Resenha de Livros: O Regresso – Michael Punke.

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Intrínseca – 2016 – Romance americano – 270 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Eu comprei este livro através de um site com uma ótima promoção e por ele ser curto, eu resolvi lê-lo agora.

Do inglês “The Revenant” que pode significar o retorno, O Regresso é inspirado em uma história verdadeira antiga, embora ao final do livro o autor explique que alguns fatos são fictícios e outros são suposições que podem ou não terem acontecido.

A capa é de um tom azul bonito, minha cor predileta, com orelha grande, de letras pequenas e espaçamento médio, consegui ler em uma boa média de dias (3). O ano está acabando e estou meio agoniada com minha meta de leitura que possivelmente não concluirei, pois ainda faltam sete livros (70/76).

A desvantagem deste livro é ser escrito em terceira pessoa, porém, ainda assim, conseguimos nos conectar com a história e criar empatia rapidamente com Hugo Glass. Alguns trechos do livro, para mim, foram difíceis de associar, pois usa muitos elementos da caça que eu desconheço. Eu ficava tentando imaginar as cenas e os acontecimentos, mas alguns eu não entendi bem. Porém sei que é vital as tais informações pelo que a história se propõe. Cheio de ação em algumas partes e devagar, quase parando em outras, a gente quer ler até o fim para conhecer “a vingança”. Trata-se de uma história de superação, sobrevivência, adaptação a adversidades e o desejo de vingança, mais do que justiça. Confesso que o final do livro me decepcionou um pouco, mas é a realidade.

O autor conseguiu com suas palavras me fazer sentir a história, me comover com o protagonista principalmente por todo o drama que ele enfrenta durante todo o trajeto. Eu passei a admirar o personagem por sua coragem e força. Como se as feridas de Glass fossem possíveis de tocarmos. Ele se torna quase imortal no livro e apesar de sentir sua dor e mágoa, é possível tentar entender as motivações de John Fitzgerald assim como de todos os homens lutando para sobreviver. Entre os índios e os brancos não existe vilão ou herói. Existe um pouco de cada em cada personagem, com propensões para ambos os lados. Apenas Hugo Glass que para mim apesar do desejo de vingança que, claro que sei que, é algo ruim mantêm o caráter intacto. Recomendo!

Não existe possibilidade de ouvir sobre esse livro sem associá-lo ao filme, que eu só assisti depois de terminada a leitura. Eu acredito que quando vemos a adaptação antes, a leitura torna-se chata e eu perco a vontade.

Irei escrever primeiro sobre o filme sem associar ao livro. O filme é maravilhoso, no sentido de atuações como Leonardo DiCaprio e Tom Hardy, irreconhecíveis (fisicamente) e incríveis. A fotografia, os cenários, as cenas de ação e luta sem cortes, os gestos muito mais do que palavras contando a história e todas as dificuldades são reais e perfeitas. Palmas ao diretor Alejandro González Iñárritu, Oscar merecido, assim como o de melhor ator para DiCaprio, agora entendi o porquê ganhou. Conseguiu criar efeitos especiais sem que eu entenda como. A cena com o urso, a cena quando Glass dispara com o cavalo fugindo das flechadas, quando Glass cai de um precipício e também em outro momento cai de uma cascata de água são surpreendentes e aflitivos.   

Já quando associamos ao livro, fica um pouco complicado, pois vários fatores são divergentes. Não contarei quais. Pessoas e histórias acrescentadas que não existiram no livro e vice e versa. Mas entendo que a dinâmica do cinema seja diferente do da escrita e que ambos os produtos são inspirados na história desse homem, apenas. O filme é longo, mas não cansativo. Alguns personagens sofrem alterações de personalidade também, como Fitzgerald, que parece alguém bem pior do que no livro. O próprio desfecho da história é totalmente diferente da escrita. Recomendo muito também. Inclusive para que possam fazer a comparação.

Sinopse oficial: Em 1823, os caçadores da Companhia de Peles Montanhas Rochosas desbravavam as terras inexploradas dos Estados Unidos, enfrentando diariamente o clima implacável, as feras selvagens e a ameaça constante de confronto com os índios, que defendiam suas terras da invasão dos homens brancos. Em uma das missões da companhia, Hugh Glass, um dos melhores e mais experientes caçadores do grupo, fica frente a frente com um urso-cinzento, é atacado e termina gravemente ferido, claramente sem chances de sobreviver. Os homens que deveriam esperar sua morte e lhe oferecer um funeral apropriado o abandonam, levando consigo as armas e os suprimentos. Entre delírios, Glass os observa fugindo e é tomado por um único desejo: vingança. Uma determinação cega que o torna capaz de atravessar quase cinco mil quilômetros de terras intocadas e selvagens, fugindo de predadores, sobrevivendo à fome e à agonia dos ferimentos mais terríveis, a fim de concluir seu objetivo. Inspirado em fatos e escrito em uma prosa arrebatadora, O regresso é uma notável história de obsessão, um romance sobre um homem cuja vida foi ao mesmo tempo salva e condenada pela sede de vingança.

Beijos e até logo.

 

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