Seriados: The Affair – 1° temporada – 2014.

Bom dia, lindos.

Mais uma série assistida e ainda que tardia, pois na gringa já está pra sair a quarta temporada e eu ainda estou na segunda, eu adorei. Comecei a assistir essa série por causa de Joshua Jackson, que está no elenco, o eterno Pacey de Dawson´s Creek, por quem fui apaixonada na adolescência.

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História: Uma série produzida pelo canal a cabo Showtime nos Estados Unidos, criada por Sarah Treem e Hagai Levi, mostra a história de dois personagens que tem um caso extraconjugal e as conseqüências emocionais que isso traz a eles e suas famílias. Separado em duas partes em cada episódio, temos as perspectivas da história a partir do ponto de vista de Alison e Noah contando as mesmas coisas com uma visão distinta. Usado como memórias contendo o passado em comum dos protagonistas, observamos uma visão feminina e masculina bastante incongruentes.

Quantidade de capítulos: São dez capítulos por temporada, cada capítulo com aproximadamente cinqüenta e oito minutos cada.

Abertura: The Affair, em tradução literal como O Caso, tem a abertura mostrando uma praia, o mar, cenas sensuais de casais sem rosto, uma criança correndo pela praia e páginas de livros, tudo que é contexto na história, assim como imagens dos próprios personagens. Existe uma sensação de afogamento durante as imagens no mar, que coincide com o que os personagens passam após o caso de Noah e Alison ter início.   

THE AFFAIR

Trilha sonora: A música tema de abertura é de Fiona Apple chamada Container, escrita especialmente para o seriado. A canção conta a história de uma mulher que morre ao gritar de um lugar alto, que desencadeia uma avalanche que mata um homem. Que pode-se dizer, encaixa com o enredo da série.

Imagem: As imagens mostram bem o local praiano, assim como o fato de Alison se deslocar para todos os lugares com sua bicicleta, dando a sensação de cidade pequena e interiorana. Não existe efeitos especiais ou um tratamento especial nas imagens, portanto não é algo que chame a atenção.

Cenas: As cenas trabalham bem em separado para que entendamos os dilemas dos quatro personagens, ainda que Helen e Cole não tenham o privilégio de expor seus pontos de vista. Isso me causou certo incomodo, pois parece injusto com eles. Parecem bons esposos e é como se não merecessem a traição que sofrem, ainda que Alison e Noah tentem culpá-los por seus deslizes e fracassos. O caso extraconjugal funciona como uma válvula de escape para que os dois fujam de suas vidas frustradas.E isso não é bom, pois não consegui sentir empatia pelos dois, apenas pelos outros dois traídos. Como se os personagens principais não merecessem e não estivessem à altura de Cole e Helen.

Personagens principais: Temos Alison (Ruth Wilson), uma garçonete que trabalha em um restaurante popular na cidade de Hamptons, que tenta superar ao lado do marido, Cole (Joshua Jackson) a perda de um filho de quatro anos, além da luta de Cole para manter o casamento estável e o rancho de sua família funcionando, mesmo com diversos problemas financeiros. Até que surgem na cidade um casal Noah (Dominic West) e Helen (Maura Tierney) com seus quatro filhos menores de idade que estão passando as férias na casa dos sogros de Noah existente no local. Casados há dezessete anos, ele é professor e escritor e está sofrendo um bloqueio para escrever seu segundo livro, enquanto Helen tem uma loja de artigos artesanais.

Secundários: Temos a presença constante dos quatro filhos de Noah, Martin, Trevor, Stacey e Whitney Solloway. Max, o melhor amigo de Noah tem o papel de ajudar e consolar o amigo, o Detetive Jeffries, o pai e a mãe de Helen, que interferem no casamento da filha em todos os momentos, os três irmãos de Cole e suas mulheres, além da mãe dele. A mãe de Alison também tem papel importante para entendermos a personalidade de Alison, assim como a avó dela. Temos ainda Oscar, o chefe de Alison e Jane, sua amiga de trabalho. Para finalizar temos a presença de Harry, editor de Noah.

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Só quero expressar o quanto não concordo com a troca que Alison fez haha

 

Referências: O que fica bastante claro é a diferença entre as memórias dos protagonistas, na qual Noah trata como se fosse um caso de somente sexo e como Alison é explorada  corporalmente na visão dele, enquanto na dela, existe um contexto de romance presente. Na visão dele é como se ele quase fosse obrigado a ter o caso e na de Alison é como se ele a resgatasse da depressão, pois ela se vê bastante deprimida. Temos um elemento chave que é um assassinato que envolve os personagens e que vamos tentando descobrir quem morreu e quem matou ao longo da temporada, sem saber qual das histórias é verdade e qual é fantasia. Temos ainda alguns elementos importantes que acrescentam drama à história, como a relação com drogas na família de Cole e o envolvimento da filha de Noah com um dos irmão de Cole.

Gêneros: Drama e Romance.

Ganchos: O gancho se mantêm pois a solução para o caso do assassinato se arrasta durante os episódios enquanto pistas vão sendo dadas a quem assiste, bem aos poucos. Cumpre bem o papel. Apenas há um problema entre o terceiro e quarto capítulo da temporada, pois perde o fôlego e fica parecendo enrolação. Quase senti vontade de parar de assistir, mas a partir do quinto episódio a série volta a ficar interessante até o final.

Final: Esperava mais, devo admitir. Mas é um seriado sem prazo de validade para acabar, então muitas dúvidas nos seguem para a segunda temporada e ficamos na busca de respostas, com uma sensação de vazio.

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Recomendo?: Sim, recomendo.

Beijos e até a próxima.

Seriados: The Americans – 1° temporada – 2013.

Bom dia, adoradores de series.

Comecei a assistir essa série porque pesquisando sobre as séries que eu vinha assistindo, encontrei ótimos comentários sobre ela e o fato de ser pouco divulgada nos meios de comunicação e entre as pessoas aqui no Brasil, pois apesar de ser um sucesso lá fora, aqui no país muita gente não conhece, me despertaram a vontade de assistir. Pelo enredo, eu acreditei que não seria muito interessante, pois histórias de espiões não são minhas favoritas. E que grata surpresa eu tive. Já estou terminando a segunda temporada pelo Netflix e ainda existem mais duas lançadas e mais uma confirmada para este ano.

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História: A série que foi criada por Joe Weisberg, produzida nos Estados Unidos e adquirida pela FX (canal de TV pago), tendo como tema a Guerra Fria, na década de 1980. Dois agentes da União Soviética, conhecida como KGB, são recrutados, treinados e instalados em Washington, nos Estados Unidos se fazendo passar por uma família comum americana. Eles fazem parte da Diretoria S que é um projeto secreto visando cuidar dos interesses da URSS na capital americana sem levantar suspeitas. Essas missões incluem extorsão, assassinato, sexo com as vítimas caso necessário e muitos disfarces. Para completar a história, o casal da KGB se descobre apaixonado após anos desse casamento de fachada e precisam lidar com esses novos sentimentos. Apesar de ter sentido certa dificuldade no começo da temporada para entender o que estava acontecendo em determinados momentos, aos poucos, começou a soar natural o diálogo tanto entre americanos quanto os russos.

Quantidade de capítulos: São treze episódios de cinqüenta minutos cada um em média em cada temporada.

Abertura: A abertura mostra fotos e recordações como em um filme caseiro do casal protagonista e seus filhos, assim como imagens importantes sobre o assunto tratado, como o presidente Regan.

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Trilha sonora: A trilha sonora foi algo que gostei bastante, focando no rock clássico e dos anos 80, que é quando a história acontece.

Imagem: Boa qualidade de imagem e bons elementos que retratam a época.

Cenas: A mistura de cenas paradas e de ação funciona bem. Assim como a forma com a qual a história é contada, mesclando presente e passado para que entendamos a trama.

Personagens principais: Elizabeth – em russo, Nadezhda – e Phillip Jennings – em russo, Mischa – representados por Keri Russel (aquela gracinha do seriado Felicity) e Matthew Rhys  (de Brothers & Sisters), este eu desconhecia qualquer atuação. Os dois além de terem uma química em cena incrível, são personagens muito interessantes. Ela mais determinada e leal à pátria. Ele mais medido e sereno. Personagens inteligentes, bastante leais um com o outro, cativantes, sedutores, conciliando muito bem a vida de agentes de viagens, pais, donos de casa e agentes da KGB secretamente.

Secundários: Paige e Henry, filhos do casal, Stan Beeman (Noah Emmerich) é um agente do FBI da unidade de contra-inteligência, que nada mais é do que um caçador de espiões que a principio deveria ser o mocinho da história, mas vemos que não é bem assim no decorrer dos capítulos. Sua esposa e filho que são vizinhos dos Jennings. Temos Nina que é agente dupla, trabalha na embaixada soviética, mas se envolve com Stan passando informações. Martha, que trabalha no mesmo departamento que Stan como secretário e se envolve com Phillip disfarçado e também vira agente dupla sem saber. Também temos Amador que é parceiro de Stan, Jasper que é supervisor do FBI. Um dos personagens mais aclamados pela crítica foi Claudia, que intermédia o contato entre o casal e a liderança da organização, como uma mediadora.

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Referências: O que eu gostei bastante da série é que apesar de americana, a visão dos dois lados é bem imparcial, mostrando pontos positivos e negativos de ambos, algo que não vemos normalmente em produções dos EUA. A série foi criada baseada em fatos reais, como no “Programa de Ilegais” russo descoberto pela inteligência americana em 2010, que consistia em plantar agentes dormentes por todos os Estados Unidos para espionagem e atacar caso necessário. Foi enviado de volta à Rússia em troca de prisioneiros americanos. Outra fonte da série é o livro escrito por Vasili Mitrokhin, ex-agente da KGB, o serviço secreto soviético, que relata os bastidores da inteligência soviética. A série apesar de mostrar cenas de nudez e violência, não foca nisso. Assim como o romance entre os protagonistas é totalmente em segundo plano. Há uma quebra de paradigmas, com espiões assemelhando à pessoas comuns, sem fantasia de super poder ou um padrão perfeito de beleza. Outra curiosidade é que o criador da série é um ex-agente da CIA.

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Gêneros: Drama, suspense, espionagem, guerra.

Ganchos: Os finais de capítulo são fechados, embora seja uma história contínua ao longo da temporada onde diversos acontecimentos vão surgindo, não existem muitos ganchos. O que acontece é determinado personagem ou história surgir em um capítulo e retornar após alguns outros. Ainda sim, não perde a cadência e você se interessa pelos próximos.

Final: O final da primeira temporada é muito importante, pois há uma ameaça forte que envolve os protagonistas e o risco que eles correm o fazem repensar em algumas coisas. Deixa bastante questões em aberto para a segunda temporada, principalmente no quesito em quem confiar.

Recomendo?: Sim, bastante.

Para finalizar deixo vocês com imagens desse ensaio maravilhoso do casal para a revista GQ, sim, pois eles são um casal na vida real também, iniciado em 2014 e juntos até o momento haha.

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Beijos e até logo.

Seriados: Narcos – 1° e 2° temporada – 2015/2016.

Bom dia, fãs de seriados .

Sempre fico um pouco tensa para falar de seriados que acabei de assistir e que gostei muito. Bate aquele “medinho” de não conseguir transmitir para vocês o quanto eu fiquei feliz. Mas eu vou tentar:

História: A série Narcos, comprada e exibida pela Netflix, foi criada por Chris Brancato e Eric Newman, sendo uma produção americana. A produção e execução dos capítulos foram intercaladas por diversos nomes, incluindo José Padilha (quem admiro muito). O locutor da história é um agente da D.E.A, chamado Steve Murphy. Cabe a ele, em meio a um emaranhado de crimes, tentar descobrir o paradeiro de Escobar e outros líderes dos cartéis colombianos. Ronald Reagan, que era presidente dos Estados Unidos na época em que a cocaína colombiana invadiu a América, é figura presente em diversos momentos da série. Enquanto isso, os colombianos viviam um dilema. Queriam o fim da violência extrema e de atentados promovidos por traficantes, mas também não gostavam da interferência do “imperialismo” americano. Coube a César Gaviria (presidente da Colômbia) encarar o desafio. Steve é designado para a missão e parte de Miami para morar em Medelín (cidade conhecida como cidade do Pablo, onde ele cresceu), para facilitar as investigações.

Quantidade de capítulos: Cada temporada tem dez episódios de cerca de cinqüenta minutos cada um.

Abertura e título: o título faz relação com o narcotráfico e a abertura mostra paisagens da Colômbia, assim como momentos da vida de Pablo Escobar em família na fazenda e ainda mostra imagens de drogas, armas, sexo e erotismo.

Trilha sonora: A canção “Tuyo” de Rodrigo Amarante que é trilha da abertura é uma música envolvente que encaixou bem com as imagens e não cansa assistir. Músicas latinas durante os episódios e desconhecidas no Brasil, as quais gostei das batidas.

Imagem: Imagens com câmeras que transmitem à época correta. Figurinos, objetos que remetem a isso. Muito cigarro em todas as cenas, seja de nicotina ou o cigarrinho do Pablo. As imagens mostram momentos crus, como cenas de nudez, sexo, violência, as fábricas da cocaína a céu aberto e muito dinheiro, sendo simples e satisfatórias.

Cenas: As cenas de ação e violência são dinâmicas, fortes e reais. Apesar da coloração do sangue ser bem artificial, todos os outros elementos se encaixam como se fossem verdade. Lembremos que a história passa-se na década de 80, sendo a primeira temporada focando nos primeiros vinte anos de Pablo no tráfico (como surgiu, inclusive) e a segunda baseando-se nos últimos dezoito meses de vida, após sua fuga de La Catedral, uma prisão construída por ele mesmo.

Personagens principais: Para começar esse tópico preciso deixar claro que colocar Wagner Moura de vilão é pedir para que eu torça para o bandido. Já fiz até post do ator aqui no blog, Wagner Moura: mistura de carisma, talento e inteligência. – um dos apenas dois posts que tenho sobre atores, vejam bem o quanto admiro o cara – e sempre enfatizo que seu carisma é algo impressionante, acrescentamos a isso seu talento, sua coragem e sua beleza e fica difícil não torcer por ele independentemente do papel. Em segundo lugar, preciso dizer que nunca consigo ser totalmente imparcial em se tratando de Estados Unidos, que se acham acima de tudo e todos, e ao saber que a história é contada pelo ponto de vista deles, já me deixa ligeiramente desconfiada, porém pela obra ter tantos nomes brasileiros que conheço, me deixou segura. Agora vamos aos nomes de Pablo Escobar (Wagner Moura) que não é declarado o protagonista, mas que rouba a cena e Steve Murphy (Boy Holbrook) que cumpriu muito bem o papel (mocinho), porém não me fez torcer por ele.   

(CONTÉM SPOILERS) Secundários: Vou citá-los por ordem de preferência minha, começando por Javier Peña (Pedro Pascal), parceiro de Steve, que pra mim foi bem mais importante na série do que seu amigo protagonista. Ainda que nos últimos episódios ele tenha cometido erros difíceis de engolir – afinal se juntar a traficantes, você que se intitula um policial do bem, para conseguir capturar outro traficante não faz nenhum sentido – e ainda sim não consegui odiar o personagem. Acho que o carisma do ator é muito bom também. Temos também um outro personagem que apesar de ser todo errado, sua lealdade a Pablo me cativou e para incrementar o enredo, seu caso proibido com a irmã de outro traficante fizeram com que eu adorasse demais o Gustavo (Juan Pablo Raba), primo e braço diretor do Patron (Pablo). Tata (Paulina Gaitán), mulher de Pablo, consegue transmitir a dualidade de sua personagem, assim como Connie (Joanna Christie), mulher de Steve. Maurice Compte interpreta Coronel Carrillo, um dos mais corajosos e fortes personagens da série. Gostei da interpretação misteriosa de Valeria Velez (Stephanie Sigman) e de Limon (Leynar Gomez), o último homem de Pablo.          

        

Observações: O que me despertou muito a atenção foi a lealdade de alguns funcionários de Pablo Escobar e também de sua família. Chegava a ser comovente. Por não falar espanhol,  a mim nada incomodou a fala dos personagens, inclusive do Wagner Moura, que nota-se uma melhora considerável na segunda temporada e que soa perfeito.

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Referências: Há muita contradição sobre o que é ficção e o que é histórico na série. Embora ela seja inspirada na vida de Escobar, existe um outro seriado chamado Pablo Escobar: O patrão do mal, produzido na Colômbia, onde se vê um homem muito mais humano do que na primeira temporada de Narcos. Em contrapartida, o filho do Pablo Escobar deu declarações que o seu pai era muito mais perverso do que o transmitido pela Netflix. Portanto nunca saberemos ao certo o que é real ou não. Até porque o Pablo Escobar que se mostrava para a Tata ou para o filho não era o mesmo que se mostrava ao inimigo (assim como cada um de nós, que nos portamos de acordo com o ambiente e as pessoas à nossa volta). Acredito que a pessoa que mais o conheceu tenha sido Gustavo. Eu ainda assim, achei que na segunda temporada, Escobar estava muito humanizado, melancólico e família. Consegui sentir empatia e tristeza pela situação dele no final. Porque apesar de saber o quanto ele prejudicou a Colômbia e foi maldoso com milhares de pessoas e que deveria ser punido pelos seus atos ilegais e criminosos, à mim o usaram como bode expiatório, querendo caçá-lo a todo custo enquanto outros traficantes se fortaleciam e lucravam em cima disso. É como se fosse pessoal para o presidente da Colômbia e para os E.U.A capturá-lo, tanto que ele não precisaria ser morto, mas foi, perdendo o senso de justiça e passando a ser vingança.

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Gêneros: Drama, Policial, Suspense, Biografia.

Ganchos: Creio que não seja spoiler dizer que Pablo morre no final da Segunda temporada e que agora surge o Cartel de Cali, onde surge Gilberto Orejuela, o novo maior traficante, para os detetives investigarem. Análise pessoal: Pablo foi apenas o início do tráfico, mas ele apesar de trocar de mãos, não acaba e essa é uma questão para quem assiste analisar, a proibição das drogas protege e defende os interesses de quem na verdade? Enquanto houver proibição, haverá tráfico e milhares de mortes anualmente.

Já voltando às conjecturas da terceira temporada, tenho certeza que será boa, porém ainda não é certo que assistirei, pois Wagner fará muita falta.

Final: Previsível, mas entregou drama, suspense, emoção e ação.

Recomendo?: Sim, sim e sim.

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Beijos e até mais.

Seriados: Sense8 – 1° temporada – 2016 e Especial de Natal.

Bom dia, lindos.

Como vocês podem perceber, estou “maratonando” alguns seriados e lendo menos por causa disso. Mas é só até que eu consiga recuperar algumas séries muito boas que eu deveria ter visto ano passado e não consegui. Estava enrolando para escrever sobre esta série porque ela é tão inovadora que fica até difícil saber o que falar. Essa série tem carisma, tem apego, tem amor. Algo incomum. Vamos lá:

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História: Para começar, essa série é uma desmistificadora de preconceitos. Não recomendado para homofóbicos e para a família tradicional brasileira assistir. Não veja com seus pais também, pois pode rolar um constrangimento básico. A história foi escrita pelos Irmãos Wachoswski (de Matrix) e J. Michael Straczynski, onde oito pessoas situadas ao redor do mundo são conectados de uma forma peculiar por terem nascido no mesmo dia. As histórias são simultâneas e se cruzam durante os episódios. É como se eles compartilhassem de um cérebro coletivo, com sensações, pensamentos e experiências interagindo. Personagens têm suas vidas contadas e em um certo momento presenciam uma morte de uma mulher que seria a mãe dos Sense8 de uma geração anterior. A partir deste momento, os oito precisam lidar com suas vidas cotidianas e entender o que está acontecendo. Um sensate se transporta pela mente até onde outro sensate se encontra e se relacionam. Em diversas ocasiões quando esses encontros aconteciam me dava certa gastura imaginar que na verdade eles estavam falando sozinhos e as pessoas ao redor o achariam loucos e poderia rolar uma situação constrangedora. Tem uma densidade e profundidade que cativa quem assiste. O suspense fica por conta de cada um precisar se salvar mutuamente quando o outro está em perigo para se manter vivo, pois Whispers/ Sussuros (Terrence Mann) é um sensate que se voltou contra a própria espécie e lidera uma organização que quer neutralizar ou exterminar os oito. Ainda temos o fator de que cada um dos sense8 possuem um habilidade importante embora sejam pessoas comuns.

Quantidade de capítulos: A primeira temporada dispõe de doze capítulos de cinqüenta e cinco minutos em média, o primeiro sendo pouca coisa mais longo e temos um especial de Natal que seria o primeiro capítulo de uma segunda temporada com a duração de duas horas e quatro minutos.

Abertura: Para os amantes de viagens, a abertura traz inúmeros pontos turísticos pelo mundo, mostrando uma diversidade de culturas, sendo cento e oito imagens das cidades onde os oito personagens residem.

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Trilha sonora: What´s going on de 4 Non Blondes nunca mais será a mesma quando ouço, sempre gostei dessa música, mas agora quando a ouço lembro dos Sense8. Temos ainda Fatboy Slim e Avicii.

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Imagem: As imagens são muito boas e transmitem veracidade, pois acontece nas cidades de fato.

Cenas: Temos cenas inovadoras e incríveis. A forma como os personagens interagem nos dão vontade de estar ali presente também com eles. Minhas cenas favoritas são a da música onde os oito cantam What´s going on ao mesmo tempo e eu me vi cantando junto com eles, ainda mostra Kala e Wolfgang interagindo e eu tenho uma queda por esses dois juntos, as cenas de lutas de Sun no lugar de Capheus são bens reais e fortes, a cena do parto, onde mostra como os oito personagens nasceram e tem imagens inovadoras e sem pudor, as cenas de sexo entre os oito personagens no especial de Natal que conseguiram ser sexys, fortes e sutis tudo ao mesmo tempo,13

as cenas de Lito e Hernandes eu amo, a cena de sexo entre Will, Wolfgang, Nomi e Lito, a cena onde os oito se encontram no barco é bela e pura, a cena onde eles comemoram o aniversário reunidos em torno de Lito é linda também, 14

assim como algumas cenas dramáticas como quando Wolfgang está no hospital com o melhor amigo, quando Kala está na casa de Capheus, quando Sun se despede de seu cachorro antes de ir para a prisão, quando Nome escreve na internet sobre sua luta pelos direitos dos transexuais, quando os oito se reúnem para ouvir o pai de Riley tocar no teatro, quando Kala desmaia em seu casamento após ver Wolfgang pelado (é, eu quero eles juntos)  e a cena em que Lito praticamente salva Wolfgang ao mentir em seu lugar para uma gangue rival, enfim, vocês podem perceber que eu adorei a série.

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Wolfgang, Kala, Lito, Capheus, Nomi, Will, Riley e Sun

Personagens principais: Como personagens protagonistas temos oito pessoas, sendo a Riley (Tuppence Middleton), uma DJ irlandesa que mora em Londres e sofre de depressão por fatores mostrados ao longo da história e apesar de uma forte especulação de que ela será a mãe desta nova geração por ser mais sensitiva (sua habilidade), foi a personagem mais chata para mim, também temos Capheus (Aml Ammen – que após o fim da segunda temporada foi desligado da equipe e substituído por Toby Onwumere, uma pena pois no especial de Natal senti desconforto para associar o nome ator no mesmo personagem) que mora no Quênia, região extremamente pobre, é motorista da sua van intitulada Van Damme (o lutador mesmo) e que faz de tudo para ajudar sua mãe, soro positivo, a conseguir remédios para sobreviver com grande senso de justiça, temos Sun (Doona Bae), uma empresária que mora em Seul e após falcatruas do irmão na empresa familiar, decide assumir a culpa, por ter feito uma promessa a mãe falecida de que cuidaria da família e onde a repressão feminina é violenta, sua habilidade sendo a luta, ela é uma lutadora maravilhosa, também temos Nomi (Jamie Clayton), uma hacker transexual que mora em San Francisco, ativista e lésbica (algo inovador, a dissociação de que uma pessoa que se sinta mulher deva se interessar por homens) e que é a primeira e ser pega por Whispers. Temos Kala (Tina Desai), uma farmacêutica que mora em Mumbai, da religião Hindu e está prestes a se casar sem amor conforme os costumes do local. Temos Wolfgang (Max Riemelt), um ladrão de cofres que mora em Berlim, com um passado de violência familiar. Lito (Miguel Ángel Silvestre), um ator que mora no México, homossexual que ainda não conseguiu se assumir devido a pressão pela imprensa e exímio mentiroso quando necessário. Will (Brian J. Smith), um policial de Chicago, atormentado por um assassinato ocorrido na infância, que é o primeiro a perceber as coisas estranhas devido à aparição de Jonas. Meus preferidos são Wolfgang, Lito, Kala, Sun e Capheus.    

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Wolfgang e Kala ❤

 

Secundários: Temos o personagem Jonas (Naveen Andrews) que aparece para Will para aparentemente ajudar, sendo um sensate de um grupo anterior, Amanita (Freema Agyeman)– namorada de Nomi e hacker também, Angelica, a mãe dos sense8, sensate do mesmo grupo de Jonas, Hernando – o namorado de Lito (e que foi uma bela surpresa por ser o Alfonso Herrera, o Miguel de Rebelde e que eu demorei para saber que era ele mesmo), que consente em manter o relacionamento em segredo e que traz toda a parte cômica ao seriado junto de Daniela (Eréndira Ibarra) que mora com o casal para manter o fingimento de ser namorada de Lito para a sociedade. Temos ainda Felix (Max Mauff) melhor amigo de Wolfgang que eu gostei bastante da parceria dos dois.   

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Hernandes ❤
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Jonas e Angélica

Observações: O que é mais bacana na série é que a orientação sexual e o gênero não são assuntos ditos como importantes, ou seja, não são eles que são analisados ou que tenham grande relevância, simplesmente fazem parte da história assim como a vida real é. Claro que mostra os dilemas de Lito e Nome por serem quem são, mas na forma de lidar com o preconceito e não na forma de tabu. Eles fazem parte da história, não é o assunto principal.

Referências: A história vai sendo contada aos poucos e isso cria uma empatia entre nós e o elenco, que assim como nós também só vai descobrindo o que está acontecendo aos poucos. O incrível da série é o fator surpresa, pois ela não me remeteu a outras coisas que já assisti. O enredo é original. Apesar de achar que na segunda temporada a série investirá em desvendar o mistério por traz de Jonas e porquê do personagem Sussuros querer caçá-los e fazer uma cirurgiã de mentes, o que eu mais gostei na série foram as histórias particulares de cada um e as conexões que ocorriam entre eles. Ainda traz elementos como drogas, gangues, máfia e intolerância familiar.

Gêneros: Ficção científica, Suspense, Drama, Romance.

Ganchos: Bons ganchos que prendem quem assiste e nos faz querer continuar assistindo para entender melhor a história de cada um e o que os liga.

Final: O final da primeira temporada é bom e gostei, mas o final do especial de Natal é melhor ainda e deixa quase tudo em aberto para a próxima temporada. Muitas questões não resolvidas e muitas teorias do que pode vir nesta segunda temporada. Que não morra nenhum dos oito eu já estarei feliz porque estou bem apegada haha.

Recomendo?: Sim, demais. Assistam.

E temos este maravilhoso spoiler da segunda temporada: Eles na Parada do Orgulho LGBT em SP em 2016:

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Beijos e bom final de semana.

Seriados: 3% – 1° temporada – 2016.

Bom dia, gente bonita.

Estou aqui hoje para falar de um seriado brasileiro, o primeiro produzido pela Netflix que estreou no segundo semestre do ano passado, 3%. Assisti porque a sinopse me interessou e por já conhecer alguns dos atores e seus trabalhos e acreditar que valesse a pena.

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História: Gostei bastante do título da série que já diz muito sobre ela. Sobre a história, a sinopse original informa que em um futuro pós-apocalíptico não muito distante, o planeta é um lugar devastado. O Continente é uma região do Brasil miserável, decadente e escassa de recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá. A premissa de tratar de assuntos como desigualdade, sobrevivência, escolha e injustiça são muito boas. Ideias como a meritocracia (que no Brasil é uma falácia) devem ser analisadas e é importante para conscientização de como vemos o mundo. Criação e roteiro de Pedro Aguilera e dirigido por Jotagá Crema, Daina Giannecchini, Dani Libardi e Cesar Charlone.

Quantidade de capítulos: A primeira temporada teve oito capítulos de quarenta e cinco minutos em média cada um. Ao longo dos capítulos conhecemos a história de vida de cada um dos personagens, em forma de flashbacks, assim como se trata de uma história contínua desde a chegada dos candidatos ao processo, todas as provas à que eles são submetidos, a manipulação que sofrem, como o Processo acontece, os membros dele, a relação entre o Diretor e o Mar Alto, assim como o perigo deste perder o cargo e como ele lida com isso.

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Abertura: Incomodou-me um pouco a música utilizada, não sabendo explicar se pela falta de encaixe com a cena ou porque a canção parecia estar acima do volume apropriado.

Trilha sonora: Não houve muitas canções que me despertaram à atenção.

Imagem: Uma qualidade de imagem e luz muito boas.

Cenas: O cenário convence bastante, a estrutura onde os candidatos ficam alojados é bem real. Apenas os trajes que tanto os candidatos do Processo quanto a população comum usam, ficaram bem caricatas. Até mesmo a impressão de sujeira é bem artificial nos ambientes e pessoas.

Personagens principais: Admiro muito o ator João Miguel que interpreta Ezekiel, o chefe do Processo, tendo papéis anteriores em sua carreira magníficos. Gostei bastante da dualidade de seu personagem e a atuação do ator. Bianca Comparato interpreta Michele, a protagonista e é também uma atriz que gosto, sua coragem em novos papéis é bastante admirável, como o seriado para a MTV, A menina sem qualidades, assim como os personagens Joana (Vaneza Oliveira), Fernando (Michel Gomes) – meu personagem preferido número um, Rafael (Rodolfo Valente) – meu personagem preferido número dois – que movimentam a história, pois Joana e Rafael são personagens misteriosos e determinados que nós não sabemos se são confiáveis e que convencem em suas atuações, também foram bens nos papéis. Fernando ficou com o título de mocinho da história, mas um mocinho cativante e não chato como sempre acontece. Mas no decorrer das cenas, em certos momentos algumas falas me soaram muito falsas e a atuação poderia ter sido melhor no geral dos personagens da série.

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Secundários: Alguns personagens secundários exerceram maravilhosamente seus papéis, como a Júlia (Mel Fronckowiak), que me cativou e sua atuação foi incrível (talvez a melhor). Temos também a participação de Viviane Porto como Aline, Marc o (Rafael Lozano) – o personagem detestável, Matheus (Sergio Mamberti) e Nair (Zezé Motta).

Observações: Ainda para aumentar o suspense, temos no enredo “a causa”, que é um movimento revolucionário para combater o processo e pessoas infiltradas, aumentando o mistério, embora tenha sido tratado de forma superficial no decorrer da história.

Referências: Esta série foi criada na internet em 2009 e seus três episódios foram de grande sucesso e teria sido muito inovadora na época, porém pela demora em ser produzida na plataforma da Netflix, fica a impressão de que seja uma cópia de Divergente e Jogos Vorazes, o que é uma pena, pois o tema já está um pouco “batido”. A ideia inspirada em distopias assemelha-se em 1984, livro premiado de George Orwell (que já resenhei aqui no blog – Resenha de Livros: 1984 –George Orwell.).

Gêneros: Drama, suspense, fantasia.

Ganchos: Durante os capítulos houve bastante dinâmica e bons ganchos, me prendendo sutilmente ao seriado. Porém para uma segunda temporada, não acredito que tenha ficado grandes questões em aberto. A possibilidade de explorar o Mar Alto seria uma delas, pois só tivemos um vislumbre do que seja quando a personagem Júlia foi para lá.

Final: Injusto, como a vida de fato é. Gostei e não gostei. Apesar de não gostar de injustiças, elas existem e devem ser expostas.

Recomendo?: Sim, recomendo. E que venha a segunda temporada.

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Beijos e até Sexta-feira.

Seriados: Stranger Things– 1° temporada – 2016.

Bom dia, lindos.

Vocês vão ver por aqui bastante séries ainda este mês e o próximo porque estou focada neles no momento. Esta foi a segunda série na Netflix que assisti e fiquei apaixonada.

Assim como eu venho fazendo com as resenhas dos livros, os resumos dos seriados seguirão uma ordem também, pois acredito que fica mais fácil para que eu me lembre dos fatores fundamentais. Vamos lá:

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História: Matt e Ross Duffer criaram, dirigiram, foram responsáveis pelo roteiro e produziram junto à Shawn Levy (uau!) uma história ambientada nos anos 80, usando Hawkins em Indiana como cidade da trama que envolve o desaparecido de Will (Noah Schnapp), um menino criado pela mãe Joyce Byers (Winona Ryder) e pelo irmão Jonathan (Charlie Heaton) com um pai totalmente ausente. Enquanto todos da cidade se questionam o que pode ter acontecido ao garoto, seus três melhores amigos, Mike, Dustin e Lucas (Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo e Caleb McLaughlin), buscam descobrir onde ele está. Pelo caminho encontram Eleven (Millie Bobby Brown), uma menina peculiar e com poderes sobrenaturais que está fugindo de tudo e todos. Ainda para ajudar nas buscas a mãe conta com a ajuda do delegado da cidade, Jim Hopper (David Harbour) que começa a investigar fatos estranhos que ocorrem na cidade, como o desaparecimento posterior de outra aluna, só que mais velha, Barbara, amiga de Nancy Wheeler (Natalia Dyer), irmã de Mike. 

Quantidade de capítulos: Oito capítulo de cinquenta e cinco minutos cada um.

Abertura: Viciante, uma tela preta onde uns retângulos vermelhos compridos cruzam-se entre os nomes dos atores em cor branca no meio da tela e aquilo hipnotiza. Simples, mas estratégico. Criação da banda Survive, a música instrumental é maravilhosa.

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Abertura

 

Trilha sonora: Maravilhosa, desde a abertura, com uma música muito forte e envolvente e durante a série, nos momentos aflitivos e de emoção temos The Clash, Joy Divison e New Order, entre outros. Bastante nostálgico, por tratar-se de músicas da década de 1980.

Imagem: O projeto de filmagem nos mostra imagens estilo anos 80 mesmo e você se sente naquela época. Usando muitos instrumentos como objetos e cenários para que acreditemos nisso.

Cenas: Todas as cenas são bem amarradas e os cortes são no tempo certo, criando uma interação entre a história e quem assiste. Efeitos especiais remetendo a acontecimentos sobrenaturais, jogando com questões espirituais também são bem reais. Além da pureza que nos traz visualizar uma cidade a princípio pacata, com seus moradores andando de bicicleta e no decorrer da história um aperto no estômago que nos acompanha nas cenas de suspense, que entregam o que prometem, muito mistério. 

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Lucas, Dustin, Mike (ao fundo) e Eleven

 

Personagens principais: Temos três grupos de personagens principais, sendo o primeiro o grupo dos três garotos juntamente com Eleven, o segundo sendo Joyce e Jim (que poderia formar um casal que eu não me importaria, pois adorei a dinâmica dos dois juntos) e o terceiro sendo Nancy e Jonathan (que soarei repetitiva, mas que gostaria que ficassem juntos e há enorme chances de isto acontecer na segunda temporada). Todos esses oito personagens são cativantes e me fascinaram. Quedinha especial por Eleven que traz todo o mistério da trama ao compor uma menina tão forte e frágil ao mesmo tempo, Mike que pode ser considerado o mocinho da trama, Dustin que traz a leveza de um personagem com tiras cômicas que me fizeram rir, Jim que traz um passado revelado ao longo da história e que com isso sua personalidade é desvendada e Jonathan que traz uma rebeldia boa, aquele típico adolescente que não se encaixa nos padrões e tido como alguém anormal, mas que se mostra um cara correto (apesar de que fotografar moças sem permissão me deixou incomodada). Winona também está maravilhosa no papel.

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Jim e Joyce

 

Secundários: Temos os pais de Mike, o departamento de policia e os funcionários do laboratório, além dos amigos do namorado da Nancy que não acrescentam muito à história e são superficiais. Também vemos, além de todo o enredo apresentado, ainda somos remetidos à questões próprias da época, como o bulliyng praticado no colégio dos garotos (eles sendo os excluídos) e os romances juvenis como acontece com Nancy e Steve (que desgostei todo o tempo até o final).

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Jonathan, Nancy e Steve

 

Referências: A trama se intensifica quando é mostrado que o Dr. Martin Brenner (Matthew Modine) é diretor de um laboratório de experimentos humanos, onde crianças são testadas, sendo mantidas em cativeiro e dadas como mortas pela polícia. Isso envolve uma rede de conspiração entre policiais, agentes do governo e médicos. Ainda lidamos com o fato de um monstro criado através de experimentos estar fora de controle e tentando matar pessoas da cidade.

Gêneros: Mistério, Drama, Suspense, Fantasia, Terror e Sci-fi. Utiliza várias referências bastante conhecidas por nós através de filmes clássicos.

Ganchos: Ótimos e enquanto não acabou a temporada não fiquei satisfeita. Pois a cada fim de capítulo eu precisava entender e descobrir o que tinha acontecido com Will, com a Eleven, assim como saber como as crianças ficariam e como Jonathan terminaria.

Final: Promissor, deixando muitas questões em aberto para a próxima temporada.

Recomendo?: Sim,muito.

Beijos e até breve.

Seriados: How to get away with murder – 1º, 2º e 3º temporada (até 9° episódio) – 2014, 2015 e 2016.

Bom dia, lindos.

Como eu já havia comentado aqui no blog, assinei a Netflix no final do ano passado e após terminar de assistir vários filmes da minha lista, resolvi me aventurar em assistir as séries.

Fiz uma experiência de assistir em um único dia o primeiro episódio (também conhecido como piloto) de sete seriados diferentes que eu só conhecia de nome e nunca tinha visto. E o que eu mais gostei foi HTGAWM e foi inevitável no decorrer de dez dias assistir os (pasmem!) trinta e nove episódios. Tanto que eu nem comecei a escrever no intervalo de tempo entre os episódios e agora me sinto meio perdida para relatar e demonstrar o quanto achei genial esse seriado. Consegui terminar a tempo, visto que a Sony após o intervalo de fim de ano voltará a transmitir a partir do episódio 10 da terceira temporada todas as quartas-feiras à noite no final deste mês (pelo que pesquisei).

Devo deixar claro que este post conterá alguns spoilers a partir de agora, pois estou escrevendo sobre a série completa e para quem não assistiu ainda, melhor voltar aqui depois hehe.

HTGAWM é um seriado americano, transmitido pela ABC nos EUA e disponibilizado aqui no Brasil para a Sony – canal de TV pago – e pela Netflix. De criação de Peter Nowalk e produzido por Shonda Rhimes contando a história de Annalise Keating (a maravilhosa Viola Davis) que é advogada criminal e professora em uma universidade de Direito penal. Logo no primeiro episódio ela seleciona (e no decorrer dos capítulos é possível entender em quê ela se baseia para isso) cinco estudantes que integrarão sua equipe de funcionários (conhecidos como Keating 5) para solucionarem casos reais e tentar inocentar os clientes da advogada/ professora. Wes, Connor, Michaela, Asher e Laurel são os “sortudos”.

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1° temporada – Ash, Rebecca, Wes, Laurel, Michaela, Connor, Nate, Bonnie e Frank (no fundo da imagem, da esquerda para a direita). Annalise (à frente).

Em cada episódio existe um caso diferente para eles resolverem e ainda um caso pessoal que envolve a todos durante toda a temporada. Flasbacks misturam-se ao presente e aos poucos conseguimos ir desvendando à história, tendo um desfecho no último capítulo da temporada. A trama principal da primeira e segunda é sobre quem é o assassino, já na terceira é quem é que morreu. O que a série nos mostra é que não existe mocinho ou santo na história. Todos têm falhas de caráter, alguns mais do que outros. Mentiras, traições, sexo casual, chantagem, coerção e furto fazem parte do cotidiano deles. Tirando o Wes todos tiveram uma infância privilegiada financeiramente e todos são gananciosos, se espelhando em Annalise para cumprir seu trabalho.  

A série é viciante e chega a dar um nó na cabeça para entender o que está acontecendo, uma vez que os personagens mentem e enganam outros personagens e consecutivamente quem assiste. Os ótimos ganchos em cada final de episódio quase te obrigam a não parar de assistir.

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2° temporada

Os personagens secundários também são bons como Nate, Bonnie, Frank, Rebecca e Oliver (o meu preferido) e contribuem para a história.

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Personagem Oliver no centro da imagem

Uma relação de amor e ódio se criou entre eu e os personagens durante os episódios. Horas você vê bondade e em outras, maldade, causando empatia ou raiva. Assuntos polêmicos e tabus são retratados e há uma quebra de estereótipos entre os personagens. É carregado de suspense e drama e isso me cativou demais.

Viola Davis faz um belíssimo trabalho e torna Annalise a personagem mais controversa, humana, forte e envolvente do seriado. Quando ela tira a maquiagem e a peruca pela primeira vez ao se aprontar para dormir é de uma naturalidade que impressiona.

MATT MCGORRY, KARLA SOUZA, AJA NAOMI KING, ALFRED ENOCH, JACK FALAHEE, VIOLA DAVIS, LIZA WEIL, BILLY BROWN, CHARLIE WEBER
3° temporada

Claro que não achei tudo perfeito, principalmente o envolvimento amoroso de alguns personagens e a última morte da terceira temporada, que me deixa temerosa quanto à como a série vai lidar com a perda de um personagem tão importante, mas estou ansiosa para voltar a assistir. RECOMENDO MUITO para quem gosta dos gêneros mistério, suspense, drama, ação e policial.

Link do próximo episódio:

https://www.youtube.com/watch?v=XxuyVfKfoSk&feature=youtu.be.

Beijos a todos e até mais.

Seriados: Minissérie: Justiça – Drama (Completo).

Bom dia, lindos!

Semana começando e hoje vou falar sobre minhas impressões após o término da minissérie Justiça da Rede Globo de Televisão que eu acompanhei quase integralmente. Foram cinco episódios de cada história e na primeira semana eu já havia feito um post sobre as minhas primeiras impressões Seriados: Minissérie: Justiça – Drama (Primeira semana).. Hoje quero falar mais sobre o desfecho de cada uma.

Segunda-feira: Elisa e Vicente – Após a desistência de Elisa em matar Vicente quando ele sai da cadeia e a aproximação de ambos dentro da faculdade e depois fora dela, chegando a uma estranha amizade, até que se envolvem fisicamente, tendo uma noite de sexo casual, eles se vêem perdidos em seus sentimentos e Vicente acaba morrendo em um acidente de trânsito ao lado de Elisa que congela na indecisão de pedir socorro, ainda que fosse inútil. Pelo que acompanhei, o sentimento que Vicente nutria por Elisa era culpa e remorso, uma vontade de se redimir e agradar a qualquer custo. Já Elisa sentia um ódio tão profundo que virou obsessão e foi confundido com paixão e desejo. Concluí de duas formas o que o autor quis mostrar. A primeira é que a vingança não resolve, mas ameniza a dor. Tanto que Elisa conseguiu seguir adiante depois da morte do rapaz. E que o destino foi eficiente, sem que ela precisasse fazer nada. As frases “aqui se faz, aqui se paga” e “a gente colhe o que planta” caberia aqui. Quase como se dizendo que não precisamos fazer nada que a vida se encarrega de tudo. Porém, acima disso, ficou pra mim a questão de que “olho por olho e o mundo ficará cego”, devido ao fato de que se pararmos para pensar todo mundo tem motivos para se vingar de alguém e que isso geraria uma bola de neve, um looping eterno, pois se alguém te prejudicar, você se vingar e não se importar em quem respingue a maldade (e ela sempre respinga em quem não tem culpa), essa pessoa também quererá se vingar de você, como o caso da Regina. Regina perdeu o marido e o pai de sua filha e pode achar-se no direito de vingar-se de Elisa. Porque não existe só um lado. Assim, toda vingança seria válida. A dor de uma pessoa não pode valer mais que a dor de outra. E daí fica a questão se este é o mundo que queremos.

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Terça-feira:  Fátima e Douglas – Após a prisão injusta de Fátima por culpa de Douglas que plantou drogas no quintal da vizinha e denunciou pelo fato dela ter matado seu cachorro para proteger o filho que estava sendo atacado, Fátima decide refazer a sua vida, cozinhando e vendendo seus alimentos na rua, reencontrando os dois filhos e trazendo-os para morar com ela, a filha que estava trabalhando como garota de programa para a ex-mulher de Douglas e o filho era menor morador de rua, consegue concretizar seus planos, encontrar um homem que a ama e a pede em casamento e ainda fazer de seu quintal um restaurante com música ao vivo. Essa história me mostrou que todos nós somos passíveis de erros e que o perdão é o maior triunfo da vida. Quem é bom, colhe boas coisas, mesmo após muita desgraça (sim, isso mesmo, porque Fátima teve uma vida muito triste e sofrida) e que uma segunda chance faz bem a ambos. Pois foi pelo fato dela ter perdoado Douglas que ele pode salvá-la de guardas corruptos e assassinos. Douglas foi um vilão engraçado, coitado e arrependido que eu também não consegui odiar. Mas eu não fiquei sete anos presa por causa dele. Fátima, pra mim, foi a personagem mais iluminada do seriado. Que merece o melhor desse mundo.

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Quinta-feira: Rose e Débora – Após Rose ser presa por tráfico de drogas injustamente e ser vítima de preconceito racial, ela sai da cadeia e recomeça sua vida, trabalhando no quiosque de praia de Celso, se envolvendo com ele e engravidando e morando com Débora, sua amiga desde a infância que nunca antes havia feito nada para ajudar a amiga desde sua prisão. Débora adora crianças, é professora e pretende adotar junto com Marcelo, seu namorido. Porém ela precisa antes resolver o caso mais cruel e trágico possível na vida de uma mulher, ela foi vítima de estupro e o estuprador está solto e continua fazendo novas vítimas. A polícia não o prende, como acontece mesmo na vida real, e ela decide fazer justiça. Porém, na hora da raiva ao ser insultada pelo criminoso, ela o mata com uma barra de ferro e precisa fugir. A sensação que tive é que para o autor a vingança não deveria ser feita, pois Débora arruína seu emprego, seu casamento e seus laços com a mãe e amigos como conseqüência de seu ato. O que me incomodou bastante foi que Rose, a protagonista, não teve destaque algum no seriado depois de sair em liberdade. Ficou como coadjuvante da história de Débora e não entendi o motivo da mistura de histórias. 

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Sexta-feira: Maurício e Antenor: Maurício foi preso após praticar a eutanásia em sua esposa a pedido dela depois que ela fica tetraplégica devido a um acidente de carro, quando ela atravessava na faixa de pedestres e um carro em alta velocidade e fazendo ultrapassagem proibida e no qual o motorista, Antenor, se recusou a prestar socorro, fugindo. Após os sete anos preso, Maurício planeja sua vingança contra Antenor, que além de ter roubado o sócio, pai de Vicente, enriquecer ilegalmente, não ser preso pelo atropelamento, atualmente é candidato a prefeito da cidade e fazendo todas as falcatruas possíveis como suborno, lavagem de dinheiro, caixa dois e como se não fosse suficiente, usa a esposa e o filho de “laranjas”, trai e agredi fisicamente a mulher, que cansada das humilhações começa um caso amoroso com Maurício, que consegue convencê-la a denunciar o marido e assim o faz. Antenor é preso após uma briga com a esposa, que escorrega e cai da varanda do hotel onde estava escondida, mas a polícia acredita que ele a tenha matado. Mauricio ainda sofre uma tentativa de homicídio, porém sobrevive e parte para outra cidade após sua vingança concluída. Gostei porque a justiça foi feita, ainda que Vânia tenha pagado o preço por isso. Vânia foi uma personagem que eu consegui odiar e sentir compaixão ao mesmo tempo. Ela tinha ciência de tudo e era conivente, esbanjando o dinheiro ilícito consigo mesma, mas era totalmente infeliz e seu conforto era a bebida. Celso foi um grande parceiro de Mauricio e adorei o desfecho dele, dando uma carona para Débora na estrada, os dois vingados, mas perdidos em seus rumos e futuro.  

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É isso. E vocês, o que acharam? Deixem suas impressões também. Beijos e até Quarta-feira 🙂

Seriados: Minissérie: Justiça – Drama (Primeira semana).

Bom dia, lindos!

Hoje estou aqui para falar de outro seriado nacional que gostei bastante. A minissérie começou dia 22/08/2016 no canal aberto de televisão Rede Globo, às 22:15, contando com quatros capítulos semanais do total de vinte, no qual cada dia será apresentada uma das quatro histórias retratadas, não havendo exibição de quarta-feira. Quatro prisões em uma mesma noite. Sete anos atrás das grades. Um único sentimento: justiça. Mostrando como forma de lembranças os acontecimentos que levaram a prisão de cada um e passado os sete anos, nos dias atuais, as atitudes deles em busca de justiça, vingança ou redenção. Não é uma história sobre tribunais nem sobre legislação. É sobre pessoas. Personagens que, justa ou injustamente, foram condenados e precisam pagar legalmente pelos seus atos. As histórias são:

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Segunda-feira: Apresenta Vicente (Jesuíta Barbosa) e Elisa (Debora Bloch). Ele é um playboy inconsequente que mata a noiva, Isabela (Marina Ruy Barbosa), única filha de Elisa em um surto de ciúme. Passados sete anos, ele está livre para recomeçar sua vida e Elisa promete vingança, contrariando Heitor (Cássio Gabus Mendes) que tenta fazê-la desistir, sem sucesso, pois no caso dela, ela acredita que nunca será possível realmente recomeçar.

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Terça-feira: Apresenta Fátima (Adriana Esteves) que mata o cachorro dos vizinhos Douglas e Kellen (Enrique Diaz e Leandra Leal) para defender os filhos após inúmeras invasões em seu quintal, enquanto o marido Waldir (Ângelo Antônio) está na UTI do hospital após ser esfaqueado em uma briga no bar do bairro e é vitima de uma armação do dono do animal que é policial, colocando drogas escondidas em seu terreno, fazendo-a ser presa, enquanto os filhos, ainda crianças, ficam sozinhos. Quando ela sai da cadeia, vai até sua casa, que está completamente abandonada e destruída e seu maior objetivo é encontrar e recuperar os dois filhos.

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Quinta-feira: Apresenta Rose (Jéssica Ellen) que durante a comemoração de dezoito anos e também de seu ingresso na faculdade, após a meia-noite é abordada por policiais que só revistam as pessoas negras presentes e liberam as brancas. Débora (Luisa Arraes), melhor amiga e filha da patroa Lucy (Fernanda Viana) de sua mãe Zelita (Teca Pereira) assustada, foge do local assim como todo mundo que tinha pedido que Rose comprasse as drogas para consumirem. Rose é presa por tráfico devido à quantidade de ecstasy encontrada e passa sete anos presa. Quando sai, sua mãe já faleceu e ela recorre a Débora que a recebe de braços abertos e coração culpado na casa onde mora com o marido Marcelo (Igor Angelkorte), contra a vontade dele. Rose descobre que Débora foi estuprada há um tempo e promete ajudar a amiga a se vingar do homem.

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Sexta-feira: Marjorie Estiano e Cauã Reymond juntos chega a ser covardia porque adoro demais os dois. Apresenta Mauricio (Cauã), contador da empresa de Euclydes, homem correto, bem casado com Beatriz, seu grande amor que após a esposa ser atropelada pelo irresponsável Antenor em sua tentativa de fuga do país foge sem prestar socorro, deixando Beatriz tetraplégica e não desejando mais viver (uma excelente bailarina, que vive da dança), pratica a eutanásia nela a seu pedido e é preso por isso, saindo após sete anos e jurando vingança a Antenor que agora é político influente.

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O local onde as histórias acontecem, Recife, é um diferencial muito bem colocado. A fotografia e sutileza das cenas contrastando com a força e brutalidade necessária funciona bem. O enredo, os diálogos fortes e envolventes nos conectam as histórias, mérito da autora Manuela Dias, porque são reais, são comuns, são do cotidiano, poderia ser conosco e há identificação. Os personagens bem apresentados e, óbvio, atores carismáticos e conhecidos, adorados pelo público e por mim, ajudam bastante na contribuição para o sucesso. Ainda com todas essas qualidades, o que se destaca é o tema, a abordagem, porque nos faz refletir e analisar, contradizer e remexer com os sentimentos humanos. O que é o certo e o errado? O que é a verdade? Se cada pessoa tem a sua verdade, ela existe? É concreta? A justiça fica sendo algo intangível, algo móvel, não entendível. Passível de erros e concepções variáveis. Onde termina a justiça e começa a vingança? Como determinar isso? O que fica claro é que a justiça é de cada um, algo próprio e particular, de acordo com suas crenças, religião, fé, entendimento e experiência de vida, contradizendo o que deveria ser, que são as leis do homem, nosso código penal. A pergunta “Se a lei não serve para fazer justiça, para que serve?”. Mas o importante é analisar o que as pessoas esperam e buscam no código penal, que vai além do cumprimento da lei e da pena. Do que a vingança representa para cada pessoa. Do que é justo. E tudo isso é muito pessoal e contraditório no geral, por isso não funciona para todos. Porque é individual. Precisa ser analisado de perto, se colocar no lugar de cada pessoa para entender se seus atos são certos ou errados? A minissérie traz muito mais dúvidas do que respostas. E eu adoro isso. O impacto da realidade aproxima o público. Certas fortes, de nudez e sexo também despertam o interesse do público. As cenas intimistas são mérito do diretor José Luiz Villamarim. As imagens desfocadas ao fundo trazem suavidade. As quatro histórias intercaladas e conectadas, participando ora sucintamente, ora fortemente uma das outras me agradaram bastante. Algumas cenas são mostradas de ângulos diferentes, dependendo de quem é o protagonista da história no dia. Mostrando que tudo pode mudar, o quanto somos responsáveis pelas conseqüências na vida de outras pessoas dependendo das nossas atitudes. As histórias cruzadas como pano de fundo enaltece os diferentes pontos de vista de todas as histórias. As fatalidades, os acasos, as reações são pontos que nos fazem pirar. Fiz analogias, comparações, palpites desde o início. O que ficou de surpreendente para mim na primeira semana é que o fato que desencadeou todos os outros fatos e a prisão dos quatro personagens, assim como todas as tragédias foi o roubo feito por Antenor. É possível analisar que ele foi quem desencadeou todas as tristezas de todos os personagens, que peso enorme em suas costas, hein? Explicando rapidamente: Ele rouba Euclydes, seu sócio, que abre falência, conturbando o filho e o relacionamento com Isabela e tudo o mais, assim como isso que causa a greve na empresa de ônibus que Waldir trabalha, impossibilitando de pegar as crianças na escola e sem receber salário, o revolta, o que o faz beber no bar e tudo o mais de novo, só não consegui conectá-lo com a história de Rose, além dos fatos delas estarem na cena do atropelamento na fatídica noite. Ainda arrisco dizer que o personagem de Antônio Calloni que está em alta velocidade e atropela Beatriz pode ser o Antenor em fuga (e de fato é, pelo capítulo de Sexta-feira e esse texto já estava escrito), portanto, ele foi responsável pela tragédia de Beatriz e Maurício. Porém, isso também seria injusto, a partir da questão que cada personagem fez suas escolhas e tomou decisões, cabendo a eles também as conseqüências. Indo além, injusto também porque existe o destino e crenças que dizem que tudo que acontece era para ser. Isso também é questionável de cada espectador. Podemos dizer que se Waldir tivesse deixado o motorista em alta velocidade passar pelo ônibus rapidamente, ao invés de segurá-lo, mesmo estando na sua razão, o carro não teria atropelado Beatriz? Seria justo?

O capítulo mais sensível ao meu coração foi o de Fátima, onde a tristeza de sua vida ultrapassa todos os limites possíveis. Importante também dizer que Vladimir Brichta no papel de Celso está atrelado à história de Vicente, Rose e Maurício (só não à da própria esposa kkk) e é fundamental em algumas consequencias das histórias alheias. Quase um co-responsável, sem ser de fato, pelas tragédias.

Não posso deixar de comentar sobre a música tema da minissérie chamada “Hallelujah” de Rufus Wainwright é extramente triste para mim, ajudando a dar o clima tenso e doloroso necessário as cenas finais de cada capítulo.

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E essa semana tem mais, ainda bem!

Até quarta-feira com resenha de livro. Beijos.

Seriados: Minissérie nacional “Liberdade, Liberdade”.

Bom dia, lindas e lindos.

Começo este post pedindo desculpas pelo atraso nessa publicação. Sei que a minissérie terminou semana passada e estou completamente atrasada, porém por bons motivos, viajei no final de semana e não tive como parar para poder escrever antes.

Vocês já devem ter percebido que não escrevo quase sobre o cenário nacional televisivo, porém acompanhei a maior parte dos capítulos dessa série, principalmente nas últimas semanas e vale a pena o post. Vou explicar os motivos:

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As histórias que tanto me causam empatia e sentimentos de garra e luta, os temas abordados na minissérie são aqueles que lutamos para mudar e vencer diariamente ainda nos dias de hoje. Sinto um misto de força e tristeza, ao perceber que sim, é possível melhorar o mundo, visto que tantas coisas mudaram desde aquela época, mas tristeza, porque não somos inocentes o suficiente para acreditar que ainda nos dias atuais isso não continue acontecendo. Mesmo que de forma menos cruel, menos direta e mais velada, às vezes é tão subversiva quanto. Os crimes se inverteram, mas a lei continua sem ser cumprida e as pessoas continuam com seus preconceitos enraizados e a luta continua, sempre. O amor, a justiça e o preconceito acredito terem sido os temas principais.

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Os atores impecáveis para cada papel, cada qual com seu carisma e muito talento trouxeram riqueza para a trama, achei todos ótimos em seus personagens e sou suspeitosíssima para falar de Andréa Horta, porque adoro a atriz.

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A trilha sonora perfeita para as cenas, adequadas ao momento apropriado, me causavam a tristeza, a alegria, a revolta e a ansiedade necessárias. Por vários momentos nas cenas de ação quando a trilha era introduzida eu percebia que estava segurando a respiração. Ótimas escolhas.

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A história que foi contada de forma rápida, profunda e forte, deixando-me abalada algumas vezes e ansiosa pelos próximos capítulos. Ouvi que havia um grave erro na condução da direção, pois não parecia uma obra de época, mas gostei da forma que a historia foi contada, sem tantos trejeitos e palavreados diferentes, ainda que os costumes totalmente conservadores puderam ser observados. As roupas, os locais e o entroncamento dos personagens durante a passagem dos acontecimentos também me agradaram. Fiquei bem triste quando acabou (como sempre fico com os finais de coisas que gosto muito). Só para constar, Liberdade, liberdade também foi um musical escrito por Millôr Fernandes e Flávio Rangel, em 1965, e que estreou no palco no mesmo ano. É um marco da história teatral do Brasil por ter sido o texto de maior sucesso do chamado teatro de protesto, conjunto de peças, na maior parte, musicais, que criticavam a repressão imposta pelo golpe militar de 1964, o que acho bem oportuno avaliarmos os momentos políticos dessas duas épocas e de hoje, com o conservadorismo querendo voltar à sociedade por meio da força e ilegalidade.

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Sinopse: Liberdade, Liberdade é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 11 de abril e 04 de agosto de 2016. Escrita por Mário Teixeira, com colaboração de Sérgio Marques e Tarcísio Lara Puiati, baseado em argumento de Márcia Prates, livremente inspirada no livro Joaquina, Filha do Tiradentes, de Maria José de Queiroz, conta com direção de André Câmara, João Paulo Jabur, Pedro Brenelli, Bruno Safadi e Vinícius Coimbra, também diretor artístico. Foi a 6ª “novela das onze”exibida pela emissora. Contou com Andreia Horta, Bruno Ferrari, Dalton Vigh, Lília Cabral, Zezé Polessa, Ricardo Pereira, Caio Blat, Yanna Lavigne,Maitê Proença, Rômulo Estrela, Sheron Menezzes, Vitor Thiré, Joana Solnado, Juliana Carneiro da Cunha, Marco Ricca, Nathalia Dill e Mateus Solano nos papéis principais. Na cidade de Vila Rica, conta a história da filha de Tiradentes (Thiago Lacerda), Joaquina (Andreia Horta) que após ver a morte de seu pai na forca, conhece Raposo (Dalton Vigh) um mineiro simples. Os dois viajam para Portugal. Lá ela é adotada por ele, que junto com sua nova família formado por André (Caio Blat) e Bertoleza (Sheron Menezzes), voltam para Vila Rica. Já com nome diferente, Joaquina agora Rosa fica espantada com tanta pobreza em Vila Rica. Ela conhece o intendente Rubião (Mateus Solano), um homem ambicioso e determinado pelo poder. Ele faz de tudo para ter o seu amor. Rosa conhece Virgínia (Lília Cabral) amiga de seu pai, dona de um cabaré. Elas se tornam muito amigas e Virgínia revela que é uma revolucionária, dando coragem e força à Joaquina para lutar por um país livre.

Não deixando de ser também uma dica de livros porque como citei, foi inspirado em uma obra, que tentei até comprar recentemente, porém é está difícil de encontrar (se alguém souber, me avise). 

Beijos e até Segunda-feira.