Resenha de Livros: Tudo aquilo que nunca foi dito – Marc Levy.

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Suma de Letras (Objetiva) – 2011 – Ficção francesa – 241 páginas – Nota 3♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Motivo da compra: Comprei este livro porque queria muito conhecer uma obra deste autor, que após escrever “E se fosse verdade”, que eu não li, mas que eu assisti o filme e adorei, claro que os personagens terem sidos representados por Mark Ruffalo e Reese Witherspoon contribuíram bastante para isso, eu precisava escolher um de seus títulos e este foi o felizardo por estar em preço promocional (como sempre).

Referências: Sabia tratar-se do relacionamento conturbado de pai e filha e que havia uma carta existente na história que mudaria tudo.

Capa: Gostei do título e da capa do livro, imaginando mil possibilidades sobre qual poderia ser o segredo entre pai e filha, porém meus palpites iniciais foram infundados.

Formato do livro: Volume pequeno, altura e largura medianas, margem média e letras pequenas, tornaram a leitura um pouco mais lenta do que o meu normal.

Escrita: A escrita é em terceira pessoa, por um narrador ausente, contendo uma narrativa pouco descritiva e com muitos diálogos. Como a história é bem fluída, a leitura, mesmo sendo em letras pequenas, não é demorada.

História: Uma história sobre recomeço, perdão, aventura, fantasia e amor. A premissa do livro é muito boa e interessante. Em vários momentos temos frases de impacto ditas por Anthony, que não parecem auto-ajuda, ainda bem. Algumas citações históricas, como o Muro de Berlim, que faz parte da história dos personagens me agradaram bastante.

Personagens principais: Temos Julia, a protagonista que precisa adiar o casamento ao descobrir que seu ausente pai faleceu e que o enterro será na data marcada para o casório. Temos Anthony, o pai, que tenta se redimir dos erros passados com elementos de ficção científica – que é a parte mais interessante do livro – e que eu consegui simpatizar desde o princípio, não sei bem o porquê, já Júlia em certos momentos a mágoa e rancor que ela demonstrava me incomodava um pouco sendo muito intransigente, já em outros momentos conseguia entender suas razões e torcer por ela.

Secundários: Temos Adam, o noivo, um personagem apático e não desenvolvido no livro. Temos Stanley, o melhor amigo de Julia, que é o meu personagem preferido, com suas ótimas tiradas de humor, trazendo leveza ao texto. Temos Knapp, um conhecido de Julia, que não facilita a vida dela em nada e um pouco injusto a princípio e Tomas, um fator surpresa e que consegue agradar fácil, pois tem os elementos certos de um bom mocinho.

Observações: Apesar de a história ser boa e até com um tema inovador, eu nunca tinha lido algo assim, achei a história bem superficial. A relação entre pai e filha não se desenvolve muito, fica bem rasa. E o livro não prende o leitor, apesar de não ser maçante e conseguir ler tranquilamente, não existe um apego pela história, porque o quesito surpresa não existe, pois logo de início eu já sabia qual seria o fim e quando ele existe, bem no final, não é uma surpresa boa, porque fica artificial, incompleto e parece que não faz sentido, ainda achei que poderia ter aprofundado bem mais também em relação à busca que Júlia precisava fazer, mas ficou algo muito simples e pareceu quase enrolação.

Recomendo?: Sim, foi uma leitura mediana. Nota três pela inovação do tema e facilidade da leitura.

Sinopse oficial: Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh – empresário brilhante, mas pai distante – não poderá comparecer à cerimônia. A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu. A ironia amarga da situação, com Julia forçada a adiar o casamento para enterrar o pai, faz aquela parecer mais uma das peças pregadas pelo destino na difícil relação entre os dois. Mas, no dia seguinte ao funeral, ela descobre, na forma de um enorme pacote deixado na porta de sua casa, que aquela não tinha sido a última surpresa de seu pai – e parte na viagem mais extraordinária de sua vida, uma oportunidade para que os dois digam um ao outro, enfim, tudo aquilo que nunca foi dito. 

Beijos e até logo.

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