Livro: Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente – Igor Pires da Silva.

Boa noite leitores,
Tentando focar nos inúmeros #livros digitais que eu já tenho, essa foi uma #leitura rápida e fácil. Confesso que pelo título imaginei algo bem diferente, mas após a surpresa, gostei. Ao estilo poético, dramático e romântico, temos textos curtos sobre sentimentos e a vida. Me lembrou #rupikaur. Temas como amor, solidão, amizade, desilusão, abandono, responsabilidade emocional, amor próprio e perdão tornam fácil a nossa identificação com pelo menos alguns dos textos. Os desenhos são lindíssimos e agregadores. É dividido em três partes. Meu texto favorito foi o 26. Sobre encontrar na gente aquilo que buscamos no outro. Tocante.

Indo contra a tendência dos textos curtos e superficiais que são postados nas redes sociais, o coletivo literário Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente (TCD) passou a produzir e compartilhar um conteúdo extenso, profundo e extremamente poético em suas páginas no Facebook e no Instagram. Com seus escritos e ilustrações, eles acabaram atingindo um público muito maior do que o esperado, nos mostrando como, apesar da crescente agilidade que nossa comunicação exige, ainda precisamos de tempo para digerir e entender nossas complexas relações humanas. Para este livro, foram produzidos textos inéditos que ganharam a companhia das sensíveis ilustrações de Anália Moraes.

Beijos e até a próxima .

#textoscrueisdemaisparaseremlidosrapidamente #igorpiresdasilva #globoalt #2017 #poesia #literaturabrasileira #infantojuvenil #notatres #metadeleitura #lendo #leitora

Livro: A hora da estrela – Clarice Lispector.

Boa tarde, leitores.

Este livro ganhei em e-book. Sei da magnitude da autora, porém durante a vida adulta, não me lembro de ter lido nada dela, o que é vergonhoso. Eu escolhi esse #livro porque parecia um bom início, de poucas páginas, uma história aparentemente comum para conhecer o trabalho dela.  Porém nada há de comum na autora. Ela se utiliza de um narrador-personagem masculino para nos fazer entender muita coisa. Como o preconceito e a injustiça entre autor e personagem. Um estilo único. A história é fluída, porém a inserção de pensamentos do autor dificulta um pouco. E acho que essa é a base do livro mesmo. Com análises, aprendizagens importantes, Clarice e Macabéa nos cativam. O início do livro é tedioso, mas ganha agilidade e o final do livro, ainda que esperado, é impactante. A simplicidade e humildade pretendida por Clarice é um ponto fundamental no texto.

A história da nordestina Macabéa é contada passo a passo por seu autor, o escritor Rodrigo S.M. (um alter-ego de Clarice Lispector), de um modo que os leitores acompanhem o seu processo de criação. À medida que mostra esta alagoana, órfã de pai e mãe, criada por uma tia, desprovida de qualquer encanto, incapaz de comunicar-se com os outros, ele conhece um pouco mais sua própria identidade. A descrição do dia-a-dia de Macabéa na cidade do Rio de Janeiro como datilógrafa, o namoro com Olímpico de Jesus, seu relacionamento com o patrão e com a colega Glória e o encontro final com a cartomante estão sempre acompanhados por convites constantes ao leitor para ver com o autor de que matéria é feita a vida de um ser humano.

Beijos e até a próxima 📚.

#ahoradaestrela #claricelispector #rocco #2008 #literaturabrasileira #notatres #leitora #lendo #metadeleitura #ficcao #romance #drama.

Livro: O constante correr das horas – Justin Go.

Boa tarde, leitores.

Este livro comprei em uma grande promoção há muito tempo atrás. Achei a premissa interessante. A estrutura narrativa é boa, misturando passado e presente, os personagens são atraentes, mesclando entre dois protagonistas masculinos e uma feminina. Porém o que começa prometendo surpreender, se arrasta no decorrer das páginas, com pouca fluidez em boa parte da #leitura, com eventos repetitivos e sem emoção e suspense. Continuei lendo visando o final do livro, porém fiquei consternada e decepcionada com a falta de respostas e desfecho raso. Não é um livro ruim, porém eu não indicaria provavelmente. Meu personagem favorito foi Ashley. O livro tem variedade de assuntos que chamam a atenção, tentando nos conectar com os temas abordados.

O constante correr das horas é um romance sobre paixão, buscas, heranças e coragem ao longo do século XX. Em 1924, o rico montanhista inglês Ashley Walsingham morre ao tentar escalar o monte Everest, deixando um testamento que destina sua fortuna a um antigo amor, Imogen Soames-Andersson — com quem não encontrava havia sete anos. Os advogados de Ashley procuram em vão por Imogen, e os bens permanecem sem dono.
Oitenta anos depois, novas informações levam os advogados do escritório a Tristan Campbell, um jovem americano que pode ser o atual herdeiro dos bens de Ashley. Se Tristan for capaz de provar que é descendente de Imogen, conseguirá recuperar a herança. Mas faltando apenas algumas semanas para o prazo expirar, Tristan deve se apressar para levantar as provas de que precisa. Dos arquivos de Londres, passando pelas batalhas de Somme, aos fiordes da Islândia, Tristan tenta juntar as peças da história por trás da riqueza abandonada: um caso de amor arrebatador que durou até Ashley ser chamado para combater junto à Frente Ocidental; soldados desesperados cuja única esperança é sobreviver; uma expedição ao topo de uma das maiores montanhas do mundo. Seguindo a trilha de pistas que se estende por toda a Europa, Tristan se vê consumido pela história de Ashley e Imogen, mas, à medida que se aproxima da verdade, percebe que o fim de sua busca pode ser mais do que uma fortuna. Comovente e apaixonante, O constante correr das horas é uma narrativa grandiosa, que alterna com fluidez passado e presente para falar de um amor que transcende o tempo e despreza classes sociais.

Beijos e até a próxima 📚.

#oconstantecorrerdashoras #justingo #intrinseca #2015 #ficcaoamericana #notatres #leitora #lendo #metadeleitura #alpinismo #guerra #romance #viagem.

Livro: A rainha vermelha – Victoria Aveyard.

Boa tarde, leitores.

Finalizei essa #leitura no fds. Um livro parado na minha estante há uns três anos, o comecei a ler devido ao tamanho das letras, sua formatação me fez deduzir que seria rápida. Gosto do estilo, porém não li muita coisa do gênero, portanto para mim foi uma ótima surpresa. Gostei da narrativa, do desenrolar, da fluidez, dos personagens, embora o fato batidíssimo de todos os personagens masculinos se interessarem pela protagonista me enfadonha bastante. As reviravoltas e surpresas são boas, inesperadas. A história nos prende até o fim. Esse é o primeiro de uma saga de três volumes. Talvez eu tente ler a continuação em algum momento desse ano. No livro que inicia a saga e a intitula, a sociedade de Norta é apresentada. Dentro desse sistema social, o que determina a posição de um indivíduo é a cor do sangue: vermelho ou prateado. Os habitantes com sangue vermelho integram a plebe do reino, estão destinados a sustentar os caprichos da elite e realeza, ambas com sangue prateado, além de servir como soldados nos fronts de uma guerra empreendida há anos contra os reinos vizinhos. Mais do que a simples diferença de cor do sangue, os prateados se estabeleceram como governantes graças aos poderes sobrenaturais que esse tipo sanguíneo confere ao portador, tornando-o quase invencível. Ardilosa e calculista, a autora tece uma narrativa cheia de tramas e jogos políticos. A escrita em primeira pessoa intensifica a sensação de conspiração durante toda o enredo. Acho um livro importante, pois embora seja no campo magia, alguns pontos e temas sugerem reflexão.

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue uma chance.

Beijos e até a próxima 📚.

#arainhavermelha #victoriaaveyard #seguinte #selojovem #ciadasletras #2015 #literaturajuvenil #fantasia #notaquatro #ficção #estrangeira #leitora #lendo #metadeleitura

Livro: O menino que desenhava monstros – Keith Donohue.

Boa tarde leitores,
Primeiro #livrolido do ano e vamos de #terror.
Comprei este livro faz uns três anos pela internet com preço promocional. Porém não tinha muita expectativa sobre ele.
Não posso esquecer de falar bem dessa capa e acabamento lindo, mesmo com essa arte assustadora.
O título já deixa óbvio que a história é sobre um menino que desenha monstros. Comecei a ler sem nenhuma informação externa.
Jack Peter, o protagonista é um menino que tem doença de Asperger. O que o torna introspectivo e sem muito contato com a realidade. Senti um misto de empatia com impaciência durante a narrativa. Seus pais, não sabendo lidar com a doença, agravam a história. E temos uma mistura de #misticismo, #religiosidade, #fantasia, drama e #horror. Porém não me convenceu em diversos momentos. Achei a narrativa cansativa e repetitiva. Não foi fluída ou agradável. Não soa palpável. Tentando entender o que de fato estava acontecendo, chegamos a conclusões incorretas e isso foi interessante. O final do livro é o ponto alto. Adorei. Surpreendente. Mas os personagens não são cativantes. Nem Nick, único amigo de Jack, nem os pais de ambos, nem o padre e tão pouco sua ajudante, que foi uma incógnita pra mim deixando dúvidas não esclarecidas.
Talvez por esperar algo mais concreto e menos rocambolesco fiquei um pouco decepcionada. Há #adaptacaoliteraria em filme e pretendo assistir.

Jack Peter é um garoto de 10 anos que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há monstros embaixo de sua cama e a espreita em cada canto. Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador.

Beijos e até a próxima 📚.

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