Livro: Feliz Ano Novo – Rubem Fonseca.

Boa tarde leitores,

“…o que importa não é a realidade, é a verdade, e a verdade é aquilo em que se acredita”.
O que me fez procurar e ler este #livro foi saber que durante muito tempo ele foi censurado no país. E não é difícil entender o porquê.
Contos curtos, politicamente incorreto, uso de preconceito, estigmatização e palavras chulas. O autor utiliza o recurso de ironia, assim tanto a obra pode ser uma crítica a sociedade em sua forma de pensar ou um egocentrismo do autor.
Fantasioso, mórbido e expondo mortes chegando a retratar o canibalismo.
Dizendo tudo isso, talvez parece que eu não tenha gostado, mas a verdade é que a #leitura é fluída, rápida e envolvente. Escrito bem.
Algumas das crônicas abordam: ladrões assassinos, Colunista de jornal, Jogador de futebol, Desempregado, Psicopata, Paranóico e Egoísta, quase todos representados por homens.
No final do volume, em forma de entrevista, o autor faz forte crítica ao que é considerado pornografia e vulgaridade pelos meios de comunicação e público.

#felizanonovo #rubemfonseca #agir #selo
#novafronteira #2009 #edicao #conto #brasileiro #notaquatro #literaturanacional #leitora #leituradodia #rapida

Beijos e até a próxima 📚.

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Livro: Fahrenheit 451 – Ray Bradbury.

Boa noite leitores,

Eu precisava completar a tríade de #distopias e reconheci algumas semelhanças com #1984 e #admiravelmundonovo. Só que este só perde para o #livro de George Orwell.
Bem fluído e bem escrito. O tipo de #leitura para se usar um marca texto e lápis, além de pausar a cada fim de página para refletir sobre o texto. Pensei até em fazer um vídeo sobre ele porque é muita informação (e talvez eu faça).
O título é uma referência a escala de temperatura dos Estados unidos. O número é o mesmo do capacete do bombeiro protagonista.
O prefácio dessa edição é incrível e já nos preenche de informação, referências e análises, por Manuel da Costa Pinto.
O texto futurista publicado em 1953, se passa nos anos 1990, numa cidade dos EUA, onde as casas são à prova de combustão, por isso, o trabalho dos bombeiros desse universo é o de incendiar livros. Há total controle social, como todo livro de autoritarismo por meio da força e violência. Neste, os próprios civis que iniciaram a transformação da realidade e fazem o papel de vigiar seus semelhantes, denunciando qualquer prática de leitura, pensamento, religião e lazer como conhecemos. O sonho da racionalidade é sempre a morte da liberdade neste tipo de livro.
Guy Montag, após anos de submissão e subserviência, queimando livros, casas e pessoas a mando do Estado, conhece Clarisse, uma personagem livre e inspiradora que indaga sobre o por quê das coisas. Mildred, a esposa, existe a base de pílulas e estimulando a total falta de privacidade, através de telas onde indivíduos interagem como se fossem famílias, num completo mar de ócio, vazio e superficialidade. São quase dois estranhos morando juntos.
Faber, um antigo professor o ajuda quando Montag começa a perceber a loucura existente. Confrontando seu chefe dos bombeiros, Beatty, a personificação do aplauso a ditadura.
São inúmeras frases significativas, associação aos pensadores e filósofos e interação com outros livros.
“Onde se lançam livros às chamas, acaba-se por queimar também os homens” Heine. Pág 18.
Dois acontecimentos do livro são bem previsíveis, mas algumas situações inusitadas e uma dúvida que nos segue até a página final.
Narrado em terceira pessoa, com cadência reduzida devido as reflexões propostas.
O posfácio do autor é sobre o andamento da obra, quando escrita.
Temos o CODA, uma crítica do autor a tendência de mercado de reduzir textos de autores e obras. As duas páginas finais são um resumo sobre a vida do autor.

Existe #adaptacao no #cinema desta obra para quem quiser conferir.

#fahrenheit451 #raybradbury #2012 #globo #selo #bibliotecaazul #ficcaocientifica #notacinco #classicos
#literaturaestrangeira #leitora.

Beijos e até a próxima 📚.