que esta é mais bonita, o que de fato acho que seja mesmo.

Formato do livro: Livro de formato pequeno no quesito altura e largura e volume pequeno de páginas tornariam a leitura rápida, apesar das margens pequenas e letras médias.

Escrita: Porém por não conter praticamente nenhum diálogo, apenas uma narrativa do personagem principal em primeira pessoa em forma de pensamento, a leitura demorou três dias.

História: Alex, um rapaz de quinze anos, narra sua história de perversidade e violência, sendo de uma gangue, onde ele se considera o líder, com mais três rapazes que se divertem cometem atrocidades com os moradores da cidade onde vivem, gratuitamente. Falam um idioma inventado, chamado nadsat que mistura inglês, gírias e russo. O grau de crueldade é tamanho que fica difícil entender os personagens. Difícil mesmo é quando um protagonista não desperta nenhum grau de empatia no leitor. Lendo as maldades você mergulha na história. O livro é dividido em três partes, sendo esta a primeira, mostrando sua rotina em faltar à escola, em tratar mal os pais e fazer arruaça à noite. A segunda é quando Alex, após mais um ato de violência praticada juntamente com seus amigos arrombando a casa e espancando um vizinho é traído por Tosko, que se sente ridicularizado por Alex por este querer ser o líder e humilhar os demais, sendo preso em flagrante e condenado a vários anos de detenção. Conta sua rotina na prisão até que surge um tratamento experimental que ele aceita fazer, querendo ser livre de novo, que se propõe a reeducar o cérebro de tal forma do individuo que o tornará uma máquina, sem discernimento, poder de escolha ou livre arbítrio. A terceira parte da história mostra Alex voltando para as ruas, totalmente atônito e descobrindo como o mundo está perverso e sofrendo nas mãos daqueles que ele já foi o algoz. O livro é profundo ao ponto de eu só conseguir pensar que viver em um mundo como aquele seria trágico demais, insuportável eu diria. E neste ponto eu já sentia compaixão por Alex e desejava o melhor para ele. Os dialetos, após total estranheza no começo do livro, tornam-se fáceis de entender e eu já não precisava recorrer ao glossário. E sobre o final, surpreendente e bom a meu ver.

Personagens: Os secundários não “seguram” a história e são descritos de forma rasa e sem interesse algum por parte de Alex, que é quem conta a história, tornando-o o único elemento importante da narrativa como de fato ele se acha ser. De algum destaque, posso citar Tosko que após uma forte amizade com Alex, o trai e muda de vida. Pete e George, seus amigos também não tem grande relevância, assim como a mãe e o pai de Alex, totalmente passíveis e amedrontados com o próprio filho.

Observações: O livro aborda os complexos temas como liberdade, justiça, vingança, papel da polícia e do Estado, papel do indivíduo e as linhas tênues que separam tudo isso. Nessa época de ódio e desejo de sangue que vivemos, acho que nos faz refletir bastante. O filme eu ainda não tive a oportunidade de assistir, mas irei resolver isso em breve, pois já tenho o vídeo disponível. Ansiosa para comprar agora ‘Admirável Mundo Novo’ e ‘Fahrenheit 451’. 

Recomendo? Sim, claro, impossível dizer que não. Genial, mas ainda preferi “1984” no quesito ficção científica. Já no quesito verossimilhança, este ganha por ser mais convincente e real aos olhos do leitor. Como se fosse mais fácil de algo assim acontecer do que a história do outro livro (um regime totalitário no mundo abordado como comunismo).

Sinopse oficial: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) é um romance distópico de Anthony Burgess publicado em 1962. Situado na sociedade inglesa de um futuro próximo, que tem uma cultura de extrema violência juvenil, onde um anti-herói adolescente dá uma narração em primeira pessoa sobre suas façanhas violentas e suas experiências com autoridades estaduais que possuem a intenção de reformá-lo. É parcialmente escrito em uma gíria influenciada pelo russo e inglês, chamada “Nadsat”. É uma sátira à sociedade inglesa. O romance foi inspirado em um fato real ocorrido em 1944: o estupro, por quatro soldados estadunidenses, da primeira mulher do autor, Lynne. A leitura é difícil, pois Burgess inventou uma linguagem em gírias para ser falada por adolescentes. A linguagem causa estranhamento nos leitores e os termos eslavos e palavras rimadas exigem dedução para o entendimento. A maioria das edições do romance é acompanhada de um glossário. Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de ‘1984’, de George Orwell, e ‘Admirável Mundo Novo’, de Aldous Huxley, ‘Laranja Mecânica’ é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo. Agora em nova tradução brasileira.

Beijos e até logo.

Resenha de Livros: O que aprendi sendo xingado na internet – Leonardo Sakamoto

img-20161224-wa0001

Leya – 2016 – Opinião pública/ Jornalismo – 160 páginas – Nota 3♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Minhas postagens sempre são de Segunda, Quarta e Sexta-feira, mas não consegui postar a resenha ontem porque faltava a foto do livro, portanto estou publicando hoje. Decidi a partir de agora seguir tópicos fixos sobre os livros lidos para ajudar na organização da resenha. Vamos lá,

Motivo da compra: Gosto bastante dos textos do Leonardo, até o sigo no Facebook e acho suas visões bastante válidas, por isso comprei o livro.

Referências: Sabia tratar-se de um livro de histórias particulares dele baseadas em suas opiniões na internet e como as pessoas lidam e manifestam-se nas redes sociais. Por tratar-se de uma pessoa que tem a mesma base ideológica que a minha, a esquerda, tinha expectativa de aprender mais sobre o tema.

Capa: Simples, com referencia as “hastags” que dominam o twitter e instagram, com o símbolo “#”. A orelha do livro é assinada por Gregório Duvivier, que compactuo com alguns de seus pensamentos.

Formato do livro: Pequeno no formato largura e cumprimento e no volume do livro, sabia que a leitura seria rápida e o li em um dia.

Escrita: Em primeira pessoa, é claro, por tratar-se de livro não ficcional. Palavras de fácil entendimento que tornaram a leitura bem rápida. Dividida por tópicos.

História: Um livro contra a intolerância e o ódio que sim, existem bastante na “vida real”, mas que parece ganhar uma nova dimensão ainda pior nas redes sociais, salvas pelo suposto anonimato de quem escreve – Com a notícia do Sr. Luiz Carlos Ruas que foi morto na estação de metrô esta semana sem qualquer motivo a não ser o ódio gratuito, pergunto-me cada vez mais o porquê do ser humano tem tanta dificuldade em aceitar o que lhe é diferente – revelando como é complicado ser um defensor dos direitos humanos no Brasil nos dias atuais e o impacto disso na internet. Os textos são bons, porém não aprofundados ou melhor detalhados a um ponto que levaria o leitor a refletir e interagir com o texto. Achei-o bem mais neutro ou isento no livro em relação aos seus textos do blog. Ele mesmo repete diversas vezes que não é/precisa ser preto no branco, oito ou oitenta, como se não fosse bom ou necessário escolher um lado. Mas a partir da ideia de que se você não escolhe um lado, a sua escolha na verdade é pelos mais fortes, fiquei confusa quanto ao que ele idealiza ou planeja para o futuro. Por outro lado, entendo o que ele quis mostrar, que é preciso respeito, educação e ética, principalmente dentro do Jornalismo, até para opinar e discordar. Para conviver com as diferenças. Bem oportuno. Algumas dicas são inteligentes e bem aproveitáveis.

Observações: A melhor parte do livro para mim foi quando o autor pede que o leitor interprete o texto “A vovó viu a uva” e achei hilário, pois apesar de parecer óbvio, é real que as pessoas interpretem as coisas mais loucas e absurdas e esqueçam a lógica ao ler um texto. Aproveito para escrever que eu não conhecia a vida acadêmica e profissional do autor e me surpreendeu bastante positivamente.

Recomendo? Não me surpreendeu, talvez por já estar familiarizada com os textos apresentados, mas gostei e sim, recomendo.

Sinopse oficial: Um manifesto contra o ódio e a favor da tolerância na internet. Um dos blogueiros mais conhecidos da atualidade, Leonardo Sakamoto divide opiniões sempre apaixonadas. Possui uma legião de seguidores que diariamente acessa seu blog, hospedado no portal UOL, e compartilha seus textos, ao mesmo tempo em que cultivou um sem número de detratores que, com o acirramento das disputas políticas entre direita e esquerda, dedicam-se a xingá-lo, espezinhá-lo e, em casos extremos, ameaçá-lo. O que eu aprendi sendo xingado na internet nasceu da reflexão do autor sobre a facilidade com que se disseminam ódio e boatos na internet. Escrevendo com conhecimento de causa, Sakamoto produz um manifesto a favor da liberdade de opinião e expressão na rede, e disseca os mecanismos que permitem que informações incorretas se espalhem, causando danos irreparáveis. Sobre o autor: Leonardo Sakamoto é paulistano. Jornalista e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo, cobriu conflitos no Timor Leste, em Angola e no Paquistão e o desrespeito aos direitos humanos no Brasil. Foi professor de jornalismo na ECA-USP (entre 2000 e 2002) e na PUC-SP (desde 2011). É diretor da ONG Repórter Brasil e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.

E aí, gostaram da forma que desenvolvi a resenha? Deixem seus comentários. Beijos e até amanhã.

Resenha de Livros: A menina com a lagartixa – Bernhard Schlink

20161224_130217

Record – 2010 – Romance alemão – 112 páginas – Nota 3.

Boa tarde, leitores.

Estava interessada há um tempo em conhecer algum trabalho escrito por este autor, depois de assistir o filme “O Leitor” Link do Filme Completo Dublado no Youtube que é baseado em uma de suas obras e muito bem interpretado por Kate Winslet (recebendo o Oscar de melhor atriz). Schlink tem várias obras de sucesso, um dos mais conhecidos autores de seu país e muito bem criticado.

Fico bastante satisfeita quando faço leituras novas, como novos gêneros, editoras, nacionalidade do autor. Comprei este livro por estar em promoção e o li em apenas um dia, pois além de muito curto no número de páginas, a margem é grande e as letras também. A capa é bonita, representando o nome do livro, mas nada fora do comum. O autor sempre lida com assuntos polêmicos e tabus, isso traz elementos que surpreendem o leitor e chocam um pouco. A narrativa é envolvente, a leitura é rápida e de fácil compreensão. O curioso é que os personagens não têm nomes próprios, apenas o reconhecemos por filho, pai, mãe, a menina do quadro e assim vai.

Um jovem tem adoração por um quadro que pertence ao seu pai, também apaixonado pela obra e que parece ter que ser sempre escondida para que ninguém saiba de sua existência. O jovem percebendo certos fatos, como a mudança de vida da família que decai financeiramente, o emprego que o pai perde, o casamento dos pais que é apenas de aparência, decide começar a investigar sozinho a relação entre o quadro e o cenário atual da família. Nada é explicito, mas ao final do livro tudo é entendível. Apesar de assustador, fiquei esperando por algo mais. Talvez por estar acostumada a livros extensos, esse me pareceu faltar elementos e história. Gostei, mas achei mediano, tanto que a resenha também ficou curta, pois não há muito a ser dito, sem trazer spoilers.

Sinopse oficial: Um quadro no qual uma menina contempla uma lagartixa é objeto de fascinação de um garoto de 9 anos. No terceiro ano de faculdade, ele herda o quadro, que esconde um segredo terrível vinculado ao passado nazista do pai. Determinado a investigar a história da obra que o fascinava desde a infância, o rapaz logo se vê embriagado pela mesma obsessão que destruiu o relacionamento dos pais e levou sua família à ruína.

Beijos e até logo.

Dezembro/2016: Filmes Vistos – Parte 2.

Bom dia, leitores.

Quero contar para vocês duas novidades, a primeira é que comprei meu tão esperado Notebook e agora tudo está mais fácil, tanto para o blog quanto para o lazer. E a segunda é que assinei a Netflix e “Adeus, mundo!” porque tem tanto filme e seriado que quero assistir que nem tento enumerar. E vou mostrar um pouco do que assisti nos últimos dias.

1

Refém da Paixão – 2013 – Drama.

Ok, eu sei que dias atrás eu escrevi – Novembro/2016: Livros comprados – dizendo que não o veria até que tivesse lido o livro (está na minha estante, na fila de leitura), mas estava tão curiosa depois do trailer que foi o primeiro filme que vi das minhas novas aquisições tecnológicas. E não me arrependo, pois o filme me conquistou e me emocionou. Kate Winslet é maravilhosa mesmo, como eu amo essa mulher haha. O filme mostra todo o lado sentimental do ser humano, seus medos e fraquezas, sua força e compaixão, sua dor e sua luta. Os três personagens principais são retratos disso. 

Sinopse oficial: Henry Wheeler (Gattlin Griffith), um garoto de treze anos, esforça-se para cuidar de sua mãe solitária, Adele (Kate Winslet), enquanto enfrenta os problemas comuns da adolescência. Um dia, após comprarem material escolar, Henry e sua mãe encontram Frank Chambers (Josh Brolin), um homem intimidante e claramente necessitando de ajuda, que os convence a dá-lo abrigo. Mais tarde, ele se revela um criminoso foragido. Os eventos deste longo fim de semana do Dia do Trabalho irá mudar a vida dos três para sempre.

4

Ele não está tão a fim de você – 2009 – Romance/ Drama.

Eu era doida para assistir este filme, mas nunca tinha conseguido achá-lo disponível. Mesmo não sendo recente, a quantidade de atores conhecidos e de quem gosto, me despertou o interesse, além de boas críticas ouvidas sobre o filme.

Sinopse oficial: He’s Just Not That Into You é um filme estadunidense lançado em 2009, dirigida por Ken Kwapis, baseado no livro de auto-ajuda de mesmo nome, de Greg Behrendt e Liz Tuccillo, que por sua vez foi inspirado por uma linha de diálogo em Sex and the City. O filme apresenta um elenco que inclui Ben Affleck, Sasha Alexander, Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Jennifer Connelly, Kevin Connolly, Bradley Cooper, Ginnifer Goodwin, Scarlett Johansson e Justin Long. O filme foi produzido pela produtora de Barrymore, Flower Films, enquanto a atriz também atua como produtora executiva. Extrapolando um pouco menos de 180 milhões dólares em bilheteria em todo o mundo, o filme se tornou um sucesso, apesar das respostas mistas da crítica. Romântica incorrigível, Gigi sai com Conor, que simplesmente não liga no dia seguinte. Quando ela vai a um bar atrás do rapaz, conhece Alex, colega de quarto de Conor e que tem uma visão muito clara sobre o mundo, empenhando-se em mostrar a verdade para Gigi numa viagem ao complicado mundo da mente dos homens. Enquanto isso, Conor está enrolado com uma cantora chamada Anna, mas ela gosta mais de Ben, que é casado com Janine que, por sua vez, trabalha com Gigi. A chefe das duas, Beth, é namorada de Neil há sete anos, mas ele não quer casar. E Mary, publicitária que fará anúncio para divulgar o trabalho de Conor, só procura por relacionamentos na internet.

6

Sob o mesmo céu – 2015 – Comédia romântica.

Por gostar muito dos atores já queria assistir esse filme faz um tempo e achei bom, embora um pouco confuso.

Sinopse oficial: Após fracassar em uma missão, o militar Brian Gilcrest (Bradley Cooper) é enviado de volta para o Havaí, sua terra natal, para supervisionar o lançamento de um satélite. Lá, ele se reaproxima de um amor do passado (Rachel McAdams), ao mesmo tempo em que começa a se apaixonar por uma piloto da Força Aérea (Emma Stone).

3

12 anos de escravidão – 2013 – Drama/ Biografia/ Ficção histórica.

Pois é, inacreditável que ainda não tivesse assistido este filme e que filme. Maravilhoso como todos já disseram e triste, terrivelmente triste e avassalador, porém necessário que a humanidade veja do que já foi e em certos aspectos ainda é, capaz de fazer no mal sentido. Forte e emocionante. Estorou de tanto ganhar prêmios, incluindo Oscar e Globo de Ouro de Melhor Filme. Chiwetel Ejiofor e Lupita Nyong’o se destacam em suas incríveis atuações. Conta com a participação ainda de Brad Pitt. Inspirado no livro de mesmo nome e tratando-se de um livro de memórias de Solomon Northup, sendo, portanto uma biografia faz com que a história fique ainda mais intensa.

Sinopse oficial: Em 1841, Solomon Northup é um negro livre, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos, ele passa por dois senhores, Ford e Edwin Epps, que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

5

Olga – 2004 – Biografia/ Drama/ Histórico/ Romance.

Filme antigo, mas eu tinha muito interesse em assistir e valeu a pena, pois o filme é bom, trágico e belo. Atuações emocionantes e enredo historicamente triste. Duramente avaliado pelos críticos, por closes desnecessários na protagonista, falas simplistas dos personagens e o romance enaltecido, deixando a luta contra as injustiças sem o enfoque adequado, ainda sim, gostei. Preciso ler o livro!

Sinopse oficial: Berlim, início do século XX. Olga Benário (Camila Morgado) é uma jovem judia alemã. Militante comunista, ela é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde recebe treinamento militar e é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) de volta ao Brasil. Na viagem, enquanto planejam a Intentona Comunista contra o presidente Getúlio Vargas, os dois acabam apaixonando-se. Parceiros na vida e na política, Olga e Prestes terão de lutar pelo amor, pelo comunismo e, principalmente, pela sobrevivência.

2

500 dias com ela – 2009 – Romance.

Já tinha ouvido falar bastante deste filme, mas não tinha conhecimento da história. Não se trata de mais uma comédia romântica, um romance clichê e nem protagonistas estereotipados. Foge da fantasia e assemelha-se ao mundo real, aos relacionamentos da nossa vida realmente como são. Gostei.

Sinopse oficial: Tradução de 500 days of Summer, Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) está em uma reunião com seu chefe, Vance (Clark Gregg), quando ele apresenta sua nova assistente, Summer Finn (Zooey Deschanel). Tom logo fica impressionado com sua beleza, o que faz com que tente, nas duas semanas seguintes, realizar algum tipo de contato. Sua grande chance surge quando seu melhor amigo o convida a ir em um karaokê, onde os colegas de trabalho costumam ir. Lá Tom encontra Summer. Eles também cantam e conversam sobre o amor, dando início a um relacionamento.

Por enquanto foram esses. Desejo a todos vocês um Natal incrível repleto de amor e saúde.

Beijos e até breve.

Resenha de Livros: Quarto – Emma Donoghue.

photogrid_1482269388553

Verus – 2011 – Romance americano – 349 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Só ouvi falar desse livro este ano, provavelmente por causa do filme, embora ele tenha sido lançado no Brasil em 2011 e eu tive vontade de comprá-lo por ter ouvido críticas muito positivas sobre a história e a escrita da autora. Nunca tinha lido nada dela e nem a conhecia. O preço foi um pouco alto para a média do que costumo pagar em um volume, ainda que eu tenha conseguido desconto. Também não sabia quase nada do enredo do livro, apenas que tratava-se de mãe e filho presos em um quarto. Cheguei a ver o trailer do filme, mas não quis pesquisar mais para poder me surpreender com a leitura. O comprei no há uns três meses e só li agora. A capa é mediana, nada que tenha me despertado a atenção. As letras são médias e o espaçamento é grande, facilitando a velocidade da leitura, embora eu tenha levado quase uma semana para ler, porque sinceramente o início do livro até cerca da página 100 foi um pouco entediante.

Conforme a leitura foi fluindo entendi o porquê da autora ter se demorado tanto em mostrar o “mundo de Jack”, para que se tornasse verossímil ao leitor que uma criança de cinco anos era quem estava contando a história e era necessário um padrão de pensamento, falas e comportamentos cheio de repetições e uma certa banalidade que fez todo o sentido quando eu acabei o livro, comprando a história e acreditando nela. Fato curioso é que não é mencionado o nome da mãe do Jack durante todo o livro, ela é apenas citada como “mãe”. Ainda que tenha papel fundamental na história, o protagonista realmente é a criança. Os personagens secundários são pouco detalhados e não agregam muito, mesmo sendo cruciais em determinados momentos da história.

Jack é um garoto extremamente sensível, doce e ingênuo e histórias contadas por crianças me fascinam (sempre escrevo isso porque é fato). O ponto alto do livro não é no final, porém o suspense em cima da resolução do problema me atingiu e fiquei bem tensa. Torcendo para que as coisas dessem certo. Não acho que tenha sido enrolação as páginas finais e gostei de conhecer aquele pós – ápice da história. Gostei bastante, minha nota só não foi maior porque a narrativa não me prendeu o tempo inteiro. Espero não ter entregado nenhum spoiler, apenas tentei demonstrar como o livro foi construído. Recomendo a leitura e estou ansiosa para assistir o filme em breve e poder comparar.   

Sinopse oficial: Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

Beijos e até logo.

TAG: #Trilogias.

Boa tarde, leitores.

Uma ótima semana para todos, com cheirinho de Natal chegando e como mês passado não teve e este mês daqui a pouco acaba e eu ainda não tinha respondido nenhuma #tag, resolvi inovar e inventar uma que é bem fácil, pelo menos para mim, que aborda as trilogias de livros. Quem se interessar, sinta-se a vontade para responder também.

  • A trilogia mais aguardada:

Jenny Han – Para sempre, Lara Jean.

1

Após ler o primeiro e o segundo livro da série (Para todos os garotos que já amei e P.S.: Ainda amo você) e terem sido minhas leituras favoritas de 2015 e 2016, estou ansiosa para o lançamento do terceiro e último livro da trilogia (Para sempre, Lara Jean), previsto para Abril de 2017 pela Editora Intrínseca, assim como os dois primeiros.

À espera do desfecho da protagonista mais carismática dos últimos tempos e seus romances doces e envolventes.

Resenhas: 

Para todos os garotos que já amei – Jenny Han / Resenha: P.S.: Ainda amo você – Jenny Han.

  • A trilogia mais padronizada:

O inferno de Gabriel – Sylvain Reynard.

2

Esta trilogia li em 2013 os dois primeiros (O inferno de Gabriel e O julgamento de Gabriel)  e em 2014 o último (A redenção de Gabriel) e embora eu tenha dado nota quatro para o livro um e dois e nota três para o terceiro livro, achei bem linear a escrita, conseguindo manter a qualidade em todos eles. Retratando aspectos diferentes da vida do casal protagonista, a história é envolvente até o final.

Não tenho resenha, pois na época ainda não existia o blog, mas trata-se de um romance entre aluna Julia que sempre teve um amor platônico por Gabriel e em certo momento ele se torna seu professor, especializando-se na história de Dante e Beatriz. Surge uma atração e um envolvimento entre eles e a partir disso terão que lidar com todos os obstáculos.

  • A trilogia mais decepcionante:

Paixão sem limites – Abbi Glines.

3

Apesar te ter gostado do primeiro livro (Paixão sem limites) e do segundo (Tentação sem limites) dando nota três aos dois, quando li o terceiro livro (Amor sem limites) percebi que a autora só estava continuando aquela história pelo sucesso que vinha fazendo e me senti enrolada, exatamente como o livro foi escrito, enrolando demais e sem conteúdo e dei nota dois. Existe ainda um quarto livro (Rush sem limites) que conta a mesma história a partir do ponto de vista do protagonista e que ficou na média. Apesar de ser bastante conhecida essa série de livros, não recomendaria.

Resenha: Trilogia Sem limites = Paixão sem limites/ Tentação sem limites/ Amor sem limites. Bônus = Rush sem limites – Abbi Glines.

  • A trilogia mais admirada:

Elixir – Hilary Duff.

5

A mais admirada para mim porque não esperava nada da série e subestimei a autora e cantora e ao ler os dois primeiros livros (Elixir e Devoted – Devoção) dando nota quatro aos dois, me vi obrigada a comprar o terceiro e último livro da saga (True: A Verdade), pois adorei a história, a capa e o modo como as coisas acontecem. Teve nota quatro também. Recomendo.

Resenha: Hilary Duff: Trilogia Elixir

  • A trilogia não finalizada:

O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares – Ransom Riggs.

4

Esta trilogia que li recentemente por empréstimo os dois primeiros livros, O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares e Cidade dos Etéreos, onde dei nota quatro ao primeiro e cinco a o segundo, pois acredite, ele consegue ficar melhor conforme a narrativa dos fatos, o que é surpreendente e agora me vejo na tentação de comprar o terceiro livro Biblioteca das almas para saber como essas crianças incríveis terminam, aguardando apenas uma promoção das livrarias.

Resenhas: Resenha de Livros: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares– Ransom Riggs. / Resenha de Livros: Cidade dos Etéreos – Ransom Riggs.

Um outra sugestão de trilogia é Belo Desastre – Jamie McGuire. Embora o Belo Desastre que é o primeiro livro contando a história pelo ponto de vista da protagonista eu tenha gostado menos do que Desastre iminente que foi o segundo livro a partir do protagonista, gostei dos dois e falta ler o terceiro, Belo Casamento.

Beijos e até Quarta-feira.

Resenha de Livros: Toda luz que não podemos ver – Anthony Doerr.

2

Intrínseca – 2015 – Ficção americana – 528 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Nossa, que livro! Conheci através de sites literários e li ótimos comentários. Pesquisando sobre, descobri os diversos prêmios importantes que a obra recebeu. Ainda adorei o título, de uma pureza que fala com nossa alma. A capa é muito bonita e o enredo é o meu preferido, Segunda Guerra Mundial contada a partir do ponto de vista de jovens. Tudo perfeito. Devido ao volume do livro, só o li dentro de casa (carregar mais de quinhentas páginas na bolsa para cima e para baixo não é fácil), portanto demorei umas duas semanas para ler inteiro. E ainda assim, conseguiu me prender e me cativar. Letras pequenas, espaçamento pequeno, a leitura é devagar, porém a forma como os capítulos são colocados, facilita.

O livro traz a história de dois jovens de lados opostos. Marie-Laurie, uma menina cega de seis anos de idade que vive com o pai em Paris e Werner, um garoto alemão órfão, que vive em uma casa para crianças, sendo cuidado pela Frau Elena junto com sua irmã Jutta.

A história é dividida em três datas, começando em 1940, contando boa parte dos eventos ocorridos em 1943 a 1945, intercalando entre Marie e Werner em pequenos capítulos de duas a três paginas, o que me ajudou muito no fluxo da leitura e finaliza nos anos 2000.

Werner e Marie-Laurie são altamente cativantes, perceptivos e inteligentes. Marie é corajosa e bondosa, Werner também é bondoso, só lhe falta a coragem. Mas seu talento para consertar rádios é fascinante. A lealdade no coração dos dois é algo próprio de livros onde o locutor é uma criança. Mostra todas as dificuldades que eles enfrentam ao longo da Guerra, as mudanças de cidade e de condições de sobrevivência. Marie tem papel fundamental na libertação do país e Werner tem igualmente na libertação de uma pessoa. A narrativa do escritor é tão boa que eu me vi aflitiva em boa parte da história, querendo saber o que aconteceria a seguir com os personagens. Uma mistura de drama, suspense e romance, não no sentido visceral, homem e mulher, mas na forma amorosa com que a história é contada, ainda que sobre esse período histórico trágico. Importante lembrar que existe uma pedra preciosa chamada de Mar de Chamas que interliga as histórias. Também nos faz repensar em possíveis atitudes em situações extremas. Uma reavaliação. Eu verdadeiramente não consegui julgar os atos dos protagonistas, pois era totalmente entendível.

Existem personagens secundários como Madame Manec, Tio Etienne, Ruelle e o Papa de Marie, assim como Volkheimer e Frederik, por parte de Werner que são importantes, mas nada se compara a esses dois protagonistas que conquistaram meu coração. Ainda conta com um personagem que esbarra em ambas as histórias, Von Rumpel, e persegue um objetivo durante todo o livro. Momentos emocionantes também lhe esperam na parte final. Este é aquele tipo de livro que quando acaba, ficamos saudosistas. Recomendo demais.

Sinopse oficial: Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner  cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

Beijos e até logo.

Resenha de Livros: O navio das noivas – Jojo Moyes.

photogrid_1481588151483

Intrínseca – 2016 – Romance inglês – 384 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

É verdadeiramente um milagre não dar nota cinco para um de seus romances, porém eu já tinha essa intuição antes mesmo de comprar o livro. O que acontece é que devido ao grande sucesso da autora, suas obras mais antigas foram lançadas no Brasil pela editora Intrínseca, que domina os direitos da autora por aqui. Portanto este livro foi escrito antes dos sucessos dela. E eu acredito que a prática leva à perfeição, o que significa que a autora provavelmente vem melhorando com o passar dos anos. Este título foi escrito em 2005 e lançado apenas em 2016 aqui no país. O mesmo ocorre com Nada mais a perder e O som do amor. Possivelmente nem comprei esses dois títulos e esperarei por um lançamento de verdade da Jojo Moyes.

Em letras médias e espaçamento pequeno, a leitura é em velocidade mediana e a capa me atraiu bastante.

Claro que a autora traz nesse livro suas marcas registradas, brincando com o passado e presente. Alguém nos dias atuais que conta uma história pertencente ao seu passado. Utiliza o período da guerra, em 1945, outro fator conhecido dela. Mescla histórias de mulheres singulares, em primeira pessoa. Gosto bastante da narrativa, da descrição na medida certa, mas neste livro eu só me senti envolvida com a história na metade das páginas. É possível que eu só tenha insistido por ser quem ela é. Eu sabia que viria algo bom. E foi, mas nem tanto assim. Conseguiu me surpreender um pouco e claro, a trama do casal foi o que me prendeu, mas eu talvez esperasse mais. O livro é ficcional, porém a autora se inspirou na avó que viajou em um daqueles navios. Os personagens secundários não me prenderam, apenas as quatro mulheres e a história de Nicol. Segue uma ordem cronológica de tempo enquanto se passam as seis semanas, tendo início umas semanas antes do embarque e com passagens da juventude das mulheres. Por ordem de preferência, Frances, uma mulher forte, corajosa e batalhadora; Maggie, uma moleca extrovertida e família; Jean, uma moça espevitada e sem qualquer filtro ou pudor; Avice, uma jovem rica, fútil e ligada as aparências. As histórias delas se cruzam quando precisam dividir a mesma cabine no navio e aos poucos vamos entendendo suas histórias e suas maneiras de ser. Até Avice se torna maleável no final. É um bom livro, mas bem abaixo dos outros da autora.

Sinopse oficial: Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. 
Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas. Enquanto desbravam oceanos, os antigos amores e as promessas do passado parecem memórias distantes. Ao longo da viagem de seis semanas — apesar de permeada por medos, incertezas e esperanças — amizades são formadas, mistérios são revelados, destinos são selados e o felizes para sempre de outrora não é mais a garantia do futuro que foi planejado. Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho.

Beijos e até logo.

Dezembro/2016: Filmes Vistos – Parte 1.

Bom diaaa,

Este mês acabei assistindo alguns filmes aleatórios, sem pretensão ou expectativa, tirando o primeiro filme da lista que eu tive que procurar e me programar para assistir.

1

O Regresso – 2015 – Drama/ Thriller.

Do inglês “The Revenant” que pode significar o retorno, O Regresso é inspirado em uma história verdadeira antiga, embora ao final do livro o autor explique que alguns fatos são fictícios e outros são suposições que podem ou não terem acontecido.

Irei escrever primeiro sobre o filme sem associar ao livro. O filme é maravilhoso, no sentido de atuações como Leonardo DiCaprio e Tom Hardy, irreconhecíveis e incríveis. A fotografia, os cenários, as cenas de ação e luta sem cortes, os gestos muito mais do que palavras contando a história e todas as dificuldades são reais e perfeitas. Palmas ao diretor Alejandro González Iñárritu, Oscar merecido, assim como o de melhor ator para DiCaprio, agora entendi o porquê ganhou conseguiu criar efeitos especiais sem que eu entenda como. A cena com o urso, a cena quando Glass dispara com o cavalo fugindo das flechadas, quando Glass cai de um precipício e também em outro momento cai de uma cascata de água são surpreendentes e aflitivos.  

Já quando associamos ao livro, fica um pouco complicado, pois vários fatores são divergentes. Pessoas e histórias acrescentadas que não existiram no livro e vice e versa. Mas entendo que a dinâmica do cinema seja diferente da escrita e que ambos os produtos são inspirados na história desse homem, apenas. O filme é longo, mas não cansativo. Alguns personagens sofrem alterações de personalidade também, como Fitzgerald, que parece alguém bem pior do que no livro. O próprio desfecho da história é totalmente diferente da escrita. Recomendo muito também. Inclusive para que possam fazer a comparação.

Sinopse oficial: Inspirado em eventos reais, O Regresso é uma experiência cinematográfica imersiva e visceral que capta a épica aventura de um homem por sobrevivência e o extraordinário poder do espírito humano. Em uma expedição pelo desconhecido deserto americano, o lendário explorador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) é brutalmente atacado por um urso e deixado como morto pelos membros de sua própria equipe de caça. Em uma luta para sobreviver, Glass resiste à dor inimaginável, bem como à traição de seu confidente, John Fitzgerald (Tom Hardy). Guiado pela força de vontade e pelo amor de sua família, Glass deve navegar um inverno brutal em uma incessante busca por sobrevivência e redenção.

2

Boa sorte – 2014 – Drama – Nacional.

Já tinha ouvido falar neste filme e em como a atriz Debora Secco precisou de sacrifícios físicos para fazer o papel. Minha curiosidade foi porque o tema proposto é ótimo para enfoque.

Sinopse: João é um adolescente com vários problemas de comportamento. Após ser diagnosticado com depressão e abuso de remédios controlados, sua família decide interná-lo em uma clínica psiquiátrica. No local, ele conhece Judite, uma paciente portadora do vírus HIV, em fase terminal. Os dois se apaixonam e vivem um intenso romance. Apesar de saber que Judite pode morrer a qualquer momento, João passa a ver a vida de outra forma, ao mesmo tempo em que dá um novo sentido para a vida de sua amada.

3

Céline – 2008 – Biografia/ Drama .

Assisti a este filme por acaso, minha mãe estava assistindo e acredita que eu gostei? Nada fantástico ou além do comum, mas é uma história bonita. A interpretação e semelhança das atrizes que interpretam Celine é surpreendente e muito boas.

Sinopse: O documentário “Céline” descortina a história da cantora canadense Céline Dion, desde a infância, quando cantava junto com a família em um bar, até a conquista do sucesso internacional. Céline foi descoberta com 12 anos pelo empresário e futuro marido René Angélil. Na produção, inclusive, sua vida sentimental também é abordada. A canadense é uma das cantoras que mais vendeu discos pelo mundo. Entre os sucessos de sua trajetória musical, trilhas sonoras de filmes como a animação “A Bela e a Fera”  até “My Heart Will Go On”, de “Titanic”. A forma como a relação de Céline E René é o que mais me despertou interessante e achei incrível.

4

Boi Neon – 2015 – Drama.

Tenho vários filmes nacionais na fila para assistir e este foi a escolha de ontem. Bastante comentado e tendo recebido diversos prêmios internacionais, eu fiquei curiosa para vê-lo.

Quebrando ou alargando os paradigmas, a história brinca com os clichês, indo contra preconceitos de gênero, mostrando ainda um nordeste sem ser caricato, com expressões originais locais, com uma fotografia bela, uma imagem fugindo do usual indo ao cinza/ azul existente no sertão. A história não tem a pretensão de surpreender, mas surpreende e cativa. Mostrada como forma de vida cotidiana, nós vemos os personagens em seu dia a dia e sem expectativas a um “felizes para sempre”. Desconstruindo barreiras, a lição que fica para mim é que podemos ser o que quisermos. Gostei bastante. È um filme sutil que eu sei que não agrada todos os públicos. A mim, agradou.

Sinopse: Iremar (Juliano Cazarré) é um vaqueiro de curral que viaja pelo Nordeste, ao lado de Galega (Maeve Jinkings) e a pequena Geise (Samya de Lavor). Por onde passa Iremar recolhe revistas, panos e restos de manequins, já que seu grande sonho é largar tudo para iniciar uma carreira como estilista no Pólo de Confecções do Agreste.

Beijos e até breve.

Dezembro/2016: Livros desejados.

Bom dia, lindos.

Hoje trago para vocês a minha lista de desejos para compra:

Biblioteca de almas – Ransom Riggs.

Terceiro livro da série, não vejo a hora de poder ler para saber como termina essa história original e cativante.

Sinopse: Biblioteca de Almas é o último volume da celebrada trilogia iniciada com O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares. Neste terceiro livro, depois de sofrer com a morte do avô, conhecer crianças com habilidades peculiares em uma fenda temporal e partir pelo mar em uma busca desesperada para curar a srta. Peregrine, Jacob vai finalmente enfrentar a inevitável conclusão dessa turbulenta jornada. 
Jacob descobre uma poderosa habilidade e não demora a explorá-la para resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele vai Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.
Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas labirínticas do chamado Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões. É ali que o destino de peculiares de toda parte será decidido de uma vez por todas.

Depois daquela montanha – Charles Martin.

De todos os livros novos que desejo comprar, este talvez esteja em primeiro lugar. Fascinada com a capa, com as resenhas e comentários sobre ele lidos nos canais literários e para arrematar, nota 4.6 no Skoob, a rede social literária que sou viciada e sempre consulto antes de comprar qualquer título. Ainda tem o fato de que o livro será adaptado para o cinema em 2017 com nada menos que Kate Winslet no elenco (amo essa mulher!).

Sinopse: O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo. Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida. Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada. Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.

Tony & Susan – Austin Wright.

Por indicação de blogs literários, estou curiosa para ler este livro.

Sinopse: Há vinte e cinco anos, Susan Morrow deixou Edward Sheffield, seu primeiro marido. Certo dia, instalada confortavelmente na casa em que mora, com os filhos e o segundo marido, inesperadamente ela recebe, pelo correio, um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance escrito por Edward. Ele lhe pede que leia seu livro: Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica. Tony e Susan, de Austin Wright, publicado originalmente nos Estados Unidos em 1993, ganha nova edição, dezoito anos depois de seu lançamento, por se tratar, segundo seus editores, da “mais impressionante obra de arte da ficção americana desde Revolutionary Road, de Richard Yeats”, publicado no Brasil como Foi apenas um sonho.
Ao iniciar a leitura, Susan é arrastada para dentro da vida do personagem Tony Hastings, um professor de matemática que leva a família de carro para a casa de veraneio no Maine. Quando a vida comum e civilizada dos Hastings é desviada de seu curso de forma violenta e desastrosa, Susan se vê novamente às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.

A cidade murada – Ryan Graudin.

Publicado em 2015, ouvi ótimos comentários a respeito dele.

Sinopse: A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho. Inspirado num lugar que existiu, este romance cheio de adrenalina acompanha três jovens unidos pelo destino numa tentativa desesperada de escapar desse labirinto.

Dias perfeitos – Raphael Montes.

Trata-se de um suspense, como jeito de thriller e literatura nacional, o que é muito bacana. Gostei bastante da sinopse e quero ler.

Sinopse: Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados.

5

O amor em primeiro lugar – Emily Giffin.

Quase o comprei na Black Friday porque é lançamento de uma das minhas autoras preferidas, mas como acaba de ser publicado, acho melhor esperar um preço mais atrativo. Mas estou ansiosa, pois as histórias de Emily são divinas no quesito romance.

Sinopse: Uma tragédia familiar muda tudo na vida das irmãs Josie e Meredith. A tristeza torna-se algo recorrente, mas elas fazem de tudo para seguir em frente. E seguem… Quinze anos mais tarde, Josie e Meredith não têm um relacionamento harmonioso. As diferenças de personalidade delas, que já existiam antes da tragédia, estão ainda mais acentuadas. Elas se veem com frequência, mas não se entendem. Uma vida marcada pela tristeza velada e por segredos que as afastam cada vez mais. Será que Josie e Meredith vão conseguir se libertar de seus medos e se abrir para o novo? Será que, finalmente, elas conseguirão seguir em frente de verdade? “O Amor em Primeiro Lugar” é uma fascinante história sobre família, amizade e a coragem de seguir o próprio coração.

O medo mais profundo – Harlan Coben.

Já conheço o trabalho do autor e acho bastante bom no gênero suspense, assim tenho vontade de ler outros títulos dele, especialmente este.

Sinopse: Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing. Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto. Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça. Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

A garota no gelo – Robert Bryndza.

Li ótimas resenhas e fiquei muito interessada em conhecer esta história.

Sinopse: Seus olhos estão arregalados… Seus lábios estão entreabertos… Seu corpo está congelado… Mas ela não é a única. Quando um jovem rapaz encontra o corpo de uma mulher debaixo de uma grossa placa de gelo em um parque ao sul de Londres, a detetive Erika Foster é chamada para liderar a investigação de assassinato. A vítima, uma jovem e bela socialite, parecia ter a vida perfeita. Mas quando Erika começa a cavar mais fundo, vai ligando os pontos entre esse crime e a morte de três prostitutas, todas encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, em águas geladas nos arredores de Londres. Que segredos obscuros a garota no gelo esconde? Quanto mais Erika está perto de descobrir a verdade, mais o assassino se aproxima dela. Com a carreira pendurada por um fio depois da morte de seu marido em sua última investigação, Erika deve agora confrontar seus próprios demônios, bem como um assassino mais letal do que qualquer outro que já enfrentou antes.

Imperfeitos – Cecelia Ahern.

O que me fez querer ler este livro foi além da capa me atrair bastante, o fato de gostar dos títulos da autora como “Como se Apaixonar” que gostei demais. Uma boa autora. Bons romances.

Sinopse: Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, rechaçados da comunidade, seres não merecedores de compaixão. 
Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan. Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor. Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita? 

Cem anos de solidão – Gabriel García Márquez.

Porque tenho vergonha de admitir que nunca li nada do autor apesar do grande desejo e preciso resolver isto rápido.

Sinopse: Neste, que é um dos maiores clássicos de Gabriel García Márquez, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.

O que me faz pular – Naoki Higashida.

A capa deste livro é maravilhosa, os comentários são ótimos e a história parece tocante.

Sinopse: Naoki Higashida sofre de autismo severo. Com grande dificuldade de se comunicar verbalmente, o jovem aprendeu a se expressar apontando as letras em uma cartela de papelão, e, aos treze anos, realizou um feito extraordinário: escreveu um livro. Delicado, poético e profundamente íntimo, O que me faz pular traz uma nova luz para entendermos a mente autista. O jovem explica o comportamento muitas vezes desconcertante das pessoas com autismo e compartilha conosco suas percepções de tempo, vida, beleza e natureza, apresentadas em um relato e um conto inesquecível.

P.s.: Ainda estou tentando comprar O mundo de Sofia, mas o preço não baixa 😦

O que acham? Beijos e até breve.