Resenha de Livros: Objetos cortantes – Gillian Flynn.

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Intrínseca – 2015 – Romance americano – 256 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Motivo da compra: Nunca tinha lido nada da autora e nem assisti o filme baseado em seu livro – Garota exemplar – e tinha interesse em conhecer o seu trabalho por muito ouvir falar bem das histórias. Após pesquisar seus títulos, este livro era o de melhor preço e por isso o comprei.

Referências: Trata-se do primeiro livro publicado por ela, portanto pode ser que não seja o melhor, provavelmente. Eu não sabia nada sobre a história contada e o fiz intencionalmente, sabia apenas tratar-se de uma autora voltada para livros de terror, suspense e thriller. E que o livro era bom pela sua nota no Skoob.

Capa: Simples e forte. Fundo todo preto e com letras azuis, além de traços e riscos simulando cortes.

Formato do livro: Volume de páginas médio, com letras e margens medianas, a leitura se tornou rápida por ser empolgante.

Escrita: Ele é escrito em primeira pessoa, pelo ponto de vista da protagonista, Camille. O livro é muito bem escrito e prende o leitor à história, tanto que o li muito fácil, pois não queria largá-lo. Diálogos e texto descritivo se misturam muito bem, sendo uma leitura envolvente.

História: Camille, nossa protagonista, é repórter e mora em Chicago, tem grande amizade com seu chefe Curry que por isso a designa a retornar a sua cidade natal para apurar um caso de desaparecimento recente, acreditando que isto fosse bom para ela profissionalmente, uma vez que ela acaba de voltar de um período de afastamento, pois estava internada por motivos psiquiátricos. Mesmo tomada de receio em fazer tal viagem ela parte para a casa da família, pois sua situação financeira não lhe deixa escolhas. Camille é uma mulher determinada, mas cheia de conflitos internos gravíssimos, tendência ao alcoolismo e machucar a si mesma. O relacionamento com a mãe e a meia- irmã nunca foi bom e ela sabe que precisa de coragem para enfrentar a situação. Começa a investigar o desaparecimento de uma menina de dez anos e o assassinato de uma de nove anos há um ano atrás que todos acreditam estar interligados. A cidade parece não querer falar do assunto e conforme ela vai se aventurando e se arriscando, vai descobrindo fatos e histórias macabras. Concentrando-se no gênero policial e mistério e com pouco espaço para terror. Camille além de tudo luta contra o luto pela falecida irmã ainda quando criança, que contribui para a família disfuncional. Sobre o final do livro, foi só o que deixou a desejar. Bastante previsível.

Personagens: Alguns personagens secundários são aprofundados, como a mãe Adora e a irmã Amma de Camille, apenas. Todos os outros personagens são rasos e não consegui me cativar realmente, apesar de não desgostar do policial forasteiro que investiga os crimes, do irmão de uma das vítimas e possível suspeito e do padrasto de Camille que são personagens importantes para entender a trama, mas que me deram a sensação de que ninguém é normal ou são.

Observações: Soube esta semana que o livro irá virar série televisiva e já estou empolgada para assistir. Serão oito episódios produzidos pela HBO com a atriz Amy Adams (do filme Casa Comigo, que já comentei aqui no blog) no papel de Camille e a autora do livro participará de alguns roteiros.

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Amy Adams

Recomendo?: Sim. Gostei bastante, apesar de ficar com a impressão que o final foi muito corrido e poderia ser bem melhor trabalhado.

Sinopse oficial: Uma narrativa tensa e cheia de reviravoltas. Um livro viciante, assombroso e inesquecível. Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto às cicatrizes sob suas roupas.

Beijos e até logo.

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