Dicas de livros + Próximas leituras.

Boa noite leitores,

Hoje postei mais um vídeo no YouTube e nas minhas redes sociais sobre os livros que estou lendo no momento e queria compartilhar com vocês.

Vídeo YouTube: Dicas de livros + Próximas leituras.

Espero que gostem e deixem seu comentário de qual livro preferem resenha.

Beijos e até a próxima.❤️📚

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Resenha do livro A sombra do vento – Carlos Ruiz Zafón.

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Editora Objetiva – 2004 – Literatura espanhola – 344 páginas – Nota 5 (Favorito).

Boa tarde queridos leitores,

Vamos à resenha desse maravilhoso livro.

Quem preferir pode conferir pelo YouTube Vídeo Resenha

Motivo da compra/ leitura: No final de 2017 ouvi falar tão bem deste livro em um canal literário que me despertou o interesse na hora. Em seguida, fui ao site da biblioteca circula da Prefeitura da minha cidade e descobri três exemplares na biblioteca próxima de casa. E assim o peguei por empréstimo para ler. Já tinha lido outra obra do autor, porém me lembro que na época não gostei muito do livro, “O príncipe da névoa” que adquiri pela internet comprando por um baixo valor. E bom, este novo livro me encantou.

Referências: Fez grande sucesso na Espanha e Alemanha. Este livro foi finalista de prêmios literários espanhóis. O autor escreve para jornais atualmente. Conta um pouco de como foi o período de guerra e pós-guerra no país.

Capa e título: Não achei o título impactante, mas sim ao estilo do autor que adora brincar com elementos da natureza. Já a foto da capa é auto ilustrativa, mostrando um homem e um menino em uma rua deserta e ventosa de décadas passadas. Porém não sei a qual pai e filho representam, se Daniel como filho ou como pai.

Formato do livro: Apesar da história me prender bastante, a leitura é demorada pois quase não há margem e bordas e a letra escolhida é pequena, então cada página leva mais tempo para ler do que o habitual.

Escrita: O livro é narrado em primeira pessoa pelo protagonista Daniel, meu estilo preferido e embora seja uma narrativa bem descritiva de lugares e objetos, não cansa o leitor.

História: A história acontece em 1945, em Barcelona, quando aos onze anos, Daniel é conduzido pelo pai a um cemitério de livros esquecidos, na verdade trata-se de uma biblioteca abandonada de propriedade particular e através das prateleiras ele escolhe um livro aleatório para carregar consigo. A partir da leitura desse livro, escrito por Julián Carax, Daniel deseja encontrar os outros livros do autor e parte nessa missão com a ajuda de várias pessoas. Descobre a história de vida de Carax e como tudo é incerto e nebuloso. Todo o passado vai se desvendando aos poucos e o livro é recheado de reviravoltas e enigmas. Ao mesmo tempo em que Daniel ajuda Fermín, um morador de rua que também está ligado aos acontecimentos e um inspetor de polícia chamado Fumero que começa a perseguir Daniel. Com dois plot-twists maravilhosos a história se desenrola muito rapidamente, envolvendo inúmeros personagens e suas histórias. Um livro para ser devorado, que quando você acreditar ter entendido tudo, descobre que nada sabe. Ainda conta com um fator especial porque o que une os principais enredos da história são os livros.

Gênero: Suspense, mistério, drama, romance e aventura.

Personagens Principais: Temos Daniel que é o protagonista e o que mais me cativou na história toda, mas temos muitos outros personagens fundamentais e interessantes na história como o autor Carax e Fermín com suas histórias tão boas quanto.

Personagens Secundários: Os personagens secundários foram incrivelmente bem trabalhados e tiveram suas histórias minuciosamente retratadas como Dom Gustavo Barceló, sua sobrinha Clara e Bernarda, também Fumero, Fernando Ramos, o padre e amigo de colégio de Carax, toda a família Aldaya, sendo Dom Ricardo, Jorge e Penélope, Jacinta, empregada dos Adaya, o amigo de Daniel, Tomás e a irmã dele Beatriz Aguilar, Isaac e sua filha Nuria Monfort e Miquel Moliner, amigo de Carax por toda a vida, os pais de Carax, Antoni Fortuny e Sophie Carax e ainda Dom Frederico, vizinho de Daniel. A forma como a vida de todos esses personagens se cruzam é impressionante. E como a própria vida de Daniel se assemelha a de Julián também é bem elaborado e criativo.

Observações: É um livro para ser lido de forma concentrada para não se perder em meio a tantos personagens, histórias e mistérios. Aproveito para deixar registrada minha admiração pelo Miquel Moliner.

Trecho preferido: As últimas 100 páginas são muito boas e as histórias que mais me marcaram foram a história contada por Nuria Monfort e o desfecho envolvendo Beatriz, Daniel e Julián. Páginas preferidas: 268, 298, 325, 332, 340.

Recomendo? Sim, muito. Tornou-se um favorito meu.

Sinopse oficial: A história começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Seu pai, ao ver Daniel triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe (já morta), lhe dá um presente: de madrugada, leva-o a um misterioso lugar no coração histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido por poucos na cidade, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, do também barcelonês Julián Carax. Daniel fascina-se sobre o livro e, ao buscar mais informações sobre o autor, descobre que quase ninguém o conhece e que alguém anda queimando todos os exemplares de seus livros. Então começa uma grande aventura que percorre as ruas da ilustre cidade de Barcelona, atravessando as fronteiras do tempo e da imaginação. Com um toque de romance, mistério e aventura.

Beijos e até o próximo post. 🙂

Três novos vídeos no YouTube.

Boa tarde, leitores queridos! Tudo bem?

Venho inspirada a tentar novas coisas através da leitura e hoje postei três novos vídeos no YouTube, meu novo canal e preciso da ajuda de vocês para ter sucesso haha.

O primeiro é uma apresentação minha, com a minha história com os livros, minha trajetória até o blog e trago dicas de leitura e para ler melhor. O dividi em dois porque na empolgação de falar o vídeo ficou com dezoito minutos. Tem informação e serve também para que me conheçam melhor. Primeiro vídeo que compactei. Aguardo vocês lá:

Vídeo YouTube Parte 1

Vídeo YouTube Parte 2

Em seguida fiz um pequeno tour pelas minhas estantes onde ficam meus livros e também serviu de teste porque foi o primeiro vídeo que editei. Se alguém tiver dicas de software de edição gratuito, agradeço. Estou usando o Movie Creator.

Minhas estantes – Vídeo YouTube

Volto em breve para falar sobre os livros que estou lendo “A Sombra do vento” e “O Mundo de Sofia” e os que pegarei na Biblioteca Sexta feira agora. É ainda as trapalhadas que estou cometendo para produzir os vídeos. Não sabia o quanto é trabalhoso kkk.

Beijos e até logo. ❤️😉

Primeiro vídeo YouTube: Livro A desumanização – Valter Hugo Mãe.

Boa tarde, leitores.

Sim, estou empolgada e resolvi fazer um vídeo teste sobre livros ao invés de resenhar. Prometo melhorar no próximo porque tenho consciência que este ficou tosco haha, mas é o primeiro quem sabe de muitos.

Vídeo YouTube – Opinião sobre o livro.

Espero que gostem. Minha cara diz muito kkk.

Até a próxima. Boas leituras 😉

Resenha de Livros: Capitães da areia – Jorge Amado.

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Companhia das Letras – Edição 2008 – Ficção brasileira – Lido 22/01/2018 – 294 páginas – Nota 5.

Sinopse: Capitães da Areia é um drama de autoria do escritor brasileiro Jorge Amado, escrito em 1937. A obra retrata a vida de um grupo de menores abandonados, que crescem nas ruas da cidade de Salvador, Bahia, vivendo em um trapiche, roubando para sobreviver, chamados de “Capitães da Areia”. O livro forma parte do movimento da Romance de 30, marcando uma mudança do modernismo da década anterior, passando de experimentação literária para um engajamento com questões sociais. A perspectiva crítica de Jorge Amado pode ser percebida na composição do núcleo de personagens principais. Essa foi a primeira vez que um menino de rua, fora da lei, assume o papel de protagonista em uma obra literária brasileira. Neste livro, Jorge Amado retrata a vida nas ruas de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia, naquela época afetada por uma epidemia de bexiga (varíola); o aparato policial destinava-se à perseguição pura e simples dos menores infratores, encontrando mesmo prazer na tortura, sem qualquer senso de justiça. Diante do ambiente hostil em que vivem, o grupo de meninos abandonados reage de forma também agressiva, mas de forma a encontrar nas ruas uma certa liberdade; tem por refúgio um velho trapiche (espécie de armazém) abandonado, numa das praias da capital baiana – de onde vem o nome do grupo. Esse trapiche é a única referência de “lar” que possuem; é onde se abrigam, se escondem, e vivem como família. Sua descrição ocupa lugar de destaque no início da obra. Ali constroem suas próprias regras, são os senhores e é objeto de investigação pelas autoridades, que desconhecem onde os mesmos se ocultam. Localizada na Cidade Baixa, parte da capital baiana onde está a zona portuária, é contudo na residencial e mais rica Cidade Alta que os menores realizam suas ações infratoras.

Boa noite, queridos leitores.

Estou inspirada e resolvi resenhar outro livro que terminei de ler hoje. Volto a seguir meu script comum.

Motivo da compra: Quis ler este livro por ser indicação de um dos melhores livros por alguns booktubers no fim do ano passado. Confesso que nunca havia lido Jorge Amado e supus erroneamente por se tratar de um clássico que seria uma leitura difícil, doce engano. O consegui através de empréstimo pela Biblioteca Municipal da minha cidade e sempre faço questão de propagar isso para incentivar à todos que não possuem recursos financeiros para compra de livros a lerem sempre também. Leitura importante aos vestibulandos da vida.

Referências: Este livro foi publicado originalmente em 1937 e sofreu forte censura por ser tratado como livro de caráter comunista. Não irei me ater ao fato de ser ou não e sim ser um livro meramente real e empático. Pude entender o sucesso do autor. Sua história é forte e importante. Traz pautas atemporais, presentes ainda hoje.

Capa e título: Capa azul e ilustrando capoeiristas, gostei bastante. O título também é direto e simples.

Formato do livro: Em letras e margens grandes, torna a leitura bem rápida.

Escrita: Bela surpresa observar a forma de narrativa do escritor, misturando lirismo, texto descritivo e algumas páginas em formatos de leads de jornais, desde o início da leitura torna-se prazerosa.

História: Conta sobre um grupo de garotos abandonados à própria sorte, sem família e sem moradia e as aventuras do dia a dia para conseguirem seu sustento de maneira moralmente errada, furtando e roubando pessoas. O plano de fundo é a cidade baixa de Salvador na Bahia. Se escondem em um trapiche e se aventuram por toda a cidade durante o dia. Torna-se impossível não torcer pelo bem desses meninos. É fácil se solidarizar com suas dores e rancores. Garotos que não possuem nada, sem amor, sem carinho, sem educação, com fome e sede, tratados como delinqüentes e maltratados pela vida e pela sociedade. Não encontram um caminho melhor para sobreviver, apesar de sonharem com um lar, um futuro digno e brilhante. Mostra toda a trajetória desses garotos até os dezoito anos com seus respectivos desfechos. Estadias e fugas de reformatórios e cadeias, assaltos em casas, planos mirabolantes, estupros de meninas inocentes são as partes pesadas do livro. Porém o sentimento de lealdade e união dos meninos, a solidariedade entre eles, a necessidade de afeto amenizam e cativam o leitor.

Gêneros: O livro é pautado pelo drama, com doses de humor e muitas aventuras. Ação através do enredo, o livro torna-se ágil. Emoção e romance também aparecem nas páginas.

Personagens principais: Pedro Bala é chefe do bando e é movido pelo senso de injustiça social. Sem-pernas é o mais revoltado e Volta Seca com estilo de cangaceiro, Professor que é um leitor voraz e sonha ser pintor, Boa-vida que é um malandro, Pirulito que sonha em ser padre e Gato iniciante como cafetão são quem têm suas histórias contadas.

Personagens secundários: Padre José Pedro e Don’Aninha que é mãe de santo são as duas únicas pessoas que se importam e ajudam os capitães da areia. Dora, a única menina do trapiche é outra figura importante na história, apesar de curta.

Trecho preferido: Páginas 266 e 267. Segue um trecho:

“Companheiros, chegou a hora…

A voz o chama. Uma voz que o alegra, que faz bater seu coração. Ajudar a mudar o destino de todos os pobres…Voz de toda a cidade pobre da Bahia, voz da liberdade. A revolução chama Pedro Bala”. O autor consegue fazer um resumo de todos os personagens de forma poética e intensa. Emocionante.

Observações: O livro conta com o ótimo posfácio de Milton Hatoum, escritor renomado e professor de literatura e ainda com uma cronologia de 1912 a 2001. Termina com fotos e imagens finais sobre o autor e o livro. Tratar de um problema social existente no Brasil e se mostrar contra a desigualdade ainda é mau visto por muitos conservadores, mas o autor não incita a violência, ele apenas explica que isso é uma conseqüência e não o início do problema.

Recomendo: Muito!

Agora preciso ler Jubiabá, romance anterior do autor e que trata também de problemas sociais.

Boas leituras e até a próxima.

Resenha de Livro: A guerra não tem rosto de mulher – Svetlana Aleksiévitch.

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Companhia das Letras – 2016 – Narrativas Pessoais – 22/01/2018 – 392 páginas – Nota 5.

Sinopse: A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino – soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente. É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Alexiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.

Boa tarde, leitores.

Olha eu aqui de novo! Resolvi escrever resenha deste livro porque só postar a foto e algumas palavras nas redes sociais não seria justo com essa leitura.

Li este livro por alguns motivos. O primeiro é porque foi escrito pela Svetlana e ela é incrível. Depois de ler Vozes de Tchernóbil virei fã. Não é à toa que ela ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 2015. Segundo motivo foi por tratar da famosa Segunda Guerra Mundial, um assunto que me interessa sempre. Porém minhas leituras deste tema sempre foram através de visões infantis e inocentes das crianças, que acho belo por trazer leveza ao tema ou a partir do ponto de vista masculino. Porém este livro é diferente de tudo porque a autora teve a sacada de contar a história através de mulheres que participaram dessa guerra e o feminismo retratado na argumentação da autora também é especial pra mim.

As personagens que são múltiplas mulheres soviéticas são importantes, a história é emocionante e a narrativa da autora como sempre é impecável. Por isso o livro já seria nota cinco, mas Svetlana vai além nos seus livros. Porque ela consegue prender o leitor pela escrita e aproximar o leitor da história. Você se vê sofrendo e torcendo por essas mulheres. Ela aprofunda a história através dos relatos. Portanto apesar de ser um assunto impactante e muito trabalhado na literatura, ela consegue extrair mais daquilo que escreve. Assim como livros que trazem cachorros como protagonistas e o leitor já sabe que vai se emocionar, as narrativas dela também.

O livro envolve por trazer dados importantes da história, como o fato de um milhão de mulheres lutarem no exército soviético e traz um ponto relevante: por que nunca nos foi mostrado essas mulheres? Acho que isso diz bastante sobre o machismo nosso de cada dia.

As histórias sensibilizam como se tivéssemos ouvindo alguém querido nos contar e você se compadece dessas pessoas assim como fez em seu primeiro livro. O livro também é enxergado como didático, visto que se trata de um assunto importante na História Mundial, algo que me desperta muito interesse. Conta sucintamente a participação de mulheres na guerra desde antes de Cristo, trazendo-nos aprendizado.

O livro conta com citações importantes como de Dostoiéviski “o quanto há de humano no ser humano”. É um livro para ser sugado, devorado e aproveitado ao máximo.

Página 18: “Entre a realidade e nós existe os nossos sentimentos”. O livro não trata sobre a guerra e sim começa fazendo uma censura a qualquer forma de violência e guerra, o que eu concordo totalmente, nos faz refletir para que servem as guerras, qual o impacto dela na vida das pessoas, sobre o ser humano na guerra e suas peculiaridades.

Página 21: “Mulher é mais difícil matar”. Geramos vida.

O livro é bem forte e recheado de personagens contando sua interpretação e experiência na guerra. Uma história que me marcou bastante é contada na página 32. Trata-se de uma mãe que tem que afogar o próprio filho na guerra para que os alemães não ouçam a tropa dela que está escondida. E ao mesmo tempo em que temos consciência da monstruosidade que seja isso, paramos para analisar o contexto: todos seriam mortos. E isso é importante.

Parei para pensar qual seria o limite para o patriotismo. Um limite humano e sensato. Pois a guerra é algo que transforma o ser. Há um instinto de defender sua pátria e sua terra, de obediência ao governo, de sobrevivência, de lutar e de matar pelo país que não concordo, porém acho que consegui entender. Quem não lutava era visto como traidor. Quem era capturado pelos alemães também. A vida não tinha valor. Dizem que não existe nada mais forte do que amor de mãe e o livro nos mostra algo novo.

A autora também mostra trechos que o censor não queria que fossem divulgados e nos é exposto que a guerra sempre foi contada pelo lado da vitória e do glamour, se é que é possível. Porém os horrores, as doenças, a fome e toda a desgraça são omitidas do mundo. Talvez porque qualquer pessoa sensata que conheça realmente o que seja uma guerra, nunca queira participar de uma.

Pág 9: “Milhões de assassinados por nada. Abriram um caminho na escuridão” – Óssip Mandelstam. A autora deixa bem claro o que pensa da guerra logo de início no livro. Mas tem a sabedoria de não julgar ou criticar as histórias que ouve. Apenas se emocionar, assim como aconteceu comigo.

Pág 12: “A guerra feminina tem suas próprias cores, cheiros, sua iluminação e seu espaço sentimental”. Mas não se enganem achando que essas mulheres eram frágeis. Lutaram e desempenharam todas as funções existentes assim como os homens.

A verdade é que o livro é bem triste. Porque quando refletimos sobre vinte milhões de soviéticos que pagaram pela vitória com suas próprias vidas durante os quatro anos de apenas essa guerra é aterrorizante. Importante dizer que se estima que até hoje ocorreu cerca de três mil guerras. (pág 89). É difícil expressar que até hoje o mundo não aprendeu a amar.

O ódio tomou o coração de todos e o discurso dos ditadores Stálin e Hitler foi de uma perversidade doentia. O livro conta histórias dessas mulheres como mães que tiveram que deixar seus filhos, como esposas que perderam seus maridos na guerra, sobre amores proibidos, sobre salvamentos e resgates de homens estranhos e como essas mulheres sofreram ainda mais após a “vitória” por não terem para onde voltar, por estarem doentes e incapacitadas, por estarem com traumas e o psicológico destruído e ainda pior, por não terem boa fama entre seu próprio povo que achavam que essas mulheres faziam a vez de amantes dos homens combatentes.

Recomendo muito mesmo!

Beijos e até a próxima.