Seriados: 3% – 1° temporada – 2016.

Bom dia, gente bonita.

Estou aqui hoje para falar de um seriado brasileiro, o primeiro produzido pela Netflix que estreou no segundo semestre do ano passado, 3%. Assisti porque a sinopse me interessou e por já conhecer alguns dos atores e seus trabalhos e acreditar que valesse a pena.

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História: Gostei bastante do título da série que já diz muito sobre ela. Sobre a história, a sinopse original informa que em um futuro pós-apocalíptico não muito distante, o planeta é um lugar devastado. O Continente é uma região do Brasil miserável, decadente e escassa de recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá. A premissa de tratar de assuntos como desigualdade, sobrevivência, escolha e injustiça são muito boas. Ideias como a meritocracia (que no Brasil é uma falácia) devem ser analisadas e é importante para conscientização de como vemos o mundo. Criação e roteiro de Pedro Aguilera e dirigido por Jotagá Crema, Daina Giannecchini, Dani Libardi e Cesar Charlone.

Quantidade de capítulos: A primeira temporada teve oito capítulos de quarenta e cinco minutos em média cada um. Ao longo dos capítulos conhecemos a história de vida de cada um dos personagens, em forma de flashbacks, assim como se trata de uma história contínua desde a chegada dos candidatos ao processo, todas as provas à que eles são submetidos, a manipulação que sofrem, como o Processo acontece, os membros dele, a relação entre o Diretor e o Mar Alto, assim como o perigo deste perder o cargo e como ele lida com isso.

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Abertura: Incomodou-me um pouco a música utilizada, não sabendo explicar se pela falta de encaixe com a cena ou porque a canção parecia estar acima do volume apropriado.

Trilha sonora: Não houve muitas canções que me despertaram à atenção.

Imagem: Uma qualidade de imagem e luz muito boas.

Cenas: O cenário convence bastante, a estrutura onde os candidatos ficam alojados é bem real. Apenas os trajes que tanto os candidatos do Processo quanto a população comum usam, ficaram bem caricatas. Até mesmo a impressão de sujeira é bem artificial nos ambientes e pessoas.

Personagens principais: Admiro muito o ator João Miguel que interpreta Ezekiel, o chefe do Processo, tendo papéis anteriores em sua carreira magníficos. Gostei bastante da dualidade de seu personagem e a atuação do ator. Bianca Comparato interpreta Michele, a protagonista e é também uma atriz que gosto, sua coragem em novos papéis é bastante admirável, como o seriado para a MTV, A menina sem qualidades, assim como os personagens Joana (Vaneza Oliveira), Fernando (Michel Gomes) – meu personagem preferido número um, Rafael (Rodolfo Valente) – meu personagem preferido número dois – que movimentam a história, pois Joana e Rafael são personagens misteriosos e determinados que nós não sabemos se são confiáveis e que convencem em suas atuações, também foram bens nos papéis. Fernando ficou com o título de mocinho da história, mas um mocinho cativante e não chato como sempre acontece. Mas no decorrer das cenas, em certos momentos algumas falas me soaram muito falsas e a atuação poderia ter sido melhor no geral dos personagens da série.

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Secundários: Alguns personagens secundários exerceram maravilhosamente seus papéis, como a Júlia (Mel Fronckowiak), que me cativou e sua atuação foi incrível (talvez a melhor). Temos também a participação de Viviane Porto como Aline, Marc o (Rafael Lozano) – o personagem detestável, Matheus (Sergio Mamberti) e Nair (Zezé Motta).

Observações: Ainda para aumentar o suspense, temos no enredo “a causa”, que é um movimento revolucionário para combater o processo e pessoas infiltradas, aumentando o mistério, embora tenha sido tratado de forma superficial no decorrer da história.

Referências: Esta série foi criada na internet em 2009 e seus três episódios foram de grande sucesso e teria sido muito inovadora na época, porém pela demora em ser produzida na plataforma da Netflix, fica a impressão de que seja uma cópia de Divergente e Jogos Vorazes, o que é uma pena, pois o tema já está um pouco “batido”. A ideia inspirada em distopias assemelha-se em 1984, livro premiado de George Orwell (que já resenhei aqui no blog – Resenha de Livros: 1984 –George Orwell.).

Gêneros: Drama, suspense, fantasia.

Ganchos: Durante os capítulos houve bastante dinâmica e bons ganchos, me prendendo sutilmente ao seriado. Porém para uma segunda temporada, não acredito que tenha ficado grandes questões em aberto. A possibilidade de explorar o Mar Alto seria uma delas, pois só tivemos um vislumbre do que seja quando a personagem Júlia foi para lá.

Final: Injusto, como a vida de fato é. Gostei e não gostei. Apesar de não gostar de injustiças, elas existem e devem ser expostas.

Recomendo?: Sim, recomendo. E que venha a segunda temporada.

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Beijos e até Sexta-feira.

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2 comentários sobre “Seriados: 3% – 1° temporada – 2016.

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