Seriados: Narcos – 1° e 2° temporada – 2015/2016.

Bom dia, fãs de seriados .

Sempre fico um pouco tensa para falar de seriados que acabei de assistir e que gostei muito. Bate aquele “medinho” de não conseguir transmitir para vocês o quanto eu fiquei feliz. Mas eu vou tentar:

História: A série Narcos, comprada e exibida pela Netflix, foi criada por Chris Brancato e Eric Newman, sendo uma produção americana. A produção e execução dos capítulos foram intercaladas por diversos nomes, incluindo José Padilha (quem admiro muito). O locutor da história é um agente da D.E.A, chamado Steve Murphy. Cabe a ele, em meio a um emaranhado de crimes, tentar descobrir o paradeiro de Escobar e outros líderes dos cartéis colombianos. Ronald Reagan, que era presidente dos Estados Unidos na época em que a cocaína colombiana invadiu a América, é figura presente em diversos momentos da série. Enquanto isso, os colombianos viviam um dilema. Queriam o fim da violência extrema e de atentados promovidos por traficantes, mas também não gostavam da interferência do “imperialismo” americano. Coube a César Gaviria (presidente da Colômbia) encarar o desafio. Steve é designado para a missão e parte de Miami para morar em Medelín (cidade conhecida como cidade do Pablo, onde ele cresceu), para facilitar as investigações.

Quantidade de capítulos: Cada temporada tem dez episódios de cerca de cinqüenta minutos cada um.

Abertura e título: o título faz relação com o narcotráfico e a abertura mostra paisagens da Colômbia, assim como momentos da vida de Pablo Escobar em família na fazenda e ainda mostra imagens de drogas, armas, sexo e erotismo.

Trilha sonora: A canção “Tuyo” de Rodrigo Amarante que é trilha da abertura é uma música envolvente que encaixou bem com as imagens e não cansa assistir. Músicas latinas durante os episódios e desconhecidas no Brasil, as quais gostei das batidas.

Imagem: Imagens com câmeras que transmitem à época correta. Figurinos, objetos que remetem a isso. Muito cigarro em todas as cenas, seja de nicotina ou o cigarrinho do Pablo. As imagens mostram momentos crus, como cenas de nudez, sexo, violência, as fábricas da cocaína a céu aberto e muito dinheiro, sendo simples e satisfatórias.

Cenas: As cenas de ação e violência são dinâmicas, fortes e reais. Apesar da coloração do sangue ser bem artificial, todos os outros elementos se encaixam como se fossem verdade. Lembremos que a história passa-se na década de 80, sendo a primeira temporada focando nos primeiros vinte anos de Pablo no tráfico (como surgiu, inclusive) e a segunda baseando-se nos últimos dezoito meses de vida, após sua fuga de La Catedral, uma prisão construída por ele mesmo.

Personagens principais: Para começar esse tópico preciso deixar claro que colocar Wagner Moura de vilão é pedir para que eu torça para o bandido. Já fiz até post do ator aqui no blog, Wagner Moura: mistura de carisma, talento e inteligência. – um dos apenas dois posts que tenho sobre atores, vejam bem o quanto admiro o cara – e sempre enfatizo que seu carisma é algo impressionante, acrescentamos a isso seu talento, sua coragem e sua beleza e fica difícil não torcer por ele independentemente do papel. Em segundo lugar, preciso dizer que nunca consigo ser totalmente imparcial em se tratando de Estados Unidos, que se acham acima de tudo e todos, e ao saber que a história é contada pelo ponto de vista deles, já me deixa ligeiramente desconfiada, porém pela obra ter tantos nomes brasileiros que conheço, me deixou segura. Agora vamos aos nomes de Pablo Escobar (Wagner Moura) que não é declarado o protagonista, mas que rouba a cena e Steve Murphy (Boy Holbrook) que cumpriu muito bem o papel (mocinho), porém não me fez torcer por ele.   

(CONTÉM SPOILERS) Secundários: Vou citá-los por ordem de preferência minha, começando por Javier Peña (Pedro Pascal), parceiro de Steve, que pra mim foi bem mais importante na série do que seu amigo protagonista. Ainda que nos últimos episódios ele tenha cometido erros difíceis de engolir – afinal se juntar a traficantes, você que se intitula um policial do bem, para conseguir capturar outro traficante não faz nenhum sentido – e ainda sim não consegui odiar o personagem. Acho que o carisma do ator é muito bom também. Temos também um outro personagem que apesar de ser todo errado, sua lealdade a Pablo me cativou e para incrementar o enredo, seu caso proibido com a irmã de outro traficante fizeram com que eu adorasse demais o Gustavo (Juan Pablo Raba), primo e braço diretor do Patron (Pablo). Tata (Paulina Gaitán), mulher de Pablo, consegue transmitir a dualidade de sua personagem, assim como Connie (Joanna Christie), mulher de Steve. Maurice Compte interpreta Coronel Carrillo, um dos mais corajosos e fortes personagens da série. Gostei da interpretação misteriosa de Valeria Velez (Stephanie Sigman) e de Limon (Leynar Gomez), o último homem de Pablo.          

        

Observações: O que me despertou muito a atenção foi a lealdade de alguns funcionários de Pablo Escobar e também de sua família. Chegava a ser comovente. Por não falar espanhol,  a mim nada incomodou a fala dos personagens, inclusive do Wagner Moura, que nota-se uma melhora considerável na segunda temporada e que soa perfeito.

7

Referências: Há muita contradição sobre o que é ficção e o que é histórico na série. Embora ela seja inspirada na vida de Escobar, existe um outro seriado chamado Pablo Escobar: O patrão do mal, produzido na Colômbia, onde se vê um homem muito mais humano do que na primeira temporada de Narcos. Em contrapartida, o filho do Pablo Escobar deu declarações que o seu pai era muito mais perverso do que o transmitido pela Netflix. Portanto nunca saberemos ao certo o que é real ou não. Até porque o Pablo Escobar que se mostrava para a Tata ou para o filho não era o mesmo que se mostrava ao inimigo (assim como cada um de nós, que nos portamos de acordo com o ambiente e as pessoas à nossa volta). Acredito que a pessoa que mais o conheceu tenha sido Gustavo. Eu ainda assim, achei que na segunda temporada, Escobar estava muito humanizado, melancólico e família. Consegui sentir empatia e tristeza pela situação dele no final. Porque apesar de saber o quanto ele prejudicou a Colômbia e foi maldoso com milhares de pessoas e que deveria ser punido pelos seus atos ilegais e criminosos, à mim o usaram como bode expiatório, querendo caçá-lo a todo custo enquanto outros traficantes se fortaleciam e lucravam em cima disso. É como se fosse pessoal para o presidente da Colômbia e para os E.U.A capturá-lo, tanto que ele não precisaria ser morto, mas foi, perdendo o senso de justiça e passando a ser vingança.

6

Gêneros: Drama, Policial, Suspense, Biografia.

Ganchos: Creio que não seja spoiler dizer que Pablo morre no final da Segunda temporada e que agora surge o Cartel de Cali, onde surge Gilberto Orejuela, o novo maior traficante, para os detetives investigarem. Análise pessoal: Pablo foi apenas o início do tráfico, mas ele apesar de trocar de mãos, não acaba e essa é uma questão para quem assiste analisar, a proibição das drogas protege e defende os interesses de quem na verdade? Enquanto houver proibição, haverá tráfico e milhares de mortes anualmente.

Já voltando às conjecturas da terceira temporada, tenho certeza que será boa, porém ainda não é certo que assistirei, pois Wagner fará muita falta.

Final: Previsível, mas entregou drama, suspense, emoção e ação.

Recomendo?: Sim, sim e sim.

10

Beijos e até mais.

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6 comentários sobre “Seriados: Narcos – 1° e 2° temporada – 2015/2016.

  1. Karla Lo

    Obrigado ancho que verei tudas as temporadas. Adoro muito o tema de máfia e tambem a série Sr. Avila, a última temporada me deixou na dúvida do que passaria com o personagem de Tony Dalton, e pelo o que eu vi no trailer da quarta temporada de Sr. Ávila emocionei muito, ancho que é uma das melhores séries de máfia, parece que vai ser algo bom. De acordo com os detalhes que vi sobre a produção da nova temporada, os lugares serão fantásticos e a história terá um giro inesperado. Não posso esperar!

    Curtido por 1 pessoa

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