Resenha de Livros: Toda luz que não podemos ver – Anthony Doerr.

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Intrínseca – 2015 – Ficção americana – 528 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Nossa, que livro! Conheci através de sites literários e li ótimos comentários. Pesquisando sobre, descobri os diversos prêmios importantes que a obra recebeu. Ainda adorei o título, de uma pureza que fala com nossa alma. A capa é muito bonita e o enredo é o meu preferido, Segunda Guerra Mundial contada a partir do ponto de vista de jovens. Tudo perfeito. Devido ao volume do livro, só o li dentro de casa (carregar mais de quinhentas páginas na bolsa para cima e para baixo não é fácil), portanto demorei umas duas semanas para ler inteiro. E ainda assim, conseguiu me prender e me cativar. Letras pequenas, espaçamento pequeno, a leitura é devagar, porém a forma como os capítulos são colocados, facilita.

O livro traz a história de dois jovens de lados opostos. Marie-Laurie, uma menina cega de seis anos de idade que vive com o pai em Paris e Werner, um garoto alemão órfão, que vive em uma casa para crianças, sendo cuidado pela Frau Elena junto com sua irmã Jutta.

A história é dividida em três datas, começando em 1940, contando boa parte dos eventos ocorridos em 1943 a 1945, intercalando entre Marie e Werner em pequenos capítulos de duas a três paginas, o que me ajudou muito no fluxo da leitura e finaliza nos anos 2000.

Werner e Marie-Laurie são altamente cativantes, perceptivos e inteligentes. Marie é corajosa e bondosa, Werner também é bondoso, só lhe falta a coragem. Mas seu talento para consertar rádios é fascinante. A lealdade no coração dos dois é algo próprio de livros onde o locutor é uma criança. Mostra todas as dificuldades que eles enfrentam ao longo da Guerra, as mudanças de cidade e de condições de sobrevivência. Marie tem papel fundamental na libertação do país e Werner tem igualmente na libertação de uma pessoa. A narrativa do escritor é tão boa que eu me vi aflitiva em boa parte da história, querendo saber o que aconteceria a seguir com os personagens. Uma mistura de drama, suspense e romance, não no sentido visceral, homem e mulher, mas na forma amorosa com que a história é contada, ainda que sobre esse período histórico trágico. Importante lembrar que existe uma pedra preciosa chamada de Mar de Chamas que interliga as histórias. Também nos faz repensar em possíveis atitudes em situações extremas. Uma reavaliação. Eu verdadeiramente não consegui julgar os atos dos protagonistas, pois era totalmente entendível.

Existem personagens secundários como Madame Manec, Tio Etienne, Ruelle e o Papa de Marie, assim como Volkheimer e Frederik, por parte de Werner que são importantes, mas nada se compara a esses dois protagonistas que conquistaram meu coração. Ainda conta com um personagem que esbarra em ambas as histórias, Von Rumpel, e persegue um objetivo durante todo o livro. Momentos emocionantes também lhe esperam na parte final. Este é aquele tipo de livro que quando acaba, ficamos saudosistas. Recomendo demais.

Sinopse oficial: Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner  cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

Beijos e até logo.

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