Uma homenagem a: Domingos Montagner

Bom dia, leitores.

Tudo bom com vocês? Mais uma semana começando e hoje precisei fazer um post diferenciado, pois não pude me manter indiferente a tragédia que ocorreu Quinta-feira passada. Gostava muito do ator desde Jóia Rara, especificamente, e o carisma e o talento desse grande homem era impressionante. Fiquei triste com a notícia e reflexiva quanto à minha própria vida.

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Personagem Santo em Velho Chico

Domingos Montagner Filho (São Paulo, 26 de fevereiro de 1962 — 15 de setembro de 2016) foi um professor, ator, teatrólogo, palhaço e empresário brasileiro. Iniciou sua carreira como professor de educação física, até que por curiosidade começou a fazer aulas de trapézio, iniciando sua trajetória em teatros e circos, através do curso de interpretação de Myriam Muniz. Em 1997, ele formou o grupo La Mínima, ao lado de Fernando Sampaio, e ganhou o Prêmio Shell de Melhor Ator. Em 2003, fundou o Circo Zanni, do qual foi diretor artístico. Amava se apresentar como palhaço e rabiscou alguns poemas. Começou sua carreira na TV, três anos depois, mas ganhou notoriedade nacional, dentre outros, ao interpretar o Capitão Herculano, na telenovela “Cordel Encantado” (2011), Mundo em “Joia Rara” (2013), e Miguel, em “Sete Vidas” (2015). No cinema, fez participação no longa Gonzaga: De Pai pra Filho (2012), de Breno Silveira. Em 2016, interpretou Santo, protagonista da telenovela Velho Chico, transmitida pela Rede Globo, seu último trabalho. Em um intervalo entre as gravações, morreu ao afogar-se enquanto se banhava no rio São Francisco, cenário principal da novela.

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Personagem Herculano em Cordel Encantado
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Personagem Miguel em Sete Vidas
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Personagem Mundo em Jóia Rara

 

Nasceu no bairro paulistano do Tatuapé numa família de descendentes de italianos. Sua carreira artística começou no circo, na companhia de seu teatro La Mínima, em 1980. Em 1990, ingressou no teatro como palhaço. Na televisão fez poucas participações, como o seriado Força Tarefa e A Cura. Também participou do seriado Divã, em que fez Carlos, o amante da protagonista Mercedes, vivida pela atriz Lília Cabral. Em 2012, viveu o presidente Paulo Ventura na minissérie O Brado Retumbante. No mesmo ano, interpretou em Salve Jorge o guia turístico Zyah, que se apaixona por Bianca, personagem de Cléo Pires. Em 2013, viveu o ativista Mundo em Joia Rara.Em 2014, foi escalado para ser o protagonista de Sete Vidas, no papel de Miguel, um homem que descobre ter sete filhos, após ser doador de esperma. Sua última atuação foi em 2016, na telenovela Velho Chico, interpretando o personagem Santo.

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Personagem Paulo Ventura em O Brado Retumbante
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Personagem Zyah em Salve Jorge

Ainda no Cinema protagonizou os seguintes filmes:

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De onde eu te vejo – 2016 – Personagem Fábio
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Vidas partidas – 2016 – Personagem Raul
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Um namorado para minha mulher – 2016 – Personagem Corvo

Este último filme teve sua estréia agora em Setembro e pode ser vistos nos cinemas do Brasil. 

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Meu desabafo no Facebook

Peço desculpas pelo clima desta Segunda-feira, mas que nos sirva de motivação e inspiração para a felicidade HOJE. 

Até Quarta-feira 😉

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Wagner Moura: mistura de carisma, talento e inteligência.

wagner-moura

O poder que os atores têm de encantar.

Sou assim, quando gosto, gosto muito e possivelmente para sempre. Quando um ator ou atriz brasileira (o) ou estrangeiro ganha minha atenção, tenho a tendência de ir pesquisar sobre ele e acompanhar seus próximos projetos e ver seus antigos trabalhos realizados.

Teria inúmeros nomes para abordar e colocar em uma lista imaginária, mas hoje, em particular quero falar sobre o ator e músico Wagner Moura.

A primeira atuação que vi do ator foi em Sexo frágil, uma série na televisão aberta, focando no humor para tratar de histórias de comportamento de gêneros, interpretando personagens masculinos e feminismos, com um bom elenco, embora ele já estivesse trabalhando no teatro há tempos, algo que nunca tive o prazer de ver. Em a Lua Me Disse, não me prendi a trama, mas em Paraíso Tropical, no papel de Olavinho em parceria com Camila Pitanga como Bebel, confirmei de que o seu talento e carisma na interpretação do personagem, me faria torcer pela vitória dele, sendo o mocinho ou vilão, na verdade sendo qualquer coisa. Eu devo admitir que nunca gosto muito dos mocinhos mesmo. Peço desculpas rsrs.

Wagner Maniçoba de Moura, 39 anos, Bahiano, em um discurso ao ganhar um prêmio em sua cidade, homenageou seu pai e ali me comoveu de forma profunda.

O primeiro filme que vi do ator, Deus é brasileiro, reafirmou minha admiração, seguindo para Carandiru, O homem do ano, Ó Pai, Ó, mas foi em Tropa de Elite que vi algo que me surpreendeu, sou totalmente contra seu modo de operar no filme e ainda sim, torci por ele, consegui sentir sua angústia e sua dor, enfim, seu lado da história. O Tropa de Elite 2, me fez manter a mesma posição. Daí comecei a ver os filmes que ele era parte do elenco pelo “simples” motivo dele estar ali. O Homem do futuro, A busca, Serra Pelada, A praia do Futuro, Trash – A esperança vem do lixo me fizeram constatar o quando ele se transforma pelo papel, a sua interpretação grandiosa nos faz acreditar que ele seja realmente aquela pessoa, se transforma no personagem de forma física e psicológica e o admiro por isso. E em A Praia do Futuro, o achei tão absurdamente incrível que fica difícil descrever. Em seu mais recente projeto, Narcos, série da Netflix, ele ganhou notoriedade mundial, sendo indicado ao prêmio de melhor ator em série dramática no Globo de Ouro, não ganhou o prêmio, mas ganhou o mundo. Adorei sua entrevista no The Tonight Show com Jimmy Fallon falando da preparação para interpretar Escobar. Fico triste em saber que a segunda temporada, ele dará adeus à série, mas já era óbvio desde o início, não existe outra forma de contar a história. Li em uma entrevista que o produtor e roteirista da série disse que o público norte-americano ficou fascinado pela série e rebateu a declaração do filho de Pablo Escobar de que a série glamourizou os crimes do pai, sendo que o fato das pessoas amarem o traficante colombiano é devido ao carisma e apelo de Wagner Moura, sua atuação é culpada no bom sentido por Escobar ser um bom vilão, parecido com a história do próprio em sua jornada real. Isso, eu e os brasileiros já sabíamos desde sempre. Impossível não amar e torcer por ele. A repercussão que ele dá a qualquer projeto que participe é evidente e o sucesso é inegável. Tento não transparecer muito meu lado tiete, não sei se consegui, acho-o formidável e com uma alma linda demais. Sem deixar escapar o Tributo à Legião Urbana, uma banda que amo desde sempre, no qual ele foi responsável pelo vocal ao lado de Villa-Lobos e Bonfá, ao vivo, transmitido para todo o Brasil, cantando todas as músicas principais que já conhecia de cor e foi maravilhoso mais uma vez perceber sua entrega e dedicação.

Volto em breve para falar de uma atriz brasileira que admiro muito também 😉