Fevereiro/2017: Livros Desejados.

Bom dia, leitores.

Fim de mês chegou e resolvi mostrar à vocês minha última listinha de livros desejados que surgiram este mês. O critério usado foi bastante fácil pois os três primeiros são indicações de leituras do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e que ao pesquisar, me interessaram bastante e os outros foram motivos aleatórios, então vamos lá:

Rápido e Devagar – Daniel Kahneman.

Sinopse oficial: O vencedor do Nobel de Economia Daniel Kahneman nos mostra as formas que controlam a nossa mente em Rápido e devagar, as duas formas de pensar: o pensamento rápido, intuitivo e emocional e o devagar, lógico e ponderado. Daniel nos mostra a capacidade do pensamento rápido, sua influência persuasiva em nossas decisões e até onde podemos ou não confiar nele. O entendimento do funcionamento dessas duas formas de pensar pode ajudar em nossas decisões pessoais e profissionais.

A sexta extinção – Elizabeth Kolbert.

Sinopse oficial: Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco brutais extinções em massa, nas quais sua biodiversidade caiu de maneira abrupta. Dessas, a mais conhecida foi a que eliminou, entre outros seres vivos, os dinossauros, quando um asteróide colidiu com o planeta há 65 milhões de anos. Atualmente, vem sendo monitorada a sexta extinção, que tem potencial para ser a mais devastadora da história da Terra. Mas, dessa vez, a causa não é um asteróide ou algo semelhante. Nós somos a causa. Em “A sexta extinção”, a jornalista Elizabeth Kolbert explica de que maneira e por que o ser humano alterou a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie o fizera até hoje. Para isso, a autora lança mão de trabalhos de dezenas de cientistas nas searas mais diversas e vai aos lugares mais remotos em busca de respostas: de ilhas quase inacessíveis na Islândia até a vastidão da cordilheira dos Andes. Neste livro, Kolbert apresenta ao leitor doze espécies — algumas desaparecidas, outras em vias de extinção — e, partir daí, chega à conclusão assustadora de que uma quantidade inigualável de animais está desaparecendo bem diante de nossos olhos. Ao mesmo tempo, a jornalista traça um panorama de como a extinção tem sido entendida pelo homem nos últimos séculos, desde os primeiros artigos sobre o tema, do naturalista francês Georges Cuvier, passando por Charles Lyell e Charles Darwin, até os dias de hoje. Kolbert mostra que a sexta extinção corre o risco de ser o legado final da humanidade e nos convida a repensar uma questão fundamental: o que significa ser humano?

Sapiens – Uma breve história da humanidade – Yuval Noah Harari.

Sinopse oficial: O autor repassa a história da humanidade, ou do homo sapiens, desde o surgimento da espécie durante a pré-história até o presente, mas em vez de apenas “inventariar” os fatos históricos ele os relaciona com questões do presente e os questiona de maneira surpreendente. Além disso, para cada fato ou crença que temos como certa hoje em dia, o autor apresenta as diversas interpretações existentes a partir de diferentes pontos de vista, inclusive as muito atuais, e vai além, sugerindo interpretações muitas vezes desconcertantes. Yuval Noah Harari é professor do departamento de história da Universidade Hebraica de Jerusalém. É especialista em história mundial, medieval e militar.

Amar e ser livre – Sri Prem Baba.

Vontade de ler este livro porque o assunto parece interessante, embora eu não seja fã de livros de auto-ajuda, mas ouvi falar bem deste e o preço atrai.

Sinopse oficial: Neste livro, Prem Baba fala sobre a qualidade amorosa e o desenvolvimento das relações amorosas, mostrando que um relacionamento feliz vai além da realização pessoal. A construção de relacionamentos amorosos, saudáveis e construtivos é determinante para a construção de um mundo melhor, com menos maldade. Iluminando a nós mesmos, iluminaremos o mundo.

Caviar é uma ova – Gregorio Duvivier.

Gosto muito dos textos e falas do autor, principalmente pela forma irônica e inteligente que escreve.

Sinopse oficial: Reúne crônicas escritas desde 2013 e, naturalmente, passa por toda a situação de crise (política, econômica e social) que o Brasil vem enfrentando.

Pecar e perdoar – Leandro Karnal.

Tenho grande curiosidade para ler algo deste autor, pois já assisti algumas entrevistas dele que gostei bastante das reflexões e pensamentos apresentados.

Sinopse oficial: “Errar é humano.” Essa afirmativa tão comum encerra uma verdade mais profunda que muitas vezes se perde no clichê: o pecado e o perdão são duas faces da mesma moeda — sem um não pode haver o outro. É exatamente dessa duplicidade que o historiador Leandro Karnal trata em Pecar e perdoar — Deus e o homem na história. Com uma análise focada nas experiências tão intrinsecamente humanas do desvio da norma e do restabelecimento da confiança, Karnal mostra como a sociedade moderna ainda utiliza essas noções baseadas na religiosidade judaico-cristã, e como, apesar de suas origens tão antigas, tais conceitos seguem cada vez mais atuais.

6

O oceano no fim do caminho – Neil Gaiman.

Ótimas críticas e bastante popularidade deste livro me deixaram com vontade de conhecê-lo. E o que dizer desta capa maravilhosa?

Sinopse oficial: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

 

Aguardando descontinhos, pra variar, para poder comprar.

Beijos e até Segunda-feira.

Resenha de Livros: Talvez um dia – Colleen Hoover.

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Galera Record – 2016 – Romance americano – 368 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Motivo da compra: Este livro eu consegui através de um empréstimo da minha mana Jé e desejava muito gostar dele, para tirar uma má impressão que sempre tive da autora, após ler “Essa garota” há uns anos e não gostar. A expectativa era alta porque a autora é muito bem avaliada e elogiada. Porém tive alguns obstáculos.

Referências: O livro tem um diferencial, algo que gosto bastante: inovação, que é a trilha sonora, presente tanto dentro da história, no livro como disponível para baixar pela internet para ouvir, em um trabalho realizado especialmente para o livro. A grande questão é que um livro que começa morno ou ruim e aos poucos melhora e fica bom é algo incrível, porém quando acontece ao contrário, é bem triste e frustante (começar bem e se perder).

Capa e título: A capa é bem infantilizada, mas mostra bem o contexto da história, dois jovens amigos apaixonados por música. O título também ilustra bem o sentimento do livro. Do título eu gostei.

Formato do livro: Altura e largura um pouco menor do que o comum, com margens médias e fonte padrão tornaram a leitura bastante rápida.

Escrita: Como a maioria dos livros new adult existentes, a escrita se divide em dois protagonistas, do gênero feminino e masculino contando simultaneamente suas versões do fato. Narrado em primeira pessoa, é fácil entender o casal. Mescla bem as partes descritas com os diálogos entre os personagens.

História: Sidney conhece Ridge após sofrer uma traição dupla da melhor amiga e namorado e ele a faz voltar a se sentir bem, acolheando-a e ajudando-a a compor músicas enquanto ele as toca. Ele é um cara especial e diferente de qualquer outro que ela já tenha conhecido e inevitavelmente eles acabam se apaixonando, porém Ridge é um cara comprometido e eles se vêem impedidos de viver essa aventura. Eu que sou apaixonada por romances, gosto de que outros elementos sejam inseridos no texto, outras histórias e personagens importantes e isso neste livro não acontece, pois a história gira em torno dos momentos íntimos e proibidos do casal protagonista. O final foi previsível, mas não gostei muito porque pareceu insatisfatório além de inverossímil, pois Maggie foi a personagem de coragem, o que não fez sentido. Mas gostei de alguns aspectos tratados no livro como moral, confiança, amor próprio e liberdade. Além, claro, de tratar da deficiência auditiva de forma clara e justa, auxiliando na inclusão social, não o tornando como elemento principal  da história e tornando assim o ponto que mais gostei do livro.

Gêneros: Romance, Novo adulto, literatura estrangeira.

Personagens principais: Sidney e Ridge são os protagonistas dessa história, nos revelando todas as suas emoções e pensamentos no decorrer do livro. Conhecemos a história de vida de ambos, tornando-os personagens profundos.

Secundários: Conhecemos a Maggie, a namorada de Ridge, uma personagem cativante. Temos também Warren que é um personagem que gostei bastante, sendo o melhor amigo e companheiro de apartamento de Ridge, que vive um relacionamento conturbado, mas engraçado com Bridgette. Ainda temos o irmão de Ridge, também favorável a história. Personagens que poderiam ser melhor aproveitados, pois são retratados de forma superficial.

Observações: Todos os personagens são cativantes, porém a história que até a página cem vinha sendo muito boa, perde o fôlego e fica na mesmice pelas próximas duzentas páginas. Há um acontecimento muito importante na segunda metade do livro, que poderia ser melhor explorado, porém a autora resolveu investir unicamente no drama amoroso de Ridge e Sidney não poderem ficar juntos que a história ficou cansativa. Além de ter sido inevitável não julgar os personagens , pois Ridge queria ser o mocinho e Sidney a mocinha e não traírem Maggie, quando na verdade traição pra mim tem outro contexto. Portanto o livro ficou hipócrita. Ficou leviano. Imprudente também a história toda acontecer dentro do apartamento, de forma arrastada e deixando claro que apesar de Sidney pagar seus estudos e seus gastos particulares, ela não trabalhava, deixando bem mal explicado a questão. (UFA, desabafei)

Recomendo?: Sim, mas eu esperava bem mais.

Sinopse oficial: Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento…Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.

Beijos e até logo.

Seriados: The Affair – 1° temporada – 2014.

Bom dia, lindos.

Mais uma série assistida e ainda que tardia, pois na gringa já está pra sair a quarta temporada e eu ainda estou na segunda, eu adorei. Comecei a assistir essa série por causa de Joshua Jackson, que está no elenco, o eterno Pacey de Dawson´s Creek, por quem fui apaixonada na adolescência.

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História: Uma série produzida pelo canal a cabo Showtime nos Estados Unidos, criada por Sarah Treem e Hagai Levi, mostra a história de dois personagens que tem um caso extraconjugal e as conseqüências emocionais que isso traz a eles e suas famílias. Separado em duas partes em cada episódio, temos as perspectivas da história a partir do ponto de vista de Alison e Noah contando as mesmas coisas com uma visão distinta. Usado como memórias contendo o passado em comum dos protagonistas, observamos uma visão feminina e masculina bastante incongruentes.

Quantidade de capítulos: São dez capítulos por temporada, cada capítulo com aproximadamente cinqüenta e oito minutos cada.

Abertura: The Affair, em tradução literal como O Caso, tem a abertura mostrando uma praia, o mar, cenas sensuais de casais sem rosto, uma criança correndo pela praia e páginas de livros, tudo que é contexto na história, assim como imagens dos próprios personagens. Existe uma sensação de afogamento durante as imagens no mar, que coincide com o que os personagens passam após o caso de Noah e Alison ter início.   

THE AFFAIR

Trilha sonora: A música tema de abertura é de Fiona Apple chamada Container, escrita especialmente para o seriado. A canção conta a história de uma mulher que morre ao gritar de um lugar alto, que desencadeia uma avalanche que mata um homem. Que pode-se dizer, encaixa com o enredo da série.

Imagem: As imagens mostram bem o local praiano, assim como o fato de Alison se deslocar para todos os lugares com sua bicicleta, dando a sensação de cidade pequena e interiorana. Não existe efeitos especiais ou um tratamento especial nas imagens, portanto não é algo que chame a atenção.

Cenas: As cenas trabalham bem em separado para que entendamos os dilemas dos quatro personagens, ainda que Helen e Cole não tenham o privilégio de expor seus pontos de vista. Isso me causou certo incomodo, pois parece injusto com eles. Parecem bons esposos e é como se não merecessem a traição que sofrem, ainda que Alison e Noah tentem culpá-los por seus deslizes e fracassos. O caso extraconjugal funciona como uma válvula de escape para que os dois fujam de suas vidas frustradas.E isso não é bom, pois não consegui sentir empatia pelos dois, apenas pelos outros dois traídos. Como se os personagens principais não merecessem e não estivessem à altura de Cole e Helen.

Personagens principais: Temos Alison (Ruth Wilson), uma garçonete que trabalha em um restaurante popular na cidade de Hamptons, que tenta superar ao lado do marido, Cole (Joshua Jackson) a perda de um filho de quatro anos, além da luta de Cole para manter o casamento estável e o rancho de sua família funcionando, mesmo com diversos problemas financeiros. Até que surgem na cidade um casal Noah (Dominic West) e Helen (Maura Tierney) com seus quatro filhos menores de idade que estão passando as férias na casa dos sogros de Noah existente no local. Casados há dezessete anos, ele é professor e escritor e está sofrendo um bloqueio para escrever seu segundo livro, enquanto Helen tem uma loja de artigos artesanais.

Secundários: Temos a presença constante dos quatro filhos de Noah, Martin, Trevor, Stacey e Whitney Solloway. Max, o melhor amigo de Noah tem o papel de ajudar e consolar o amigo, o Detetive Jeffries, o pai e a mãe de Helen, que interferem no casamento da filha em todos os momentos, os três irmãos de Cole e suas mulheres, além da mãe dele. A mãe de Alison também tem papel importante para entendermos a personalidade de Alison, assim como a avó dela. Temos ainda Oscar, o chefe de Alison e Jane, sua amiga de trabalho. Para finalizar temos a presença de Harry, editor de Noah.

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Só quero expressar o quanto não concordo com a troca que Alison fez haha

 

Referências: O que fica bastante claro é a diferença entre as memórias dos protagonistas, na qual Noah trata como se fosse um caso de somente sexo e como Alison é explorada  corporalmente na visão dele, enquanto na dela, existe um contexto de romance presente. Na visão dele é como se ele quase fosse obrigado a ter o caso e na de Alison é como se ele a resgatasse da depressão, pois ela se vê bastante deprimida. Temos um elemento chave que é um assassinato que envolve os personagens e que vamos tentando descobrir quem morreu e quem matou ao longo da temporada, sem saber qual das histórias é verdade e qual é fantasia. Temos ainda alguns elementos importantes que acrescentam drama à história, como a relação com drogas na família de Cole e o envolvimento da filha de Noah com um dos irmão de Cole.

Gêneros: Drama e Romance.

Ganchos: O gancho se mantêm pois a solução para o caso do assassinato se arrasta durante os episódios enquanto pistas vão sendo dadas a quem assiste, bem aos poucos. Cumpre bem o papel. Apenas há um problema entre o terceiro e quarto capítulo da temporada, pois perde o fôlego e fica parecendo enrolação. Quase senti vontade de parar de assistir, mas a partir do quinto episódio a série volta a ficar interessante até o final.

Final: Esperava mais, devo admitir. Mas é um seriado sem prazo de validade para acabar, então muitas dúvidas nos seguem para a segunda temporada e ficamos na busca de respostas, com uma sensação de vazio.

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Recomendo?: Sim, recomendo.

Beijos e até a próxima.

Resenha de Livros: Fantasma – Roger Hobbs

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Intrínseca – 2014 – Romance americano –  317 páginas – Nota 4♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Terminei este livro e já quis postar pra vocês a resenha, vamos lá:

Motivo da compra: Este livro eu comprei porque quando o vi, me interessou o conteúdo e porque estava com um preço promocional MESMO.

Referências: Nunca tinha lido nada do autor, até porque este é seu livro de estreia. Uma novidade é o protagonista não ser um clichê, pois não é  o mocinho e sua criminalidade ser o principal aspecto do livro.

Capa e título: Gostei do título porque é possível imaginar vários enredos para ele, principalmente no gênero terror, mas está longe disso. A capa também é boa, assemelhando-se com um vulto, uma sombra, algo que tenha passado muito rápido, de aspecto borrado, interagindo com o título do livro. A cor também é boa.

Formato do livro: Largura e altura médias, margens e letras medianas, sendo assim a leitura foi no tempo padrão com o qual estou acostumada.

Escrita: Narrado em primeira pessoa, mesclando o passado e o presente do protagonista para que entendamos sua história. Desde seu assalto desastroso há cinco anos e o presente momento.

História: A sinopse já adianta bastante parte do enredo, deixando alguns pontos importantes em aberto. Como Jack passa todo o livro praticamente em ação solo há poucos diálogos e interações. O texto é principalmente sobre seus pensamentos e ações. A história se passa em uma cronologia muito rápida, pois ele tem apenas quarenta e oito horas para desvendar os mistérios sobre o assalto. As qualidades de Jack são inúmeras e você o admira por isso. Inteligente e rápido, ele consegue encontrar pistas, desvendar mistérios e seguir uma linha de raciocínio que são os pontos positivos do livro. A imaginação que isso traz ao leitor é satisfatória. E existe um ponto importante em Jack, apesar de seu histórico nada convencional ou aplausível, ele tem senso de justiça, lealdade e verdade.

Gêneros: Suspense, mistério, ação.

Personagens principais: Jack Delton, conhecido como fantasma e protagonista do livro. É um personagem esperto, interessante, mas não tão cativante. Devo ressaltar que o nome verdadeiro, origem e infância não são revelados.

Secundários: Temos Marcus Haydes, chefe do crime e antigo “patrão” de Jack que só é conhecido através dos telefonemas expostos com o protagonista e Lobo, um criminoso rival de Marcus, do qual Jack precisa se safar.Temos ainda nas recordações de Jack alguns de seus antigos companheiros de trabalho como Angela, figura importante em sua formação. A única personagem que interage com Jack é uma agente policial que precisa capturar os responsáveis pelo assalto ao cassino e eles criam um vínculo promissor na história, porém nenhum dos personagens causa torcida ou forte empatia. São rasos e fica confuso entendê-los.

Observações: O livro se arrasta um pouco à medida que a história demora a acontecer e em certos momentos perde o fôlego, tornando a leitura lenta e desinteressada. Por não ter um texto fluído ou momento marcante no decorrer da história, eu demorei mais do que o comum para ler. O final é bom, porém previsível. Fiquei esperando por algo a mais, que não aconteceu mesmo a história tendo seu mérito no quesito originalidade. Foi um pouco decepcionante esperar por respostas que não vieram.

Recomendo?: Sim, recomendo. É uma boa leitura, porém esperava mais.

Sinopse oficial: Quando um assalto a um cassino em Atlantic City dá errado, Marcus Hayes, um importante chefe do crime internacional, não tem outra escolha a não ser convocar Jack. Especialista em limpar cenas de crime, o homem que ocasionalmente é chamado de Jack pode ser considerado um fantasma. Sua identidade é um completo mistério, e até mesmo sua verdadeira aparência é desconhecida. Um criminoso que só faz o que quer e com quem é quase impossível entrar em contato. Em algumas horas, esse experiente solucionador de problemas será levado num jato particular de Seattle a Nova Jersey para resolver uma imensa confusão: encontrar um dos assaltantes do cassino que está desaparecido e recuperar a quantia de mais de um milhão de dólares que sumiu com ele. Jack tem apenas 48 horas para desativar um artefato explosivo inserido nas cédulas antes que ele destrua todo o dinheiro. Como se isso não bastasse, o FBI ainda está monitorando de perto todos os seus passos.

Beijos e até logo.

Seriados: The Americans – 1° temporada – 2013.

Bom dia, adoradores de series.

Comecei a assistir essa série porque pesquisando sobre as séries que eu vinha assistindo, encontrei ótimos comentários sobre ela e o fato de ser pouco divulgada nos meios de comunicação e entre as pessoas aqui no Brasil, pois apesar de ser um sucesso lá fora, aqui no país muita gente não conhece, me despertaram a vontade de assistir. Pelo enredo, eu acreditei que não seria muito interessante, pois histórias de espiões não são minhas favoritas. E que grata surpresa eu tive. Já estou terminando a segunda temporada pelo Netflix e ainda existem mais duas lançadas e mais uma confirmada para este ano.

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História: A série que foi criada por Joe Weisberg, produzida nos Estados Unidos e adquirida pela FX (canal de TV pago), tendo como tema a Guerra Fria, na década de 1980. Dois agentes da União Soviética, conhecida como KGB, são recrutados, treinados e instalados em Washington, nos Estados Unidos se fazendo passar por uma família comum americana. Eles fazem parte da Diretoria S que é um projeto secreto visando cuidar dos interesses da URSS na capital americana sem levantar suspeitas. Essas missões incluem extorsão, assassinato, sexo com as vítimas caso necessário e muitos disfarces. Para completar a história, o casal da KGB se descobre apaixonado após anos desse casamento de fachada e precisam lidar com esses novos sentimentos. Apesar de ter sentido certa dificuldade no começo da temporada para entender o que estava acontecendo em determinados momentos, aos poucos, começou a soar natural o diálogo tanto entre americanos quanto os russos.

Quantidade de capítulos: São treze episódios de cinqüenta minutos cada um em média em cada temporada.

Abertura: A abertura mostra fotos e recordações como em um filme caseiro do casal protagonista e seus filhos, assim como imagens importantes sobre o assunto tratado, como o presidente Regan.

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Trilha sonora: A trilha sonora foi algo que gostei bastante, focando no rock clássico e dos anos 80, que é quando a história acontece.

Imagem: Boa qualidade de imagem e bons elementos que retratam a época.

Cenas: A mistura de cenas paradas e de ação funciona bem. Assim como a forma com a qual a história é contada, mesclando presente e passado para que entendamos a trama.

Personagens principais: Elizabeth – em russo, Nadezhda – e Phillip Jennings – em russo, Mischa – representados por Keri Russel (aquela gracinha do seriado Felicity) e Matthew Rhys  (de Brothers & Sisters), este eu desconhecia qualquer atuação. Os dois além de terem uma química em cena incrível, são personagens muito interessantes. Ela mais determinada e leal à pátria. Ele mais medido e sereno. Personagens inteligentes, bastante leais um com o outro, cativantes, sedutores, conciliando muito bem a vida de agentes de viagens, pais, donos de casa e agentes da KGB secretamente.

Secundários: Paige e Henry, filhos do casal, Stan Beeman (Noah Emmerich) é um agente do FBI da unidade de contra-inteligência, que nada mais é do que um caçador de espiões que a principio deveria ser o mocinho da história, mas vemos que não é bem assim no decorrer dos capítulos. Sua esposa e filho que são vizinhos dos Jennings. Temos Nina que é agente dupla, trabalha na embaixada soviética, mas se envolve com Stan passando informações. Martha, que trabalha no mesmo departamento que Stan como secretário e se envolve com Phillip disfarçado e também vira agente dupla sem saber. Também temos Amador que é parceiro de Stan, Jasper que é supervisor do FBI. Um dos personagens mais aclamados pela crítica foi Claudia, que intermédia o contato entre o casal e a liderança da organização, como uma mediadora.

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Referências: O que eu gostei bastante da série é que apesar de americana, a visão dos dois lados é bem imparcial, mostrando pontos positivos e negativos de ambos, algo que não vemos normalmente em produções dos EUA. A série foi criada baseada em fatos reais, como no “Programa de Ilegais” russo descoberto pela inteligência americana em 2010, que consistia em plantar agentes dormentes por todos os Estados Unidos para espionagem e atacar caso necessário. Foi enviado de volta à Rússia em troca de prisioneiros americanos. Outra fonte da série é o livro escrito por Vasili Mitrokhin, ex-agente da KGB, o serviço secreto soviético, que relata os bastidores da inteligência soviética. A série apesar de mostrar cenas de nudez e violência, não foca nisso. Assim como o romance entre os protagonistas é totalmente em segundo plano. Há uma quebra de paradigmas, com espiões assemelhando à pessoas comuns, sem fantasia de super poder ou um padrão perfeito de beleza. Outra curiosidade é que o criador da série é um ex-agente da CIA.

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Gêneros: Drama, suspense, espionagem, guerra.

Ganchos: Os finais de capítulo são fechados, embora seja uma história contínua ao longo da temporada onde diversos acontecimentos vão surgindo, não existem muitos ganchos. O que acontece é determinado personagem ou história surgir em um capítulo e retornar após alguns outros. Ainda sim, não perde a cadência e você se interessa pelos próximos.

Final: O final da primeira temporada é muito importante, pois há uma ameaça forte que envolve os protagonistas e o risco que eles correm o fazem repensar em algumas coisas. Deixa bastante questões em aberto para a segunda temporada, principalmente no quesito em quem confiar.

Recomendo?: Sim, bastante.

Para finalizar deixo vocês com imagens desse ensaio maravilhoso do casal para a revista GQ, sim, pois eles são um casal na vida real também, iniciado em 2014 e juntos até o momento haha.

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Beijos e até logo.

Resenha de Livros: O segredo de Emma Corrigan – Sophie Kinsella.

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BestBolso – 2015 – Ficção inglesa – 352 páginas – Nota 5♥♥♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Motivo da compra: Nunca tinha lido nada desta autora e sempre ouvi falar muito bem de seus livros, por isso escolhi um dos mais conhecidos e que me chamou a atenção. Comprei a edição de bolso porque o preço é menor e o texto é integral.

Referências: Sabia tratar-se de uma história bem humorada e que teria provavelmente um romance.

Capa e título: Capa divertida e bastante colorida, representando como a história inicia e o título que revela a base da trama.

Formato do livro: Largura e altura pequenas. Margens médias e a fonte bem pequena. A leitura foi muito ágil porque além de contem menos linhas por página do que um livro comum, a história era boa.

Escrita: Narrado em primeira pessoa pela voz da protagonista, mesclando perfeitamente bastantes diálogos com texto descritivo, o enredo é bem envolvente e prende o leitor.

História: É engraçado porque a história em si parece algo bobo e fútil, porém a narrativa é tão bem sucedida que faz com que o leitor queira saber o que vai acontecer com a protagonista e não consiga parar de ler. A sinopse oficial revela bastante e praticamente todo o começo da história. A partir do momento que Emma descobre que o homem para quem ela contou todos os seus segredos na verdade é o dono da empresa onde trabalha, uma sucessão de situações embaraçosas e engraçadas acontece. Acho incrível quando um autor consegue despertar o riso ou o medo em mim apenas com suas palavras, sem auxílio de imagens, apenas na imaginação e no caso do riso, ela conseguiu com maestria, porque me diverti bastante lendo. Claro que existem clichês, o próprio personagem Jack é um bastante óbvio. E apesar de acreditar, talvez inocentemente, que as pessoas reais não mentem tanto quanto a personagem Emma, pois ela mente em muitos aspectos bem desnecessários e um pouco surreais, nos faz pensar nas mentiras bobas que já contamos na vida e o quanto isso pode se tornar prejudicial. Eu diria que Emma é uma mentirosa compulsiva, ao mesmo tempo em que é totalmente cativante e nos faz torcer muito por ela. Seus desejos de ser promovida, de ser enxergada pela família, de possuir amigos e um amor verdadeiro são altamente compreensíveis. Sua falta de habilidades não é cansativa e não soa falso. O azar dos acontecimentos apenas faz parte da vida dela, porém ela sempre saiu ilesa, até um momento chave da história em que ela é confrontada a se reavaliar e mudar seu destino.

Gêneros: Romance, comédia, Chicklit.

Personagens principais: Emma é soberana na história. Conhecemos profundamente sua personalidade e vida ao longo das páginas e por isso há forte empatia.

Secundários: Todos os outros personagens tornam-se secundários ao meu entendimento e são rasos e superficiais. Não há muitas informações, tanto o pai, a mãe, o namorado Connor, sua rival-amiga e o noivo que moram com os pais de Emma, suas duas amigas de apartamento, seus colegas de trabalho e seu chefe têm em comum a questão que o vemos através da ótica nada bonita de Emma e não são aprofundados, portanto todos se tornam um pouco detestáveis, descartáveis ou chatos. Esse é o único ponto negativo da história.

Observações: O final do livro é bem previsível, mas não tira o mérito da história leve e gostosa. Entendi porque Sophie Kinsella é enaltecida por leitoras. Trata-se de um livro no geral bastante feminino. Não entendi porque a classificação etária é a partir de 16 anos por ser um enredo leve e hilário.

Recomendo? Sim, bastante, tanto que a pontuação foi máxima.

Sinopse oficial: Emma Corrigan tem alguns segredinhos… Mas quem não tem? Durante uma viagem de avião bem turbulenta, Emma acredita que não sobreviverá aos solavancos, e acaba contando todos – mas todos! – os seus segredos para o homem sentado na poltrona ao lado. Quando a aeronave pousa em segurança, ela pede desculpas ao companheiro de voo pelo desabafo, pensando que nunca mais veria aquele estranho bonitão. No dia seguinte, no entanto, ela descobre que seu colega de viagem era ninguém menos que Jack Harper, um dos fundadores da grande Corporação Panther, empresa na qual Emma trabalha como assistente de marketing. E que seu encontro desajeitado com o milionário a colocaria na maior confusão.

 

Beijos e até logo.

Janeiro/2017: Livros comprados.

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Livros comprados e brinde de um marcador de páginas com direito a 10% de desconto na próxima compra.

Bom dia, leitores.

Neste mês que passou, eu nem estava pensando em comprar nenhum novo livro, porque sei que preciso ler os que já estão em minha estante, porém ao chegar dia trinta recebo um e-mail a noite anunciando que a Amazon estava fazendo quatros anos de existência e por isso muitos livros estavam com preços promocionais. Abri o link e verifiquei ser verdade. Daí não houve jeito. Busquei minha listinha de desejados e pesquisei, conseguindo fazer boas compras:

A promessa da Rosa – Babi A. Sette.

 Este livro estava na minha lista de desejados há bastante tempo e consegui comprar agora porque o preço estava bom. Ótimas críticas que li a respeito me deixam ansiosas para ler. Romances de época é um gênero que gosto muito.

Sinopse oficial: Século XIX: status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não se casar cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado. Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, a impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite se transforma em uma paixão sem limites. Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúme e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e, sim, pela única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e sua enorme teimosia: o seu coração.

Para poder viver – Yeonmi Park.

Este é outro título que tenho muita curiosidade em ler porque trata-se de uma biografia feminina com o enredo voltado à culturas extremamente machistas.

Sinopse oficial: Yeonmi Park não sonhava com a liberdade quando abandonou a Coreia do Norte. Mas sabia que fugir era a única maneira de sobreviver à fome, às doenças e ao governo repressor. Este livro é a história da luta de Park pela vida. O leitor acompanha sua infância no país mais sombrio do mundo. Em seguida, testemunha sua fuga, aos treze anos, pelo submundo chinês de traficantes e contrabandistas. Emociona-se com seu périplo pela China através do deserto de Gobi até a Mongólia, guiada pelas estrelas, em direção à Coreia do Sul. Vibra com seu papel como ativista pelos direitos humanos. Antes dos 21 anos, Yeonmi acumulou experiência suficiente para encantar todas as gerações de leitores neste livro memorável.

As gêmeas do gelo – S. K. Tremayne.

Outro cobiçado há meses, capa incrível, muito lido e aplaudido em diversos sites literários. Para acrescentar, confesso que estou empolgada nas últimas semanas com livros do gênero suspense, mistério e terror.

Sinopse oficial: Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?’

Não conte para a mamãe – Toni Maguire.

Este livro nem é tão recente, foi lançado em 2012, porém por tratar-se de um tema forte e polêmico, quero muito ler. Também do gênero biografia e muito bem recomendado.

Sinopse oficial: Quando aconteceu pela primeira vez, a pequena e inocente Antoniette tinha apenas seis anos. Apesar da tenra idade, tudo ficou gravado em sua memória, o tempo nada dissipou: os detalhes, os sentimentos, a dor. Foi a primeira de muitas, incontáveis vezes. Não conte para a mamãe, de Toni Maguire, desvela a comovente história de uma infância idílica que mascarava uma terrível verdade.

A cidade murada – Ryan Graudin.

Vi sobre este livro em um canal literário que gosto bastante e ao pesquisar no Skoob tive a certeza que precisava ler este livro.

Sinopse oficial: A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho. Inspirado num lugar que existiu, este romance cheio de adrenalina acompanha três jovens unidos pelo destino numa tentativa desesperada de escapar desse labirinto.

Os últimos dias de nossos pais – Joël Dicker.

Comprei este livro porque fiquei apaixonada por este autor desde que li “A verdade sobre o Caso Harry Quebert” do mesmo autor e foi uma leitura incrível. Estou sempre inclinada a comprar novos lançamentos de autores que gosto, porém como o último livro lançado dele “O livro dos Baltimore” que está na minha lista de desejados ainda está com preço alto, este estava na promoção e por isso o escolhi. O do Baltimore compro futuramente.

Sinopse oficial: Após a frustração de ter tido o Exército britânico encurralado em Dunquerque, Winston Churchill tem uma ideia capaz de mudar o curso da guerra: a criação de uma nova seção do serviço secreto britânico, a SOE (Executiva de Operações Especiais), responsável por conduzir ações de sabotagem e se infiltrar nas linhas inimigas. Algo jamais feito na história. Na esperança de se juntar à Resistência, o jovem Paul-Émile deixa Paris e vai para Londres. Logo recrutado pela SOE, ele se integra a um grupo de franceses que se tornam seus companheiros de coração e de armas. Passando por formações e treinamentos intensos nos quatro cantos da Inglaterra, os selecionados voltarão para a França ocupada para contribuir na resistência. Mas a espionagem alemã está alerta…A existência da SOE por muito tempo foi mantida em segredo. Várias décadas após o fim das atrocidades da Segunda Guerra, Os últimos dias de nossos pais é um dos primeiros romances a abordar sua criação e a relembrar as verdadeiras relações entre a Resistência e a Inglaterra de Churchill. Dicker constrói um livro sobre amor, amizade e medo, com uma profunda reflexão sobre o ser humano e suas fraquezas.

A mulher silenciosa – A. S. A. Harrison.

Outro suspense, porém neste caso o título não estava na minha lista de desejados e eu não gosto de comprar por impulso, porém quando vi o preço de Sete reais ficou impossível não colocar no carrinho de compras. Parece promissor.

Sinopse oficial: Jodi e Todd estão juntos há 20 anos e, aparentemente, levam uma vida invejável. Todd é um empreiteiro bem-sucedido que pode bancar alguns luxos, como o enorme apartamento com uma vista deslumbrante para o lago, um Porsche (dele) e um Audi (dela) na garagem, e o estilo de vida de Jodi. Psicoterapeuta, ela atende em casa apenas dois clientes por dia, e tem tempo de sobra para as sessões de pilates, as aulas de arranjos florais, os passeios com Freud, o golden retriever do casal, e o preparo das refeições gourmet de que tanto gosta. Jodi ainda fica ansiosa ao ouvir a chave do marido abrindo a porta. Todd diz que nunca encontrará uma mulher igual a ela. Essa fachada perfeita, porém, está prestes a ruir. Todd é um adúltero incurável, e Jodi sabe disso. Ela é a esposa silenciosa, preparada para tolerar as traições do marido com o intuito de manter as aparências. Até que Todd sai de casa — para viver com uma mulher com metade da idade dela, filha de seu melhor amigo. Magoada, humilhada e, por fim, financeiramente abalada, Jodi começa a contemplar o assassinato como uma opção razoável. Contado alternadamente nas perspectivas dele e dela, A mulher silenciosa é um livro sobre um casamento à beira do fim, um casal na direção da catástrofe, concessões que não podem ser feitas e promessas que não serão cumpridas. Um thriller psicológico sofisticado, que seduz o leitor desde a primeira página.

Beijos, bom final de semana e até Segunda-feira.

Seriados: Narcos – 1° e 2° temporada – 2015/2016.

Bom dia, fãs de seriados .

Sempre fico um pouco tensa para falar de seriados que acabei de assistir e que gostei muito. Bate aquele “medinho” de não conseguir transmitir para vocês o quanto eu fiquei feliz. Mas eu vou tentar:

História: A série Narcos, comprada e exibida pela Netflix, foi criada por Chris Brancato e Eric Newman, sendo uma produção americana. A produção e execução dos capítulos foram intercaladas por diversos nomes, incluindo José Padilha (quem admiro muito). O locutor da história é um agente da D.E.A, chamado Steve Murphy. Cabe a ele, em meio a um emaranhado de crimes, tentar descobrir o paradeiro de Escobar e outros líderes dos cartéis colombianos. Ronald Reagan, que era presidente dos Estados Unidos na época em que a cocaína colombiana invadiu a América, é figura presente em diversos momentos da série. Enquanto isso, os colombianos viviam um dilema. Queriam o fim da violência extrema e de atentados promovidos por traficantes, mas também não gostavam da interferência do “imperialismo” americano. Coube a César Gaviria (presidente da Colômbia) encarar o desafio. Steve é designado para a missão e parte de Miami para morar em Medelín (cidade conhecida como cidade do Pablo, onde ele cresceu), para facilitar as investigações.

Quantidade de capítulos: Cada temporada tem dez episódios de cerca de cinqüenta minutos cada um.

Abertura e título: o título faz relação com o narcotráfico e a abertura mostra paisagens da Colômbia, assim como momentos da vida de Pablo Escobar em família na fazenda e ainda mostra imagens de drogas, armas, sexo e erotismo.

Trilha sonora: A canção “Tuyo” de Rodrigo Amarante que é trilha da abertura é uma música envolvente que encaixou bem com as imagens e não cansa assistir. Músicas latinas durante os episódios e desconhecidas no Brasil, as quais gostei das batidas.

Imagem: Imagens com câmeras que transmitem à época correta. Figurinos, objetos que remetem a isso. Muito cigarro em todas as cenas, seja de nicotina ou o cigarrinho do Pablo. As imagens mostram momentos crus, como cenas de nudez, sexo, violência, as fábricas da cocaína a céu aberto e muito dinheiro, sendo simples e satisfatórias.

Cenas: As cenas de ação e violência são dinâmicas, fortes e reais. Apesar da coloração do sangue ser bem artificial, todos os outros elementos se encaixam como se fossem verdade. Lembremos que a história passa-se na década de 80, sendo a primeira temporada focando nos primeiros vinte anos de Pablo no tráfico (como surgiu, inclusive) e a segunda baseando-se nos últimos dezoito meses de vida, após sua fuga de La Catedral, uma prisão construída por ele mesmo.

Personagens principais: Para começar esse tópico preciso deixar claro que colocar Wagner Moura de vilão é pedir para que eu torça para o bandido. Já fiz até post do ator aqui no blog, Wagner Moura: mistura de carisma, talento e inteligência. – um dos apenas dois posts que tenho sobre atores, vejam bem o quanto admiro o cara – e sempre enfatizo que seu carisma é algo impressionante, acrescentamos a isso seu talento, sua coragem e sua beleza e fica difícil não torcer por ele independentemente do papel. Em segundo lugar, preciso dizer que nunca consigo ser totalmente imparcial em se tratando de Estados Unidos, que se acham acima de tudo e todos, e ao saber que a história é contada pelo ponto de vista deles, já me deixa ligeiramente desconfiada, porém pela obra ter tantos nomes brasileiros que conheço, me deixou segura. Agora vamos aos nomes de Pablo Escobar (Wagner Moura) que não é declarado o protagonista, mas que rouba a cena e Steve Murphy (Boy Holbrook) que cumpriu muito bem o papel (mocinho), porém não me fez torcer por ele.   

(CONTÉM SPOILERS) Secundários: Vou citá-los por ordem de preferência minha, começando por Javier Peña (Pedro Pascal), parceiro de Steve, que pra mim foi bem mais importante na série do que seu amigo protagonista. Ainda que nos últimos episódios ele tenha cometido erros difíceis de engolir – afinal se juntar a traficantes, você que se intitula um policial do bem, para conseguir capturar outro traficante não faz nenhum sentido – e ainda sim não consegui odiar o personagem. Acho que o carisma do ator é muito bom também. Temos também um outro personagem que apesar de ser todo errado, sua lealdade a Pablo me cativou e para incrementar o enredo, seu caso proibido com a irmã de outro traficante fizeram com que eu adorasse demais o Gustavo (Juan Pablo Raba), primo e braço diretor do Patron (Pablo). Tata (Paulina Gaitán), mulher de Pablo, consegue transmitir a dualidade de sua personagem, assim como Connie (Joanna Christie), mulher de Steve. Maurice Compte interpreta Coronel Carrillo, um dos mais corajosos e fortes personagens da série. Gostei da interpretação misteriosa de Valeria Velez (Stephanie Sigman) e de Limon (Leynar Gomez), o último homem de Pablo.          

        

Observações: O que me despertou muito a atenção foi a lealdade de alguns funcionários de Pablo Escobar e também de sua família. Chegava a ser comovente. Por não falar espanhol,  a mim nada incomodou a fala dos personagens, inclusive do Wagner Moura, que nota-se uma melhora considerável na segunda temporada e que soa perfeito.

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Referências: Há muita contradição sobre o que é ficção e o que é histórico na série. Embora ela seja inspirada na vida de Escobar, existe um outro seriado chamado Pablo Escobar: O patrão do mal, produzido na Colômbia, onde se vê um homem muito mais humano do que na primeira temporada de Narcos. Em contrapartida, o filho do Pablo Escobar deu declarações que o seu pai era muito mais perverso do que o transmitido pela Netflix. Portanto nunca saberemos ao certo o que é real ou não. Até porque o Pablo Escobar que se mostrava para a Tata ou para o filho não era o mesmo que se mostrava ao inimigo (assim como cada um de nós, que nos portamos de acordo com o ambiente e as pessoas à nossa volta). Acredito que a pessoa que mais o conheceu tenha sido Gustavo. Eu ainda assim, achei que na segunda temporada, Escobar estava muito humanizado, melancólico e família. Consegui sentir empatia e tristeza pela situação dele no final. Porque apesar de saber o quanto ele prejudicou a Colômbia e foi maldoso com milhares de pessoas e que deveria ser punido pelos seus atos ilegais e criminosos, à mim o usaram como bode expiatório, querendo caçá-lo a todo custo enquanto outros traficantes se fortaleciam e lucravam em cima disso. É como se fosse pessoal para o presidente da Colômbia e para os E.U.A capturá-lo, tanto que ele não precisaria ser morto, mas foi, perdendo o senso de justiça e passando a ser vingança.

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Gêneros: Drama, Policial, Suspense, Biografia.

Ganchos: Creio que não seja spoiler dizer que Pablo morre no final da Segunda temporada e que agora surge o Cartel de Cali, onde surge Gilberto Orejuela, o novo maior traficante, para os detetives investigarem. Análise pessoal: Pablo foi apenas o início do tráfico, mas ele apesar de trocar de mãos, não acaba e essa é uma questão para quem assiste analisar, a proibição das drogas protege e defende os interesses de quem na verdade? Enquanto houver proibição, haverá tráfico e milhares de mortes anualmente.

Já voltando às conjecturas da terceira temporada, tenho certeza que será boa, porém ainda não é certo que assistirei, pois Wagner fará muita falta.

Final: Previsível, mas entregou drama, suspense, emoção e ação.

Recomendo?: Sim, sim e sim.

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Beijos e até mais.

Resenha de Livros: Tudo aquilo que nunca foi dito – Marc Levy.

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Suma de Letras (Objetiva) – 2011 – Ficção francesa – 241 páginas – Nota 3♥♥♥.

Bom dia, leitores.

Motivo da compra: Comprei este livro porque queria muito conhecer uma obra deste autor, que após escrever “E se fosse verdade”, que eu não li, mas que eu assisti o filme e adorei, claro que os personagens terem sidos representados por Mark Ruffalo e Reese Witherspoon contribuíram bastante para isso, eu precisava escolher um de seus títulos e este foi o felizardo por estar em preço promocional (como sempre).

Referências: Sabia tratar-se do relacionamento conturbado de pai e filha e que havia uma carta existente na história que mudaria tudo.

Capa: Gostei do título e da capa do livro, imaginando mil possibilidades sobre qual poderia ser o segredo entre pai e filha, porém meus palpites iniciais foram infundados.

Formato do livro: Volume pequeno, altura e largura medianas, margem média e letras pequenas, tornaram a leitura um pouco mais lenta do que o meu normal.

Escrita: A escrita é em terceira pessoa, por um narrador ausente, contendo uma narrativa pouco descritiva e com muitos diálogos. Como a história é bem fluída, a leitura, mesmo sendo em letras pequenas, não é demorada.

História: Uma história sobre recomeço, perdão, aventura, fantasia e amor. A premissa do livro é muito boa e interessante. Em vários momentos temos frases de impacto ditas por Anthony, que não parecem auto-ajuda, ainda bem. Algumas citações históricas, como o Muro de Berlim, que faz parte da história dos personagens me agradaram bastante.

Personagens principais: Temos Julia, a protagonista que precisa adiar o casamento ao descobrir que seu ausente pai faleceu e que o enterro será na data marcada para o casório. Temos Anthony, o pai, que tenta se redimir dos erros passados com elementos de ficção científica – que é a parte mais interessante do livro – e que eu consegui simpatizar desde o princípio, não sei bem o porquê, já Júlia em certos momentos a mágoa e rancor que ela demonstrava me incomodava um pouco sendo muito intransigente, já em outros momentos conseguia entender suas razões e torcer por ela.

Secundários: Temos Adam, o noivo, um personagem apático e não desenvolvido no livro. Temos Stanley, o melhor amigo de Julia, que é o meu personagem preferido, com suas ótimas tiradas de humor, trazendo leveza ao texto. Temos Knapp, um conhecido de Julia, que não facilita a vida dela em nada e um pouco injusto a princípio e Tomas, um fator surpresa e que consegue agradar fácil, pois tem os elementos certos de um bom mocinho.

Observações: Apesar de a história ser boa e até com um tema inovador, eu nunca tinha lido algo assim, achei a história bem superficial. A relação entre pai e filha não se desenvolve muito, fica bem rasa. E o livro não prende o leitor, apesar de não ser maçante e conseguir ler tranquilamente, não existe um apego pela história, porque o quesito surpresa não existe, pois logo de início eu já sabia qual seria o fim e quando ele existe, bem no final, não é uma surpresa boa, porque fica artificial, incompleto e parece que não faz sentido, ainda achei que poderia ter aprofundado bem mais também em relação à busca que Júlia precisava fazer, mas ficou algo muito simples e pareceu quase enrolação.

Recomendo?: Sim, foi uma leitura mediana. Nota três pela inovação do tema e facilidade da leitura.

Sinopse oficial: Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh – empresário brilhante, mas pai distante – não poderá comparecer à cerimônia. A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu. A ironia amarga da situação, com Julia forçada a adiar o casamento para enterrar o pai, faz aquela parecer mais uma das peças pregadas pelo destino na difícil relação entre os dois. Mas, no dia seguinte ao funeral, ela descobre, na forma de um enorme pacote deixado na porta de sua casa, que aquela não tinha sido a última surpresa de seu pai – e parte na viagem mais extraordinária de sua vida, uma oportunidade para que os dois digam um ao outro, enfim, tudo aquilo que nunca foi dito. 

Beijos e até logo.

Seriados: Sense8 – 1° temporada – 2016 e Especial de Natal.

Bom dia, lindos.

Como vocês podem perceber, estou “maratonando” alguns seriados e lendo menos por causa disso. Mas é só até que eu consiga recuperar algumas séries muito boas que eu deveria ter visto ano passado e não consegui. Estava enrolando para escrever sobre esta série porque ela é tão inovadora que fica até difícil saber o que falar. Essa série tem carisma, tem apego, tem amor. Algo incomum. Vamos lá:

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História: Para começar, essa série é uma desmistificadora de preconceitos. Não recomendado para homofóbicos e para a família tradicional brasileira assistir. Não veja com seus pais também, pois pode rolar um constrangimento básico. A história foi escrita pelos Irmãos Wachoswski (de Matrix) e J. Michael Straczynski, onde oito pessoas situadas ao redor do mundo são conectados de uma forma peculiar por terem nascido no mesmo dia. As histórias são simultâneas e se cruzam durante os episódios. É como se eles compartilhassem de um cérebro coletivo, com sensações, pensamentos e experiências interagindo. Personagens têm suas vidas contadas e em um certo momento presenciam uma morte de uma mulher que seria a mãe dos Sense8 de uma geração anterior. A partir deste momento, os oito precisam lidar com suas vidas cotidianas e entender o que está acontecendo. Um sensate se transporta pela mente até onde outro sensate se encontra e se relacionam. Em diversas ocasiões quando esses encontros aconteciam me dava certa gastura imaginar que na verdade eles estavam falando sozinhos e as pessoas ao redor o achariam loucos e poderia rolar uma situação constrangedora. Tem uma densidade e profundidade que cativa quem assiste. O suspense fica por conta de cada um precisar se salvar mutuamente quando o outro está em perigo para se manter vivo, pois Whispers/ Sussuros (Terrence Mann) é um sensate que se voltou contra a própria espécie e lidera uma organização que quer neutralizar ou exterminar os oito. Ainda temos o fator de que cada um dos sense8 possuem um habilidade importante embora sejam pessoas comuns.

Quantidade de capítulos: A primeira temporada dispõe de doze capítulos de cinqüenta e cinco minutos em média, o primeiro sendo pouca coisa mais longo e temos um especial de Natal que seria o primeiro capítulo de uma segunda temporada com a duração de duas horas e quatro minutos.

Abertura: Para os amantes de viagens, a abertura traz inúmeros pontos turísticos pelo mundo, mostrando uma diversidade de culturas, sendo cento e oito imagens das cidades onde os oito personagens residem.

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Trilha sonora: What´s going on de 4 Non Blondes nunca mais será a mesma quando ouço, sempre gostei dessa música, mas agora quando a ouço lembro dos Sense8. Temos ainda Fatboy Slim e Avicii.

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Imagem: As imagens são muito boas e transmitem veracidade, pois acontece nas cidades de fato.

Cenas: Temos cenas inovadoras e incríveis. A forma como os personagens interagem nos dão vontade de estar ali presente também com eles. Minhas cenas favoritas são a da música onde os oito cantam What´s going on ao mesmo tempo e eu me vi cantando junto com eles, ainda mostra Kala e Wolfgang interagindo e eu tenho uma queda por esses dois juntos, as cenas de lutas de Sun no lugar de Capheus são bens reais e fortes, a cena do parto, onde mostra como os oito personagens nasceram e tem imagens inovadoras e sem pudor, as cenas de sexo entre os oito personagens no especial de Natal que conseguiram ser sexys, fortes e sutis tudo ao mesmo tempo,13

as cenas de Lito e Hernandes eu amo, a cena de sexo entre Will, Wolfgang, Nomi e Lito, a cena onde os oito se encontram no barco é bela e pura, a cena onde eles comemoram o aniversário reunidos em torno de Lito é linda também, 14

assim como algumas cenas dramáticas como quando Wolfgang está no hospital com o melhor amigo, quando Kala está na casa de Capheus, quando Sun se despede de seu cachorro antes de ir para a prisão, quando Nome escreve na internet sobre sua luta pelos direitos dos transexuais, quando os oito se reúnem para ouvir o pai de Riley tocar no teatro, quando Kala desmaia em seu casamento após ver Wolfgang pelado (é, eu quero eles juntos)  e a cena em que Lito praticamente salva Wolfgang ao mentir em seu lugar para uma gangue rival, enfim, vocês podem perceber que eu adorei a série.

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Wolfgang, Kala, Lito, Capheus, Nomi, Will, Riley e Sun

Personagens principais: Como personagens protagonistas temos oito pessoas, sendo a Riley (Tuppence Middleton), uma DJ irlandesa que mora em Londres e sofre de depressão por fatores mostrados ao longo da história e apesar de uma forte especulação de que ela será a mãe desta nova geração por ser mais sensitiva (sua habilidade), foi a personagem mais chata para mim, também temos Capheus (Aml Ammen – que após o fim da segunda temporada foi desligado da equipe e substituído por Toby Onwumere, uma pena pois no especial de Natal senti desconforto para associar o nome ator no mesmo personagem) que mora no Quênia, região extremamente pobre, é motorista da sua van intitulada Van Damme (o lutador mesmo) e que faz de tudo para ajudar sua mãe, soro positivo, a conseguir remédios para sobreviver com grande senso de justiça, temos Sun (Doona Bae), uma empresária que mora em Seul e após falcatruas do irmão na empresa familiar, decide assumir a culpa, por ter feito uma promessa a mãe falecida de que cuidaria da família e onde a repressão feminina é violenta, sua habilidade sendo a luta, ela é uma lutadora maravilhosa, também temos Nomi (Jamie Clayton), uma hacker transexual que mora em San Francisco, ativista e lésbica (algo inovador, a dissociação de que uma pessoa que se sinta mulher deva se interessar por homens) e que é a primeira e ser pega por Whispers. Temos Kala (Tina Desai), uma farmacêutica que mora em Mumbai, da religião Hindu e está prestes a se casar sem amor conforme os costumes do local. Temos Wolfgang (Max Riemelt), um ladrão de cofres que mora em Berlim, com um passado de violência familiar. Lito (Miguel Ángel Silvestre), um ator que mora no México, homossexual que ainda não conseguiu se assumir devido a pressão pela imprensa e exímio mentiroso quando necessário. Will (Brian J. Smith), um policial de Chicago, atormentado por um assassinato ocorrido na infância, que é o primeiro a perceber as coisas estranhas devido à aparição de Jonas. Meus preferidos são Wolfgang, Lito, Kala, Sun e Capheus.    

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Wolfgang e Kala ❤

 

Secundários: Temos o personagem Jonas (Naveen Andrews) que aparece para Will para aparentemente ajudar, sendo um sensate de um grupo anterior, Amanita (Freema Agyeman)– namorada de Nomi e hacker também, Angelica, a mãe dos sense8, sensate do mesmo grupo de Jonas, Hernando – o namorado de Lito (e que foi uma bela surpresa por ser o Alfonso Herrera, o Miguel de Rebelde e que eu demorei para saber que era ele mesmo), que consente em manter o relacionamento em segredo e que traz toda a parte cômica ao seriado junto de Daniela (Eréndira Ibarra) que mora com o casal para manter o fingimento de ser namorada de Lito para a sociedade. Temos ainda Felix (Max Mauff) melhor amigo de Wolfgang que eu gostei bastante da parceria dos dois.   

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Hernandes ❤
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Jonas e Angélica

Observações: O que é mais bacana na série é que a orientação sexual e o gênero não são assuntos ditos como importantes, ou seja, não são eles que são analisados ou que tenham grande relevância, simplesmente fazem parte da história assim como a vida real é. Claro que mostra os dilemas de Lito e Nome por serem quem são, mas na forma de lidar com o preconceito e não na forma de tabu. Eles fazem parte da história, não é o assunto principal.

Referências: A história vai sendo contada aos poucos e isso cria uma empatia entre nós e o elenco, que assim como nós também só vai descobrindo o que está acontecendo aos poucos. O incrível da série é o fator surpresa, pois ela não me remeteu a outras coisas que já assisti. O enredo é original. Apesar de achar que na segunda temporada a série investirá em desvendar o mistério por traz de Jonas e porquê do personagem Sussuros querer caçá-los e fazer uma cirurgiã de mentes, o que eu mais gostei na série foram as histórias particulares de cada um e as conexões que ocorriam entre eles. Ainda traz elementos como drogas, gangues, máfia e intolerância familiar.

Gêneros: Ficção científica, Suspense, Drama, Romance.

Ganchos: Bons ganchos que prendem quem assiste e nos faz querer continuar assistindo para entender melhor a história de cada um e o que os liga.

Final: O final da primeira temporada é bom e gostei, mas o final do especial de Natal é melhor ainda e deixa quase tudo em aberto para a próxima temporada. Muitas questões não resolvidas e muitas teorias do que pode vir nesta segunda temporada. Que não morra nenhum dos oito eu já estarei feliz porque estou bem apegada haha.

Recomendo?: Sim, demais. Assistam.

E temos este maravilhoso spoiler da segunda temporada: Eles na Parada do Orgulho LGBT em SP em 2016:

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Beijos e bom final de semana.